You Are My Dream

60 Capítulo 60 - Sequestro


Acordei cedo, antes da Taylor e fui tomar meu café a cantina do hospital. Pedi um suco de laranja e um sanduíche. Terminei de comer e voltei pro quarto, Taylor já estava acordada.
- Bom dia. Sorri e dei um beijo na testa dela.
- onde estava?
- fui comer alguma coisa. – quer que eu compre algo?
- não. – só quero que chame o Dr.
- ta sentindo alguma dor?
- não seu bobo. – quero saber se meu filho já pode ir pra casa e eu também. – não agüento mais ficar aqui. Suspirou.
- vou chamar ele.
- não vai ser preciso. Entrou no quarto sorrindo.
- falei com a enfermeira e ela já foi pegar seu bebê. – logo, logo ele vai estar aqui no seus braços.
- Graças a Deus. Sorri.
- Taylor, sente alguma dor? – algum desconforto, enjôo?
- não. – eu estou bem.
- tudo bem. – já pode ir pra casa. – mas se sentir alguma dor me avise. – e olha... – nada de pegar peso nas primeiras semanas.
- pode deixar comigo. Sorriu. Nisso alguém cai sobre a porta a abrindo. Uma mulher vestida de branco com sangue na cabeça.
- o que aconteceu Marie?
- levaram. Sussurrou ofegante.
- levaram o que? Perguntei assustado.
- levaram o bebê. – o bebê de vocês. Respirou fundo. Senti o mundo parar. NÃO, isso não estava acontecendo. Eu não podia olhar pra Taylor, não tinha forçar pra fazer nada. Senti um ódio e um medo tomar conta de meu corpo e meu coração.
- quem levou? Disse entre dentes.
- uma menina. – não a conheço. – ela acabou de sair daqui, se correr ainda pega ela.
- to indo. Olhei pra Taylor por um segundo e vi seu rosto dominado por lágrimas e desespero. Respirei fundo e sai correndo feito um louco pelo hospital, minha sorte que eu estava no segundo andar, assim era mais rápido. Desci as escadas feito um louco quase caindo.
Sai do hospital e olhei pros lados não vendo nada, nem um sinal. Passei a mão em meus cabelos e depois eu meu rosto pra limpar as lágrimas que não paravam de cair.
Vi um senhor encostado em um táxi, me aproximei dele desesperado.
- o senhor viu uma mulher, carregado um bebê passar por aqui? – ela estava vestida de enfermeira.
- uma branquinha de cabelos negros? . Cabelos negros? Ai que eu me toquei, era a Nayara. Aquela vadia quer me atingir através do meu filho, do meu bebê. Ela vai pagar caro por isso.
- isso. Respondi firme
- ela veio me pedir pra levar ela até a ponte de ferro. – mas disse a ela que esta esperando um cliente e que não podia leva-la.
- pode me levar até lá?
- não senhor. – me desculpe.
- PELO AMOR DE DEUS. – ELA SEQUESTROU O MEU FILHO. – EU PRECISO TENTAR RECUPERÁ-LO. Respirei fundo. – por favor. Senti mais lágrimas caindo do meu rosto.
- vamos logo. Olhou-me assustado e eu entrei no táxi. Ele deu a partida rápido, acelerando o mais rápido que podia.
- essa ponte é perto?
- o que?
- é perto daqui?
- é logo ali na frente.

