You And The Stars

36 Why?! I do not hate you!


Notas iniciais
Geeeeentee, Oi, belê? Well, vou deixar a tagarelice pras notas finais! Deem play na música Drops of Jupiter - Train Boa leitura e até lá embaixo :3

(Drops of Jupiter — Train)

Ter uma conversa com meu pai e minha mãe era algo que eu já sabia que iria acontecer, cedo ou tarde.

Minha mãe estava péssima, seus olhos estavam inchados e com olheiras profundas, seu cabelo estava desgrenhado e ela parecia ter envelhecido dez anos em quatro dias. Meu pai era a mesma incógnita de sempre, sem parecer se importar ou ligar para nada. Era como se nada disso fizesse parte do mundo dele.

— Como você sabe, daqui três dias vamos embora — falou minha mãe, calmamente.

— Vamos nos separar. Vou continuar em Winstonford, na minha outra casa — disse meu pai. Ele falava do mesmo jeito que uma pessoa comentava o tempo lá fora, com uma indiferença que me fazia desejar berrar de raiva.

Tudo bem para mim. Era o melhor. Meus pais nunca se amaram mesmo e eu não era do tipo que caía em depressão por causa dos pais se divorciando.

— Hm. E eu sou filha de quem? — perguntei desenhando vários Xs em uma folha de papel ao meu lado.

Minha mãe me fuzilou com o olhar:

— Você é nossa filha! Eu nunca mentiria sobre isso.

Se ela estava falando a verdade ou não, eu só sabia que ela era nada confiável.

— De qualquer modo, vamos descobrir isso logo — disse meu pai e bocejou.

Suspirei, me levantei do sofá e murmurei:

— Eu só quero parar de viver mentiras. Só isso. É pedir demais?

Aparentemente, era.

(…)

Ficar sozinha me fazia pensar muito e pensar muito me fazia ver que eu não odiava Matthew Stonem. Ele tinha os motivos dele para estar puto, eu tinha os meus. Porém eu não iria procurá-lo e correr o risco de ser desprezada de novo. Eu simplesmente tinha aceitado o fato de que era melhor que, Matthew e eu sendo irmãos ou não, deveríamos ficar longe um do outro.

Enquanto eu atirava pedrinhas no mar, ficava tentando decorar a sensação de pisar em areia úmida, para não me esquecer mais quando fôssemos embora dali algumas horas. Não que eu quisesse ficar me lembrando daquele verão. Talvez só os momentos que Will e eu havíamos passado no bosque, o resto me deixava mal.

Quando voltássemos para Winstonford, ainda teríamos duas semanas de férias e depois disso era voltar para as aulas normais, com os mesmo professores e a mesma gentinha superficial. Pelo menos, eu acreditava que minha mãe não iria fazer a cagada de inventar de viajar para algum lugar nas férias de natal também. Se bem que é bom eu nem ter esses pensamentos. Eu não viajaria mais para canto nenhum com aquela mulher louca. Nem para Nárnia ou Hogwarts — e olha que são alternativas pensáveis, viu?- Não com ela.

— Ei, gatinha — falou uma voz atrás de mim.

Me virei e sorri.

— Fala, gatinho — respondi e Will me beijou. — Sabe que eu não gosto de diminutivos.

Ele revirou os olhos

— Então vamos tentar de novo. — Will deu meia volta e eu voltei a encarar o horizonte. — Ei, gatona.

— Fala, gatão. — Ele me beijou de novo. — Ainda não está bom.

Então ele deu meia volta.

— Ei, gata. — Selou nossos lábios.

— Fala, gato. —- hesitei. — Hm… ainda n….

— Ah, vai se danar, Samantha! — ele cutucou meu estômago e rimos juntos. — Está perfeito.

Assenti com a cabeça, sorrindo.

— Sim. Estou com você. Não tenho do que reclamar — murmurei.

— Discordo. Você está cheia de problemas. Sinta-se à vontade para reclamar.

Por que ele tinha que ser tão compreensivo? Por que ele tinha que ser uma das melhores pessoas que eu já havia conhecido? Geral sabe que eu não o merecia.

— Droga, Will, você podia ser mais canalha — resmunguei, brincando com os fios de sua nuca.

— Hein? — ele franziu as sobrancelhas.

— Sei lá, sabe. Me dar motivos para ficar uma fera com você — comentei com calma. — Você sempre compreensível assim fica difícil de eu negar qualquer coisa, e cá entre nós, eu não posso te chupar o tempo todo.

Will gargalhou.

— Tipo, roubar suas batatinhas? — ele alisou minha cintura e beijou meu rosto.

— É… é… quase isso.

Sorri e então nos afastamos do mar e nos sentamos na areia seca.

