Notas iniciais
Olá, pessoas lindas! E aí? Como foi a passagem de ano de vocês? Viram a queima de fogos? Eu vi, só que só foram 8 minutos, mas até foi legal! Enfim, espero que vocês gostem desse capítulo. Boa leitura e até lá embaixo...

Pov’s Matthew

O sol batia bem no rosto dela, deixando-a mais bonita e seu cabelo mais claro ainda. E Samantha parecia tão triste. Peguei suas duas mãos e fiz uma leve carícia com meus polegares.

— Ei… a gente já conversou sobre isso — falei.

— Eu quero ouvir de novo. Você gosta de mim?

Olhei para ela. A testa levemente franzida, o rosto corado, as lágrimas delineando sua face, o queixo tremendo, algumas mechas colando no rosto. Soltei as mãos de Samantha e coloquei a franja dela atrás da orelha.

— Cada dia mais.

E lá estava a minha chance. A chance de fazer o que eu sempre quis. A chance de fazer ela ser minha, a chance de tê-la, a chance de acabar logo com aquilo, acabar logo com aquele desafio que eu havia feito para mim mesmo, possui-lá, mas…

— Me beije — murmurou ela.

Olhei para Sam com cara de tacho. Aquilo não estava certo.

— Eu te desafio — sussurrou. — Eu… te desafio.

Ela se aproximou mais de mim. Eu podia sentir seu hálito doce, seu lábios rosados… tão próximos. Só um beijo, só um beijo, e isso já seria suficiente pra desistir de tudo, só aquele beijo…

— Cale a boca. Você não tá legal — me afastei dela antes que fosse tarde. — Vem, vamos entrar.

Peguei a mão dela e a puxei dali. Se eu me arrependesse daquilo mais tarde, juro que cometeria suicídio.

— Você é um broxa mesmo — disse ela entredentes.

Sorri.

— Eu não tenho pressa, apenas isso.

— Bem, que bom, porque você não vai ter outras chances de me comer, o.k? — disse com a voz trêmula.

Olhei-a pelo canto dos olhos.

— Vamos ver.

Entramos na casa. A mãe dela cozinhava.

— Amanda, Samantha não tomou o remédio essa manha — falei.

Sam me olhou com raiva e eu pude jurar que se ela tivesse algo na mão naquele instante, iria ser arrebentado na minha cabeça.

Só que ela apenas se virou pra mim e apontou um dedo na minha direção antes de fugir para o quarto.

— Você é um otário. Um otário de marca maior. Eu odeio você, babaca

Fiquei observando ela sumir escada acima.

Amanda suspirou.

— Não ligue. Você se acostuma.

Certo, alguns minutos atrás ela havia quase me beijado, e agora ela me odiava.

Acho que eu podia me acostumar.

(…)

— Ei, Josh — chamei.

— E aê — disse ele.

Estávamos em um quiosque, no mesmo quiosque que eu havia conhecido Missy.

— Tudo bem? — perguntei.

Josh abriu um sorriso.

— Tudo ótimo.

Dei uma risada.

— Claro. Esqueci que você anda trepando.

Ele deu uma risada sem graça.

— Pois é. Olha, você mal chegou e elas já estão olhando pra você.

Olhei para onde ele olhava. Uma morena alta mandava olhares discretos para minha direção.

— É gata — ponderou Josh, tomando uma coca-cola diretamente da lata.

— É — murmurei olhando para os seios dela sob um fino vestido florido. Desviei os olhos. — Não tô afim agora. Ainda não deu nem meio dia.

Josh me olhou boquiaberto.

— O quê? Desde quando você tem hora?

Uau, eu realmente não tava afim, só isso.

— Sei lá. Eu só não tô afim.

Procurei no bolso do meu jeans um cigarro. Acendi e traguei.

Josh meneou a cabeça.

— Quem é você e o que fez com o Matthew.

Só porque eu não tava afim.

— Ei, sou eu ainda.

— Claro — ironizou.

Fez-se um silêncio chato. Afinal, o que tava acontecendo comigo?

Pigarreei.

— Quando você vai pedir a Emma em namoro?

Ele deu um sorriso bobo.

— Eu não sei. Acho que logo. Eu gosto dela. Tipo, bastante.

— Você sempre foi bom nessas coisas.

— Que coisas?

— Se apaixonar. Sentir. Eu nem acredito que isso exista. Amor.

— Matthew, sem querer ofender, mas eu nem sei porque eu sou seu amigo. Você é um maior babaca.

Traguei o cigarro novamente e soltei a fumaça. Girei os olhos.

— Você é meu amigo porque quando eu faço cagada, alguém precisa limpar o cocô.

Uma carranca se formou no rosto dele. Daí eu fiquei sem entender, não tinha sido engraçado?

— Ah, nossa, me sinto lisonjeado.

Soltei uma gargalhada.

— É brincadeira, Joshua. Você é meu amigo porque somos como catchup e maionese.

— Tá, chega de falar. Olha, ela ainda tá olhando pra você. — Ele deu um gole no refrigerante. -- Ela tem belos peitos.

