You And Me
13 Única.
Notas iniciais
Mudando um pouco de assunto, to muito triste com vocês. A cada capítulo meus reviews diminuem e minha frustração aumenta. Vocês não estão gostando da fic, é isso? Me digam :(
Ia postar só a parte Gale, mas ficaria muito pequeno. Desculpem qualquer erro e boa leitura ♥
- Única -
Levy POV on
Hoje é meu dia de folga da universidade e estou em minha cama deitada ao lado do meu lindo namorado, que mesmo após minhas broncas resolveu que não iria para suas aulas de hoje só para passar o dia comigo. Gajeel acabou pegando no sono e é impossível não notar como ele fica encantador enquanto dorme. Sua face transborda tranquilidade e posso ver um discreto sorriso em seus lábios. Levo minha mão até seu rosto e lhe faço um carinho cuidadosamente, para não acordá-lo.
É estranho pensar em como minha vida mudou da água para o vinho desde que vim morar aqui em Magnólia com a Lu-chan. Em Hargeon nunca tive um namorado sério, só uns casos sem muita importância, e também nunca achei ninguém que me fizesse querer algo a mais. Sempre fui uma romântica de carteirinha e quando me indagavam dizia que estava à espera de meu príncipe encantado. E aqui estou eu deitada ao lado de um rapaz que de príncipe não tem muita coisa. Esse pensamento me faz rir. Gajeel não é do tipo romântico como eu, mas é muito fofo vê-lo tentar. Como no dia em que ele me pediu em namoro. Aquilo não fazia muito o estilo dele, mas ele fez por mim, porque sabia que eu gosto dessas coisas. Que príncipe no mundo chegaria aos pés do homem que eu amo?
Levanto-me delicadamente da cama para não acordar meu namorado, sigo até meu guarda-roupa e abro uma de suas gavetas. De lá retiro um pedaço de guardanapo com um lindo desenho que eu havia guardado dentro de um saquinho para que não sofresse danos. Olhando para aquele papelzinho lembro-me do dia em que conheci o homem que, repentinamente, mudaria minha vida de tal forma que não consigo mais me imaginar sem ele.
Flashback on
Eu estava na pista de dança distraída, pensando em como seria minha vida sem a constante ajuda de meus pais. Eu amo muito a Lu, mas nada se compara ao carinho que só os pais podem dar e sei que sentirei muita falta disso. Não sou muito boa quando o assunto é dança, mas consigo me virar. Mira estava ao meu lado e parecia se divertir muito, já que dançava e sorria constantemente, mas parando pra pensar ela sempre sorri, então realmente não sei. Começo a sorrir com esse pensamento.
– Oi – escuto, com uma certa dificuldade devido ao som alto, uma voz masculina que me faz virar para ver de quem se tratava. Era um rapaz bonito, alto, de cabelos longos e negros e com alguns piercings. Ele parecia meio sem graça, acho que não tinha o costume de abordar garotas desse jeito. Mira me olha com uma cara maliciosa e se afasta um pouco para nos deixar “a sós” (o que era impossível no ambiente em que estávamos).
– Oi – respondi com um sorriso. Ele era realmente muito bonito, mesmo que do seu próprio jeito.
– Nunca te vi por aqui antes. – ele sorria e eu me perguntei se foi pelo fato de eu não ter lhe dado um fora logo de cara. Quando dei por mim estávamos dançando juntos.
– É porque eu nunca vim aqui antes. Sou nova na cidade – sorri e ele sorriu de volta, mas ainda sem graça.
Começamos a conversar e ele me disse seu nome, Gajeel. De cara achei um nome bem exótico já que nunca o tinha escutado antes. Estávamos conversando e dançando até que vejo a Lu-chan sendo puxada por um gato de cabelos rosa e quando vejo que ela está me olhando lhe lanço um olhar de incrédula, já que o rapaz era mesmo lindo. Ela parece ter a mesma reação que eu, mas logo olha para Gajeel e em seguida para mim de forma maliciosa me fazendo corar.
– Tudo bem? – ele me pergunta.
– Tudo – tento disfarçar minha vergonha, mas acho que sem sucesso.
– Não sei se você percebeu, mas dança não é realmente meu forte. – ele fala sem graça enquanto passa a mão por seus cabelos. – Quer sentar ali para tomar alguma coisa? – pergunta apontando para uma mesinha não muito distante dali e, para minha sorte, distante o suficiente da Lucy, aquela curiosa.
