You And Me
22 Me nego a dividir aquilo que é meu. +18
Notas iniciais

– Me nego a dividir aquilo que é meu. -
– Então é isso meus caros alunos. Não se esqueçam de que a entrega dos relatórios é para a próxima semana! – falou o professor enquanto recolhia suas coisas e saia da sala.
– Finalmente! – falei sorrindo enquanto colocava as minhas coisas na bolsa. – Até amanhã pessoal. – acenei para eles, sai da sala e liguei para minha amiga de infância.
– Levy-chan, suas aulas já terminaram?
– Desculpe Lu-chan, esqueci de te avisar. Minhas aulas hoje terminaram mais cedo. Gajeel me levou para casa e me ajudou com o carro.
– Você não está em casa agora?
– Na verdade não... – pude imaginá-la corando e comecei a rir.
– Ora, ora Levy-chan. Posso saber onde a senhorita está?
– Na casa do Gajeel.
– E pretende ficar aí até que horas? O Natsu vai lá pra casa hoje à noite... – falei um pouco sem graça.
– Ora, ora Lu-chan. E depois quer vir falar de mim? – ela começou a rir. – Agora eu tenho que ir. Não me espere para jantar. Bye bye.
Essa baixinha. Depois dessa já notei que ela não sabia que horas chegaria em casa, já que a azuladinha acabara de falar nosso código. Sim, nós temos vários códigos e um deles é Não me espere para jantar. Ou seja, não sei que horas chego em casa portanto só me ligue se for de extrema necessidade, mas chame a polícia se eu sumir por mais de 48 horas.
– Lucy! – ouvi uma voz masculina me chamando. Virei para ver quem era e dei de cara com o ruivo de hoje mais cedo.
– Loki não é? – sorri amigavelmente.
– Sim. – sorriu de volta. – Já está de saída?
– Aham.
– Quer uma carona? – ele perguntou aparentemente sem graça enquanto passava a mão na nuca.
– Não precisa, eu vim dirigindo. Mas obrigada. – sorri novamente.
– Tudo bem então. A gente se vê. – acenou para mim e eu apenas assenti com a cabeça.
Eu deveria dizer a ele que tenho namorado? Mas assim do nada? No mínimo ele pensaria que eu sou louca. Tipo “ei, não seja gentil comigo. Eu tenho namorado”.
Mas no que eu estou pensando? Foi só uma carona Lucy, não é como se ele estivesse se jogando pra cima de você. Afinal, onde está aquela garota que acredita na amizade entre um homem e uma mulher? E mesmo que eu não tivesse namorado e estivesse a pé não teria aceitado essa carona. Quem em sã consciência aceitaria uma carona de um carinha que acabou de conhecer? Ninguém, mesmo esse carinha sendo muito bonito não há um ser que aceitaria e... AI MEU DEUS LUCY! Para de ficar reparando na beleza masculina alheia, você tem namorado! Mas não é só porque eu tenho namorado que não posso achar alguém bonito não é? Certo, não estou fazendo nada de errado.
– É melhor eu deixar de pensar em coisas improváveis e correr para casa. Tenho muito o que fazer. – falo para mim mesma e vou para o estacionamento. Só agora percebi que eu estava parada no meio do corredor como uma idiota.
–--------
Chego em casa e vejo que são seis da tarde, ou seja, tenho duas horas para deixar tudo perfeito. Começo fazendo um jantar simples. Uma lasanha de frango com direito a torta de maçã de sobremesa. Espero que ele goste. Para minha sorte a casa está arrumada, mas não graças a mim e sim a uma certa azuladinha que não suporta bagunça.
Tomo meu banho e vou para o meu quarto. Decido colocar a última lingerie que comprei. É preta com alguns detalhes em vermelho. Ponho por cima um short e uma blusa folgadinha e torço para tudo correr bem essa noite. Quando contei do que aconteceria hoje para a Juvia ela me aconselhou a colocar pétalas na cama, fazer um jantar com direito a muito vinho e pôr um baby doll bem fofo. Coitadinha da Juvia, mal sabe ela que eu não pretendo fazer desta uma noite romântica.
Já pronta vou para a sala e sento no sofá. Assim que me encosto em uma das almofadas ouço a campainha tocar. Instantaneamente um sorriso surge em meu rosto e vou abrir a porta.
