You And Me

20 Hargeon Final - Próxima parada, Magnólia


Notas iniciais
Oi minna! Cá estou como prometido! *-* Obrigada a todos que comentaram o capítulo passado e também aos novos favoritos da fic e beeeeem-vindos novos leitores! *---------* Mudei a capa da fic de novo, já estava enjoada da anterior >.< . Não tenho muito o que falar, então boa leitura! ♥

– Hargeon Final: Próxima parada, Magnólia. -

Domingo, último dia para aproveitar o feriado em Hargeon. Hoje meus pais decidiram fazer um almoço especial de despedida para mim e para Natsu já que pegaremos um voo de volta para Magnólia esta tarde. Neste momento estou em meu quarto terminando de me arrumar para descer para almoçar. Seremos apenas nós aqui de casa e o Sr. Eucliffe, sócio do meu pai. Vai ser estranho encará-lo depois de tanto tempo. A última vez em que o vi ainda namorava seu filho Sting.

Termino de me arrumar e desço na esperança de Natsu já estar lá em baixo me esperando, mas sabe aquilo que eu falei antes sobre a única pessoa de fora a vir almoçar aqui ser o Sr. Eucliffe? Esquece. Meus olhos dobram de tamanho ao ver um certo loiro sentado em um dos sofás ao lado de um senhor de cabelos negros e seus 40 e tantos anos. Ao ver-me o loiro sorri e se levanta para me cumprimentar.

– Lucy. – fala se aproximando e me abraçando. Fico meio sem reação, mas acabo retribuindo o abraço. – O que foi? Parece que viu um fantasma. – dou um sorriso tímido.

– Oi Sting. Não é isso, só não sabia que almoçaria conosco. – falo meio sem graça.

– Estranho já que o convite foi direcionado a mim e ao meu pai. – falou incrédulo. Olhei para minha mãe, que negou discretamente com a cabeça, e em seguida para meu pai, que esbanjava um sorriso no rosto.

– Oh... Então acho que devo ter feito uma confusão. – não armaria uma cena agora, meu pai que me aguarde. – Sting...

– Sim.

– Será que poderia me soltar? – corou bruscamente enquanto nos separávamos. Sério que ele não percebeu que ficamos abraçados por séculos?

– Como vai, Lucy? – pergunta o senhor de cabelos negros, que por algum motivo sorria abertamente.

– Muito bem Sr. Eucliffe, obrigada. – dou um sorriso formal.

Escuto alguns passos atrás de mim e dou um largo sorriso ao ver o meu rosado. Ele se aproxima, me dá um selinho e delicadamente me puxa para perto de si. Lógico que ele fez isso por causa da presença de Sting, mas eu sinceramente não me importo.

– Sr. Eucliffe, permita-me apresentar meu namorado Natsu Dragneel. – noto que o sorriso que antigamente estava nos lábios do pai de Sting já não se faz mais presente e dá lugar a uma feição séria e formal, que por algum motivo, foi direcionada ao meu pai.

– Muito prazer Senhor. – Natsu estende a mão para cumprimentá-lo.

– Igualmente. – o moreno aperta a mão que lhe foi estendida de forma impessoal.

– Sting. – diz o rosado enquanto movimentava a cabeça como forma de cumprimento.

– Natsu. – o loiro faz o mesmo gesto.

Eu e Natsu sentamos em um dos sofás e ficamos, pelo menos aparentemente, a observar a conversa entre os demais. Digo aparentemente, já que, pelo menos eu, estou a pensar sobre a presença de Sting neste almoço, e o pior de tudo, a expressão no rosto do pai do loiro ao saber da existência de Natsu. Com certeza eu e o Sr. Heartphilia teremos uma boa conversa mais tarde.

Meu pai e o Sr. Eucliffe vão para o escritório, provavelmente tratar de negócios, e minha mãe se retira dizendo que tem que dar umas instruções na cozinha. Essa traidora me deixou sozinha na cova dos leões. Eu e Natsu estávamos lado a lado em um sofá e Sting estava em uma poltrona de frente para nós.

O clima não estava dos melhores. A tensão no ar era palpável e eu precisava fazer algo para amenizar a situação.

– Pensei que você não estivesse na cidade, Sting.

– E eu realmente não estava, cheguei ontem à noite. Por que pergunta? Sentiu minha falta, Loira? – riu abertamente. Ele por acaso havia se esquecido do rosado ao meu lado?

– Lógico que não, folgado. – respondi e joguei uma almofada em sua direção, ele sorriu em resposta. Olhei para Natsu que apenas fitava o chão. – Tudo bem? – perguntei preocupada.

– Sim. – respondeu me olhando profundamente nos olhos. Oh Kami-sama, se o Sting não estivesse aqui juro que pulava no colo desse rosado.

