You And Me

31 Você me fez acreditar.


Notas iniciais
Oi minna! Aqui estou *-* Ainda não estou curada da virose, mas parei tudo pra escrever e postar um novo capítulo para os meus leitores queridos ♥ Queria agradecer a todos pelos comentários no capítulo passado. Me bateu um desânimo muito grande pra escrever por esses dias e eu até cheguei a pensar em parar a fic por uns meses, mas as palavras de vocês me estimularam. Muito obrigada. Tanto os elogios quanto às críticas, que foram construtivas. ♥ Ah, bem-vindos novos leitores! *o* Sem mais delongas, boa leitura! ♥ P.s: Este é um capítulo meio introdutório, então infelizmente não terá muito agito, mas algumas informações serão bem importantes!

– Você me fez acreditar -

– Simples. Passe uma semana sem ver ou falar com o Natsu. – sorriu perversamente.

“Uma semana sem ver ou falar com o Natsu.”

“Uma semana sem falar com o Natsu.”

“Uma semana sem ver o Natsu.”

“Uma semana sem o Natsu.”

– Isso não tem fundamento. – fiz uma feição séria.

– Como não tem? – arqueou uma de suas sobrancelhas. – Tudo bem. Você não conseguiria de qualquer forma. – deu de ombros.

– Não venha com essa psicologia reversa para cima de mim McGarden. Não vai rolar.

– Tudo bem, tudo bem. – ela suspirou.

Nada respondi.

– Você não passa nem um dia, que dirá uma semana? Na verdade acho que não conseguiriam nem uma hora. – fez uma feição pensativa.

– Tudo bem! Eu vou pensar a respeito ok? – revirei os olhos. Sabia que ela não desistiria tão cedo.

– Ok, mas esse assunto ainda não acabou. – piscou pra mim e foi para o seu quarto.

Eu sei que terei que dar uma resposta, mas não faço a mínima ideia de qual vai ser. Sei que se não aceitar passarei por fraca e Levy não largará do meu pé, mas se aceitar as consequências poderão ser devastadoras para o meu relacionamento que já não vai muito bem das pernas. O que eu faço?

[...]

A semana passou praticamente correndo. Sabe quando você pisca e simplesmente já é sexta-feira? O sonho de qualquer um, eu sei, mas acontece. E esse é o dia da grande festa de encerramento de um congresso do meu curso. Estou realmente ansiosa para me reunir com meus amigos, sem falar que será uma ótima chance de testar se Natsu realmente está mudando. Espero sinceramente que ele esteja...

Juvia veio para a minha casa e iremos nos arrumar juntas. E ainda tem a Levy, lógico.

Nossa aula acabou cedo então passamos a tarde toda conversando. Preciso dizer que Juvia achou absurdo o desafio que Levy estava me propondo?

– Levy, você surtou? Se a Lucy ficar uma semana longe do Natsu dará brecha para as rivais no amor! – falou ofendida.

– Não pira Juvia. Não existe rival nenhuma. Só quero que a Lu-chan desgrude um pouquinho do namorado. É pedir de mais? – perguntou a baixinha.

– Então por que você não fica uma semana longe do Gajeel também? – ela continuou. Nem parecia que eu estava ali.

– Não é disso que estamos falando. – fez um biquinho.

– Ora ora. Juvia acha que Levy não conseguiria. – falou zombeteira.

– Lógico que eu conseguiria. Você é que não conseguiria. – usou um tom superior.

– Juvia nunca aceitaria ficar longe de seu Gray-sama. Você por acaso tem algum interesse em deixar Juvia longe do Gray-sama? Levy está interessada no Gray-sama? – acho que ela vai surtar!

– Chega gente! – todas me olharam. – Era pra ser um desafio amigável, lembram? – sorri fraco.

– Tudo bem, tudo bem. Eu não conseguiria ficar uma semana longe do Gajeel. – a baixinha fez uma cara emburrada.

– Ótimo! Porque eu também não conseguiria. – meu sorriso morreu.

– O que houve Lucy? – perguntou Juvia.

– Eu vou ficar duas semanas. – fiz um muxoxo.

– Tudo bem, nós vamos estar aqui com você. Sem falar que ainda teremos nossa festa do pijama! – Levy falou animada.

– Você tem razão. – sorri.

– Festa do pijama? Não vão convidar a Juvia?