— Sabe, eu fico me perguntando se o Sr. Stonem seria um cocozão como meu pai também — sussurrei, debruçando minha cabeça no ombro dele.

— Se o exame der positivo, você…

Antes mesmo de terminar, eu já sabia sobre o que ele estava falando. Sabe, eu e Will tínhamos uma química estranha, um encaixe perfeito, como se conhecêssemos nossos mais profundos pensamentos e o que queríamos dizer sem nem antes terminar de tocar a língua no céu da boca. Isso era legal, mas bizarro.

— Não. Eu não vou querê-lo como meu pai, ou ele por perto, entende? Não preciso dele. Para mim, isso não é importante. Pai é quem cuida.

Will pegou minha mão e beijou minha testa.

— Você tem razão, baby.

— É só que… é muita coisa para absorver. Matthew meu irmão, mamãe uma traíra — papai corno, mas obviamente não falei isso. — Carly também é uma vítima nessa história.

— É só uma fase, tá bom? Vai passar. Vamos embora daqui só algumas horas. Vamos pegar esse exame e acabar com isso. E aí, depois nós podemos fugir juntos para algum pedaço de moita qualquer.

Eu ri. Aquele garoto era impossível, mesmo falando de coisas sérias, ele conseguia manter o humor e me envolver com ele.

— Estando com você, ótimo, perfeito — falei e o empurrei levemente para trás, encarando seus olhos fascinantes. Sabe, uma coisa que não sei se esclareci direito antes, mas meu fascínio pelos olhos dele não se devia a cor, mas sim ao enorme carisma desenhado neles, era como se refletisse sua alma, enquanto eu fazia ao máximo para não demonstrar nada. Aquilo era muito encantador. Will agora estava deitado na areia, me fitando com um dos seus melhores olhares sexy, que imediatamente me deixava com tesão. Sexy e fascinante. Aproximei meu rosto e o beijei com animo, me concentrando exclusivamente aos lábios dele e em não montar nele ali mesmo e fazer coisas inadequadas para garotinhas.

— Olhem só, vocês tem duas opções: 1° Se separem agora. 2° Ou eu pego um extintor e apago esse fogo de orgias agora.

Me afastei dele já rindo.

— Emma! — exclamei.

Emma nos fitava de braços cruzados e uma expressão de deboche.

— Meu nome! — ela riu.

Emma se jogou na areia, ao nosso lado. Ela franziu o nariz e fez biquinho.

— Sinto cheiro de sexo — brincou.

Ela nos arrancou mais gargalhadas, só que era melhor ignorar, é claro.

— E aí? Como vai com o Josh? — perguntou Will.

Emma corou. Que palhaçada eles estavam fazendo pra ficar toda vermelha?! Então ela estendeu a mão, exibindo uma aliança de compromisso.

Uma aliança de prata, grossa e brilhante. Cof, cof, perfeita, cof!

— Uou! — exclamei e puxei a mão dela para bem perto e examinei a aliança em seu dedo anelar. — Que perfeita! Minha nossa! Uau! Uau!

Will riu.

— Invejável — disse e fez uma careta. — Vocês são muito feios juntos. Sammy e eu ganhamos de lavada.

Emma gargalhou e nos abraçou.

— Cala a boca. Vocês são dois pervertidos pervertendo juntos.

Não víamos porque negar.

Pov’s Will

Particularmente, eu não sabia dizer se Matthew e Sam eram mesmo irmãos ou não. Talvez. A possibilidade era grande. Ambos eram loiros, olhos verdes. Por que não? Sem querer ser egoísta e nem nada, mas se eles fossem, pelo menos não havia mais nenhuma chance de a Sam sentir alguma coisa, digamos, indecentes por Matthew. Mas eu sabia que ela não tava nenhum pouco afim de ser irmã dele. Aquilo a deixava doente, e por esse motivo, eu preferia que eles também não fossem. Eu só queria ela bem. Ela estando feliz, eu também estava.

Quando decidimos arrumar nossas malas para voltarmos, me perguntei se aquilo seria bom. Sabe, ir embora da Califórnia. Depois de um tempo, decidi que sim. Seria quase um novo começo, um início, só mudaria a paisagem, as pessoas e a rotina.

E além do mais, Sam e eu… estava perfeito entre a gente. Aquilo tudo era mais do que eu havia desejado. Samantha e eu estávamos felizes juntos. Eu nunca amaria alguém quanto a amava.

— Hm… acho que já está ótimo — falou Sam, encarando as malas organizadas e arrumadas, em frente a cama. — Perfeito, na real. Já podemos ir esperar no carro, beleza?

— Quanta pressa pra ir embora, hein — comentei, fechando a minha mala.

