Danny Pov:

Na manhã seguinte acordámos todos muito cedo, pois a Debby entrava às 8:30 e nós tínhamos trabalho para fazer na produtora, mas eram só umas coisinhas e ocupavam só um tempo da manhã.

- Despachem-se a comer, porque temos de ir para produtora tratar de alguns assuntos para o novo albúm. – disse Tom.

- Ok. – dissemos nós em coro.

- Então e o Surf Danny? – perguntou-me Thais.

- O surf é à tarde, nós só vamos à produtora agora de manhã. Se quiserem podem vir connosco não é Tom? – perguntei eu.

- Sim, claro que podem. – respondeu o Tom.

- Ok. – disse Thais sorrindo.

- Bem pessoal, gosto muito de vocês, mas tenho de ir, a música chama por mim. – disse Debby.

- Ok. – dissemos todos em coro.

- Queres que te leve? – perguntou-lhe Dougie.

- Como, se não tens carro? – perguntou-lhe ela.

- Eu levo o do Tom, é na boa… Anda lá. – disse Dougie piscando o olho ao Tom e este de seguida atirou-lhe as chaves do carro.

Depois Dougie e Debby saíram.

Fomos todos para a produtora, incluindo a Thais, a Lara e a Joana e o Dougie foi lá ter connosco.

Enquanto nós tratávamos de alguns assuntos, a Joana decidiu ir mostrar os estúdios e essas coisas à Thais e à Lara.

Na sala de reuniões:

- Pessoal, ontem ouvi a Debby a cantar, e ela tem uma voz que, fogo, nem vos passa pela cabeça… pensei, que talvez ela pudesse cantar uma música connosco, ou até tocarmos uma música linda que ela fez, e ele cantava… — disse o Dougie.

- Acho uma boa ideia. – disse eu.

- Pois, eu cá não… — disse Harry.

- Mas tu Harry, tu não tens nada a ver com isso, tu não cantas, só tocas bateria… — disse-lhe Dougie.

- Então meu, eu faço parte da banda, tenho direito a dar a minha opinião, e na minha opinião ela é muito nova para fazer estas coisas, e para trabalhar connosco… — disse Harry.

- Cala-te fogo! Ela é muito nova o tanas… só estás a dizer isso, porque agora namoras lá com a parva da Lara, e sabes que a elas não se suportam, mas a Debby não teve culpa nenhuma, a Lara culpa-a do que aconteceu, mas a Debby não teve culpa nenhuma!!!!! – gritava Dougie descontrolado e eu até tive de o agarrar, nenhum de nós os três percebia o que ele estava para ali a dizer, e eu agarrei no Dougie e levei-o lá para fora.

- Então dude, o que te deu? – perguntei-lhe.

- Desculpa, mas ele estava a abusar, não lhe permito que fale assim da Debby. – respondeu ele.

- Mas fale assim como? Ele não disse nada de mal…

- Ele só diz aquilo porque namora com a Lara, e a Lara detesta a Debby por uma coisa que ela não fez…

- O quê?

- Desculpa, mas não te posso dizer…

- Na boa, mas vê se te acalmas…tu estás mesmo apanhadinho pela miúda, e isso ainda te vai trazer problemas…

- Não quero saber, eu não posso é estar longe dela, tenho de a proteger de tudo…

- Bem, tu já não dizes coisa com coisa, vou mas é chamá-los para irmos embora, visto que já não temos mais nada para fazer.

- Ok…

- E tu, pede desculpas ao Harry.

- Não vou pedir desculpas nenhumas…

- Mau…- disse e fui chamar os outros.

Depois, as miúdas apareceram ao pé de nós.

- Então meu, estás mais calmo? – perguntou-lhe o Harry.

- Nunca deixei de estar. – respondeu-lhe.

- O que se passou amor? – perguntou Lara a Harry, e ele explicou-lhe tudo.

- Dougie, não sei como sabes disso, mas seja como for, o Harry não sabe de nada disso, por isso foste super injusto com ele. – disse Lara, percebendo do que se passava.

- Sendo assim, desculpa Harry. – pediu ele.

— É na boa, mas do que é que vocês estão a falar, eu não estou a perceber nada… — disse Harry.

- Nós também não. – disse eu , Tom e Joana, pois Thais também já tinha percebido.

- Eu depois explico-te em casa. – disse Lara para Harry, e fomos todos para casa.

Lara Pov:

Quando chegámos a casa, não consegui escapar e o Harry veio logo pedir-me para lhe contar tudo.

- Vá Lara, conta-me tudo, porque já não estou a perceber nada. – pediu ele.