– Claro que sim! Só estamos esperando o Natsu viajar. Afinal não acho que ele vá gostar da ideia dos gogo boys. – a baixinha falou pensativa.

– Gogo boys? – Juvia corou.

– Menos Levy, bem menos. Nós vamos fazer uma festa do pijama e não uma despedida de solteira.

– Achei que nós podíamos unir o melhor das duas. Você vai ter duas semanas como solteira Lu-chan, não vai querer aproveitar isso?

– O que você está insinuando McGarden? – perguntei desconfiada.

– Para bom entendedor meia palavra basta. – ela riu.

– Prefiro ficar sem entender. – também sorri.

– Ótimo, porque Juvia não entendeu nada.

– E vai continuar assim. Olhem a hora! – disse a azuladinha.

– Nove da noite? O Natsu vai chegar às dez e meia!

– Eu tomo banho primeiro. – Levy gritou e saiu correndo para o banheiro. Baixinha filha da mãe.

– Nessas duas semanas ia ser bom se Juvia e Lucy saíssem mais com Yuri-san. Ele anda muito estranho ultimamente. – a azulada me tirou de meus xingamentos mentais.

– Você tem razão. Ele não te explicou o motivo desse novo comportamento?

– Não. Ele não tocou no assunto com Juvia. – aparentemente essa falta de comunicação também a incomodava.

– Pois semana que vem descobriremos. – segurei sua mão e sorri.

Ficamos mais um tempo conversando sobre o assunto até que a voz de Levy nos chamou a atenção.

– Quem é a próxima? – perguntou a baixinha enquanto saía apressada do banheiro apenas enrolada em uma toalha.

– Juvia! – ela gritou e saiu correndo. Tenho que parar com essa lerdeza.

Já era nove e vinte da noite e eu ainda nem tinha tomado banho. Acho que hoje começarei a testar a paciência do Natsu bem mais cedo do que o previsto.

Ainda não comecei a me arrumar. Acho que nos atrasaremos um pouco.

É sempre bom ter argumentos para usar, e qual melhor do que o fantástico “eu avisei”? Após essa mensagem eu certamente poderia usá-lo.

Minha roupa estava estendida em cima da cama. Um short preto com uns spikes pratas de cintura alta meio curto, uma blusa regata estampada soltinha de seda e uma sapatilha prata. De modo algum que eu iria de salto alto. Se tem uma coisa que eu aprendi nas minhas últimas saídas é que amo meus pés e não gosto de fazê-los sofrer.

Como assim? Não era pra eu ir te buscar as dez e meia?

De: Meu Natsu.

Natsu, Natsu. Você realmente não conhece as mulheres.

Experimente colocar três garotas numa casa com apenas um banheiro.

Mal respirei e chegou uma resposta.

Tudo bem, eu espero na sala. Mas também posso te ajudar a se arrumar se quiser.

De: Meu Natsu.

Posso até imaginar a cara que esse rosado safado deve estar fazendo nesse momento. Sinto lhe desapontar querido.

– Lucy? O banheiro está liberado. – disse Juvia enquanto entrava no meu quarto.

– Ok. – sorri.

Não vai ser preciso. Estou indo me arrumar agora.

Deixei o celular no quarto, peguei minha toalha e fui para o banheiro. A banheira me chamava de uma forma hipnotizante, mas infelizmente não daria tempo de usá-la, a não ser que eu não tivesse amor à vida. Erza provavelmente ficaria uma fera se tivesse que esperar por nós muito tempo na festa. Sim, esqueci-me de comentar, mas ela e Mira irão e consequentemente Jellal e Laxus também, e como eles não conhecem o pessoal da Psicologia provavelmente se sentiriam ilhados — mesmo que a Mira não fique deslocada em lugar algum, afinal quem ficaria tendo aquela cara?

Finalmente termino meu banho e vou para o quarto me trocar. Juvia já estava usando um vestido azul marinho justo ao corpo e começava a passar sua maquiagem; e Levy fazia o mesmo, sentada no banquinho de minha escrivaninha e vestindo um short jeans claro e uma blusa branca meio transparente.

Vesti-me rapidamente e me juntei às meninas na missão maquiagem, que a meu ver é a parte mais difícil na hora de se produzir. Por que as mulheres tem que sofrer tanto para ficarem bonitas?

– Só eu acho que o Natsu vai surtar ao ver o tamanho do short da Lu-chan? – perguntou Levy com um olhar malicioso brincando em seus lábios.

– Juvia concorda.