—- Você nem sabe o quanto — ela sussurrou como se fosse o nosso segredinho. E um segredinho muito ruim.

Eu a entendia muito bem.

— Sabe, ainda não tivemos nosso momento verdadeiro no Closet — indireta, indireta, indireta! Baguncei meus cabelos.

Samantha sorriu maliciosamente:

— Você não desiste! — ela me deu um selinho, caminhou até a porta, olhou dos dois lados do corredor e a fechou. Voltou para mim e me arrancou um beijo de tirar o fôlego enquanto caminhávamos devagarinho até o Closet. Ela me soltou. — Espera aí. Se vamos fazer isso, que seja em cima de algo macio.

Ela abriu a mala, pegou um travesseiro e entrou no Closet sozinha. Enquanto isso, fui até o criado-mudo para procurar preservativos, então ouvi uma batida na porta.

— Will? — chamou Matthew. Olhei para a porta do Closet, mas Sam ainda não havia saído.

Corri até a porta e a abri. Matthew me encarava. Ele usava uma touca preta e uma camiseta dos Ramones. Estava com uma cara péssima, não que eu repare.

Ele olhou para dentro do quarto, o filho da puta procurando alguma coisa. Sammy, talvez. Não a viu ali, e entrou.

Ele pigarreou.

— Estive conversando com mamãe — começou. — Ahn…. já já eu chego nessa parte, esqueça, por enquanto. Bem, só queria dizer que você fez por merecer, sabe. Parabéns. Sam é sua, e você é dela e vocês… se pertencem.

Ele trocou o peso do corpo de um pé para o outro. Encarou os pés.

— Diga logo onde quer — falei, irritado. Sério, eu estava cheio daquele lenga-lenga.

— É… que, ela sendo minha irmã ou não, ao contrário do que estou fazendo parecer… eu gosto muito dela. Muito mesmo. Eu disse coisas horríveis para Sam logo que voltou da escapada com você. E agora me arrependo, sabe? Me arrependo mesmo — ele tirou a touca, arrumou os cabelos claros e a vestiu novamente. — Faça ela feliz, de um jeito que eu não soube fazer direito. Não vou poder fazer isso, nem como irmã, nem como namorada, amiga, rolo. Eu… não a odeio. Não a culpo por ter fugido com você, eu errei quando escondi a verdade. Só faça bem a Sammy, tá bom? Como você prometeu. Como sei que vai cumprir.

Fiquei atônito. Por que ele estava dizendo isso? Por que ele tava entregando tudo? Por quê? Não era do tipo de Matthew desistir, e muito menos admitir que perdeu.

— Por que, Stonem, por quê? — indaguei.

Ele sorriu amargamente. Alisou a ponte do nariz, parecendo muito cansando.

— Vou ir embora, Carter. De Winstonford para o Canadá. Só de ida — ele enfiou a mão no bolso do jeans e tirou a passagem. —- Mamãe e eu decidimos recomeçar lá.

Então ouvi passos e Samantha saiu do Closet com os olhos marejados. Ela abraçava o travesseiro e parecia mais triste do que jamais havia visto.

— Eu também não o odeio — Sam murmurou e apertou o travesseiro com mais força.

Pov’s Will OFF

Eu não sabia direito se eu ficava com raiva por ele estar partindo, ou se eu ficava triste por ele estar partindo. Saca? Confuso isso, eu sei. Eu só sabia que… parte de mim não estava nada feliz com aquilo. E outra parte tinha perdoado Matthew, mesmo que não houvesse muito para perdoar, eu não sentia mais raiva dele pelas babaquices sinceras que ele havia me dito. Eu não odiava ele. Aliás, eu amava Matthew Stonem, em um sentido diferente do que ele esperava, mas sim, eu gostava mesmo dele. Quanto mais ele falava, mais arrasada eu me sentia. Matth estava indo, iria embora. Talvez para sempre.

Isso acabava comigo.

— Você não pode ir embora! — implorei, alguns segundos depois que saí do Closet.

Matthew me fitou durante alguns segundos, seus olhos revelando enorme tristeza.

— Não é questão de poder, Sammy. A questão é que eu quero ir embora — falou.

Ai eu fiquei com vontade chorar e de socar a cara dele.

— Por que, Matt? Por quê? Eu sinto muito pelas coisas que falei. Sinto muito mesmo — sussurrei. — N-não vá.

Matthew sorriu.

— Não é nada disso, loira. Juro que não é nada disso… Mas é que tá tudo errado… eu preciso dar apoio para minha mãe e o melhor lugar para ficarmos e recomeçarmos é no Canadá, na casa do meu avô. Sam, você ouviu o que eu disse. Eu gosto muito de você e o melhor para todo mundo… vai ser eu estando longe.