- É assim amor, como sabes, quando eu tinha 4 anos, perdi os meus pais num acidente de carro, acidente esse que se sucedeu no dia em que a Debby nasceu. O acidente ocorreu-se quando nos deslocávamos da nossa cidade para a cidade onde a Debby tinha nascido, por isso, se ela não tivesse nascido, eu ainda tinha os meus pais comigo…a culpa é dela… Quem me dera que ela não tivesse nascido… — disse eu já a chorar.

- Lara, eu compreendo o teu ponto de vista, juro que compreendo, apesar de não imaginar como é perder os pais tão cedo, só que a Debby não teve culpa nenhuma, ela não teve culpa de ter nascido, não podes dizer uma coisa dessas…

- Mas se ela não tivesse nascido os meus pais ainda cá estavam… Quem me dera que ela não existisse, assim eu não tinha perdido os meus pais… — eu já batia com as mãos na relva, e Harry abraçou-me forte.

- Amor, tem calma, mas por favor não sejas má… é por isso que não gostas dela?

- É, porque por culpa dela, os meus pais morreram naquele maldito acidente, e eu também quase morri, eu podia não estar aqui contigo agora…- ele interrompeu-me com um beijo.

- Shiuuu… mas estás, estás aqui comigo, e eu prometo-te que comigo a teu lado, nunca que te vai acontecer nada de mal…

- Ainda bem…

- Mas por favor, não trates mal a Debby, coitada da miúda, ela não tem culpa de nada, já pensas-te que ela se calhar também se sente culpada, e que sofre com isso…

- Sim… mas é que, não consigo, é mais forte do que eu, o meu coração não quer ser assim, mas a minha cabeça diz que ela é a culpada…

- Então ouve o teu coração, e ignora completamente a cabeça, “perdoa” a Debby, ou melhor, pede-lhe desculpa por tudo o que lhe disseste, mesmo que não o faças por ela, fá-lo pelos teus pais…

- É inacreditável o que tu me fazes Harry Judd, é que é mesmo… — disse e beijei-o, aquele rapaz era tudo na minha vida, eu amava-o inteiramente como nunca tinha amado ninguém, ele de facto estava a fazer-me muito bem…

Danny Pov:

O Dougie e a Lara já tinham falado e resolvido tudo, e ela disse-lhe que iria pedir desculpas a Debby, apesar de eu não ter percebido nada de nada, fiquei contente por tudo se ter resolvido. Depois fomos almoçar e depois de almoço eu levei a Thais até uma praia no litoral para ela surfar.

- Ficas muito sexy com esse fato e com a prancha na mão. – provoquei eu.

- Obrigada. – disse ela corada e depois foi para o mar e começou a dominar as ondas.

Ela dominava mesmo muito bem aquilo, mas de repente começam a vir umas ondas muito grandes, enormes mesmo e todos os que estavam dentro de água saíram, menos ela.

- Thais, sai daí!!!!! – gritava-lhe eu da areia, mas ela não percebia e continuava, aquilo era muita adrenalina, mas muito perigoso, até que veio uma onda enorme, mas enorme que a engoliu, e eu deixei de a ver, o meu coração começou a acelerar como se fosse sair pela boca e foi então que fui a correr para o mar na tentativa de a encontrar.

Quando cheguei dentro de água, mergulhei e nada, até que fui nadando um pouco mais para a frente e pude vê-la a afundar-se, já sem sentidos.

Fui até lá, agarrei nela e trouxe-a ao de cima.

Quando saímos de dentro de água, eu deitei-a na areia e depressa se formou uma multidão em nossa volta. Ela não acordava por nada,”mas onde raio estão os nadadores salvadores quando são precisos?”. Já me estava a passar, por isso decidi fazer-lhe respiração boca a boca…passados alguns segundos ela começa a cuspir água.

- Thais! – gritei eu e abracei-a forte.

- Danny? – perguntou ela passando a mão pela minha cara.

- Sim, sou eu fofinha… fogo, pregaste-me cá um susto, por momentos pensei que te tinha perdido…

- Ah, eu não vou morrer, não no mar, eu domino aquilo, só que desta vez descuidei-me…

- Ai miúda, nunca mais me faças isto, nunca mais ouvis-te? – dei-lhe um beijo demorado no rosto.

Depois ajudei-a a levantar. Todos os que estavam à nossa voltam batiam palmas e alguns diziam:

- O Danny Jones é um herói!

Seguidamente agarrei na mão de Thais, fomos buscar as nossas coisas e fomos para casa, ela precisava de descansar.

Quando chegámos a casa, todos perguntaram o que tinha acontecido, visto que eu tinha a roupa toda encharcada, e eu contei-lhes tudo.

- Estás bem prima? – perguntou Lara a Thais.

- Estou sim. – respondeu ela.

- Ela agora está bem, mas precisa de descansar, anda Thais. – disse eu.

- Ok… — respondeu ela e subiu comigo.

- Vá, deita-te ai na cama e tapa-te bem. – disse eu.