– Até vocês? Eu uso o que estiver com vontade. O Natsu não manda em mim. – falei séria.

– Bom saber. – a McGarden completou. Mostrei a língua para ela.

– E o que o Gajeel vai achar dessa sua blusa? – revidei.

– Ele não tem que achar nada. Já vai chegar atrasado, não sei o que mais ele pode querer. – disse enquanto passava rímel.

– Pensei que ele viria com o Natsu. – falei enquanto inclinava um pouco a cabeça para me olhar no espelho.

– Não, ele tem um projeto pra terminar, mas prometeu que iria assim que terminasse.

– Ah, sim.

– Luce! Cheguei! – ouvi a voz do rosado.

– Já volto. – sorri para as meninas e fui até a sala.

E lá estava ele, usando uma blusa polo preta e uma calça jeans escura. Lindo como sempre.

– Oi. – o dei um selinho.

– Oi. – sorriu daquele jeito que só ele consegue. – Vai com essa roupa? – arqueou uma sobrancelha.

– Vou sim. Algum problema? – perguntei docemente.

– Nenhum. – ele sorriu sem graça. – Qualquer coisa eu estarei lá pra te proteger. – me puxou e beijou meus lábios, que estavam prontos para lhe dar uma resposta. O beijei de volta e ficamos assim até ouvir uma tosse forçada vindo de algum lugar ali perto.

– Você não vai terminar de se arrumar Lu-chan? – era a McGarden.

– Acabei esquecendo. – sorri sem graça e me desgrudei de Natsu.

– Por que será? – perguntou irônica. – Vai lá, eu fico fazendo sala pra o alienígena rosa. – sorri.

–Ei! – ele protestou e eu o dei um selinho rápido.

Voltei para o meu quarto e terminei minha maquiagem. Juvia também terminou a sua, que demorou mais do que o normal já que a todo o momento ela ficava trocando mensagens com o Gray, e fomos até a sala.

– Vamos? Ainda temos que buscar o viado do Gray. – disse o rosado olhando zombeteiro para Juvia, que fez uma cara emburrada pelo apelido dado ao seu amado e murmurou coisas indecifráveis.

– Tudo bem. – peguei minha bolsa e descemos pelas escadas, logicamente, já que a porcaria do elevador não presta.

Natsu havia estacionado na porta do prédio. Eu sentei no banco do carona da frente e as meninas atrás. Menos de cinco minutos depois chegamos até a casa do Gray, de onde eu pude ver a confeitaria da qual Juvia havia me falado. Não pude deixar de sorrir.

– O que houve? – Natsu perguntou ao ver meu estado.

– Depois te conto. – continuei sorrindo.

Gray entrou no carro e, após se agarrar à Juvia, lembrou da existência de outras pessoas no carro.

– Boa noite galera.

– Pensei que tinha esquecido que tinha mais gente no carro. – falei travessa. Ele apenas sorriu.

Durante todo o caminho Gray e Natsu ficaram implicando um com o outro enquanto eu e as meninas tentávamos nos concentrar na música que tocava na rádio, o que estava sendo uma missão quase impossível por causa dos gritos trocados.

Ao chegarmos até o local da festa, uma casa grande com janelas de vidro, fomos obrigados a estacionar uma rua antes já que tudo estava lotado. Claro que Natsu não parou de reclamar culpando eu e as meninas pelo atraso, mas nenhuma de nós pareceu se preocupar com isso.

Quanto mais nos aproximávamos mais alto ficava o som da música. A festa parecia estar realmente animada.

Ao adentrarmos o local encontramos Erza, Jellal, Mira, Laxus e Lisanna sentados numa mesa perto da piscina. Não sabia que a Lis viria, mas sinceramente não me importei. Essa é a festa onde irei reunir os meus amigos e nada vai tirar meu bom humor.

Nos juntamos a eles na mesa e Erza praticamente nos fuzilou pelo atraso, mas, para nossa sorte, Jellal a acalmou rapidinho. Fico feliz em ver que eles estão bem. A Erza já passou por tanta coisa, com certeza merece ser feliz.

Natsu conversava com Lisanna enquanto eu falava com Juvia e Levy, que até então estava segurando vela, até que alguém tapa meus olhos com as mãos quase me matando de susto.

– Quem é? – não fazia ideia de quem fosse.

– Chuta. – disse Juvia dando um sorrisinho nervoso.

