You Are My Dream
57 Capítulo 57 - Véspera de Natal
- Bieber... – olha só. Respirei fundo. – eu acabei de sair de uma relação. – eu fiz alguém sofrer, alguém pelo qual eu amava Justin. – eu amo o Chaz.
- então quer dizer que ele conseguiu fazer você me esquecer? Olhou-me com os olhos marejados.
- Não Bieber. Senti meu coração doer e fechei meus olhos. Os abri e vi Justin sorrido. – mas... o sorriso dele se desmanchou um pouco. – mas eu não quero ter nada sério com ninguém agora. – quero ficar um pouco sozinha. – eu e meu filho.
- nosso filho.
- É. Sorri de lado. – nosso filho.
- e como nós ficamos?
- como amigos.
- amigos? – mas Taylor...
- se me quiser por perto por enquanto vai ter que ser assim.
- tudo bem. – eu aceito sua proposta, mas por enquanto. Sorriu.
- ótimo. Suspirei e olhei pra ele dando um sorriso.
- posso fazer uma coisa? – que eu vi muita gente fazer e não pude?
- o que?
- isso. Colocou a mão em minha barriga a acariciando. Senti meu bebê se mexer dentro de mim, parecia que ele sabia. Parecia saber que era seu pai que estava fazendo “carinho” nele. Olhar aquilo era demais, ver o pai do meu filho com os olhos brilhando, quase transbordando de emoção, e meu filho inquieto dentro de mim pelo toque de seu pai. Era algo único, emocionante. Meu coração estava mil, de tanta emoção, ver os amores da minha vida juntos, perto de mim. – papai está aqui filho. – sempre vai estar, eu prometo a você. Deu um beijo em minha barriga e olhou pra mim, limpando um pouco da emoção que ele deixou escapar. – obrigado.
- pelo o que Bieber? Sorri.
- por me fazer sentir o homem mais feliz do mundo. – por me fazer virar pai, por me fazer me sentir assim. Ele voltou a chorar, me ajoelhei na frente dele e levantei seu rosto limpando suas lágrimas.
- calma Bieber. – eu estou aqui. – nós dois estamos. Ele olhou em meus olhos e sorriu. Colocou a mão em meu rosto e foi se aproximando mais de mim. Senti o cheiro embriagante de ele invadir minhas narinas, fechei meus olhos tentando sentir o momento, senti ele acariciar meu pescoço e senti minha pele se arrepiar de leve. Seu rosto estava quase colado ao meu, lentamente senti seus lábios tocarem aos meus fazendo uma linha choque e emoções passar por todo o meu corpo. Ele pediu passagem com a língua e eu cedi, nossas línguas se encontraram, fazendo meu coração pular assim como o dele. Acomodei minha mão em sua nuca e outra eu seu cabelo o puxando de leve. O beijo foi lento, nossas línguas dançavam em perfeita harmonia, nossos corações batiam em um único ritmo. Era um beijo lento, calma, doce, gostoso. Eu sentia falta, sentia falta do Bieber e isso provava cada vez mais isso. Eu me sentia nas nuvens o beijando, me sentia no céu. Quando estava com o Bieber o mundo parava, e só existia ele, somente ele, parecia que eu ficava presa, presa ao momento com ele, como se fosse o centro, o centro do meu mundo, a minha razão e o motivo de eu estar aqui.
Justin
Três meses se passaram depois que a Taylor saiu do hospital por causa da briga com a Anne... Faz tempo que não vejo a Anne, depois que terminamos o rolo que tínhamos.
Hoje é véspera de natal e eu não sei o que eu faço, não sei se a Taylor vai querer que eu vá lá passar com ela. Sua barriga está imensa, enorme mesmo. E o sexo do bebê? Bom, ela preferiu não saber, quer fazer surpresa pra ela mesma na hora que nosso filho nascer.
Nós não estamos juntos, somos apenas amigos, assim como ela quer que seja... Eu por enquanto não posso fazer nada essa é a vontade dela. Sinto que vou ter que recorrer pra Anne de novo ou quem sabe outra menina. Sou homem e tenho minhas necessidades.
Acordei com minha mãe mexendo em meus cabelos.
- Bom dia! Sorriu e me deu um beijo na bochecha.
- Bom dia. Sorri e bocejei. – que horas tem? Sentei-me na cama.
- é cedo, mas temos muito que fazer hoje Justin.
