You Are My Dream

59 Capítulo 59 - Bebê a caminho!


(...)

Minhas dores só aumentavam e ainda estávamos naquele maldito carro, porque diabos o hospital era tão longe assim? Capaz de o meu neném nascer aqui dentro desse... Carro.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Gritei sentindo uma dor imensa.
- calma Taylor. – respira, respira. Minha mãe tentava me acalmar, me pedindo pra respirar fundo e soltar bem devagar o ar.
- Meu Deus. – não vamos... – chegar nunca?
- é logo ali na frente o hospital. Justin disse sereno.
Logo já estávamos estacionando a droga do carro, Justin me pegou no colo de novo e me levou pra dentro, procurando um médico... O meu médico.
Não demorou muito pra ele aparecer e logo me encaminhou pra uma sala pra ver como minha situação estava.
- e então? O olhei esperando que me dissesse alguma coisa.
- não está bem na hora do pequeno nascer não, mas ele apressou as coisas. Disse sério, mas depois sorriu. – Daqui a pouco vai ter espaço suficiente pra ele vir ao mundo. Riu.
- mas eu quero cesariana. Fiz manha.
- infelizmente não vai ter jeito. – está perfeito, tudo ta indo bem. – sem riscos por enquanto. – vou mandar te darem um remédio pras dores e daqui a pouco vem aqui pra ver como está à abertura.
- tudo bem. Suspirei e ele se foi. Minha mãe entrou no quarto com o meu pai e o Justin.
- e então?
- não tem abertura suficiente ainda. – vou ter que esperar mais um pouco.
- mas que demora. Justin resmungou.
- é assim mesmo Justin. Meu pai riu. – não sabe o que passei com o Marcelo, tive uma ansiedade danada. Riu.
- verdade. – tinha que ver, seu pai estava mais nervoso e ansioso do que eu.
- espero que o Justin fique tranqüilo. Olhei pra ele.
- vou ficar. Sorriu e me deu um beijo na testa.
- então vai ficar lá dentro pra segurar a minha mão?
- QUE? Arregalou os olhos.
- é Justin, isso que os pais fazem. Meu pai riu e senti o Justin tremer.
- calma é super tranquilo. Minha mãe sorriu pra ele.
- gente. – e-e-e-eu to calmo. Sorriu de canto.
Ficamos ali nessa conversa boba e um tempão se passou, as vezes eu dava uns gritos de dores, mas nada muito escandaloso, eu pelo menos não achava isso... Mesmo tomando o remédio pra dor, parecia não adiantar, meu filho queria sair de qualquer maneira.
Pro meu alívio o doutor entra no quarto e pede pra todos saírem... me examina e dá um sorriso encantador pra mim.
- que foi? o olhei.
- ta na hora. – vamos?
- ah... senti um frio na espinha. – c-c-claro. Sorri torto.
- calma Taylor. – vai ser tranquilo eu prometo. – não precisa ter medo de nada.
- espero isso mesmo.