– Ok – respondo e ele puxa a minha mão me guiando até a mesa.
Sentamos-nos lado a lado e pedimos nossas bebidas. Falo um pouco sobre mim e descubro que ele faz Arquitetura na UFL.
– Então suponho que você desenha bem. – falo com os olhos brilhando. Sou apaixonada por desenhos, pinturas e tudo o que for arte.
– Um pouco. – ele sorri sem graça. Acho que estava sendo modesto.
Ele pede uma caneta ao garçom e começa a fazer uns rabiscos em um guardanapo, mas diz que não é para eu olhar enquanto não ficar pronto. Minha curiosidade era tremenda, mas resolvo obedecer. Começo a olhar ao meu redor e vejo a Lu-chan sorrindo com aquele mesmo rapaz e logo dou um sorriso de orelha a orelha. Era bom vê-la se relacionar com outros caras depois do término com o Sting. Minha amiga tinha mesmo é que aproveitar a vida.
– Pronto – Gajeel fala me tirando de meus devaneios e me entregando o guardanapo.
Fiquei de queixo caído. O desenho era fantástico. Ele havia me desenhado sorrindo e dançando. Devo admitir que no desenho eu danço melhor do que na realidade. Começo a sorrir como uma boba.
– Ficou muito lindo. Obrigada. – falo enquanto ainda olho para o desenho.
– De nada. – ele continua sem graça. Seria ele tão tímido assim?
Conversamos mais um pouco e ele nem dá sinal de que iria me beijar. Ele parece ser do tipo reservado e vejo que se eu quisesse alguma coisa com ele teria que dar o primeiro passo. Como estávamos lado a lado seria fácil. Nunca tomei a iniciativa antes e tenho muito medo de ser rejeitada, mas resolvo arriscar. Enquanto ele fala sobre as bandas que gosta, todas de rock por sinal, seguro seu rosto com minhas mãos e encosto nossos lábios iniciando o beijo. Um forte arrepio percorre toda a minha espinha e, pouco tempo depois, sinto que ele está me correspondendo e relaxo um pouco. Quando nos separamos, devido à falta de ar, coro bruscamente ao lembrar que eu havia iniciado aquele beijo.
– Bem, eu tenho que ir. – falo enquanto pego o guardanapo e dou a entender que vou me levantar. Minha vergonha estava me consumindo!
– Espera. Você me dá seu número? Eu poderia te ligar e a gente marcaria de se encontrar um dia desses. – ele queria meu número? Começo a sorrir bobamente.
Dei-lhe o número do meu celular e quando ia me levantar ele me puxa e me beija novamente. Seus lábios eram viciantes, por mim ficaria a beijá-lo por mais tempo, mas precisamos de ar para viver e minha vergonha já não cabe mais em mim.
– Então eu vou indo. Tchau – sorri e acenei.
– Eu te ligo. Até logo – sorriu novamente, mas agora meio galanteador. Acho que toda a vergonha do ambiente estava concentrada em mim nesse momento. Fui até Lucy e fomos embora.
Flashback off.
Ainda estou sorrindo bobamente para o desenho em minhas mãos, até que sinto fortes braços rodearem minha cintura e me puxarem para perto de si. Seu simples toque tinha um efeito tão poderoso em meu corpo que era impossível não ficar arrepiada.
– Então você o guardou? – perguntou com uma voz aparentemente divertida.
– Claro. Não é todo dia que alguém me desenha em um guardanapo. – falei sorrindo enquanto me virava para encará-lo. Ele sorriu vitorioso e me beijou. Um beijo cheio de amor e de carinho que eu retribuo na mesma intensidade.
– Eu te amo baixinha. – falou por entre os beijos.
– Eu também te amo Gajeel. – respondi enquanto, sem separar nossos lábios, íamos em direção a minha cama.
Quem diria que um pedaço de um guardanapo poderia mudar tanto a vida de duas pessoas?
Levy POV off
Lucy POV on
Já fazia uma semana que eu e Natsu estávamos namorando. Lembro-me da reação de meus amigos como se fosse ontem. Erza sorriu vitoriosa, Levy pareceu conformada, Juvia deu pulinhos de alegria e Yuri, por incrível que pareça, disse ao meu rosado que se ele não me fizesse feliz teria que se ver com ele. Foi estranho ouvir isso do meu amigo já que ele não fazia o estilo ciumento, mas gostei de saber que ele se importa tanto comigo.