- Danny, estás a tratar-me como se eu fosse tua filha, eu já não sou nenhuma criança, não preciso de ninguém a cuidar de mim. – disse ela a rir.

- Oh, estou preocupado, pregaste-me um grande susto mesmo. – respondi.

- Ok…. – depois ficámos ali a conversar, até que ela acabou por adormecer, estava tão linda…

Fui para o meu quarto, senti-me na cama, agarrei num caderno e numa caneta, e começou a sair-me umas frases para fazer uma letra para uma música, do qual saiu:

“Well it's quarter to four
We're hangin' out at the pizza place,
And we all got our boards,
Later on we're gonna catch the waves!

Well that's what I said,
When I left her in bed,
With the radio on and the books she read,
Let the truth be known

I just wanna date a surfer babe,
I hope I'm not a little too late,
I never know what your gonna say,
You don't think you're my type,
But you are, but you are, but you are, but you are
You know
I just don't know how I'm gonna get through,
This thing that I've been feelin' for you,
Don't think I know your name,
But I do, But I do, But I do,
You're a Surfer Babe!

You know it's hard when things
Never seem to wanna go your way,
But I got this feelin' that it's not gonna happen today!
You know I've looked all around
For a girl in L.A
And Your the prettiest face thats walked my way,
Since I met you girl

I just wanna date a surfer babe,
I hope I'm not a little too late,
I never know what you gonna say,
You don't think you're my type,
But you are, but you are, but you are, but you are
You know
I just don't know how I'm gonna get through,
This thing that I've been feelin' for you,
Don't think I know your name,
But I do, But I do, But I do,
You're a Surfer Babe!

And I've been waiting,
For a girl like you,
Anticipating how to make my move,
'Cause there is nothing,
I would rather do than,
Catch the waves with you,

I Wanna surfer Babe,
I hope I'm not a little too late,
I never know what your gonna say,
You don't think your my type,

But you are,

But you are,

But you are,

But you are,

But you are,
But you are,
But you are,
But you are

A babe,
I hope I'm not a little too late,
I never know what you gonna say,
You don't think you're my type,
But you are, but you are, but you are, but you are
You know
I just don't know how I'm gonna get through,
This thing that I've been feelin' for you,
Don't think i know your name
But I do, But I do, But I do

You're a Surfer Babe!”

Pronto, percebi logo que estava apaixonado por ela, só podia…

Dougie Pov:

Estava no jardim sentado no banco baloiço, quando de repente começa a chover torrencialmente, é que era mesmo uma carga de água que nem imaginam.

Então, lembrei-me que a Debby devia de estar a caminho de casa, e a esta hora já estava toda molhada, decidi ir dar uma volta de carro para ver se a via.

Quando cheguei a uma certa rua, avistei-a ao longe, ela tinha a roupa ensopada em cima do seu corpo, o que fez a sua blusa ficar transparente, e via-se a sua roupa interior, ainda por cima ela estava de cavas … sai do carro e fui a correr ter com ela, ainda a chover torrencialmente.

- Debby, estás doida? – perguntei-lhe assim que cheguei ao pé dela.

- Não, porquê? – perguntou ela erguendo os braços no ar e começando a andar à roda, eu agarrei na sua mão e fui o mais depressa possível para dentro do carro.

- Queres apanhar uma pneumonia ou quê?

- Não… — disse ela passando as mãos pelos braços em gesto de frio.

- Estás com frio? – perguntei.

- Um pouco…

- Toma… — disse eu tirando o meu casaco e pondo nas suas costas.

- Oh Dougie, assim vais tu ficar com frio.

- Eu não, aliás agora até estou com imensos calores, e não sou eu que tenho a roupa encharcada em cima do corpo, devias de tirar a t-shirt…hum quando chegares a casa claro…

- Pois…eu sei.

Depois, viemos o caminho para casa todo em silêncio.

Quando chegámos a casa, todos olharam incrédulos para Debby.

- Debby, passaste-te? – perguntou Thais que já estava um pouco melhor depois de quase se ter afogado.

- Mau, tu também… — disse Debby.

- Eu também nada, vai imediatamente tirar essa roupa e tomar um banho de água morna! – ralhou-lhe Thais.

- Ok Mãezinha… — disse Debby e subiu.

- E Thais, ela vinha de cavas, eu é que depois empreste-lhe o meu casaco…ela ainda vai ficar doente. – disse eu preocupado.

- Ai meu Deus, aquela miúda é doida. – disse ela e todos rimos.

Ficámos ali um bocado a conversar, e depois eu subi.

Quando estava no corredor, choco contra a Debby que acabara de sair da casa de banho, e vinha apenas com uma toalha enrolada ao corpo e outra na cabeça.

- Ai, desculpa… — pedi eu.

- Ah… não faz mal. – de repente ela ficou corada, provavelmente devia de ser por estar apenas com uma toalha por cima do corpo ao pé de mim.