Justin

Taylor já havia entrado na sala de cirurgia já faziam meia hora; Eu não conseguia parar de andar de um lado para o outro naquela sala de espera, estava nervoso e com uma sensação muito ruim, sentia medo.
- Justin se acalma. – para de andar assim, vai acabar abrindo um buraco no chão. – se acalma. Levantou-se e veio até mim me dando um abraço forte.
- estou com medo. Sussurrei em seu ouvido ainda no conforto de seu abraço.
- do que tem medo?
- de que algo dê errado. Suspirei.
- deveria ter entrado e ficado lá com ela Justin. – assim, talvez, não ficaria tão nervoso assim.
- sabe que eu complicaria as coisas estando lá dentro. – Taylor ia me ver nervoso e poderia deixar ela ainda mais nervosa. – e também o intrometido do Chaz entrou com ela. Bufei.
- ele não estaria lá se você fosse. – você é o pai, tem prioridade. – e além do mais, Taylor ia perceber o quanto se preocupa e se importa com ela. – poderia te ajudar e muito.
- obrigado mãe. – isso me ajudou muito. Bufei e fui até o bebedouro, peguei um copo e o enchi de água o bebendo logo em seguida, voltei pra lá e olhei em volta. Vendo rostos ansiosos, preocupados e animados de toda a minha equipe a equipe dela, amigos e familiares.
- gente. Quebrei o silencio do local fazendo todos olhar pra mim.
- melhor todos irem pra casa. – vão demorar as coisas por aqui. – amanhã que ela deve ser liberada. – curtam o natal de vocês, lá na casa dela se quiserem. – E durmam lá se puderem, amanhã quando eu for sair daqui com ela e o bebê eu aviso e vocês vão pra lá e comemoramos. – tudo bem? Sorri.
- queremos ficar Justin. Nicole me olhou.
- e você não manda em nós. Amanda cruzou os braços.
- é. – verdade Amanda, não mando. Sorri. – mas quero o melhor pra vocês. – não vai adiantar nada ficarem aqui. – muitos não vão poder ver a criança ou a Taylor hoje. – daqui a pouco é natal e... – quero que vocês comemorem. – por nós.
- o Justin tem razão. Dona Helena sorriu. – vamos pra casa da Taylor. – e quando meu neto nascer o Justin nos liga ai agente comemora ainda mais. – vamos indo gente. Sorriu e todos foram saindo aos poucos.
- vou ficar aqui com você. Minha mãe sorriu de lado.
- obrigado mãe. – por tudo. A abracei e beijei o topo de sua cabeça.
- vou ao banheiro e já venho. Levantei a comecei a caminhar pelos corredores a procura do banheiro. Quando sinto alguém puxar a minha mão.
- o que faz aqui? A olhei incrédulo.
- soube que o neném da Taylor vai nascer.
- mas você não é amiga dela então o que faz aqui?
- vim te dar um avisinho. Sorriu sínica.
- anda logo. – fala o eu você quer comigo. Alterei a voz, a deixando firme.
- só te aviso uma coisa. Apontou o dedo na minha cara. – toma cuidado Bieber. – você vai pagar caro pelo que fez.
- e o que eu fiz? Ergui as sobrancelhas.
- fez minha irmã sofrer. – e você vai pagar. – vai sofrer tanto quanto ela.
- mas a Selena nem me amava de verdade. – Nayara, pelo amor de Deus né. – ela já até superou e hoje está amiga da Taylor e com casinho com o Zayn.
- VOCÊ VAI PAGAR! Gritou e saiu andando.
- essa menina é doente. Balancei a cabeça negativamente e entrei no banheiro. Fiz minhas necessidades e fiquei pensando no que a Nayara falou.
“ o que será que essa maluca vai fazer?”

Lavei meu rosto e sai do banheiro, fui caminhando em passos lentos até onde minha mãe me esperava. Ela olhava pra baixo, parecia preocupada... Eu sabia que minha mãe estava tentando parecer forte por minha causa, pra me dar motivação pra ficar tranquilo, mas estava difícil... A sensação de algo ruim só fez aumentar quando Nayara veio falar comigo, temo que essa maluca faça alguma coisa com a Taylor... Ou até com algum membro de minha família, porque nunca se sabe o que um maluco é capaz de fazer.
Sentei ao seu lado e a abracei, que deu um sorriso de lado e deitou sua cabeça em meu ombro. Olhou em meus olhos e franziu a testa, ela percebeu... Que merda!
- Justin... – o que aconteceu?
- hm? – que? – nada. Embolei-me com as palavras e sorri de lado pra tentar disfarçar.
- não minta pra mim Justin. – te conheço melhor que qualquer um. Afastou-se um pouco pra ter uma visão melhor de meu rosto.
- não quero falar sobre isso. Suspirei.
- sabe que pode confiar em mim.
- mas você já sabe. Menti, não queria falar sobre Nayara com ela.
- sei? Ergueu as sobrancelhas.
- sabe. Sorri torto. – é aquela minha sensação ruim. Bufei.
- Já disse pra tirar isso da cabeça. – atrai coisas ruim Justin. – relaxe. Passou a mão no meu rosto. – vai dar tudo certo, ok? Fixou seus olhos nos meus e me deu um beijo na testa.
- ok mãe. – obrigado! Sorri. E a abracei, e voltamos na posição de antes.
(...)
Não sei ao certo quantas horas já estava ali, mas já era natal com certeza e nada de noticias chegar. Minha mãe dormia com sua cabeça apoiada em meu ombro, e eu ainda fitava o chão esperando que o médico saísse logo por aquela porta. Escuto um barulho de porta batendo e vejo sapatos brancos parados em minha frente, levantei minha cabeça lentamente o vi que era o doutor. Levantei rápido demais esquecendo que minha mãe dormia, fazendo-a quase cair no chão.
- desculpa. Sorri a ajudando, escutei a risada do Dr.
- calma Bieber. Riu, e pigarreou pra cessar a risada.
- ok. – me desculpe estou um pouco nervoso.
– e então? Minha sorriu o olhando.
- a cesariana da Taylor foi feita com sucesso. – ela e o bebê estão ótimos, mas precisam ficar aqui por um tempo, ou alguns dias. – Cesariana é complicado... Taylor vai ter que ficar um tempo sem pegar peso ou fazer algum esforço. – e o bebê, ele está ótimo, mas nasceu com oito meses, e vai ter que ficar por hoje na incubadora. – mas eles estão ótimos não se preocupem.
- qual é o sexo do bebê? Senti meus olhos brilharem.
- bom... – é um menino. – parabéns Justin e é lindo.
- um garotão? Senti meus olhos transbordarem, e meu sorriso ficar quase maior que meu rosto. Tamanha felicidade parecia não caber dentro de mim.
- felicidades Bieber. – daqui a pouco vou colocar ela no quarto. – ai pode ir vê-la. – aliás, já estão a encaminhando pra lá.
- e o bebê?
- vai ficar na incubadora por enquanto, se ele tiver melhora ainda hoje sai de lá e vai pro quarto da Taylor ficar com vocês. – agora preciso ir. Sorriu.
- ok Dr. Obrigada. Sorri. – Feliz natal!
- Obrigada Justin e igualmente. Sorriu e saiu dali.
- Feliz Natal mãe. A abracei forte.
- Feliz Natal Justin. Senti minha camisa molhar. Afastei-me dela, pra olhar seu rosto.
- porque está chorando?
- não sabe como é bom, ganhar um neto de natal. Vi seus olhos brilharem e mais uma lágrima cair.
- eu sei como se sente. Sorri e a abracei forte.