– Oi. – ele fala com aquele sorriso que só ele sabe dar.
– Oi. Entra. – abro um pouco mais a porta para facilitar a sua passagem.
– Só uma coisinha. – ele diz chamando minha atenção. Faço uma feição confusa e ele apenas sorri, se aproxima e une nossos lábios. Eu tenho mesmo que falar o quanto eu sentia falta de beijá-lo sem restrições e sem medo de que alguém nos pegue no flagra?
Estávamos muito envolvidos com o beijo e eu só retomo minha consciência quando sinto o sofá batendo na parte de trás do meu joelho. Quando nós começamos a nos mover é uma coisa que eu realmente não sei lhes dizer. Resolvo interromper o beijo antes que isso nos leve para cama, afinal eu tenho planos maiores para essa noite.
– O que foi? – ele perguntou confuso.
– Nada. A comida vai esfriar. – dou um sorriso meio sem graça e aponto para a mesa posta com o nosso jantar.
– Tudo bem. – ele sorri, me dá um selinho e se senta em uma das cadeiras em frente a mesa.
Iniciamos nosso jantar, com Natsu comendo loucamente como sempre, e ficamos conversando sobre nosso dia e alguns assuntos aleatórios. A noite fluía normalmente até que o bendito celular dele vibra aparentemente avisando o recebimento de uma mensagem. Ele apenas lê e coloca o celular de volta na mesa.
– Algum problema?
– Nenhum. É apenas a Lisanna. – agora sei porque a curiosidade matou o gato.
– Hum... – falo meio desinteressada e começo a mexer na minha comida. Sabe, eu nunca tive nada contra a Lisanna, mas depois daquele episódio no restaurante universitário antes do feriado, fiquei com um pé atrás em relação a ela.
– O que foi? – ele pergunta enquanto segura a minha mão livre que estava em cima da mesa.
– Nada. – dou o melhor sorriso que consigo e acho que ele acreditou.
– Bem, aproveitando que estamos falando nesse assunto... – ele faz uma pausa e eu o fito. – Como eu passei esse feriado todo sem dar notícias, a Lisanna disse que eu estava em dívida com ela, então nós marcamos de passar esse final de semana juntos. – passou a mão por detrás da nuca e sorriu meio sem jeito.
Como que por instinto afasto nossas mãos e ao perceber o que fiz e a reação do rosado ao meu gesto, começo a mexer no guardanapo que estava ao meu lado.
– Ok. – dou um sorriso sem graça e volto minha atenção para o meu prato. Por que aquilo me incomodava tanto? Minha vontade era de dizer que não estava nada bem e perguntar o por quê dele querer passar um final de semana inteiro apenas com aquela gasparzinho. Gasparzinho? Sim, gasparzinho!
– Luce?
– Diga. – respondi sem o olhar nos olhos.
– Tá com ciúmes da Lisanna?
– Ciúmes da Lisanna? Por quê? Eu deveria? – perguntei desconfiada. Ele apenas sorriu.
– Você fica linda com ciúmes. – voltou a rir, se levantou e veio em minha direção. – Não precisa ter ciúmes dela minha loirinha. Nós somos apenas amigos, você sabe disso. – se agachou e ficou ao meu lado.
– Mas tem que ser um final de semana todo? – fiz biquinho.
– Na verdade eu não sei. – pareceu ficar pensativo.
– Hum... – já vi que terei que apelar. – Tudo bem então, eu vou falar com as meninas e chamá-las pra irmos à Vegas no sábado e no domingo nós... – fui interrompida.
– Nem pensar!
– E por que não? – me fingi de desentendida.
– Luce, você não vai para aquele antro de solteiros desesperados.
– Hã? – comecei a rir.
– Não tem graça. Eu falo sério.
– E eu também. – cruzei os braços, levantei e o fitei. Ele fez o mesmo movimento que eu. Se ele pode passar um final de semana com a Lisanna eu posso sair com as minhas amigas.
– Luce. – ele falou perto do meu ouvido enquanto ficava atrás de mim. – Tem certeza? – senti um arrepio subir pelo meu corpo.
– T-tenho. – falei com a voz fraca. Ele sorriu vitorioso.
