Notas iniciais
Hoje foto do Daniel. Ai meu coração, sorte da Ana. Ops spoiler...

— O que você pensa que vai fazer?- perguntou ela, me empurrando.

— Te beijar, não esta obvio?- perguntei. Que raiva, eu tenho certeza que se eu não tivesse enrolado tanto ela iria retribuir o beijo.

— E quem disse que eu quero?- perguntou ela- Pensei que tinha deixado claro hoje de manhã que eu não quero nada com você, Victor.

— Mentira, Manoela. Eu sei que você quer isso tanto quanto eu quero.

— Isso não é verdade.

— Tudo bem, então me fale isso com todas as palavras.- A Manoela não sabe mentir, ela não consegue olhar a pessoa diretamente nos olhos e fica mexendo no cabelo inquieta.

— Eu... eu não quero nada com você.- disse ela baixinho e fazendo tudo que ela faz quando esta mentindo.

— Viu. Você esta mentindo.- ela me olhou e viu que nada que ela fizesse iria adiantar nada.

— Tá, tudo bem. Talvez eu queira um pouquinho. — eu ri dela e perguntei:

— Talvez?- Ela me olhou com raiva e continuou:

— Eu quero, sim. Mas isso não vai rolar, porque deve ser só coisa do momento. Além do mais eu não quero ficar com você, pra no outro dia já te ver com outra menina.

— E quem disse que vai ser assim?- perguntei. Mas ela me olhou com aquela cara que dizia, nós dois sabemos que vai ser assim.

— Manu- alguém gritou- Onde você esta?

— Eu estou aqui Ana- A amiga dela logo chegou e olhou pra nós confusa.

— Eu não, não sabia que... Desculpa por atrapalhar- só então nós percebemos que ainda estávamos um perto do outro. A Manoela ficou vermelha e eu sorri ao ver a reação dela.

— Você não esta atrapalhando nada- disse ela levantando- Vamos?

— Na verdade você chegou no pior momento, Ana. Eu estava quase conseguindo.- As duas olharam pra mim. A Manoela ficou vermelha de vergonha e de raiva, e a Ana se segurou para não rir da situação.- Esta me devendo uma, Aninha.

— Depois eu dou um jeito de recompensar isso, Victor.- disse ela.

— Cala a boca. Vamos logo Ana.- Falou a Manu.

— Você vai ter que me contar todos os detalhes quando chegar em casa- disse ela rindo.

— Não tem nada pra contar, vamos ir embora logo.- elas saíram e eu fiquei ali sozinho.

...

— Daniel, nem a sua irmã demora tanto pra se arrumar assim.- gritei eu, para o Daniel ouvir lá do quarto, eu e o Louis já estávamos prontos esperando ele se arrumar.- Daniel, você é um Gay.

— Ei.- disse o Louis.

— Foi mal ai, Louis.- me desculpei, era difícil lembrar que ele, era gay as vezes, até porque ele agia normal perto de nós.

— Tudo bem, eu também já pensei que o Daniel era gay. Mas ele acabou me dando o maior fora. Só sendo hétero mesmo pra não gostar de mim.- Nós rimos.

— Beleza, eu estou pronto.- disse o Daniel descendo as escadas.- Não vão dizer nada?- nós o olhamos com dúvida, o que ele queria que nós falássemos?- "Nossa, Daniel, como você esta lindo", ou então, "eu pegava você", sei lá, qualquer coisa.

— Vamos logo Daniel.- disse entrando no carro.

Quando chegamos a festa, cada um foi pra um lugar. Eu fui pegar uma bebida, porque fazia muito tempo que eu estava sóbrio, e hoje eu quero aproveitar a noite totalmente. Depois de beber um pouco eu fui para a pista de dança. E do nada, a menina que me convidou para a festa começou a dançar comigo.

— Eu não estou vendo sua namorada aqui.- Disse ela.

— Quem? Eu não namoro ninguém.- Só então eu lembrei do que tinha falado pra ela ontem na praia.- Ah, você realmente pensou que aquela menina era minha namorada?- Ela assentiu- Eu sou bastante seletivo, garota.- disse com um sorriso malicioso.

— Que bom. Porque eu também sou.- disse ela sorrindo. Essa noite vai ser longa.

...

Eu não estava mais aguentando essa menina, a unica coisa que ela fez até agora foi falar. Nunca na minha vida vi uma pessoa tão metida e egoísta, sorte dela que é bonita. Quando ela começou a falar do dia em que, supostamente, ganhou um concurso de beleza, eu não aguentei mais. Eu sai de perto dela, a deixando falar sozinha. Mas eu não imaginava encontrar mais uma pessoa aqui na festa, é muita "azar" mesmo.

— O que você esta fazendo aqui?- perguntou puxando ela pra fora da casa onde não tinha ninguém.

— Nossa, Victor, só você pode se divertir agora?- perguntou ela.

— Manoela, você esta bêbada?- perguntei percebendo um cheiro de Whisky. Ela começou a rir ao em vez de me responder.- Mas que pergunta a minha, é claro que você esta bêbada.- Eu a ajudei a sentar em uma cadeira de praia, aqui tem uma piscina também, e a olhei sério.- Você odeia festas, Manu, porque você resolveu vir nessa?- Ela parou de rir, e fez uma cara cachorrinho que caiu da mudança, dava vontade de abraçar ela e fazer de tudo pra ela ficar feliz. Quero dizer, não dava, não. Que gay. Acho que eu estou passando muito tempo com o Daniel.