- tipo o que? Olhei-a.
- ir comprar a arvore, enfeita-la e tirar a neve da entrada? Olhou-me como se fosse obvio.
- não podemos mandar alguém fazer isso? Joguei-me na cama de novo.
- não podemos não Justin! – fazemos isso todo natal. – você adorava tirar a neve do quintal pra mim, lembra? Sorriu de canto.
- lembro. Suspirei. – mas isso era antes.
- antes de ficar famoso?
- não é isso mãe. – tenho coisas maiores pra me preocupar.
- Taylor?
- meu filho. Suspirei.
- hey calma. – a criança ainda nem nasceu e já está assim?
- eu quero passar o natal com eles. Choraminguei.
- e porque não simplesmente liga pra ela?
- ela não me quer por lá. Bufei. Nisso meu celular começou a tocar. Olhei o visor e vi “Taylor” na tela, senti meu coração na boca. Minha mãe deu um risinho e saiu do meu quarto.
Ligação on*
- Alô?
- Justin? – é a Taylor.
- aconteceu alguma coisa? – você está bem? – é com o nosso filho?
- hey, calma. Riu. – tá tudo bem com agente.
- hm... – então... – err... – porque me ligou?
- Bom Justin, amanhã é Natal e... – nós queremos, eu quero, que você passe aqui com agente. – você e sua família, claro.
- seria perfeito. Sorri. – tem certeza que não vou incomodar?
- tenho Bieber. Riu. – quero que venha passar o natal perto de mi... – do seu filho.
- eu vou sim. Sorri. – quer que eu leve alguma coisa?
- não precisamos de nada. – mas se quiser trazer algo.
- tudo bem. – passo ai mais tarde.
- se quiser passar o dia aqui me ajudando com a arrumação. – seria ótimo.
- está sozinha ai?
- er... – não. Riu – as meninas estão aqui, mas precisamos da ajuda de alguém mais forte que nós.
- ah entendo. Ri. – tudo bem. – vou me arrumar e já vou pra ai.
- beijos Bieber.
- beijos.
Ligação off*
Levantei da cama correndo, e fui pro banheiro, tomei um banho demorado e logo sai. Enrolei a toalha na cintura e fui pro meu quarto. Separei minha roupa, separarei um mais quente, porque nevava lá fora, e a coloquei, peguei uma toca e coloquei em minha cabeça, passei um perfume e me olhei no espelho.
“to bonito” sorri e sai andando, peguei meu celular em cima da mesinha do lado da minha cama e sai do meu quarto, fui até a cozinha pra comer alguma coisa. Minha mãe, minha vó estavam lá.
- Bom dia. Sorri.
- mas já vai sair? Minha vó me olhou séria.
- não precisamos arrumar as coisas esse ano. Sorri. – Taylor nos convidou pra passar natal na casa dela. Sorri. – com meu filho. – espero que vá vó, seu bisneto pode ficar chateado se não for. Disse em tom de brincadeira e depois ri.
- então não preciso arrumar a casa? – melhor, menos trabalho. Sorriu. – vou fazer umas coisas de comida pra levar.
- ela disse que não precisa. Dei ombros.
- claro que precisa. Minha mãe se meteu.
- se vocês acham. – podem levar. Sorri. E fui até a geladeira; a abri e peguei coisas pra comer. Terminei ali e me levantei da mesa.
- que horas precisamos estar lá?
- hmm... – 9 horas.
- tão cedo? Arregalou os olhos.
- bom que aproveitamos mais tempo em família. – falando em família, preciso falar com meu pai.
- o que precisa falar comigo? Ele apareceu na porta da cozinha com Jaxon no colo e de mãos dadas com a Jazzy.
- Jazzy. – Jaxon. Sorri ao os ver e corri até eles. Peguei Jaz no colo e a abracei forte. Depois fiz o mesmo com o Jaxon. Depois dei um abraço no meu pai.
- tive uma ideia. Sorri olhando pra eles.
- que foi? Minha mãe e meu pai disseram ao mesmo tempo. –estranho-
- posso levar eles comigo? Fiz carinha de anjo.
- pra aonde vai?
- pra casa da Taylor arrumar as coisas pra festa que vai ter lá. – e todos nós vamos. – inclusive você!
- wow. – que isso? – e eu não sei de nada.
- ta sabendo agora. Bufei. – posso leva-los?
- Hamm... – pode sim Justin. Suspirou. – mas por favor vigie bem eles.