– Yuri? – perguntei esperançosa. Sabia que ele viria, mas ainda não o tinha visto.

A pessoa tirou a mão da frente dos meus olhos e me virei, deparando-me com Loke em pé atrás de mim.

– Oi ruivo. – sorri.

– Oi. – ele sorriu de volta. Ouvi Natsu dar uma tossidinha, como se abdicasse atenção.

– Natsu, esse é o Loke. Um amigo da universidade. E Loke, esse é o meu namorado, Natsu. – os apresentei e os dois deram as mãos.

– Prazer. – disse Natsu. Acho que ele estava tentando ser simpático, mas não sei se estava conseguindo.

– Igualmente. – disse o ruivo enquanto mantinha o sorriso no rosto. – E ai Juvia? – lançou seu típico sorriso arrebatador para a azulada, que corou sem graça, para a raiva de Gray.

– Boa noite Loke-san. – ela respondeu sem graça.

– Senta com a gente? – perguntei.

– Eu adoraria, mas tenho uns amigos me esperando. – indicou, com a cabeça, um grupo não muito distante dali. – Só vim falar com você mesmo. – passou a mão por trás da nuca.

– Então tudo bem. A gente se vê.

– Prazer em conhecer vocês. – olhou para todos da mesa e se retirou.

– Esse carinha gosta de você. – falou Jellal enquanto tomava um pouco de um líquido azul.

– Claro que não! Nós somos apenas amigos. – falei na defensiva.

– É, eu espero que não goste mesmo. – disse Natsu enquanto virava uma taça de vinho.

– Quem está afim de dançar? – perguntou Lis enquanto olhava todos da mesa, mas ninguém se manifestou. – Vamos Natsu?

– Perdi a vontade. – falou sério. Tudo isso por causa do Loke?

– Eu vou com você. – Levy falou docemente olhando para a albina. Provavelmente estava cansada de segurar vela, mesmo que ninguém ali estivesse se agarrando.

As duas se levantaram e sumiram no meio da multidão. Todos os casais da mesa conversavam entre si, menos eu e o rosado.

– Ei. – cutuquei Natsu no braço.

– Hum? – me olhou desinteressado.

– Ciúmes? – arqueei uma sobrancelha.

– Talvez...

– Natsu...

– Eu não sou de ferro. – bufou. – Pelo menos eu não fiz cena e nem nada. – cruzou os braços. Vendo por esse lado ele tinha razão, mas eu não quero um namorado emburrado.

– E agora vai ficar emburrado?

– Só um pouquinho. – pegou uma das latas de cerveja que estavam no balde de gelo da mesa.

– Juvia, vamos dançar? – falei ignorando a presença do rosado.

– Claro. – ela sorriu, deu um selinho em Gray e se levantou.

– Eu também vou. – Mira e Erza disseram em uníssono, fazendo com que nós, garotas, sorríssemos.

Levantei da mesa seguindo as outras e senti alguém segurando minha mão.

– Ei. – era ele.

– Sim?

– Eu já melhorei. – deu seu sorriso tipicamente único.

– Ótimo – sorri de volta. –, mas vou dançar com as meninas mesmo assim. – soltei minha mão da sua e fui procurar um bom lugar para dançar.

Vi que ele se levantou para vir atrás de mim, mas Gray o segurou fazendo com que ele voltasse a sentar. Provavelmente teriam uma conversa de homens.

Eu e as meninas começamos a dançar juntas como naquele dia na Vegas, mas a diferença é que dessa vez estávamos sóbrias e a Kana não estava por perto. Vai ver esse é o motivo...

Autora POV on

– Qual é Gray? Eu só ia dançar com ela. – disse o rosado emburrado.

– Você ia vigiá-la, isso sim. – disse Laxus.

– Sério Natsu, desse jeito você vai acabar perdendo a Lucy de vez. – Jellal resolveu entrar na conversa.

– Eu só cuido do que é meu. – Natsu disse por entre dentes.

– Ela é sua namorada, não sua propriedade. Aprende isso idiota esquentadinho. – Gray interveio.

– E aí galera? – Gajeel chegou à mesa e sentou junto à eles. – Cadê a baixinha?

– Dançando com as meninas. – o rosado respondeu emburrado.

– Qual o problema do alienígena aqui? – apontou para o amigo emburrado que tentava, sem sucesso, ter uma visão da sua namorada.

– Os ciúmes que ele sente pela Lucy, lógico. – disse Jellal.