– Pois não parece. – me virou para si. – Você não devia ir. – me deu um beijo no pescoço.
– E por que não? – perguntei enquanto respirava pesadamente.
– Porque lá ninguém vai poder te tocar assim. – subiu suas mãos das minhas coxas até minhas costas. – Ou te fazer arfar assim. – mordeu o lóbulo da minha orelha. – E nem te beijar assim. – passou o nariz pelo meu pescoço e chegou até os meus lábios os tomando para si num beijo cheio de desejo e declarando posse.
– Jura? – perguntei com um sorriso malicioso quando nossos lábios se separaram. Seus olhos mudaram para um tom mais escuro e ele me fitou de forma séria.
– Não brinque comigo mocinha. – me empurrou sem descolar nossos corpos até chegar à parede mais próxima. Como eu amo o Natsu possessivo. – Minha Luce. – falou baixinho em meu ouvido para logo depois começar a beijar meu pescoço.
– A sobremesa. – falei com uma certa dificuldade.
– Esquece. – respondeu no intervalo entre um beijo e outro.
– Mas é torta de maça. – completei enquanto suspirava.
– Foda-se, prefiro você. – falou com uma voz sexy. Essa foi a gota d’água pra mim. Puxei seu rosto e o beijei demonstrando todo o desejo que sentia naquele momento.
Enrosquei meus dedos em seus fios rosados e o puxei para mais perto. Suas mãos envolveram minha cintura e minhas pernas ficaram ao redor da sua. Ele foi nos levando para o quarto e me jogou em cima da cama. Sorri com seu gesto e recebi um sorrisinho de canto como resposta. E como eu amo aquele sorriso.
Comecei a tirar sua blusa e ele me ajudou a tirar a minha. Voltamos a nos beijar enquanto ele colocava as mãos por trás das minhas costas para abrir meu sutiã. Incrível como um simples toque dele fazia com que eu me sentisse mais calma, com que eu me sentisse em casa.
Sem me dar tempo de raciocinar ele toma um dos meus seios para si e começa uma tortura deliciosa com movimentos bruscos e necessitados. Esse é o Natsu selvagem, aquele que eu só vejo em momentos de extremo ciúme ou quando nós dois estamos puro instinto. Digamos que agora é um mix desses dois momentos. Começo a delirar e gemer seu nome baixinho enquanto tento controlar minha respiração.
Suas mãos passam por todo o meu corpo dando uma atenção maior para as minhas coxas e para o meu seio livre, que pouco tempo depois recebe o mesmo tratamento do outro. Seus lábios descem para a minha barriga deixando um rastro de beijos e param no cós do meu short, que poucos segundos depois já estava jogado em um dos cantos do quarto. Quando ele ia tirar minha última peça de roupa eu me movo e me coloco em cima de seu tronco.
– Sabe Natsu, eu tinha planejado uma ótima noite pra nós dois com direito a torta de maçã. – ele ia me interromper, mas eu coloquei meu dedo indicador em seus lábios e fiz um sinal de não com a cabeça. – Deixa que eu falo, ok? – ele assentiu. – E você acabou estragando tudo, sabia? – negou com a cabeça. – Pois agora sabe. E ainda me trocou pela Lisanna. – fiz uma careta de reprovação. Ele ia falar novamente, mas, como antes, eu não permiti. – Eu acho que você merece ser punido. – sorri maliciosamente.
Desci de seu colo e, com sua ajuda, retirei sua bermuda. Sentei em cima de suas pernas e passei minhas unhas por cima de suas coxas. Pude ouvir um pequeno gemido e isso apenas me instigou a continuar.
– Eu te amo Natsu. – me aproximei de sua boca. – Mas agora que lembrei que estou magoada não vou permitir que me beije. – desviei minha trajetória e, antes de começar a beijar seu pescoço pude ver que ele fechou os olhos, provavelmente buscando se controlar.
Continuei beijando seu pescoço e maxilar e pude sentir um aperto forte em minhas coxas que me fez arfar. Seu membro já estava aparentemente disposto, apenas esperando a hora certa de agir. Natsu tentou me beijar, mas eu novamente desviei. Fiz uma trilha de beijos por seu peitoral e barriga e fui descendo até me deparar com sua cueca box. Comecei a tirá-la lentamente e consegui ouvi-lo arfar e gemer meu nome. É incrível o fato de ele estar me deixando comandar desse jeito.