- pode deixar comigo. – sou muito responsável. Sorri.
- vai ter que ser a partir de agora né Justin. – vai ter um filho.
- verdade. – bom que eu treino. – me deixem ir agora. – vamos? Olhei pros pequenos. Peguei Jaxon no colo e peguei na mão de Jazzy. – tchau gente. Sorri pra eles e sai pela porta.
- Justin? Meu pai correu até mim, quando estava prestes a sair pela porta.
- que foi pai? Virei-me.
- pega as cadeirinhas no meu carro.
- ah sim. – claro. Sorri de lado.
Saimos de casa, e ele foram até seu carro tirando as cadeirinhas. Ele me ajudou a colocá-las no meu carro e a sentar Jaxon e Jazzy nelas. Despedi-me dele e entrei no carro, dando a partida logo em seguida. Tentei dirigir devagar e com atenção porque estava com duas crianças dentro do carro. Logo cheguei em frente a casa da Taylor e soei a buzina do carro. Ela saiu de casa andando lentamente coberta por casacos grossos por conta do frio, e com sua barriga enorme o que a fazia andar um pouco engraçado. Sai do carro e fui pra calçada, ela chegou até mim e me deu um abraço apertado.
- obrigada por vir. Sussurrou.
- não foi nada. Sorri e a soltei. – trouxe acompanhantes. Sorri a apontei pro carro.
- Meu Deus!
- que foi? Ri.
- seu pai é louco ao ponto de confiar em você pra ficar com eles? Riu.
- cala a boca. – vai dizer que não vai confiar em mim, em me deixar sair com nosso filho.
- não sei. – depende muito.
- depende muito nada. – sou bem responsável.
- ok. – vamos tirar eles logo daí, — Jaxon parece impaciente já. Sorriu o vendo tentando tirar o cinto que o mantinha sentado na cadeirinha; Abri a porta do carro, e tirei ele primeiro. O dei pra Taylor que entrou com ele, depois tirei a Jazzy e a peguei no colo, e também entrei logo em seguida.
- Bieber? Escutei Taylor gritar.
- que foi? Gritei de volta. – vem aqui, quero que veja uma coisa. Percebi que a voz dela vinha do andar de cima da casa. Sorri e olhei pra Jazzy. – que ir comigo?
- posso ir ali com aquela moça? Apontou.
- quer ir com a Iara? Ri. – ela parece ocupada arrumando as coisas pra festa assim como as outras meninas.
- quero ajudar. Fez biquinho.
- ta bom. – promete pra mim se comportar?
- prometo.
- então me dá um beijo na bochecha. Sorri e ela me dei um beijo estalado, correndo até a Iara. Que ficou surpresa, e a pegou no colo. Dei um sorriso vendo a cena e comecei a subir as escadas. Cheguei lá em cima e me deparei com um corredor cheio de portas.
- Taylor? Chamei.
- aqui. Apareceu na porta. Fui até lá e entrei no quarto.
- aqui será o quarto dele? A olhei, vendo um quarto com um armário branco cheio de coisas dentro, fraudas, perfumes coisas, assim... ainda não tinha roupas, nem berço ou decoração, porque ainda não sabíamos o sexo do bebê.
- isso. Sorriu. – assim que ele nascer, vou comprar um berço e decorar esse quarto. Enquanto não fica pronto ele vai dormir comigo na minha cama.
- acha seguro?
- não tem outro jeito. Riu. – eu não vejo a hora. Suspirou.
- eu também não. A abracei de lado. Ficamos assim por um tempo, até eu me lembrar de Jaxon.
- aonde o Jaxon está?
- bom. Riu. – assim que você me deu ele no colo. – senti que ele estava com sono, e segundos depois ele dormiu. – então o coloquei na minha cama.
- tudo bem. Sorri.
- e onde está Jazzy?
- com a Iara;
- com a Iara?
- é. – Jazzy nem a conhecia, mas queria ficar com ela, porque viu que ela ajeitava as meias na lareira.
- Jazzy é uma fofa, o Jaxon também.
- assim como nosso bebê vai ser.
- verdade. Sorriu.
- então... a olhei. – queria minha ajuda no que?
- não é nenhum esforço e sei que gosta de arrumar a arvore, então deixei isso pra você arrumar comigo. – topa?
- claro. Sorri. Ela me puxou pelo braço e fomos descendo as escadas.
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