(...)
- Bieber. O dr apareceu sorrindo.
- aconteceu alguma coisa?
- não. Sorriu – se quiser pode ver a Taylor, ela já está no quarto.
- aonde é o quarto?
- não posso te levar lá. – mas no final desse corredor vira a direita e acha o quarto 190.
- 190?
- isso. – é fácil de encontrar.
- minha mãe pode ir junto?
- ah, claro que pode. – agora preciso ir. – Parabéns mais uma vez. Apertou minha mão e se foi. Abracei minha mãe de lado e fomos andando até o quarto.
- 188. Li um quarto. – ta perto. Sorri.
- 189. Minha mãe apontou.
- 190. – é esse. Sorri parando em frente a porta. Bati uma vez e entrei.
- Espero que seja feliz com essa garota. Escutei Taylor dizer e logo depois os dois olharam pra mim.
- Justin. Chaz sorriu de lado.
- fala ai. Tentei ser educado.
- vou indo Taylor. – se precisar de alguma coisa me liga. Beijou a testa dela.
- se ela precisar de alguma coisa, eu vou estar aqui Chaz não se preocupe.
- da mesma maneira que esteve com ela no nascimento do bebê, não é? Senti meu sangue ferver, mas Taylor me chamou na hora e eu a olhei que sorriu, fazendo meu coração amolecer. Chaz bufou e saiu andando.
- como se sente querida? Minha mãe pegou na mão da Tay.
- estou bem. Sorriu. – um pouco cansada, mas estou bem.
- tem previsão de quando vai sair daqui? Perguntei.
- o Dr disse que não sabe ainda. – o bebê só vai ser liberado amanhã. – no caso eu também. Deu ombros.
- quer alguma coisa? – pra comer?
- quero sim Pattie.
- vou trazer um lanchinho, ok?
- obrigada. Taylor sorriu e minha mãe se foi.
- Tay...
- não Justin. – não. – não se preocupe, deu tudo certo. – e não ligue pelo que Chaz disse, imagino o quanto ficou nervoso no lado de fora enquanto eu estava lá dentro.
- Me sinto culpado por não estar lá com você.
- tudo bem Justin. – mas só te peço uma coisa.
- qualquer coisa.
- dorme aqui comigo hoje. Fez biquinho. – não quero ficar sozinha.
- mesmo sem pedir, eu já estava com essa ideia em mente. – não vou te deixar sozinha nunca Tay. Sorri e beijei a testa dela.
- Justin? Olhou-me mordendo o lábio inferior.
- que foi? Sorri passando a mão em seus fios loiros.
- me beija.
- o que?
- me beija. Sorri e fui me aproximando dela, colei meus lábios aos seus e pedi passagem com a língua, ela cedeu e começamos um beijo lento. Nossas línguas dançavam em uma harmonia perfeita, pareciam ser feitas umas pra outra. Paramos o beijo com selinhos, pra poder respirar. Apoiei minha cabeça em seu pescoço sentindo seu cheiro.
- eu te amo. Sussurrei.
- também amo você. Fez carinho em meu cabelo.
Logo minha mãe volta com os lanches, comemos enquanto conversávamos isso foi nossa “ceia” de natal, dois sanduíches pra cada e um copo de refri. Mas ali, isso não importava, estávamos juntos e felizes. Liguei pro pessoal avisando que estava tudo bem que eles seriam liberados amanhã de manhã, minha mãe voltou pra casa pra descansar e eu me acomodei em um sofá que tinha ali.