Notas iniciais
Hello from the other side Queríamos agradecer aos leitores, os que comentaram, os que não comentaram, os que tem conta, os que não tem... Enfim, todos. Obrigada por lerem e pelos comentários tão amáveis ♥. Boa leitura.

Pov. Brad

Eu acabara de ser ameaçado perder meu lugar no time de futebol por conta das minhas notas. E como se isso não fosse ruim o suficiente, eu ganhei um "tutor" o senhor Lewis, cujo eu não sei nem o primeiro nome, é o garoto que eu vi no corredor.

Lewis parecia igualmente contrariado, uma vez que o professor de química havia deixado a sala antes que eu pudesse declarar que me viraria e Lewis pudesse se recusar a ser meu tutor.

Nesse meio tempo acho ficamos nos encarando, até que o garoto de cabelos negros deu um suspiro derrotado e veio até mim. Ele arrancou um pedaço de uma folha de caderno me entregou depois de ter anotado seu número

—Me ligue pra confirmar, vamos fazer isso o quanto antes... Pode ser hoje ás três?

—Como quiser... – Essa é a hora em que eu deveria dizer seu nome. – Lewis.

Melhor sobrenome que nada.

—Tom, meu nome é Tom. E você é Brad Shummer. – Não precisava conhecer muito pra saber que ele estava incomodando.

—Você não gosta de mim, né? – Discrição nunca foi um talento meu.

—É não muito – Tom deu uma risada seca – Mas quase toda a escola gosta, então qual é a importância?

"Quase toda a escola gosta"

Eu não tinha o que dizer.

—Hã.. Eu ligo pra você.

—Claro. – Ele deu mais uma risada, provavelmente percebendo que eu estava constrangido e deixou a sala.

Também não fiquei muito mais tempo naquele antro maligno, afinal eu tinha um horário pra dormir agora, aliás, aula de artes.

Cheguei na sala de artes e sentei na cadeira mais distante o possível da professora. Ela começou a dar uma palestra chata sobre pincéis e logo eu estava dormindo.

...

Acordei com o som estridente do sinal, indicando que eu, bem como todos os outros, deveríamos nos dirigir para o refeitório.

Acho que demorei demais, essa fila já está enorme.

Pov. Tom

Enquanto caminhava para a aula de história, raciocinei o que acabara de acontecer. O professor Stanford me chamou há pouco tempo e me pediu – mais para ordenou – para ser o novo tutor de Brad Shummer. Nem tive tempo de recusar. A última coisa que eu iria querer agora é dar aulas para um atleta popular, que provavelmente irá me manipular pra fazer todo o dever de casa dele. Ainda teve a audácia de dizer que liga pra mim. Fala sério, ele nem sabia o meu nome! A pior coisa dos populares, é que vivem querendo que todos ao seu redor os amem. Acabam querendo tanto que acreditam que sim.

Eu realmente tinha que contar essa para os meus melhores amigos. Eles não iriam acreditar.

Quando eu entrei na sala, me sentei ao lado de Lise e Ian, que questionaram porque o eu fui chamado pelo professor de química. Contei tudo para eles enquanto a professora escrevia um texto enorme no quadro para copiarmos e pedia para que lêssemos o capítulo 5 enquanto isso.

— Fala sério, cara! E o que você fez? – sussurrou Ian, de modo que só eu e Lise podíamos ouvir.

— Bem, dei o meu número para ele e disse para me ligar para confirmar. Queria acabar logo com isso. – expliquei.

— Tenho pena de você. Aposto que ele só irá usar você para fazer seu dever de casa. – concluiu Ian, enquanto passava uma página do livro entediantemente.

— Foi o que eu pensei! – olho para Lise, esperando que ela concordasse também. No entanto, ela balançou a cabeça negativamente.

— Não sei, ele é um dos poucos atletas que nunca encrencou com nenhum nerd. Na verdade, nunca vi ele implicando com ninguém. Ele me parece tranquilo. – ela deu de ombros.

— Todos os atletas são iguais, acredite. – falou Ian, censurando-a. – Aposto que está apaixonado por ele.

— Cale a boca. – Lise empurrou Ian levemente, sorrindo. Não pude deixar de rir também. Ian estava morrendo de ciúmes.

— Bem, você daria uma chance para a Amber? – pergunto.

— Claro que não! A garota é uma vadia. Isso é óbvio. – o tom de voz de Lise aumentou um pouco, e alguns alunos olharam para ela. Ela continuou falando, sussurrando dessa vez – Já o tal do Brad, não sabemos qual é a dele.

— Viu! Então você admite que ele não é um anjo total? – Lise revirou os olhos, derrotada.

— Tudo bem, acho que você terá que descobrir isso sozinho hoje às três horas.

E eu iria mesmo.

Pov. Brad

Depois de pelo menos uns oitenta anos na fila tentando arranjar algo para ingerir finalmente eu me dirigia a uma mesa qualquer para comer. O costume é que eu sente com “todo mundo” Amber, outras lideres de torcida, pessoal do time de futebol… Não estou muito pra isso hoje.

Por algum milagre tinha uma mesa vazia no fundo do refeitório e foi lá mesmo que eu sentei. Vez por outra eu acabava passando olhando para as pessoas ao redor. Hoje as lideres de torcida e o time de futebol tinham sentado separados, os nerds, geeks ou seja lá qual for a denominação estavam juntos, como sempre, ah, tem também o Tom e uns amigos… Volto meu olhar para a mesa das lideres de torcida e percebo que Amber se levanta, ela está andando na minha direção, por que Deus?

A ruiva se senta na minha frente, ajeita uma mecha de cabelo atrás da orelha e se pronuncia:

─Onde estava? Por que demorou tanto? Por que não sentou comigo? ─ Ela parecia irritada, lá vem.

─Dormi na aula de artes, quando cheguei aqui a fila estava enorme, sua mesa está cheia. ─ Respondo sem o menor interesse.

─Por que não furou na frente de alguém? E sobre a mesa, era só ter falado, eu estava louca para mandar a Ashley embora! Você sabe que eu odeio ela! ─ Ela diz tudo como se fosse tão obvio.

─Porque é errado?! E não eu não sabia, ontem mesmo vocês estavam juntas!

─Você não entende! ─ Ela parecia indignada, tanto que levantou da mesa e foi embora. Paz.

Tive mais algumas aulas e finalmente pude ir embora. Chegando em casa almocei e subi para o meu quarto. Tenho que ligar pro Tom.

Me sinto nervoso. Disco o numero e clico no ícone verde com um telefone, os toques começam.

─Alô?

Ai Deus

─Oi Tom, é o Brad… Eu liguei pra confirmar o negócio da aula…

Nossa, quanto jeito, eu poderia fazer bem melhor que isso.

─Ah isso, claro. Eu posso ir pra sua casa.

─Perfeito.

─Só preciso do endereço e eu chego logo, eu acho.

─Ah é, eu passo por mensagem.

─Tá bem, então eu chego aí… Logo.

─É… Obrigada por isso.

─De nada…

E ele desligou. Nossa, melhor ligação da minha vida (ironia disse oi).

Eu não imaginaria nunca como essa tarde daria inicio a tantas mudanças.

Notas finais
Tomara que tenham gostado, nos vemos nos comentários Beijos :*