Durante essa semana Natsu ia a minha casa quase todos os dias, mas eu nunca havia ido até a casa dele e me perguntava o por que daquilo. Estávamos em uma lanchonete, só nós dois. Ele comia rapidamente todo aquele monte de comida e me peguei pensando pra onde ia aquilo tudo, já que ele tem um corpo impecável. Então lembrei que certa vez ele comentou comigo que jogava futebol com os amigos, sem falar que ele também faz musculação. Então essa é a fórmula pra ficar assim tão perfeito. Quando dei por mim estava praticamente babando em cima dele. Recompus-me e dei graças a Deus por ele não ter visto essa minha ceninha.
– Natsu, eu nunca fui até sua casa. Por quê? – queria tocar no assunto sutilmente, mas não sei se consegui. Ele parou de comer e me fitou por alguns instantes.
– Não sei – pareceu pensativo e sorriu para mim. – Nós podemos ir até lá agora se você quiser. – lançou-me um olhar pervertido. Acho que ele me entendeu errado, mas eu não me importava. Sorri em resposta.
– Tudo bem – respondi enquanto terminava de comer meu hambúrguer.
Terminamos de comer e fomos até o carro de Natsu. Ele abriu a porta do carro para mim e foi até o banco do motorista. Normalmente ele não seria assim tão cavalheiro, mas havia ouvido uma conversa minha com a Levy em que a baixinha deixou escapar que Sting era muito cavalheiro e que quando eu o namorava não precisava abrir uma porta. O rosado ficou com muitos ciúmes e desde então não me deixava tocar em uma maçaneta ou algo do gênero e isso às vezes me irritava. Ele levou as palavras da Levy-chan muito a sério.
– Natsu – chamei sua atenção antes de ele começar a dirigir.
– Sim – respondeu enquanto colocava o cinto e ligava o ar-condicionado do carro.
– Você não precisa fazer isso – falei sorrindo gentilmente.
– Não tem problema Luce, foi deslize meu não ter te levado em minha casa durante esse tempo em que estamos juntos. Não queria que você pensasse que tem algum motivo específico, desculpe – falou enquanto passava a mão pelo cabelo e sorria de volta.
– Não isso. Essa história toda de cavalheirismo e aversão a maçanetas. – falei ainda sorrindo. – Eu gosto de você do jeito que você é. Se eu quisesse o Sting e o cavalheirismo dele não estaria aqui com você, certo? – coloquei minha mão sobre a sua e ele parecia meio sem graça.
– É que eu não suporto a ideia de que outra pessoa teve a oportunidade de ser assim com você. – sorriu triste.
– Nós dois temos uma história antes de nos conhecermos, mas isso ficou para trás. Não faz sentido ficar remoendo isso. – ele ficava fitando o volante. – No começo era muito fofo, mas confesso que sinto falta de tocar numa maçaneta. -- falei fazendo biquinho. Ele sorriu, o que me deixou mais aliviada.
– Tudo bem, prometo que vou ser mais eu mesmo, me desculpa? – perguntou fazendo um olhar de coitadinho. Selei nossos lábios em resposta e quando ia me afastar ele me segurou aprofundando nosso beijo. Eu, de bom grado, o acompanhei.
– Então vamos? Próxima parada, esconderijo do rosado – falei animada. Ele sorriu e retrucou.
– Mas antes uma coisa – falou me olhando sério. O olhei interrogativamente e ele continuou. – Promete que depois que souber meu endereço não vai virar uma stalker louca? – agora ele sorria. Dei um tapinha em seu ombro e sorri de volta.
– Eu não corro esse risco, o stalker louco da nossa relação é você. – respondi enquanto gargalhava.
– 1x0 pra você Hearfilia. – ele sorriu e pareceu surpreso com minha resposta. – Eu só gosto de cuidar do que é meu Luce. – eu amava ouvi-lo dizer que eu era dele. Não era uma coisa pejorativa e nem tinha a intenção de me reduzir. Era mais uma forma de demonstrar afeto e isso me encantava.
– Sua – confirmei enquanto me aproximava e lhe beijava rapidamente. – Vamos? Não quero passar minha tarde toda em um carro.
– Tem certeza? Eu sei de umas coisas bem interessantes que nós poderíamos fazer aqui. – me olhou maliciosamente e mordeu o lábio inferior.
– Deixa pra a próxima, mas muito obrigada por me lembrar de suas experiências passadas. – revirei os olhos. Eu nunca havia estado com mais ninguém que não fosse ele, mas ele já havia deitado com a metade, ou mais, das mulheres de Magnólia.