- Então, já tomas-te banho? – perguntei, a tentar fazer conversa.

- Sim, como podes ver…ah, bem, tenho de me ir vestir, até já. – disse ela um pouco embaraçada, o que me fez rir.

Aquela miúda, estava de facto a mexer comigo, mas como é que era possível? Já nem conseguia perceber… só sabia que ela me estava a deixar maluco…

Debby Pov:

Estava no quarto a vestir-me, quando Thais entra.

- Então mana, queres ficar doente? – perguntou ela.

- Não, mas será que toda a gente me vai perguntar isso? Boring --‘. – disse eu.

- Oh… e tu também és parva, então vens a pé, sabendo que é a primeira vez que vens a Londres e nem conheces nada…

- Oh, eu decorei o caminho quando o Dougie me foi levar.

- Ah pois é, ele foi um querido em ter-te ido buscar e depois ter ido à tua procura.

- Podes crer, ele é um querido…opah mana, sabes que nunca fui destas coisas de me apaixonar, muito menos por um rapaz 8 anos mais velho que eu… mas, epa, não sei…eu acho que estou mesmo a gostar dele poças.

- Ui… isso está grave…

- Pois está…mas bem, falando de ti…

- De mim… ai olha mana, tenho de te contar a “aventura” que eu e o Danny vivemos hoje… — disse ela e depois contou-me tudo.

- Não posso! Sério?! Que fofo, ficou preocupado contigo… mas olha lá, depois falas tu de mim. Quero dizer, eu sou maluca por andar À chuva, mas tu vais surfar em “tsunamis” … tens a noção que podias ter morrido?

- Ai não, lições de moral não, por favor…

- Haha, estamos quites.

- Parva. – disse ela atirando-me a toalha que estava em cima da cama para cima de mim.

Depois fomos para baixo ter com o resto do pessoal.

- Então Debby, a tua irmã já te contou o que aconteceu? – perguntou Danny armado em galã.

- Já pois, foste um herói Dannyzinho! – disse e abracei-o, e pude ver que nesse momento a expressão facial do Dougie mudou para uma cara mais séria.

- Oh, não fui nada. – disse ela.

- Foste pois… — disse Thais – muito obrigada. – deu-lhe um leve beijo no rosto, o que o deixou “babado”.

- Ora essa, não tens de quê…eu já estava a ficar super aflito, nunca mais acordavas… — disse ele e todos rimos.

- Como eu te disse, posso morrer de todas as formas, menos a surfar! – disse Thais.

- Hey, mas pessoal, ela dá-lhe bem naquilo mesmo. – disse Danny.

- É mesmo. – eu e Lara concordámos.

Depois, Lara chamou-me à parte.

- Debby, preciso de falar contigo, podes vir comigo até ali à cozinha se faz favor? – pediu Lara.

- Ah, sim, claro… — estranhei, mas fui.

- Bem, por onde é que eu hei de começar? – interrogava-se Lara.

- Hum… e que tal começares por o principio? – perguntei eu e ela riu.

- Ah, ok… então, eu queria pedir-te desculpa, por estes anos todos ter-te culpado pelo acidente dos meus pais, quando tu obviamente não tiveste culpa nenhuma… mas eu estava perturbada com o que tinha acontecido e então, espero que compreendas. – disse ela.

- Bem, confesso que não estava à espera, mas, é claro que desculpo e como é obvio também percebo, só não percebo é porque é que mudas-te de ideias em relação a isso…

- Bem, o mérito é todo do Harry e do Dougie.

- Hum… pois, o Dougie não consegue estar calado… — ela sorriu, e em seguida abraçou-me muito forte.

- Desculpa prima! Eu Adoro-te! – disse ela e já estávamos as duas a chorar.

- Eu também te Adoro! – disse eu.

Quando acabámos a conversa, voltámos para a sala para perto dos outros, a Lara foi logo ter com o Harry que lhe lançou um enorme sorriso.

Estavam todos na sala, menos o Dougie.

- Onde está o Dougie? – perguntei eu.

- Foi até ao jardim, aproveitou que não está a chover, para ir apanhar um pouco de ar. – disse o Tom.

- Ok, eu vou lá ter com ele. – disse e fui.

Dougie Pov:

No jardim:

- Então Dougs, estás aqui sozinho a fazer o quê? – perguntou Debby.

- Ah, nada, vim apanhar um pouco de ar, espairecer…-disse.

- Hum… fizeste bem…Posso ficar aqui um pouco contigo? – perguntou ela.

- Claro, fica o tempo que quiseres… — disse-lhe.

- Obrigada…

Ficámos ali um longo tempo, só a olhar para as estrelas, sem dizer nada, até que começam a cair pingos, e começa a chover.