– Era brincadeira Natsu. – falou o loiro sem graça.

– Eu sei. Até porque não tem motivos para ela sentir falta. – o rosado sorriu abertamente e, passando seu braço por trás de meus ombros, me apertou contra si. É impressão minha ou eu estou no meio de um concurso de mijadas?

Sting apenas sorriu desconfortavelmente, afinal o que mais ele poderia fazer? Cheguei a sentir uma pena do mesmo. Não acredito que ele tenha feito aquele comentário com alguma intenção maliciosa.

Novamente um silêncio desagradável se instalou e, para aumentar a tensão, Natsu não me largava em momento algum. Céus, eu preciso respirar!

– Hime, Ouji, Sting-sama, o almoço está servido. – e Virgo apareceu para nos tirar dessa situação. Dei um sorriso de orelha a orelha. Acho que nunca fiquei tão feliz em ouvir aquela voz.

– Obrigada Virgo. – falei ainda sorrindo.

– Ouji? – perguntou o loiro, confuso, para a rosada.

– Sim. O companheiro da Hime é um Ouji. – repetiu seu discurso. A confusão na mente de Sting era visível. Acho que ele se perguntava o porquê da rosada nunca tê-lo chamado daquela forma enquanto namorávamos. Essa, na verdade, é uma coisa que nem eu sei.

Só eu percebi um sorriso de satisfação no rosto do Natsu? Acho que, fora eu, mais alguém ligou os pontos para a expressão no rosto do loiro. É, tenho que parar de subestimar a capacidade do meu namorado.

Caminhei em direção ao banheiro para lavar minhas mãos enquanto os demais iam para a sala de jantar onde o almoço estava sendo servido. Quando chego todos já estão sentados em seus devidos lugares e, graças a Kami, havia um lugar livre ao lado do meu rosado. Estava me direcionando para o lugar ao lado dele quando me chamam a atenção.

– Menina Lucy, poderia sentar-se ao meu lado? Faz tanto tempo que não conversamos. – falou o Sr. Eucliffe enquanto indicava um lugar que coincidentemente ficava entre ele e seu filho. Nós nunca fomos de conversar, então realmente não entendo o que está acontecendo aqui.

– Bem, sem querer ser mal educada senhor, mas sentarei ao lado do meu namorado, já que ele está aqui por minha causa e seria uma enorme desfeita não fazê-lo. Tenho certeza de que isso não atrapalhará a nossa conversa. – me esforcei para sorrir e vi que ele fez o mesmo.

O almoço teria seguido tranquilo se não fosse pelo meu pai e o Sr. Eucliffe, que a todo o momento lembravam-se de acontecimentos que ocorreram enquanto eu e Sting ainda namorávamos, como a vez em que eu “fugi” de casa por uma semana por ter brigado com meu pai e fiquei todo esse tempo na casa do loiro, ou até de quando éramos crianças e ingenuamente dissemos que ficaríamos juntos para sempre. E adivinhem? Eu e o pai do loiro não trocamos uma palavra. Pergunto-me se essa conversa realmente existiria se por acaso eu sentasse ao seu lado

Se eu me sentia incomodada com tudo isso, o Natsu com certeza deveria estar se sentindo mil vezes mais. Uma por não se lembrarem de sua existência ali e novecentos e noventa e nove por ele ser o ciúme em pessoa. Toda vez que eu o olhava notava a seriedade em seu rosto e dava graças a Deus por não passar disso. Ninguém merece uma cena em uma hora dessas.

Ás vezes eu olhava para o meu pai de forma séria e este apenas sorria para mim. Com certeza ele sabia o que estava fazendo. Minha mãe tentou em vários momentos mudar o assunto, mas, logicamente, não conseguiu. Sting ficava calado o tempo todo apenas se concentrando em seu prato, e conhecendo-o como conheço posso afirmar que ele não colaborou com esta armação.

Quando o almoço acabou dei graças aos céus por tudo ter corrido bem, pelo menos na medida do possível já que não houve nenhuma cadeira ou pratos voando e nem coisas do gênero. Os Eucliffe foram para casa e finalmente eu pude respirar aliviada.

Eu e Natsu passamos pela porta dos fundos da casa e caminhamos para o enorme e aconchegante jardim, que possuía muitas árvores, uma fonte com a escultura de uma mulher com um vaso nas mãos e belos cabelos longos e uns balanços onde eu passava um bom tempo quando era pequena.