– Ei, o que aconteceu com o “Nós dois temos uma história antes de nos conhecermos, mas isso ficou para trás. Não faz sentido ficar remoendo isso”. – falou tentando, sem sucesso, imitar minha voz. Esse abusado me atacou com minhas próprias armas.
– 1x1 Dragneel. – falei sorrindo. Realmente não fazia sentido nada disso. Ele é meu e isso me basta. – Agora vamos logo e para de me enrolar. – fiz um draminha e ele acelerou o carro.
Chegamos até a casa dele, que fica em um condomínio fechado muito bonito por sinal. Na entrada do condomínio tem uma fonte de água muito linda com estátuas de dragões. A casa tem as paredes amarelas e alguns detalhes em branco. Ela em si não é muito grande, ele mudou para cá com a intenção de morar sozinho quando seus pais saíram da cidade. Tem dois quartos, uma cozinha, uma sala, dois banheiros e uma varandinha, mas era tudo muito lindo e organizado. O que me fez pensar que com certeza ele devia ter uma diarista ou algo do gênero para cuidar de sua bagunça.
– Sinta-se em casa. Vou só tomar um banho e já volto. – sorriu e foi para o banheiro. Coloquei minha bolsa em cima do sofá e comecei a olhar os CDs que havia perto da televisão. Nickelback, Avenged Sevenfold, Coldplay, Paramore e muitos outros estavam por lá. Nosso gosto musical é muito parecido e eu já havia constatado isso anteriormente. Ao lado dos CDs estavam uns filmes, a maioria de ação e de terror, mas ainda encontrei uns de comédia, de faroeste e de ficção científica. Meu namorado com certeza é uma pessoa bem eclética. É estranho pensar no termo meu namorado. Já tinha me desacostumado com essa expressão.
Andando mais um pouco olhei, em cima de uma estante, uns porta-retratos com fotos de um garotinho de cabelos rosa, um homem de cabelos vermelhos e uma mulher de cabelos também rosados, mas mais escuros que os de Natsu e presumi que fosse uma foto em família. Comecei a imaginar como Natsu devia ser quando criança. Aposto que era o mais levado de toda a turma e o mais encrenqueiro também. Achei outra foto em que ele devia ter uns cinco anos e estava chorando para a câmera. Comecei a rir e senti fortes braços me abraçando por trás e beijando meu pescoço.
– Lindo desde sempre. – ele falou ao reparar na foto em minhas mãos.
– E modesto também. – retruquei sorrindo e me virando para selar nossos lábios. Ele ainda estava com os cabelos molhados por causa do banho e usava apenas uma bermuda preta, ou seja, a tentação em pessoa. – E cheiroso. – completei enquanto dava um beijo em seu pescoço.
– E seu – falou me lançando aquele sorriso que era unicamente dele e me puxando para um beijo. Os beijos dele nunca eram monótonos, eu sempre clamava por mais, mas sabia que se continuássemos pararíamos na cama e eu queria fazer coisas que casais fazem e que não envolvam sexo. Então nos separei e ele me olhou confuso.
– Vamos fazer alguma coisa? Tipo ver um filme ou algo do tipo? – sorri para tentar disfarçar o meu desejo. Eu o queria muito, mas toda a vez em que estávamos sozinhos acabava rolando. Nosso namoro se reduziria a sexo?
– Tudo bem, mas eu escolho o filme que a gente vai assistir. – falou sorrindo animado. Pensei que ele fosse optar por um filme de terror, mas, contrariando meu pensamento, pegou um filme que estava na gaveta do móvel e quando vi qual era meu coração quase saltou pela boca.
– O amor não tira férias? – perguntei incrédula.
– Você me disse que era um de seus filmes favoritos, então fiquei curioso e acabei comprando, mas ainda não assisti. Nós podemos assistir juntos se você quiser. – sorriu sem graça.
– Claro que eu quero! – falei com os olhinhos brilhando – E você, como sempre, me surpreendendo. – é incrível como ele me entende, me completa e me acrescenta. Eu sei que a maioria dos homens, incluindo meu rosado, não é muito fã de filmes de romance, mas ele queria me agradar. Que fofo. – Eu te amo. – falei e coloquei meus braços ao redor de seu pescoço para em seguida beijá-lo apaixonadamente. Essa era a primeira vez que eu dizia a ele que o amava. Sempre dizia que gostava dele, mas o verbo amar ainda não havia sido pronunciado pela minha boca. Ele retribuía o beijo e, delicadamente, nos separou.
