You And Me, Me And You
4 Capítulo 4 - Desculpas/Término/Beijo
P.O.V Binho
Mais um dia amanhece, e com ele a batalha.
Hoje acordei cedo, então depois de me arrumar, desci para fazer o café.
Na cozinha, olhei para o relógio e vi:
5:30.
Bati meu recorde.
– Acordou cedo, hoje? — Perguntou meu primo Thiago, que havia chegado na cozinha.
– Não. Ainda estou dormindo, com uma preguiça do tamanho do Grand Canyon.
– Nossa, que engraçado.
Ele pegou um copo e colocou café.
– Então, de olho em alguma gatinha?
– Não. Tudo o que consegui foi uma patada. — Falei, triste.
– Então, o negócio tá feio, brother.
Ri.
P.O.V Tati
Parece que nem o Owl City levanta o meu astral hoje.
Além de ter que me desculpar com o Binho, vou ter que convidá-lo para almoçar aqui.
Parabéns, Tatiane. Parabéns.
Depois de me arrumar e tomar café, parti rumo a Y.H.S.
Chegando lá, avistei Binho perto dos armários.
– Ei!
P.O.V Binho
Escutei alguém me chamando, me virei e vi aquela menina de ontem.
"Ótimo. Agora ela vai terminar o que começou."
Ela veio correndo até mim. Me preparei para o pior.
– Olha, me desculpe. Desculpe por ter sido rude com você ontem, desculpe por ter te falado aquilo.
Você só queria fazer amizade, eu entendo isso. Então, podemos ser amigos?
P.O.V Tati
ESPERA AÍ! Eu acabei de perguntar ao Binho se ele quer ser meu amigo?
O que tá acontecendo?!
– Só isso? Não vai me bater, me xingar e tudo mais?
– Sim. E se dê por satisfeito. E antes que eu me esqueça, minha irmã mandou eu te convidar pra almoçar.
– Primeiro: Eu quero ser seu amigo.
Segundo: Adoraria almoçar na sua casa, pequena.
– PEQUENA?! Quem te deu autorização pra me chamar de pequena?
– Mas você gosta de gritar, hein. Só te chamei assim porque não sei seu nome.
– Ah, bom. Meu nome é Tati.
– Muito prazer, Tati Pequena.
Ele saiu correndo. Que ódio. Não vou deixar barato.
– SEU IDIOTA! VOU TE ENCHER DE PANCADA!
P.O.V Vivi
– Como ele pôde? — Falava, chorando. — Eu fiz de tudo pra ser uma boa namorada. ELE NÃO PODIA TER FEITO ISSO COMIGO!
– Moça, tá tudo bem?
Olho pra cima e vejo um garoto branco, com óculos.
– E se não tiver? O que você tem a ver com a minha vida?
– Já vi tudo, terminou com o namorado.
– Como você sabe?
– É porque quando a menina termina com o namorado, fica rabugenta e insuportável.
– Eu não sou rabugenta e insuportável!
– Como eu vou saber, nem te conheço.
– Pois agora vai conhecer. Sou Viviane Knight. Mas você pode me chamar de Vivi.
Fiz uma reverência.
– Nossa, que honra. Samuel Evans, seu humilde servo, que você pode chamar de Samuca.
Ele se ajoelhou, pegou minha mão e a beijou.
– Agora me conte, ó Vivi, porque você terminou com o seu namorado.
Não se preocupe, não sou do FBI.
– Tudo bem, meu humilde servo. — Digo, rindo.
Flashback On:
"As coisas já não estavam bem comigo e com o Juca, mas essa foi a gota d'água.
Hoje, mais cedo, fui até o hotel em que o Juca estava hospedado, para conversarmos e nos acertarmos.
Perguntei pra moça da recepção, onde estava hospedado Juca Shane.
Ela disse:
– Quarto 418.
Entrei no elevador e digitei o andar do Juca.
Chegando lá, peguei uma cópia da chave, que estava na minha bolsa.
Quando abri a porta, me deparei com Juca se beijando com outra garota. Naquele momento, fiquei com uma mistura de tristeza e ódio.
– JUCA! SEU TRAIDOR! SEU BESTA, SEU INSENSÍVEL! ESTÁ TUDO ACABADO ENTRE NÓS! ALIÁS, JÁ TINHA ACABADO HÁ MUITO TEMPO!
Ele até tentou inventar uma desculpa, mas eu já tinha ido pro elevador.
Passei correndo pela recepção, chorando, até chegar aqui."
P.O.V Samuca
Não acredito que esse tal de Juca traiu a Vivi. Nesse meio tempo, ela se mostrou uma pessoa gentil e atenciosa.
– Não se preocupe. Você vai encontrar outra pessoa que goste de você.
– Muito obrigada, Samuca. — Ela disse e me abraçou.
P.O.V Binho
A tal da Tati disse que vinha aqui em casa me buscar pra almoçar na casa dela.
Estava esperando, até que:
– Rápido! Não tenho o dia todo!
Era a voz da Tati.
– Quem é? — Falei, pra provocar.
– Ai, que ódio! Abre logo essa porta, idiota!
Abri, com medo de ela quebrá-la.
– Vamos, ou Vivi vai achar que fugi de casa.
Antes que eu falasse alguma coisa, Bia chegou na cozinha, esbaforida.
– Estou super atrasada. — Disse ela. — Quem é essa?
– É a Tati, uma amiga. — Olhei para Tati, e os olhos dela estavam cheios de fúria. — Pode avisar a tia Carol que vou almoçar na casa da Tati?
Bia arqueou uma sombrancelha.
– Porque você vai almoçar na casa dela?
– Porque a irmã dela pediu pra me convidar.
– Ela é suportável? — Perguntou, apontando pra Tati.
– Claro que sou. — Respondeu Tati. — Se não fosse, o Binho não iria comigo no carro, e ainda recusaria meu convite pro almoço. Isso é o suficiente pra você?
– Essa é das minhas. — Disse Bia, com um sorriso de canto. — Vou avisar a tia Carol.
– Valeu. — Agradeci, com um toque de mãos.
P.O.V Tati
Eu e o Binho não trocamos nenhuma palavra durante a viagem.
Apesar de que tinha sido eu que tinha convidado ele pro almoço, eu não estava feliz com isso.
E parecia que ele também não, porque ele sabia que eu tinha convidado ele só porque a Vivi mandou, não porque eu queria que ele fosse almoçar lá em casa.
– Hey! — Eu disse, pra quebrar o silêncio. — Meu mordomo/cozinheiro Louis faz uma ótima comida.
– Hum. — Ele disse.
E essa foi a única conversa que tivemos.
P.O.V Binho
Depois de chegar na casa da Tati, a irmã dela, Vivi, me cumprimentou e disse que qualquer coisa que eu quisesse comer, era pra pedir para o Louis.
Mas tudo o que eu queria, era que a Tati ficasse feliz por eu ser amigo dela.
– Tati. — Chamei.
– Que foi?
– Será que você podia, por favor, me dizer o motivo pra não gostar de mim?
P.O.V Tati
Fiquei meio desconfortável, com o que o Binho tinha me perguntado. Não queria dizer que não gostava dele, por ele ser pobre.
– Então, Tati?
– E-e-eu...
– Foi o que pensei. — Ele se levantou para ir embora, quando o puxei de volta.
Nossos rostos estavam bem próximos, até que...
P.O.V Binho
Quebrei a distância entre eu e Tati, e a beijei. Ela correspondeu, colocando os braços em meu pescoço, e eu na sua cintura.
Cara, eu tô ferrado.
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