You And Me, Me And You
1 Capítulo 1 - Tatiane Knight
Notas iniciais
P.O.V Tati
– Louis! — Chamei meu mordomo.
Ele veio em minha direção.
– Sim, senhorita Tatiane? — Ele perguntou.
– Pode me chamar só de Tati, Louis. — Falei, com um meio sorriso. — Me traga uma coca zero, bem gelada.
– Claro, senhorita Tati. — Ele disse, e saiu.
Agora, estou me lembrando de como eu e minha família chegamos ao topo. Adoro essa história.
Tudo começou, em um dia comum no "Bar das Amigas", quando um famoso crítico culinário apareceu e exigiu provar um prato de comida, pois disse que ouvira excelentes comentários sobre ela.
Não acreditei. Ele repetiu o prato três vezes, e disse que iria falar com um patrocinador, pois aquela era uma comida de qualidade.
Um mês depois, o bar já havia virado um grande restaurante no centro da cidade. Não demorou para a notícia correr aos quatro cantos do mundo. Logo já havíamos aberto franquias em muitas cidades, fora e dentro do Brasil.
Estávamos muito felizes. Fiz vários cursos, e um deles foi inglês, por isso, hoje vivo com minha irmã em Nova York, e amanhã, vou começar a estudar na Young High School, uma escola de muito prestígio.
– Sua coca, senhorita Tati. — Louis falou, me dando a coca.
Nesse momento, minha irmã, Vivi, chegou chorando.
– Oh céus! O que houve, senhorita Viviane? — Louis perguntou, preocupado.
– L-Louis... — Ela disse soluçando. — Me traga um chá de camomila, por favor.
– Claro, e tente se acalmar.
Ele saiu, e notei uma coisa estranha em Vivi.
– Vivi? — Perguntei, estranhando. — Você não saiu daqui com uma bolsa da Louis Vuitton?
– Exato. Fui assaltada no shopping, estava com o Juca, e o que ele fez? SAIU CORRENDO! Só consegui ficar com o celular, que estava no bolso da calça. — Ela parou de chorar.
Juca é o namorado da Vivi. Ele mora na comunidade, onde morávamos, e nunca fui muito com a cara dele.
A Vivi gosta muito dele, mas ele já deu tanta mancada, que esse namoro está pendurado por um fio. Um fio bem vagabundo.
– Te falei que ele não era de confiança. — Falei. — Também, dessa classe, quem não vai ser?
Rapidamente, Vivi se levantou e disse:
– Tatiane! Você não era assim! O que aconteceu com você? Você sabe que não devemos julgar as pessoas por sua classe, devemos julgá-las pelo seu caráter! Aliás, não devemos julgá-las por nada, pois não temos esse direito.
– Vivi, eu penso assim e ninguém vai mudar minha opinião! — Grito.
Vivi sai batendo o pé e fico sozinha na sala.
– Onde está a senhorita Viviane? — Louis chega com o chá.
– Está brava, e sugiro que não a incomode. — Digo, pegando o chá. — Agora, me dê aqui este chá de camomila, pois agora, eu que preciso me acalmar!
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