– Eu também te amo – seu olhar e seus lábios expressavam a felicidade que ele devia estar sentindo. Um simples “eu te amo” dito por mim tinha todo esse efeito sobre ele? Sorri de volta e acariciei seu rosto com minha mão. – Vamos ver o filme? Essas carícias todas vão acabar me fazendo mudar de ideia e te levar para o meu quarto.
– Natsu – falei lhe dando um pequeno empurrão e fingindo estar indignada.
– Ou pode ser no sofá mesmo. Eu não me importo com o lugar contanto que seja com você. – me lançou um olhar sedutor que me fez derreter por dentro. Parei por uns instantes viajando com o pensamento de nós dois ficarmos juntos ali naquele sofá. Sacudi a cabeça para tirar esses pensamentos de minha mente.
– Vamos ao filme. – falei enquanto ligava a TV e colocava o DVD no aparelho. – Vou fazer uma pipoca. – fui para a cozinha preparar a pipoca como uma tentativa de tirar os pensamentos impuros de minha mente. Precisava de uma distração.
Natsu disse que iria comprar refrigerantes, pegou a chave do carro e saiu. Quando voltou com duas latinhas de bebida nas mãos a pipoca já estava pronta. Ele me entregou a minha latinha, demos play no filme e começamos a assistir abraçados.
A pipoca estava em uma vasilha que estava em meu colo entre as minhas pernas. Toda vez que o rosado colocava a mão na vasilha eu sentia um calafrio percorrer pelo meu corpo. Na verdade qualquer movimento dele me deixava dessa forma. Até o simples gesto de colocar a pipoca na boa me deixava excitada. No que eu havia me transformado? Eu não conseguia prestar atenção no filme, só conseguia babar pelo cara lindo que estava ao meu lado.
– Tudo bem Luce? – perguntou enquanto colocava lentamente um pouco de pipoca na boca. Esse idiota! Ele já tinha percebido meu estado e agora estava me provocando!
– Tudo. – respondi e tentei me concentrar no filme, até que chega uma cena em que um casal se beija e eu só consigo imaginar os lábios de Natsu colados aos meus e no sabor do seu beijo. Quando olho para o lado ele continua comendo a pipoca do mesmo jeito de antes com um sorriso no canto dos lábios. Ele estava mesmo se divertindo, mas não com o filme. Quando ele começou a chupar os dedos foi a gota d’água pra mim.
– O pudor que se exploda. – falei enquanto colocava a pipoca na mesinha do lado e me sentava no colo do rosado de frente para ele. Ele parecia surpreso com o meu gesto, mas sorriu vitorioso.
– Eu sabia que você não ia resistir. – mal esperei ele terminar a frase e já ataquei sua boca lhe beijando com todo o desejo que eu estava sentindo. Passava minhas mãos por seu cabelo enquanto ele passava as suas pelas minhas coxas. Separei meus lábios dos seus e voltei minha atenção para seu pescoço de tal forma que meus gestos com certeza deixariam marcas, mas ele não pareceu se importar.
Ele levantou ainda me segurando em seu colo e eu envolvi minhas pernas em seu quadril. Enquanto voltávamos a nos beijar ele nos conduzia até sua cama e, delicadamente, me jogou em cima dela.
– Tem certeza que não quer mais ver o filme? – perguntou aparentemente querendo testar minha paciência.
– Com um mulherão desses em sua cama você vai preferir dar atenção a um filme? Acho que posso achar alguém pra resolver meu problema então. – respondi enquanto dava a entender que me levantaria da cama. Já que ele estava me provocando resolvi pagar na mesma moeda. Sua expressão facial se tornou séria e ele me impediu de levantar colocando seus braços ao redor de minha cintura.
– Nem de brincadeira. Você é minha, Luce. – falou me olhando nos olhos e em seguida me beijando de tal forma que parecia querer me tomar para si. Ele desviou sua atenção de minha boca e, como eu fiz anteriormente, deu um chupão em meu pescoço. – Só minha. – sorriu vitorioso. Alguns poderiam se importar com o fato de ele ter feito isso como uma forma de marcar território, mas, pelo menos naquele momento, eu estava achando aquilo tudo incrivelmente sexy.
Voltamos a nos beijar fervorosamente e ele tirou minha blusa. Quando estava prestes a tirar meu sutiã escuto o barulho de meu celular tocando e o interrompo.