— Eu tinha vindo aqui terminar o que nós tínhamos começado hoje no parque. Mas quando eu cheguei aqui, eu só percebi que eu tinha razão sobre você.- Falou ela irritada.

— O que? Do que você esta falando?- perguntei confuso. Digamos que eu não tenha um privilégio denominado raciocínio rápido.

— Você já estava conversando com outra menina, Victor. Que raiva de você.- disse ela me dando uns tapinhas fracos.- Que ódio, Victor.- Os 'tapinhas fracos", ficaram mais forte, e estava começando a machucar.

— Para, Manoela.- disse segurando o sua mão.- E sobre aquilo, eu não fiquei com ela. A menina é uma chata egoísta, eu só fiquei aturando ela, porque eu estou na seca.- ela riu do meu comentário.

— Nunca imaginei isso. Você admitindo que esta na seca.

— Você não vai lembrar disso amanhã,- disse eu rindo, e ela riu mais ainda- e também vai estar em uma ressaca pesada- eu a ajudei a levantar, e nós saímos da festa.- Amanhã sará um ótimo dia pra mim te irritar.

— Eu exagerei, né?- eu apenas assenti.- Vamos passar na farmácia antes de ir pra casa, eu vou comprar um remédio para diminuir a dor de cabeça amanhã.- nós estávamos andando e do nada ela desmaiou. Sorte que eu estava segurando ela, se não...

— Acho que o seu remédio vai ter que esperar, querida.

...

— QUE ÓDIO, TUDO CULPA SUA, VICTOR.- é acho que eu tenho um novo despertador. Eu acordo com a Manoela gritando no meu ouvido.

— O que é culpa minha, Valente?- Perguntei eu. Na verdade eu já sabia, mas como eu disse ontem minha missão hoje era irritar a Manu. E se tem uma coisa que ela odeia é que eu a chame de Valente. Eu comecei a rir, e ela percebeu que eu já tinha entendido.- O seu remédio esta aqui, docinho.- ela sorriu pra mim com sarcasmo.

— Obrigada.- disse ela pegando o remédio.- Mas como você sabia que eu estaria com ressaca?

— Como você acha que você foi parar na cama, com banho tomado e um pijaminha sexy?- perguntei a ela. Ela me olhou com assustada e depois com vergonha.- É, docinho, ontem a noite foi longa.- disse entrando no banheiro e trancando a porta, para ela não entrar e começar a me fazer várias perguntas. Na verdade ontem depois que ela desmaiou, eu a trouxe pra casa da praia, e pedi para a Alicia dar um banho nela e colocar um pijama na mesma. Tudo bem, eu queria ajudar ela nessa tarefa tão complicada de dar banho, mas a menina dos cabelos rosa/roxo, até hoje eu não sei qual é a cor, não deixou. Depois disso eu a coloquei na cama e fui procurar uma farmácia aberta as três da madrugada, para comprar o remédio da senhorita. Fui uma pessoa tão boa ontem, mais do que fui o ano inteiro. Agora eu precisava de um pouco de diversão e ver a menina daquele jeito era ótimo.

Depois do banho, eu fui para o quarto só de toalha, porque eu sabia que a Manoela estaria lá. E eu acertei em cheio. Quando ela me viu ela ficou me olhando.

— Quer repetir a doze? Ontem foi ótimo, eu não me importaria em fazer de novo.- Falei com aquele sorrisinho. Ela me olhou aflita, com um olhar de quem já tinha chorado e estava preste a fazer isso novamente. Que raiva, eu não aguento isso não, eu sentei ao lado dela, e a abracei.

— Eu não acredito que eu fiz isso, e nem me lembro- disse ela.- E ainda por cima com você.- eu comecei a rir, e ela me olho com raiva- Você acha isso engraçado? Você sabe que eu não estava agindo normal ontem. E você teve a cara de pau de...

— É tudo brincadeira- eu expliquei tudo a ela, que não sabia se ficava aliviada ou me matava. E eu? Fiquei rindo histericamente.- Você acha mesmo que eu ficaria com você? Que eu faria isso com você?- Ela me olhou com muita raiva estampada no olhar, eu disse raiva? Acho que esta mais para ódio, talvez até... O que vem acima do Ódio?

Só sei que quando eu vi já estava no andar de baixo me escondendo atrás da mesa, onde todo mundo estava tomando café, eles devem ter me perguntado o que estava acontecendo, mas não dava pra mim responder.

— Ai meu Deus. Eu vou morrer.

Notas finais
Gente, que capítulo, né. Mano, eu que sou a escritora não aguento mais, eu quero ver o beijo deles. Gente, eu sei que esta no começo ainda, mas eu vou ter que escrever o beijo deles nos próximos capítulos, eu realmente estou ansiosa. Mas fiquem tranquilos, o beijo vai ser logo, mas a história vai demorar bastante para acabar. P.s: Continuem comentando, eu simplesmente amo ver que vocês estão gostando.