Joguei sua última peça de roupa para longe e passei as mãos pelo seu quadril, perto o suficiente do seu membro. Me aproximei de seu rosto e, fingindo que beijaria sua boca, beijei a pontinha do seu nariz. Nesse momento ele abriu os olhos e se colocou em cima de mim fazendo seu membro roçar em minha intimidade, ainda coberta pela calcinha, e um gemido escapar pelos meus lábios.
Natsu tomou meus lábios de forma feroz e demorada me dando algumas mordidas no lábio inferior algumas vezes e sugando minha língua em outras, aumentando ainda mais minha vontade de tê-lo.
– Nunca mais me negue seus beijos desse jeito. Pode ser sedutor, mas pra mim é tortura. – falou e voltou a me beijar possessivamente. Sorri entre os beijos com a resposta que me foi dada.
Seus beijos desceram para o meu pescoço e suas mãos foram até minha roupa íntima e a jogaram para longe, a última peça que me restava e a única a impedir o total contato entre nossos corpos. Natsu pegou um preservativo na gaveta que ficava ao lado da cama e o colocou. Sentou na cama e estendeu os braços para mim.
– Vem? Preciso de você. – falou sedutoramente com os olhos ardendo em desejo e os cabelos bagunçados de uma forma que, por incrível que pareça, conseguia o deixar ainda mais sexy.
Engatinhei até seu colo e me sentei em suas pernas. Sem demora ele me penetrou e não consegui conter um gemido alto que saiu pelos meus lábios. Começou com movimentos lentos, mas que iam fundo e eu conseguia senti-lo totalmente dentro de mim. Não gemer, a essa altura do campeonato, já era algo impossível. Os sons saiam de nossas bocas cada vez mais altos e mais necessitados. Os movimentos que antes eram lentos agora já se tornavam mais rápidos e mais fortes. Era como se ele quisesse explorar cada parte do meu interior o mais intensamente possível. Capturei seus lábios e o beijei como uma válvula de escape para todo o desejo que estava impregnado em meu corpo. Minhas mãos estavam em seus braços musculosos e as suas envolviam minha cintura unindo nossos corpos mais ainda.
Pouco a pouco íamos chegando juntos cada vez mais perto do nosso ápice. Unimos nossas mãos e continuamos com nossos movimentos. Um completando o outro. Respirações e batidas do coração em harmonia. Como um só corpo.
– Eu te amo minha Luce.
– Também te amo meu Natsu.
Pouco tempo depois chegamos juntos ao orgasmo e nos deitamos na cama, exaustos.
– Mas eu ainda vou para Vegas. – falei enquanto recuperava o ar.
– Luce... – o interrompi.
– Não Natsu, você não confia em mim? – o fitei.
– Claro que confio. Mas não confio nenhum pouco nos homens que frequentam esses lugares.
– Esqueceu que foi lá que a gente se conheceu? – comecei a rir.
– Isso não vem ao caso.
– Vem sim. Eu não vou passar o final de semana todo em casa enquanto você se diverte por ai. – falei sonolenta.
– Ainda isso?
– Desculpa, eu não quero brigar. – me aproximei dele e o abracei. – Só confia em mim, ok? Prometo que não vou fazer nada que você não aprovaria tá? – lhe dei um selinho.
– Tudo bem, eu confio em você, mas a gente vai ficar se falando por mensagem o tempo todo. – me apertou mais ainda em seu abraço.
– E atrapalhar o seu tempo com a Lisanna? Nem pensar.– brinquei.
– Luce...
– Tudo bem, tudo bem, mas só se você me prometer uma coisa.
– O que?
– Sábado você pode até ficar com a Lisanna, mas domingo você volta a ser meu.
– Eu nunca vou deixar de ser seu, Luce. – ele sorriu. – Tudo bem, eu vou falar com a Lis. – sorri vitoriosa. – Agora vamos dormir. Boa noite.
– Boa noite. – selei rapidamente nossos lábios.
E o que era final de semana virou apenas um dia. É Lisanna, nada contra você, eu só me nego a dividir aquilo que é meu.
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