Levantámo-nos, e embatemos um no outro, ficámos demasiado próximos, eu podia ver/ouvir a sua respiração ofegante…até que fui aproximando-me cada vez mais dela, chegou a um certo ponto que os nossos lábios e peitos se tocaram, e eu pude sentir o seu coração bater, “bum bum, bum bum”, estava muito acelerado, assim como o meu.

Aquele beijo foi longo, o melhor de sempre.

- Dougie, desculpa, eu…foi um impulso, foi mais forte do que eu… — interrompi-a com outro beijo.

- Não tens de pedir desculpa…eu desde que te conheci, que não sei o que se passa comigo, sinto que me tornei uma pessoa melhor…e tu, tu és especial, aliás, muito especial…podes ter apenas 14 anos e eu 22, mas como dizem, e agora apercebi-me que é real, o amor não escolhe idades, e é o que se passa connosco, pelo menos comigo…

- Aww, nem sei o que dizer, acho que o que acabas-te de dizer é verdade. Eu nunca me tinha apaixonado por ninguém, até agora. – disse ela envergonhada.

-Pois… Nós conhecemo-nos há apenas 4/5 dias, mas não sei como nem porquê, hoje posso garantir-te que, gosto de ti… — disse-lhe com a maior das sinceridades, e pude ver que os seus olhos brilhavam.

- Não sei o que dizer. – disse ela.

- Para demonstrar o que sentimos, são apenas precisos gestos, e não palavras. – disse-lhe e em seguida beijei-a, mas daqueles beijos mesmo fortes.

- Tens a noção que me estou a sentir a rapariga mais feliz do mundo?

- Haha, eu sei…

- Tolo…então e, como ficamos? – perguntou ela, nós estávamos de mãos dadas.

- Bem, não sei…

- Tu não… — interrompi-a

- Já sei o que vais dizer…

- O que é?

- Se eu não tenho vergonha de gostar de ti ou de até vir a namorar contigo... e a minha resposta é…CLARO QUE NÃO! Pois quando se gosta de verdade, nunca se tem vergonha dessa pessoa.

- Oh Dougie, tu és mesmo perfeito, e acho que bruxo também, como é que adivinhas-te que era isso que ia perguntar?

- Hum… isso agora :b.

Depois fomos para dentro, visto que aquele tempo todo que estivemos ali estava a chover, mas quando entrámos estávamos de mãos dadas.

- Debby, outra vez?! – perguntou Thais vendo-a novamente encharcada.

- Sim! – disse ela com um sorriso de orelha a orelha, e só depois é que a Thais reparou nas nossas mãos, enquanto os outros olhavam especados.

- Sim pessoal, é isso mesmo que vocês estão a pensar… — disse eu, visto que ninguém dizia nada de tão perplexos que estavam, e em seguida beijei-a.

- Dougie Lee Poynter! – gritou-me Joana.

- O que foi maninha mais linda do mundo? – perguntei eu.

- Mas o que vem a ser isto? – perguntou ela.

- Isto mesmo que vocês acabaram de ver…

- Debby, desculpa, não é que tenha nada contra ti, mas… — disse Joana a ela.

- Pois, eu percebo …Dougie, anda comigo até à cozinha. – pediu-me Debby, e eu fui.

- Diz. – disse eu assim que chegámos à cozinha.

- Eu acho melhor, sermos apenas amigos…- disse ela.

- Mas, é por causa do que a minha irmã disse? – perguntei.

- Também, e não só, qualquer dia os meus pais chegam ai e depois, e o que é que as imprensas vão dizer e também, acho que vais encontrar alguém um pouco mais velha que te faça feliz…

- Mas, eu quero que sejas tu a fazer-me feliz…

- Desculpa Dougs, a sério, é melhor para todos. – disse ela, virou costas e foi para a sala.

- Espera… — disse eu, mas ela já tinha saído.

- Não se preocupem, está tudo como era… — disse ela para os outros que estavam na sala. Enquanto isso, eu subia as escadas meio triste.

- Bem, eu vou ter com ele, parece que precisa de apoio. – disse Danny vindo atrás de mim.

Debby Pov:

Eu gostava dele, e muito, agora eu tinha me apercebido disso, só que para o bem de todos, era melhor ficarmos apenas amigos, e não sei se ele estaria a ser sincero, ou se eu seria apenas mais uma…

- Mana, estás bem? – perguntou Thais que se aproximava de mim.

- Estou…- respondi baixando a cabeça.

- Hum… não me parece, mas porque é que ficaram apenas só amigos, se gostam um do outro? Ou pelo menos, eu acho…- perguntou ela.

- Eu gosto dele, podes ter a certeza disso, e sabes que nunca tinha gostado de ninguém antes, mas ele, não sei se ele gosta de mim, ou se sou apenas mais uma.

- Hey, notasse que ele sente o mesmo, e não é só isso que te incomoda pois não?