Logo chegamos no inicio da ponte e eu vejo a maluca correndo com meu filho no colo. Joguei qualquer nota de dinheiro no banco e sai do carro feito um desesperado, corri atrás dela quase chegando perto. Ela olha pra trás e se assusta.
- se afasta de mim ou eu jogo ele. Ameaçou jogá-lo da ponte, afastando ele de seu corpo para que ele ficasse fora da ponte, seguro apenas pelos braços dessa maluca.
- pelo amor de Deus, não faz isso. – por favor. – não faz isso. Supliquei chorando.
- você merece Bieber. – você vai pagar. – merece sofrer.
- ninguém merece a dor da perda de um filho Nayara. – isso não se supera, um amor adolescente é algo passageiro. – agora filho, filho é eterno. – pelo amor de Deus me dá ele. – eu faço o que você quiser.
- vocês sempre se rendem. Sorriu maliciosa. E soltou meu filho fazendo ele cair centímetros, mas o segurou.
- SUA MALUCA. – PELO AMOR DE DEUS. Supliquei mais uma vez. – ele não tem culpa. – é só um bebê. – PELO AMOR DE DEUS. – eu juro que faço o que você quiser.
- se afasta. – anda. – se afasta. Fui me afastando aos poucos e parei. Ela passa pro lado de lá da grade, onde não se tem nenhuma proteção, apenas centímetros de concreto pra ela manter seus pés firmes no chão.
- Nayara. – pelo amor de Deus. – sai daí. – eu já disse que faço o que você quiser.
- tarde demais Justin. Sorriu maliciosa. E foi jogando seu corpo aos poucos pra trás, por uns milésimos de segundos uma mulher de cabelos negros, apareceu e segurou meu filho, arrancando ele dos braços de Nayara, que caiu, mas por sorte ( ou talvez não) ficou com sua blusa presa na ferragem da ponte. A ambulância e a policia chegou.
- Toma ele Justin.
- Selena? Olhei incrédulo pra ela que sorriu de lado. Entregando meu filho em meus braços, ele estava aos prantos, não parava de chorar, seu rostinho delicado estava todo vermelho.
- obrigado. A abracei.
- não me agradeça. – tenho culpa nisso também.
- culpa?
- é Justin. – quando terminamos tive essa ideia e disse pra Nayara. – mas depois percebi que era loucura e que não amava você de verdade. – quando soube que Nayara ia fazer isso, corri pra cá. – não podia deixar isso acontecer. – acho que acabei enlouquecendo minha irmã com as besteiras que falava. – eu me recuperei, mas piorei a situação dela. Olhou pra Nayara que estava sendo tirada de lá carregada por enfermeiros da clinica de reabilitação, ou de loucos como alguns costumam chamar.
- ela precisa de ajuda.
- eu sei Bieber. – e me desculpe por causar isso tudo. – só quero que seja...- feliz. Beijou minha testa e se foi, entrando em uma das ambulâncias, acompanhando sua irmã até a clinica.
Entrei na outra que tinha ali com o meu filho. Voltei pro hospital e o levei até o doutor que o examinou.
- está tudo bem com ele, Graças a Deus! – desculpa por isso Bieber. – foi um erro do hospital. – o que podemos fazer pra reparar isso?
- nada. – tudo que eu queria eu tenho. – meus filhos do meu lado são e salvo, cheio de saúde.
- mas se precisar de algo. Sorriu. – ah, e a Taylor já foi pra casa com sua mãe e a mãe dela. – está super abalada. – melhor dar noticias logo.
- vou ligar pra lá. – segura ele um minuto?
- com prazer. Sorriu pegando ele do meu colo.
Peguei meu celular e disquei o número da Tay, chamou duas vezes e ela atendeu.
Ligação on*
- Justin? – encontrou nosso bebê? – está tudo bem? – pelo amor de Deus. Podia sentir o desespero em sua voz.
- Oi Taylor. Suspirei. – consegui. Sorri e senti meus olhos encherem de lágrimas. – estou com o nosso bebê, ele está bem o DR. O examinou e não aconteceu nada com ele graças a Deus.
- ele já pode vir pra casa? – vocês já estão vindo?
- estamos a caminho daí. – já. – já chegamos. Senti-a sorrir e a ouvi sussurrar pra alguém: “meus amores estão bem” Sorri involuntariamente.
- sim. – nós estamos bem.
- espero vocês em casa. – venham logo. – todos estão aqui esperando.
- ok. – estamos indo. – beijos.
Ligação off*
Sorri pro Dr. e me despedi dele agradecendo por tudo. Peguei meu filho no colo e sai do hospital. Não estava com cabeça nenhuma pra pegar meu carro e ir dirigindo pra casa; Peguei um táxi ali na frente e pedi pra que fosse pra casa da Taylor. Fui brincando com meu filho e observando cada traço dele. Antes de chegarmos percebi que ele adormecera em meus braços. Sorri vendo a inocência dele, tão frágil, tão pequeno, tão meu. Sai do táxi e paguei, fui andando lentamente até a porta e toquei a campainha.

Logo Taylor atendeu e um sorriso perfeito brotou em seus lábios. Fitei seu rosto e o vi molhado pelo caminho de lágrimas. Correu até mim e fitou o rosto de seu filho sorrindo e beijando o rosto dele por completo. Sorri com a cena e entreguei ele a ela. Entramos e eu fui cumprimentar o pessoal. E por ultimo dei um abraço forte na minha mãe que já estava ali.
- que tal ajeitarmos as coisas da ceia? – podemos fazer ela agora e comemorar a recuperação do bebê das mãos daquela maluca e ao todo o resto. – porque no fim tudo deu certo, pra minha filha e pro meu neto.
- concordo contigo Dona Helena. Sorri a abraçando de lado.
Todos foram pra cozinha ajudar, minha mãe deixou uma muda de roupa pra mim em cima do sofá para que eu subisse e tomasse um banho. Levantei e comecei a subir as escadas mas fui interrompido pelo chamado da Taylor.
- que foi? sorri.
- to querendo comprar as coisas pro quarto do bebê amanhã e queria decidir com você o nome. Sorriu torto.
- nome? –hmmm... olhei pra ele. – que tal... – Miguel?
- Miguel? – eu gosto de Liam.
- Liam? – hm... – não.
- Logan?
- comum demais. Respondi.
- fala um bom então.
- Justin Junior. Ri.
- boa. Sorriu.
- para serio. – coloca Christian.
- mas não é o nome do seu ex cunhado?
- e qual o problema?
- não faz sentido Justin. – agora o seu seria legal.
- não para. – coloca o meu segundo nome então.
- Drew? – você é louco. Riu de mim.
- ta difícil achar um nome bom.
- eu ia colocar o seu, não quer?
- é que isso não é muito comum aqui. – de por Junior. – isso é coisa de Brasileiro eu acho.
- eu sei. – acho legal. Deu ombros.
- mas ai como vou saber se está me chamando ou chamando ele?
- simples. – chamo ele de Junior. Deu ombros.
- quer mesmo fazer isso?
- e porque não iria querer?
- ah, sei lá. Ri e voltei a subir as escadas.
- hey. – me espere. – vou por o Junior na minha cama. Sorriu e veio até mim com ele no colo.
- que tal dar um banho nele?
- não Justin, hoje não. – amanhã eu faço isso. Riu. E entrou em seu quarto. Entrei no de hospedes de fui até o banheiro me despindo, liguei o chuveiro e tomei meu banho, terminei, me arrumei e desci. Todos já me esperavam a mesa.