Nem me dignei a olhar. Até porque, eu já tinha checado.

— Não vai rolar — fitei ele e estendi meu cigarro. — Toma.

Josh fez uma careta.

— Não, muito obrigado. Mas, me fale, já conseguiu tirar a calcinha da Sam? Ou desistiu?

Coloquei o cigarro nos lábios.

Se eu falasse pra ele que havia desistido, ele iria me chamar de viado, gay, cabaceiro, boiola e outros termos muito… desagradáveis.

— Por que tá me perguntando isso? Vai bancar o babaca também? — falei e franzi a sobrancelha.

— Eu nunca faria o que você faz, sabe disso, mas eu tô torcendo que você consiga a Samantha.

— Ela é amiga da Emma.

— Tanto faz. Eu gosto da Emma, não dela.

Suspirei.

— Não. Eu não desisti — desviei o olhar.

Ele olhou pra mim e deu risada.

— Ela é difícil, né? Não, pera… impossível. Já estamos há um mês nessa joça e você não conseguiu arrancar nem um selinho dela.

Ah, que saco. Tá vendo que merda que é quando você conta para seu amigo que quer tal garota mas de repente dá uma arregada?

Eu podia tê-la beijado naquela mesma manha. Por que eu não havia beijado mesmo?

Você está deixando de ser filho da puta.

— É só uma questão de tempo — falei me escorando na cadeira e amassando o cigarro com o calcanhar. — Josh… se eu te disser que…

— Aquela loira tá olhando pra mim — disse ele.

… estou gostando dela, acha que estou ficando louco? Quero dizer, eu nem sei o que é sentir, como já falei.

— É bonita, mas a Emma é mais — sussurrei aborrecido.

— Eu sei, só comentei. Mas o que você tava dizendo?

Fiz um muxoxo.

— Nada, esquece.

(…)

No meio da tarde voltou a chover. E estava ficando entediante ficar trancado dentro da casa. Eu conseguia pensar em milhares de coisas para me ocupar, mas a merda da chuva nos obrigava a ficar embaixo de um teto.

Emma e Josh haviam conhecido três garotas e dois garotos na praia. Pelo que eu havia notado, eram todos surfistas. As meninas até que eram gostosinhas. Duas semanas atrás e eu daria um jeito de comer as três de uma vez. Duas semanas atrás.

E isso fazia eu me perguntar se estava tudo bem comigo e coisa e tal.

Essa gente que Emma e Josh haviam conhecido estavam na casa. O que para mim era até divertido, zoar com bastante gente é sempre legal e logo eu descobri que os caras usavam drogas, ou seja, dinheiro para mim.

De qualquer jeito, estávamos todos no quarto da Samantha — e só para você saber, ela não parecia nem um pouco feliz com aquelas garotas desconhecidas por lá sentados no tapete em roda. Alguém havia tirado os colchões de Emma e Will do chão e recostado-os na parede. E estava todo mundo conversando. Interrogando aqueles cinco desconhecidos. Logo eu descobri que uma garota chamava Sophia — baixa, um pouco acima do peso com cabelos cor de mel — a outra Anna — morena, alta e magra -, e a última chamava-se Jill — a mais bonita com um cabelo multicolor -, e os garotos chamavam Greg e Peter. Acho que não tem necessidade falar das aparências, né? Se algum dia eu virar gay, talvez eu fale.

— Isso aqui tá meio entediante — falou Greg,

Sophia deu risada.

— Meio? Isso aqui tá muito chato.

— É, sei lá. Tá faltando emoção — falou Jill.

— A janela tá ali para o caso de algum de vocês quiserem se jogar — falou Samantha sentando-se ao meu lado. — Seria bem emocionante.

Tapei a boca dela.

— É brincadeira — falei dando risada.

Ela me deu um tapa e eu a soltei.

Ah não, ela não iria ter uma ataque de grosseria. Não perto de mim.

Samantha ficou quieta. Graças.

— Ha ha ha. Engraçado — disse Anna completamente séria.

— Samantha tem um humor aguçado — disse Will com um sorriso.

— Pode apostar que sim — assentiu Sam, arqueando a sobrancelha.

— Mas e aí? Vamos ficar no tédio mesmo? — reclamou Peter.

— A porta da rua é a serventia da casa — murmurou Sam.

— Oi? — disse Sophia com enormes olhos pregados na Samantha.

— Hein? O quê? — debochou Sam.

Josh e Emma eram os que estavam mais afastados, se beijando em um canto. Irônico, não? Eles que trouxeram aquela gente pra casa e agora não davam a mínima bola.

— Sabe o que seria bom agora? — falou Anna.

— Uma fatia gigante de pizza — sussurrou a loira do pavio curto.

— Não! Sete minutos no céu — Anna disse batendo palmas.

Samantha abriu um sorriso debochado.

— Ah, sei. As vadias com fogo no rabo da nossa escola costumavam jogar isso com vocês, né não, Will? Matthew? — disse. Ai, minha nossa senhora da bicicletinha, ela não podia por pelo menos um dia ser menos chata?!