- Oh…para já, sou muito mais nova que ele, como todos sabem, depois, como vocês sabem perfeitamente, ele saiu há relativamente pouco tempo de um relacionamento, o que duvido que já a tenha esquecido…

- Debby, nós dissemos que mesmo antes deles acabarem ele já não gostava dela… — intrometeu-se o Tom.

- Pois é mana… — disse Thais.

- Ai…epa, depois, também há a questão dos paparazzis e dos jornalistas, o que vão dizer? Ah, e os pais quando vierem cá.

- Mas os pais, isso consegue-se esconder…

- Eu vou ter de concordar com ela em relação aos paparazzis e aos jornalistas. – disse Joana.

- Finalmente alguém me apoia, ainda por cima é a irmã dele, por isso tem mais voto na matéria, e está decidido, somos só e apenas amigos… — por mais que eu disse-se isto, nunca conseguiria parar de pensar o quanto gostaria de estar com ele, a beijá-lo, mas era impossível…

- Ok. – disseram todos em coro.

Dougie Pov:

- Epa meu, eu não sei o que lhe deu. Quando estávamos no jardim, disse que eu era perfeito, e que se sentia a miúda mais feliz do mundo, depois chega à cozinha e diz que temos de ser só amigos… — disse eu para Danny.

- Realmente, não se percebe as miúdas…tu, gostas mesmo dela? – perguntou-me ele.

- Sim, acho que nunca gostei assim de ninguém, eu sei que é estranho, mas é a verdade…

- Pois… olha, não sei mais o que te diga…

- Nem digas nada…mas bem, eu depois tenho de tirar isto tudo a limpo…então e tu?

- Eu, eu o quê? – fez-se de desentendido.

- Haha, tu, gostas da Thais?

- Sim, posso garantir-te que sim, a partir do momento em que quase a perdi, é quando nós estamos quase a perder as pessoas, que nos apercebemos o quanto gostamos delas.

- Então meu, do que é que estás à espera, nota-se a léguas que a miúda também gosta de ti, vai lá.

- Tens razão, vou e é já.

Danny Pov:

Desci as escadas, ela estava sentada no sofá, e estavam todos lá na sala, atirei-me para o sofá onde ela estava e preguei-lhe um beijo daqueles que era capaz de deixar qualquer uma derretida.

- Wow, o que foi isso? – perguntou Thais envergonhada enquanto os outros nos olhavam.

- Bem, eu diria que, um beijo. – disse e beijei-a novamente.

- O que é que isto significa? – perguntou ela, e o resto do pessoal ainda nos olhava.

- Hum…significa que, vamos andando…

- Ah, não estou a perceber muito bem, será que haverá uma maneira melhor de explicar isso? – perguntou ela no gozo, agarrei-a pela cintura.

- Hum…talvez isto. – beijei-a novamente, desta vez, ainda com mais sentimento que das outras duas vezes.

- Mau, isto já está a ficar lamechas demais para o meu gosto… — disse Debby e Dougie olhou-a, daqueles olhares de desejo.

- Ahah, olha a invejosa, não tens porque não queres. – disse-lhe Thais, e Debby saiu da sala amuada – ups, parece que fiz asneira, é melhor ir lá.

- Pois… — disse eu e olhei para o Dougie que estava em baixo – Então meu, não fiques assim, isso há de passar.

- Não, não vai passar, eu hoje posso dizer-te uma coisa, eu Amo aquela miúda caraças, , a sério, juro, cada vez que estou com ela, bem, o meu coração bate a mil á hora e parece que vai saltar de dentro de mim, ela faz-me rir, quando quer tira-me do sério… — disse ele.

- Ai meu pute, só te sei dizer uma coisa, fala com ela.

- Já falei, e não deu em nada.

- Oh, falas-te uma vez. Tens de falar mais, não digo insistir, mas pronto, sei lá, tentares mais uma vez…

- Pois, talvez tenhas razão.

- É claro que tenho razão, e além disso, notasse a léguas que aquela miúda está doida por ti, e tu por ela como é obvio.

- Ahah, bem, eu acabei de ter uma ideia, genial.

- Ui, o que é que vem ai?

- Logo vês, bem até logo… — dito isto, saiu.

Depois a Thais já tinha esclarecido as coisas com a irmã, veio para baixo e tivemos a namorar.

Sara Pov:

Estava na sala com o Tom, a Joana, o Danny e a Lizzy, só que esses os dois andavam no marmelanço, se bem que não posso falar muito (cofcof).

Na noite passada, eu tinha estado a ver umas coisas na net, que me interessavam e muito…

- Tenho uma coisa para vos contar…- disse eu para o Tom e para a Joana, visto que os outros dois…pronto.

- Diz amorzinho. – disse o Tom.

- Sim, diz lá. – disse a Joana.