Sentei em um dos balanços e o rosado sentou no que existia ao meu lado. Eu estava pegando impulsos cada vez mais fortes para poder ir cada vez mais longe. Fazia séculos que eu não me balançava daquele jeito. Lembro-me de como mamãe me empurrava nesse balanço quando eu mal conseguia colocar meus pés no chão e como aqui era meu refúgio quando, por algum motivo, brigava com meu pai e minha mãe não estava por perto para me consolar. Aqui era meu porto seguro, o lugar em que eu esquecia que havia um mundo lá fora. Como eu pude ficar tanto tempo sem vir até aqui?

Estava tão distraída com minha viagem no tempo que nem percebi o silêncio que se instalou entre eu e meu namorado, e quando eu o olhei vi que estava aparentemente perdido em pensamentos com uma expressão vazia em seu rosto, não me permitindo ter noção de sobre o que ele poderia estar pensando.

– Luce.

– Sim? – respondi sem deixar de me balançar.

– Você é feliz? – por que essa pergunta agora é o que eu sinceramente não entendo.

– Claro. Por que não seria? – perguntei com um sorriso no rosto enquanto continuava com meu movimento.

– Digo... Você acha que seria mais feliz se ainda estivesse com o Sting? – parei de me balançar na hora e quase caio no chão pelo movimento brusco. – Sabe... Seu pai obviamente quer vocês dois juntos e... – já de pé me coloquei em sua frente e sentei em seu colo pegando-o desprevenido e interrompendo sua fala.

– Você não acredita em mim Natsu? – depois de tudo que nós passamos ele ainda tinha dúvidas do meu amor?

– Claro que sim! – me apertou em seu colo e colocou seu rosto na curvatura do meu pescoço.

– Então por que insiste com essa pergunta sem sentido? – ele nada respondeu. – Eu te amo e não gosto que você pense nada que vá contra isso, entendeu? – segurei seu rosto para que ele me olhasse nos olhos e sorri docemente. Ele apenas selou nossos lábios num beijo tranquilo.

– Não acho que esse balanço vá aguentar o peso de nós dois. – interrompeu nosso beijo e sorriu brincalhão.

– Está me chamando de gorda? – cerrei os olhos.

– De forma alguma. Tenho amor a minha vida. – sorriu novamente.

– Ótimo. Agora cala a boca e me beija. – respondi e novamente selei nossos lábios. Pude notar que ele sorria entre os beijos que trocávamos e às vezes eu sorria de volta.

Ficamos assim curtindo um ao outro até que o barulho de algo, a corda que sustentava o balanço, se rompendo é ouvido e nós dois caímos no chão. De forma instintiva Natsu me abraçou e, obviamente, sofreu todo o impacto.

– Você está bem? – perguntei preocupada.

– Eu disse que esse balanço não aguentaria todo esse peso. Acho que você devia começar um regime, Luce. – falou de olhos fechados enquanto ainda me abraçava. Ora, se ele estava tentando me irritar eu faria o mesmo.

– Sinto lhe dizer que você é o único a pensar assim Sr. Dragneel. – sorri maliciosamente. Tudo bem, me julguem se quiserem, mas eu amo provocar ciúmes no meu namorado. Isso é crime?

– Ah é? – perguntou desconfiado e eu apenas assenti com a cabeça ainda sorrindo. – Então acho que eles devem estar precisando de óculos. – começou a rir e eu não pude esconder meu desapontamento pela ausência da ceninha de ciúmes seguida por um daqueles momentos em que ele toma controle da situação dizendo que sou dele. Faço biquinho como forma de protesto.

– Baka. – tento me livrar de seu abraço, mas ele era forte de mais! Continuo tentando me soltar até quando ele une nossos lábios. De início tentei resistir, mas depois acabei cedendo.

Ficamos assim por um longo tempo apenas pausando às vezes para tomar ar. Lógico que as mãos bobas do rosado percorriam todo o meu corpo e, como uma lâmpada em minha mente, lembro que alguém poderia passar por ali e nos ver naquele estado. Ou pior, meu pai poderia passar por ali e ver um certo rapaz de cabelos excentricamente rosados praticamente engolindo sua filha viva. Afasto-me, deixando um olhar confuso a me observar, e levanto.

– Vem, vamos para casa. – digo estendendo minha mão.

– Pensei que você já estivesse em casa. – respondeu confuso enquanto aceitava minha ajuda e se levantava.

– Digamos que agora eu encontrei um novo lugar para chamar de lar. – lhe lanço um sorriso e o puxo em direção à entrada dos fundos da casa.

–--x---

– Papai? – pergunto enquanto bato três vezes na porta de seu escritório.

– Entre.

– Podemos conversar?

– Claro, querida. Sente-se. – indicou a cadeira em sua frente.

– Não precisa. Na verdade serei bem rápida. – ele me fitou de forma curiosa. – Percebi suas intenções hoje mais cedo durante o almoço. O que o senhor tem contra o meu namorado? – perguntei de forma firme e decidida.