— Vadias não, Samantha. É que esse jogo é divertido — murmurei.

Algo me dizia que Samantha estava comprando briga.

Jill se levantou e notei que discretamente ela tirava a calcinha atolada na bunda sobre um short mega apertado. Mas super discretamente, sério.

— Sete minutos do céu é o máximo! A gente arruma duas tigelas. As meninas escrevem seus nomes em papéis e colocam em uma tigela, os meninos fazem o mesmo, mas colocam na outra tigela. Alguém é sorteado e puxa algum papel. Vendamos ela e dependendo de que nome veio no papel, a outra pessoa vai para o closet com ela e faz o que quiser com ela lá dentro. Com os olhos vendados. Compreenderam? — explicou Jill.

— Sei… alguém é obrigado a ficar no meu closet, vendado, enquanto o outro faz altas putarias com essa pessoa, sem que ela possa impedir, certo? Durante sete minutos — disse Sam, pensativa.

— Exatamente isso — disse Peter.

— Sei. — Sam se virou pra mim e para Will — brincadeira de vadias com fogo no rabo.

— Ah, qual é, Sam. Vamos brincar. Eu prometo que não faço nada que não queira se você cair comigo -- falei.

— Sem chances.

— Samantha, você tá na sua casa. Se alguém passar do limites com você, é só dar um soco no olho e mandar embora. Acabou o problema — disse Will.

— Na realidade essa casa não é minha, é alugada.

Will bufou.

— Tanto faz. Eu vou brincar.

Sophia se levantou também.

— E aí? Quem vai brincar?

Eu e Will erguermos as mãos. Greg, Peter, Jill e Anna também.

— Ótimo. Pode pegar as tigelas, Matth? — falou Jill com um sorriso amarelo.

Retribui o sorriso. Aquela já era minha.

Pena que eu não queria.

Cinco minutos depois, voltei com as tigelas. Três minutos depois, todo mundo já havia dado os nomes. Menos Sam, Emma e Josh, mas Emma e Josh não iam brincar, eles não estavam afim de fazer putarias com outras pessoas a não ser com eles mesmos.

— Coloca seu nome lá logo, porra — falei para Samantha.

— Não — disse com convicção. Maldita!

— Anda logo, garota. É só uma brincadeira.

Ela estava encostada na parede do quarto. Eu segurava um pedaço de papel e uma caneta.

Me aproximei, estendi meus dois braços na parede, prendendo ela no meio. Samantha arqueou a sobrancelha. Mordi o lábio.

— Eu não vou brincar disso, Matth -- disse.

Sorri, provocativo.

— Digamos que você leve a venda nos olhos e que eu possa fazer o que quiser com você, eu inverto os papéis. Eu deixo você fazer o que quiser comigo. Ninguém vai saber mesmo. Eu vou ser todinho seu.

— Pena que eu não quero fazer nada com você.

Dei uma risada.

— Facilite as coisas, Crimsey. Só hoje, por favor, por favor. Se você jogar esse jogo e se arrepender, eu prometo que nunca mais encho o seu saco.

Samantha colocou a franja atrás da orelha.

— Você já fez essa promessa e tá aqui agora.

— Vamos lá, loira. Chegar aos 40 e não se arrepender de nada que tenha deixado de fazer, hein?

Ela suspirou.

— O.k. Eu vou brincar dessa porcaria. Mas juro que enfio a cabeça de alguém na sua bunda se passarem dos limites comigo.

— Fica tranquila. Eu tô sentindo que hoje quem vai para o closet somos nós dois juntos.

Dei o papel para Sam e ela escreveu o nome.

Sophia colocou o nome na tigela.

Mandaram Josh pegar um nome de alguma garota para ser a primeira à pegar o nome de um garoto na outra tigela.

Josh leu o nome com um sorriso sarcástico:

— Sam Crimsey.

Dei uma risada.

Samantha de cara feia foi até a tigela com os nomes dos meninos.

Com certeza seria eu que seria o escolhido. Eu tinha sorte com essas paradas.

Ela pegou o papel. Parecia nervosa. Abriu. Suspirou, jogou os cabelos para trás e um fino sorriso se abriu no rosto dela:

— Will Carter.

Olhei para o lado e lá estava o filho da puta. Ele tinha um sorriso malicioso brincando nos lábios. Samantha também.

Pov’s Matthew OFF

Notas finais
Será que vai ter pegação? Será? Será? O que vocês acham? kapskakpskpak Falando sério, se tivesse ia ser até bom, né? Já tá mais do que na hora desses dois saírem da estaca zero! Enfim, sem mais enrolações... FELIZ ANO NOVO, CAMBADA, UUUUUHUL, ESPERO QUE ESSE ANO VOCÊS ZOEM MUITO, BEIJEM, SE APAIXONEM, NAMOREM, AMEM, ESBANJEM SORRISOS SINCEROS, tudo, menos que se decepcionem e se magoem