Notas iniciais
Oii, pessoas. Essa é a minha primeira história, então se houver algo errado me avisem. Espero que gostem. P.s.: Comentem.

Sabe aquela pessoa que você odeia com todas as suas forças, mas é obrigado a conviver com ela? Para mim essa pessoa é o Victor, o melhor amigo do meu irmão. O Daniel, é o melhor irmão do mundo, por mais que, ás vezes ele dá umas mancadas. Mas a pior coisa que ele já fez na vida, foi arrumar um melhor amigo tão idiota. O Victor é a pessoa mais egocêntrica do mundo. Só porque ele é lindo e tem um corpo exemplar, mas de que importa isso se o que ele tem por dentro é podre? E pensar que quando eu já pequena já gostei dele...

— Manu,- disse alguém que batia na minha cabeça- acorda, flor.

— Me deixa dormir, Louis- Louis é o meu GBF, Gay Best Friend, é por mais que ele não pare de me falar pra mudar o look, ele é um bom amigo.

— Manoela, acorda agora- disse ele me fazendo levantar- A aula já acabou, querida.- O Louis é a única pessoa no mundo que consegue falar "Querida", "Flor", "Lindinha", entre outros, sem falsidade, porque ele é bastante sincero.- Levanta, bicho.- bom, ás vezes, ele é um idiota, também. Eu levantei e peguei minha mochila. Eu odeio ser acordado, desde pequena sou muito preguiçosa.

— Vamos então, né?!- disse indo com ele em direção a porta da sala- Você precisa aprender como acordar as pessoas gentilmente.- disse irritada. Não era primeira que ele me acordava. E da ultima vez que ele fez isso, eu quase morri, porque ele deu um grito tão alto, que até os chineses devem ter escutado.

— Eu já fiz o favor de te acordar antes do Victor te zoar. Então não reclama, amor.- É, além de o Victor ser um chato, ele é popular aqui na escola, e se não fosse por ele minha vida seria boa. Mas ele insiste em me zoar na escola na frente de todos.

— Obrigada, queridinho.- Agradeci ao Lou.- Mas ainda estou estou brava com você, por me acordar. Eu estou cansada, poxa?!

— Alguém não dormiu ontem, né?- perguntou um pouco magoado.- Você sempre fica de mal humor quando não dorme bem.

— Eu sei. É que eu estava estudando para a prova final- Na minha escola, tem uma prova para testar seus conhecimentos gerais, ela se chama prova final. Ela não passa de uma prova com todas as matérias que nós estudamos no decorrer do ano, mas tudo de uma só vez. E se você ir mal, mesmo não estando de recuperação, você precisará fazer. E no final, todos que estão de recuperação fazem uma prova parecida, e se não conseguir passar na média, que é 70, você, simplesmente reprova. Se é tenso? Não imagina, é só o seu futuro escolar que depende disso.- Já saiu o gabarito?

— Vai sair daqui a alguns minutos, você vai esperar?- Perguntou ele mesmo já sabendo a resposta.

— Sim, eu estou muito curiosa para saber minha nota.- Bom, então você se pergunta, porque eu estava dormindo, é muito simples: eu terminei a prova muito cedo, e revisei umas mil vezes, e como eu tinha esquecido meu livro a unica coisa que eu podia fazer era dormir, e assim o fiz.- Será que eu fui bem? Quer dizer, eu fui a primeira a terminar a prova. Não tinha nem dado o tempo minimo para entregar a prova.

— Você revisou?- perguntou ele. Eu apenas assenti- Então você já sabe a resposta. Com certeza foi bem.

— E como você foi?

— Não fui ótimo igual você, mas acho que fui bem. Tenho certeza que melhor que o Victor, pelo menos, eu fui.- Sim, o Victor além de tudo ainda não estuda e vai super mal na escola.

— Por que? Aquele idiota foi expulso da prova de volta?- Teve uma vez que o Victor foi pego colando da apostila, e por isso, não o deixaram terminar a prova e o expulsaram da sala. Eu, é claro, tive que me segurar para não começar a rir da cara dele.

— Não, mas ele dormiu quase a prova inteira. Só acordou quando faltava meia hora para a prova acabar, então ele marcou qualquer coisa e entregou. — Eu comecei a rir tanto, que quem passava do nosso lado olhava torto pra mim.- Você é muito malvada. E se ele reprovar?- Se ele reprovar? Minha vida finalmente começa a ficar boa.

— Seria a melhor coisa que me aconteceria nesse ano.- Disse eu realmente feliz com a noticia.