- Então é assim, como sabem eu amo dançar, sempre foi a minha grande paixão desde pequena, e andei no ballet, no hip hop, na dança jazz e em várias danças. – comecei.

- Sim bebé, e és uma óptima bailarina, a melhor e mais gira do mundo. – disse o meu Tomzinho com aquele sorrisinho perfeito.

- Oh amor que querido…e bem, como já vos disse isso tudo, vou directa ao assunto. Ontem à noite estive na net a ver umas coisas, e lembrei-me de me inscrever para aquele “concurso”, o “So you think you can dance?”.

- A sério? Que fantástico amiga, parabéns! – disse a Joana.

- Que bom amor, de certeza que vais ser escolhida, mas…isso não é nos Estados Unidos? – perguntou o Tom.

- Oh Tom, meu totózinho, andas mesmo desactualizado, agora o concurso também há cá, aliás, há em vários países, até em Portugal.

- Ah sério? Tens razão. Ando mesmo desactualizado… — sorriu e eu pude ver aquelas covinhas que tanto amava.

- Bem, e quando são os castings? – perguntou Joana.

- São para a próxima semana. – respondi.

- Então tens de treinar bastante.

- Pois é. – disse eu.

- Ei, mas eu não quero que te canses princesa. – disse Tom puxando-me para o seu colo.

- Não te preocupes amor, eu sei cuidar de mim. – beijei-o.

- Bem, a Debby é que tinha razão, isto hoje está tudo in love, vou mas é lá para cima ter com ela. – disse Joana e subiu as escadas, enquanto eu o Tom e o Danny e a Thais namorávamos.

Debby Pov:

Estava no meu quarto a tocar guitarra e a cantar, quando alguém bate à porta.

- Posso? – pergunta Joana.

- Podes, claro. – respondi.

- Cantas e tocas muito bem. – disse ela.

- Muito obrigada.

- De nada… bem, tu e o meu irmão não namoram por causa daquilo que eu disse?

- Bem, tu tens razão. E eu comparada com ele, sou apenas uma criança, ele de certeza que há de encontrar alguém da idade dele e que goste mesmo.

- Debby, a minha reacção foi de momento, e até acho que vocês ficam muito bem juntos, e tu és muito melhor do que a p*** da Frankie, e digo-te já que, o meu irmão gosta mesmo de ti, e eu sei que tu também gostas dele.

- É, eu gosto dele, aliás, eu nunca me tinha apaixonado por ninguém, até agora, mas vê bem, ele é 8 anos mais velho que eu.

- Miúda, como certamente já deves de ter ouvido, o amor não escolhe idades.

- Oh se já ouvi…

- Mas bem, tu é que sabes, mas pensa bem…e olha, mudando de assunto, já sabes da última?

- Hã? Não, conta lá.

- A Sara, inscreveu-se no “So You Think You Can Dance”.

- Jura?

- Sério.

- Uau, isso a fantástico, a Thais já me tinha dito que ela dançava super bem, pois elas conheceram-se quando andavam as duas no ballet, tinham uns 6 anos.

- Então a tua irmã também dança?

- Sim, mas não liga muito, ela é mais virada para o surf.

- Pois…

Continuámos ali a conversar durante um longo tempo, a Joana estava a mostrar-se uma grande amiga…

Passado algum tempo, o Dougie entra pelo meu quarto a dentro.

- Ai Dougie que susto! – disse eu e Joana concordou.

- Desculpem, não vos queria assustar, toma Debby. – disse ele, e deu-me um embrulho grande que trazia nas mãos.

- O que é isto? – perguntei.

- Abre e vês. – disse ele.

- Bem, acho que está na hora de eu ir embora. – disse Joana e foi.

Abri o embrulho, e era uma caixa grande com uma tampa, levantei a tampa e:

- OMG, não posso crer!!!! Que linda!!!!!!! – disse eu.

- Gostas-te? – perguntou ele.

- Se gostei? Eu AMEI!!!!!!!! – Gritei que nem uma histérica e abracei-o fortemente – Muito Obrigada!

- Não tens nada de agradecer, eu, sabia que eras louca por cobras, e então lembrei-me que pronto, podias gostar…

- Amei, a sério, é mesmo linda, e “meiga”.

- Debby, deixa-me só dizer-te uma coisa.

- Diz. – disse eu enquanto fazia festas na minha cobrinha.

- Eu só quero que saibas que te AMO.

- Dougie…eu…tu não me compras-te a cobra só para eu…

- Não, nem penses nisso, eu não sou daqueles que compra o amor.

- Ah, ainda bem…

- Então e, já sabes que nome lhe vais dar? – mudou de assunto.

- Hum…não, ainda não sei…

- E que tal fofi?

- Fofi? Dougie, és tão tolo, Fofi é nome de cadela.