– Não vai – ele suplicava. Eu quase cedi, mas poderia ser uma emergência.
– Pode ser importante Natsu. – falei enquanto vestia minha blusa.
– E por que você ta se vestindo? A gente vai terminar o que começou. – ele parecia confuso. Sai do quarto rindo sem lhe dar uma resposta e fui atender meu celular.
– Alô? – atendi tão depressa que nem vi quem estava me ligando.
– Filha? Achei que você não fosse me atender. – era minha mãe.
– Desculpe mamãe, eu estava longe do celular. – reparei que Natsu estava encostado na parede ao meu lado. Ciumento como ele é deve ter vindo checar quem foi o ser que atrapalhou nosso momento.
– Tudo bem querida. Liguei para lhe lembrar de que você virá passar o Shubun no Hi com a gente. Traga seu namorado, estamos ansiosos para conhecê-lo – ela parecia animada. Havia esquecido que tinha combinado de passar o feriado de dia do equinócio do outono com meus pais.
– Tudo bem mãe, mas não sei se é uma boa ideia. – na verdade não sei se ele toparia ir comigo, mas essa parte ela não precisa saber.
– Ora, por que não filha? Ele é seu namorado não é? Uma hora vai ter que conhecer seus pais, e quanto mais cedo isso acontecer melhor. Agora tenho que desligar. Seu pai lhe mandou um beijo. Te amo querida. – ela estava certa.
– Depois eu lhe dou uma resposta sobre isso ok? Manda outro pra ele. Também te amo mãe. – e desliguei. Sentei no sofá e fiquei pensativa. Será que isso era dar um passo maior que a perna? Afinal eu e Natsu namorávamos tem um pouco mais de uma semana!
– Algum problema? – ele me observava curioso. Eu deveria falar? Que dúvida cruel!
– Nada de mais. – optei por omitir, depois conversaria calmamente com ele sobre isso.
– Sabe que não precisa me esconder as coisas. – me olhou com ternura e segurou minhas mãos. Ele sempre me passa muita confiança.
– Realmente não é nada de mais. Minha mãe me lembrou de que eu terei que passar o feriado com eles. – talvez se eu contasse a metade ele se daria por satisfeito.
– Poxa, então nós não vamos poder passar juntos? Eu já tinha feito planos pra nós dois. – ele parecia realmente triste.
– Na verdade ela disse que era pra eu te convidar para ir comigo. – estava com muita vergonha e com medo da reação dele.
– E você não pretendia me contar? – agora ele estava sério.
– Claro que sim. Eu só ia esperar o momento certo. É que a gente namora há tão pouco tempo, eu fico com medo de você achar que as coisas estão ficando rápidas de mais, sabe?
– Mas eu sou seu namorado Luce e iria com todo o gosto. A não ser que você não queira que eu vá. – falou a última parte num tom triste.
– Não, não é isso. – o abracei forte. Ele estava entendendo tudo errado. – É que até pouco tempo atrás você não queria compromisso com ninguém e agora eu já te chamaria para conhecer meus pais? Fiquei com medo de você se assustar ou coisas do tipo. – sorri meio triste. Ele me abraçou de volta, acho que entendeu meu ponto de vista. – Você quer ir? Se não quiser não tem problema, eu digo que você tinha um compromisso ou algo do tipo. – ele se afastou um pouco para poder ver meus olhos.
– Eu quero muito ir. – ele sorriu ternamente e pude ver que falava a verdade. – Agora... – fez uma pausa. – Onde estávamos mesmo? – seus olhos queimavam e pude sentir o desejo voltando a tomar meu corpo.
O puxei pela camisa e colei nossos corpos. Nesse momento eu estava com as costas coladas na parede e ele estava na minha frente. Nossos corpos estavam o mais junto possível. Minhas mãos passavam por seus braços enquanto as dele alisavam minhas nádegas, me unindo ainda mais a seu corpo.
Eu estava transbordando felicidade. O fato de Natsu ter aceitado conhecer meus pais era a prova que faltava para que eu tivesse certeza absoluta de que o que nós temos é sólido como uma rocha. Ele pode ter estado com muitas outras fisicamente antes de mim, mas sei que quando se trata de sentimento verdadeiro eu sou e, se Deus quiser, sempre serei a única.
Notas finais
Mas continuarei por aqueles que nunca me abandonam. Amo vocês ♥
Ah, ja ia esquecendo! Obrigada aos presentes pelos 100 comentários *-*
Até o próximo, beijocas ♥
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