— Tem certeza que você não ficaria triste de não ver mais essa divindade todos os dias, na aula?- Perguntou o Victor, aparecendo do além, e entrando na conversa.

— Tenho, mas como eu não tenho tanta sorte assim, ainda teria que ver você com o meu irmão.

— Coitadinha dela.- disse ele com falsidade- A maioria das meninas iriam amar estar na mesma sala que eu, e ainda por cima, me ver quase todos os dias, na casa delas.

— Mas eu não sou qualquer uma.- falei irritada, esse menino se acha tanto, que chega a ser insuportável, quero dizer, é insuportável.- Sabe o que eu iria amar? Se tudo o que você falou fosse ao contrario.

— Metida.

— Arrogante.

— Insuportável.

— Idiota.

— Burro.

— Certinha.

— É melhor ser certinha, do que um irresponsável igual a você.

— Você é impossível mesmo.- disse ele incrédulo.

— Isso ainda vai dar casamento.- murmurou o Louis, que estava do nosso lado. Eu já tinha esquecido que ele estava aqui. Nós dois olhamos para ele com raiva e dissemos juntos:

— Eu prefiro morrer.- E nos viramos, ficando de costa um para o outro, e seguimos reto, cada um para um lado.

Depois disso, a secretaria veio colar o gabarito na parede, e como eu era a que estava mais perto fui a primeira a ver. Como sempre, eu gabaritei, eu fiz minha comemoração rápida, e sai dali. Eu estava caminhando sem rumo quando encontrei meus amigos conversando, e fui até eles. A Ana foi a primeira a me ver, e ela foi correndo falar comigo:

— Amiga eu errei só uma, o Louis duas e a Alicia quarto. E você? Como foi?

— Eu gabaritei.- eu e a Ana começamos a pular de alegria, até que a coordenadora me chama para ir á sala do diretor.- Mas eu não fiz nada.- disse pra Ana preocupada. Na verdade eu e o diretor já eramos amigos, porque ele sempre me chamava na sala dele para me parabenizar pelas minhas notas, e ficávamos conversando sobre faculdades boas. Além disso, quando meu pai morou aqui, eles eram melhores amigos inseparáveis.

— Acho que ele só quer te parabenizar, vai lá, amiga.- Ela tem razão. Entretanto, quando eu cheguei lá, eu percebi que não era nada do que eu imaginava, porque o Victor também estava lá. Quando o diretor percebeu minha cara de dúvida falou:

— Senta ai Manu, eu já vou explicar, porque ele esta aqui.- depois que eu sentei ele começou a falar- Bom, primeiramente eu quero te parabenizar pela sua nota na prova, você gabaritou, aproposito eu também corrigi a sua prova Victor e foi por isso que eu os chamei aqui, porque o senhor Williams foi muito mal na prova final, e por respeito a família dele, eu vou dar uma segunda chance, mas como eu sei que você não conseguira sozinho, a Manoela vai te ajudar a estudar.

— Nem a pau.- reclamou o Victor.

— Victor Williams, olha o palavreado. E se você não aceitar você reprova direto.

— Droga, não tem outra opção?

— Não, é pegar ou largar.

— Ok, então, se não tem outro jeito.

— Ótimo, então a prova é dia...

— Gente, acho que vocês se esqueceram de mim- Eu disse interrompendo o diretor- Minhas notas são exemplares, meu currículo super completo, eu tenho tudo que uma faculdade deseja, por que eu aceitaria ajudar a pessoa mais desprezível que eu conheço?

— Eu concordo com você, mas você é a única pessoa inteligente o bastante para ajudar ele e não se distrair com "brincadeirinhas". E se você não ajudar, ele vai reprovar.

— Mas eu quero que ele reprove.- Disse com a maior sinceridade do mundo.

— Ei eu ainda estou aqui, tá?!

— Manu, eu sei que é quase uma tarefa impossível, mas se você o fizer, eu posso fazer sua recomendação para Harvard pessoalmente.- Tá certo que eu odeio o Victor, e que se eu aceitar ele pode tentar fazer alguma gracinha, mas como eu podia recusar uma proposta dessa?

— Tudo bem eu ajudo ele.

— Ótimo, depois eu passo o dia da prova para vocês, agora podem sair.- Depois que nós saímos, o Victor disse:

— Eu passo na sua casa hoje para nós começarmos a estudar.

— Tudo bem. Mas eu não quero que você conte isso pra ninguém, Ok?

— Com prazer, até daqui a pouco.- disse ele saindo. Eu ainda acho isso ridículo. Até porque não tem como eu e o Victor ficarmos no mesmo lugar sem um de nós sairmos vivos.