– Então vocês sabem da foto? – o metaleiro perguntou.

– Que foto? – perguntou Gray.

– Esse manezão aqui – deu um tapa no ombro do amigo. – rasgou uma foto da baixinha em que a Bunny estava com o ex.

– O nome dela é Lucy, Gajeel. – Natsu não gostava muito dessa intimidade que o amigo tinha com a namorada, mesmo que este também tivesse uma namorada, que por sinal era melhor amiga da sua.

– Que seja. – ele revirou os olhos.

– Cara, não acredito que você fez isso. Se eu fizesse uma coisa dessas a Erza viraria o demônio. – um arrepio passou pela espinha do azulado.

– Pensei que ela já fosse. – disse o loiro fazendo com que todos rissem, menos Jellal, lógico.

– Você é ainda mais idiota do que eu pensei. – Gray comentou.

– A Levy ficou com raiva? – o rosado perguntou ao amigo metaleiro, que agora pegava uma bebida do balde de gelo.

– Nada. Ela não se importava muito com aquela foto. – Natsu suspirou aliviado.

– Agora se me dão licença eu vou atrás da minha namorada. – Dragneel falou enquanto se levantava sem dar ouvidos aos xingamentos dos amigos. Não se importava muito com o que pensavam dele. Se queriam achar que ele era um namorado possessivo e ciumento que achassem. A seu ver isso era até bom, pois dessa forma ninguém se meteria a besta com sua Lucy.

– Espera, eu vou com você. – disse Gajeel indo atrás dele. – Ainda não olhei a baixinha hoje.

– Tudo bem. A Levy saiu primeiro, mas elas provavelmente vão estar juntas.

Enquanto tentavam encontrar suas namoradas foram abordados por algumas garotas, mas não deram bola para nenhuma delas. Uma morena até chegou a puxar Natsu para dançar, mas delicadamente ele se soltou dela e voltou a andar ao lado de Gajeel, que ficou falando coisas como “Imagina a cara da Bunny se ela te olhasse desse jeito com aquela garota”, o que fez Natsu suar frio já que sabia que Lucy podia ser bem cruel quando queria.

Após andarem mais um pouco encontraram as garotas dançando juntas. Menos Lisanna, que estava dançando com Loke um pouco mais para o lado. Antes ela do que a Lucy, ele pensou.

A loirinha estava de costas para si então resolveu fazer uma surpresa abraçando-a por trás. Só não esperava levar uma cotovelada forte na costela que o fez arfar.

– Ai Luce! – ele praguejou.

– Natsu? – ela parecia surpresa.

– Lógico. Quem mais seria?

– Desculpa, é que você me pegou desprevenida. – falou sem graça enquanto acariciava o local onde havia batido.

– Tudo bem, é bom saber que você sabe se defender. – sorriu fraco, ainda sentindo a dor.

– Eu nunca disse que não sabia.

– O jeito como nos conhecemos diz o contrário. – ele a puxou para mais perto de si.

– Eu era muito bobinha naquela época. – ela falou convencida.

– Era? – arqueou uma sobrancelha.

– Era. – ela riu.

Uma música conhecida pelo casal começou a tocar em uma versão mais lenta e os dois começaram a dançar juntinhos. Lucy, ás vezes apoiava sua cabeça na curvatura do pescoço do namorado, que mantinha as mãos em sua cintura. Olhou ao redor e não viu mais nenhuma de suas amigas — provavelmente tinham ido atrás de seus pares — a não ser Levy, que dançava junto à Gajeel, que por sua vez parecia meio sem jeito com a música.

Natsu às vezes cantava umas partes do música no ouvido de Lucy, que sentia um arrepio passar por seu corpo.

I need your love* – sussurrou no ouvido da loira fazendo com que um sorriso surgisse em seus lábios.

– Você já o tem. – o beijou com ternura.

– Ei, o que você acha da gente ir pra outro lugar? Ouvi dizer que essa casa tem um jardim incrível. – ele falou enquanto ainda a abraçava.

– Quem te disse? – ela perguntou curiosa.

– Ouvi umas garotas comentando. – e não era mentira, ele realmente ouvira alguns comentários enquanto procurava por Lucy.

– Mas e os nossos amigos? Eu ainda nem vi o Yuri.

– Depois a gente volta. Por favor. – fez uma carinha pidona.

– Tudo bem, tudo bem. Mas a gente não vai demorar, certo? – ele confirmou com a cabeça e, de mãos dadas os dois foram em direção ao jardim.