– Eu só quero o que é melhor para você minha filha, e sei que o melhor é que você reate seu relacionamento com o Sting. Eu sei que ele te ama, e se você o der uma chance quem sabe seus sentimentos por ele não voltem?

– Você quer o melhor para mim ou para você, Papai? Eu sempre deixei que o senhor tomasse as decisões por mim, mas acho que agora já estou grandinha de mais para isso.

– Lucy... – o interrompi.

– Pai eu te amo muito e não quero brigar. Então tem como você simplesmente aceitar minha decisão? – segurei suas mãos e olhei profundamente em seus olhos. – Eu só quero poder ser a dona da minha vida.

– Eu não sabia que você se sentia dessa forma. – me olhou de forma triste e levantou-se da cadeira. – Talvez eu tenha colocado meus interesses acima dos seus, me perdoe. – me aproximei e o abracei com lágrimas nos olhos. Meu pai sempre foi uma muralha, mas talvez ele nem percebesse que agia dessa forma. – Vou aceitar sua decisão, mas se esse rapaz fizer algo que não me agrade pode considerá-lo um homem morto. – se não houvesse humor negro não seria o pai que eu conheço.

– Obrigada. – falei enquanto ainda o abraçava e ele correspondia ao meu gesto.

– Agora vá. Sei que você veio aqui para se despedir de mim. Boa viagem querida. – me deu um beijo na testa.

Dei-lhe um beijo no rosto e sai de seu escritório. Natsu, minha mãe e Virgo me esperavam na sala principal. Mamãe levaria a mim e ao rosado ao aeroporto e com certeza nossas malas já estariam no carro.

– Hime sentirei sua falta. – falou a rosada com lágrimas nos olhos.

– Também sentirei sua falta Virgo, mas você pode me visitar sempre que quiser. – sorri também emocionada e a abracei forte.

– Prometo que irei. – ela falou enquanto enxugava uma lágrima.

– E eu irei cobrar, mas você irá como minha amiga ok? – ela sorriu e nos abraçamos novamente.

Eu e Natsu nos despedimos de todos os empregados e fomos com minha mãe para o carro. O percurso foi rápido e como num piscar de olhos já estávamos no aeroporto em frente ao portão de embarque com nosso voo sendo anunciado.

– Vou sentir sua falta. – falei para minha mãe enquanto a abraçava e meus olhos se enchiam de lágrimas.

– Eu também meu amor. Se precisar de mim é só gritar e eu vou correndo para Magnólia. – ela me abraçou de volta e eu sorri.

– Te amo mamãe.

– Também te amo querida.

Separamos-nos e enxuguei minhas lágrimas que insistiam em jorrar.

– Até mais ver Layla.

– Ora Natsu, deixe de formalidade e dê um abraço na sua sogra.

Os dois se abraçaram e pude perceber que minha mãe disse algo no ouvido do rosado que eu não consegui escutar. Eles vão ficar de segredinhos agora?

Abracei minha mãe novamente e eu e Natsu fomos rumo ao avião. Ao chegar lá nos sentamos e, da mesma forma que foi na vinda para Hargeon, pedi um copo com água para uma das aeromoças para que o rosado pudesse tomar seu remédio.

– Obrigado. – ele sorriu e me deu um selinho.

– Natsu?

– Sim. – respondeu após engolir o comprimido.

– O que a minha mãe falou no seu ouvido? – morreria de curiosidade se não descobrisse.

– Segredo. – ele sorriu brincalhão.

– Não vai me contar? – fiz uma carinha de cachorrinho que caiu da mudança e ele sorriu mais ainda.

– Você é impossível mesmo. – sorri em resposta. – Ela apenas pediu que eu cuidasse de seu bem mais precioso. – me deu um selinho, que eu fiz questão de transformar em algo mais demorado.

Pouco tempo depois ele acabou dormindo e eu, como estava do lado da janela, comecei a olhar para a paisagem e lembrar dos bons acontecimentos deste feriado. Pela primeira vez um namorado meu dormiu em minha casa, estreei minha cama e meu banheiro (se é que me entendem), Natsu conheceu meus amigos, fomos até a cachoeira e, para fechar com chave de ouro, meu pai oficialmente deu a entender que não fará nada contra o nosso namoro.

Digo um até logo para Hargeon, que agora vai ficando para trás. Não vejo a hora de voltar para a minha rotina. Julguem-me se quiserem, mas sinto falta de assistir as aulas e principalmente da minha baixinha preferida. Próxima parada: Magnólia.

Notas finais
E então, o que acharam? Queria logo terminar a parte de Hargeon. Preciso colocar minhas ideias em prática! hahahaha. Enfim, me deixem suas opiniões? Até o próximo, beijocas ♥