- Ah, pois tens razão. – começamos a rir que nem loucos.

- Snake?

-Então, mas isso é cobra…

- Mas não faz mal, a cobra chama-se cobra…

- Ah ok…Ahaha

Depois, desci as escadas, e como é obvio levei a snake.

- Pessoal, vejam o que o Dougie me deu! – disse eu toda animada, eu sempre sonhei em ter uma cobra.

- AIIIIIIII CREDO!!!!!!! – gritou a Thais atirando-se para o colo de Danny, o que pôs toda a gente a rir.

- Não tenhas medo, esta não te faz mal. – disse o Dougie.

- Todas as cobras fazem mal. – disse ela.

- Nem todas, esta não faz. – respondeu ele.

- E como se chama? – perguntou Danny.

- Snake. – respondi.

- Ah…

Lara vinha a descer as escadas acompanhada pelo Harry (sabe se lá o que andaram a fazer Cofcof)

- Ai que Horror Uma COBRA!!!!!!!! – gritou ela e imediatamente se escondeu atrás do seu namorado.

- Ai Lara, é Snake, a melhor cobra e a mais meiga. – disse eu.

- Ah, não existe nenhuma cobra meiga. – disse ela.

- Porra, tu também. Vamos Snake, vamos para o quarto que a aqui ninguém te quer linda. – disse eu fazendo-lhe festas. Aquela cobra não fazia mesmo mal, a sério, porque se não também não a punham à venda e o Dougie nem me a oferecia, e então pu-la nos meus ombros e fui para o quarto.

Quando cheguei ao quarto, pu-la num “aquário” gigante que o Dougie também tinha comprado.

Depois, sentei-me na cama e pus-me a pensar. Estava a pensar no quanto gostava do Dougie, e que toda a gente tinha razão, que o amor não escolhia idades, mas o meu receio, eram os paparazzis, e depois, os meus pais, se os meus pais soubessem, davam cabo de mim…

- Opah Débora, lixa-te para isso, tu gostas dele, e ele de ti, por isso merecem uma oportunidade! – disse eu para mim mesma e sai do quarto a Correr.

Cheguei à sala, e estavam lá os casais todos, e a Joana, mas o Dougie não.

- Onde está o Dougs? – perguntei.

- Está no jardim. – disse Joana.

- Ok, obrigada. – disse e fui até ao jardim. Quando lá cheguei, ele estava sentado na relva a fazer festas ao Brucey, e sentei-me ao seu lado.

- Olá. – disse ele sorrindo.

- Olá, preciso de falar contigo. – disse eu, retribuindo o sorriso.

- Oh, já sei o que vais dizer, por isso não vale a pena. – disse ele baixando a cabeça.

- Não, não sabes, a não ser que leias os meus pensamentos ou prevejas o futuro.

- Quase… A sério, já sei que vais dizer que não podemos namorar e ETC…por isso não vale a pena, e se é para isso que aqui vieste podes sair. – disse ele friamente.

- Eu não ia dizer nada disso. – levantei-me – eu ia apenas dizer que tudo bem, que aceitava ficar contigo, mas se isso não te interessa, não vim aqui fazer nada. – já tinha dado um passo para entrar para dentro de casa, quando ele de repente me agarra no braço, puxa-me para baixo e beija-me, e muito forte mesmo, que até me fez ficar sem fôlego, aquele beijo foi muito longo, as nossas bocas simplesmente não se conseguiam separar.

- Posso saber o que te fez mudar de opinião? – perguntou ele quando enfim as nossos lábios se descolaram.

- Se queres que te diga nem sei, eu simplesmente fiz o que devia de ser feito não? – perguntei.

- É claro que fizeste miúda, eu já não conseguia estar ao pé de ti se ter o desejo de te beijar…nós só nos conhecemos, ainda nem faz uma semana, mas miúda, eu AMO-TE.

- Porque é que não te calas e me beijas?

- Hum…boa ideia. – beijou-me.

Depois fomos para dentro, pois já era de noite e estava muito frio, apesar de ser Primavera, parecia um daqueles típicos dias de Inverno.

Assim que entrámos dentro de casa, todos puderam reparar que eu e o Dougie estávamos, digamos que bem.

- Bem pessoal, tenho a anunciar que eu e a Debby namoramos. – disse ele e em seguida deu-me um beijo.

- Fico muito feliz por vocês! – disse Danny e outros concordaram, até a Joana.

- Mas bem, isto não vai sair daqui de casa como é obvio. – disse o Dougie.

- Claro que não. – disseram todos em coro.

Fomos jantar, todos felizes e contentes. Quando acabámos de comer, arruamos tudo. Eu e o Dougie ficámos na cozinha a namorar, enquanto todos os outros tinham ido para a sala.

De repente alguém toca umas 5 ou 6 vezes de seguida à campainha, parecia que estava apressado.