Durante o caminho Lucy cumprimentava muitas pessoas, na verdade muitos rapazes, que conhecia da universidade, o que estava deixando Natsu inquieto já que não tinha noção de que ela conhecesse tantos homens, mas nada o irritava tanto quanto os olhares que ela recebia. Isso sim o tirava do sério.

Ao chegarem ao jardim, que tinha uns bancos feitos de pedra e algumas árvores, se depararam com uma bela grama que se estendia por um grande espaço. Neste local o som quase não era mais ouvido e as estrelas pareciam mais lindas do que nunca.

– Senta aqui. – ele, já sentado, deu uma batidinha na grama ao seu lado e assim ela fez. – Não tinha noção de que você conhecia tanta gente.

– É o que acontece quando você passa boa parte do seu dia em um só lugar. – ela sorriu e colocou a mão no rosto do amado, que pôs a mão por cima da sua e a beijou. Eles tinham passado o dia todo sem se ver e já sentiam falta um do outro. Imagine como seriam as duas semanas que tinham pela frente?

– Como que eu vou fazer pra ficar duas semanas sem você? – perguntou olhando-a nos olhos.

– Não faz.

– Eu tenho que ir. Você sabe...

– Então não vamos pensar nisso agora. Vai passar o fim de semana comigo não é? – começou a mexer em seus cabelos rosados.

– Lógico. – a puxou para mais perto.

– Você pode dormir lá em casa se quiser. – ela brincava com um botão de sua camisa para não olhá-lo nos olhos.

– Eu adoraria. – sorriu maliciosamente e a beijou, mas foi interrompido pela própria loira.

– Não é pra nada disso que você está pensando seu hentai. É só pra a gente ficar juntinho. – se arrumou melhor no abraço do rapaz.

– Tudo bem, tudo bem. – ele riu e voltou a beijá-la, dessa vez sendo correspondido.

Separaram-se e ficaram fitando o céu por uns instantes.

– Eu sou fascinada pelas estrelas.

– Sério? Você nunca tinha me dito isso antes. – ele a olhou admirado.

– Sim. Desde criança. – suspirou. – Eu tinha o costume de ficar à noite no telhado da minha casa vendo estrelas com o meu melhor amigo. – sorriu aparentemente lembrando-se de alguma coisa.

– Melhor amigo? – o rosado perguntou curioso.

– Sim, ele foi o primeiro amigo que fiz na vida. Meu primeiro amor também. – ela riu.

– E por onde anda esse carinha incrível? – perguntou ainda com um tom curioso, afinal quanto mais longe ele estivesse da loira melhor.

– Não tenho certeza. – sorriu sem graça. – Quando tínhamos 13 anos ele foi embora e nunca mais tive notícias.

– E você sente falta dele?

– Você está com ciúmes? – ela começou a rir. – Faz quase sete anos Natsu. Ele nem deve mais se lembrar da minha existência.

– Como alguém se esqueceria de você? – ele sorriu e a deu um selinho rápido.

– E você, nunca teve um amor na infância?

– Na verdade não. – ele parecia pensativo, como se tentasse lembrar-se de algo. – Minha amiga de infância é a Lis, mas eu nunca a vi com esses olhos. – deu de ombros.

– Natsu, você acredita em destino? – ele, que fitava o céu estrelado, se virou para ela e ficou observando seu rosto por uns instantes.

– Eu nunca fui de acreditar muito nessas coisas... – ele pareceu pensativo. Não sabia o motivo, mas de uma certa forma isso desanimou um pouco a loira. – Mas acho que você me fez acreditar. – e, com seu sorriso único, se aproximou lentamente dela, unindo seus lábios. Não era como aqueles beijos que acabavam por levá-los para a cama. Era uma simples forma de demonstrar afeto.

– Ei, será que vocês dois podem parar de se agarrar e voltar pra a festa? – perguntou Gray aparecendo do nada perto do casal.

– Vamos lá. – a loira levantou e deu a mão para que o namorado a acompanhasse. – Temos uma festa para curtir.

Notas finais
I need your love, para quem não sabe, significa Eu preciso do seu amor. E então amores meus? Perceberam que o Yuri ainda não deu as caras não é mesmo? Mas ele disse que iria até a festa! G.G O próximo capítulo será mais focado nos acontecimentos desta festa! Nos vemos nos comentários? Então até lá. Beijocas ♥