— Vou ter que concordar — falou Will, fazendo um estralo com a boca.

— Will! — exclamei, me virando para ele. — Droga!

— O quê? Mas não é mesmo? Ele quem falou, só estou concordando, merda — ele deu de ombros.

Revirei os olhos e depois encarei meus pés.

— Se eu te pedir pra ficar… vai adiantar alguma coisa? — sussurrei, me concentrando unicamente em não chorar.

Matthew andou até a janela e afastou as cortinas. O sol forte penetrou pelo vidro fazendo ele semicerrar os olhos. Matthew retesou o maxilar e soltou um suspiro, tornando a juntar as cortinas.

Por que ele estava aquilo comigo, por quê?!

— Não estou feliz aqui, Sam. Nunca vou ser feliz… sabe, desse jeito. Você ama Will, ele te ama e… não posso estragar isso. Além de que… tem meu pai, nunca nos demos bem. Então… por favor, Samantha, não torne as coisas mais difíceis. Não peça para eu ficar, assim só piora as coisas.

Ele não estava feliz. Não estava feliz mesmo. Como se pede para alguém que não está feliz ficar? Isso era totalmente injusto e egoísta, e só tornava tudo mais difícil saber que eu havia fodido com a merda toda. Por que sim, eu havia fodido tudo. Havia abrido minha boca e falado dos nossos pais, havia fugido de repente, abandonado Matthew para ficar com o Will… só que, como que para eu me sentir mais cruel ainda, eu não conseguia sentir culpa. Nem uma pontinha.

Assenti com a cabeça.

— Eu… fodi tudo, não? — sussurrei entre lágrimas.

Matthew riu, passou a mão na testa e ajeitou a touca de novo.

— Sim. Fodeu. Fodeu a porra toda. Fodeu legal. Fodeu mesmo. Mas e daí? Você fodeu, mas foi o certo! O que vier a partir de agora… é um recomeço. Não fique culpada. Às vezes foder as coisas é a razão de elas melhorarem.

Fiz uma careta, fechei meus olhos, abri, mirei o teto para tentar conter novamente outro ataque de choro.

— Desculpa, cara — falou Will, culposamente. — Espero mesmo que você se arranje no Canadá.

Matthew deu de ombros.

— Não importa mais.

Fiquei encarando ele, tentando descobrir o que vinha depois.

— Bem, essa é a nossa última hora na praia — murmurei.

— Não seria show se fizéssemos alguma coisa marcante? — opinou Will, franzindo o cenho.

— Tipo alguma coisa que não fizesse a Califórnia esquecer tão logo — falou Matthew, sorrindo sem graça.

E eu não me esquecer de você?! — pensei com tristeza.

— Tipo a gente sair pelados na rua? — cocei a testa, tentando sorrir, mas só conseguir fazer uma nova lágrima cair e escorrer por minha bochecha. Funguei.

Eles riram.

— Não! Sei lá, alguma coisa meio que marcante — falou Matthew. O gênio em badalação era ele, mas eu meio que sentia que deveria dar a ideia.

— Algo que não fosse… muito proibido — assentiu Will.

Então respirei fundo. Solucei. De repente tendo uma ideia plausível.

— Tenho uma ideia. Preciso falar com um cara de piercing no lábio — disse eu, ansiosamente.



Notas finais
Tchau, Matthew, tchau, te amei mas é tchau :c Não gostaria mesmo de estar fazendo isso, mas enfim próximo capítulo é o último :3 Não creiooo Deus sabe como eu amei escrever isso aqui, afinal, era pra ser só uns 20 capítulos e foram 37 aqui, e 38 no SocialSpirit... :C Trailer da minha próxima fanfic quase pronto, capa pronta, e capítulo quase pronto! Não creio que vou continuar escrevendo! *-* Decidi continuar pois tenho bastante tempo livre aqui no trampo e provavelmente vou ter quando chegar em casa também e quando não tiver vou tentar escrever pelo celular! Enfim, vou dar o meu máximo! Eu queria muito fazer 2° temporada de YATS, mas não vai rolar mesmo, é complicado demais 2° temporadas, e eu tenho medo de arruinar tudo. Enfim, minha próxima fanfic vai se chamar Fuckin' Perfect, original e pela primeira vez na minha vida vou escrever uma fanfic narrada por uma pessoa só... POR UM GAROTO! Isso é totalmente novidade pra mim :3 Não deixem de deixar reviews, tá bom? Vamos conversaaaar. Tá, parei Mas deixem reviews, o.k? Ou então me adicionem no Skype: Milene.Styles Mas deixem reviews amo vocês