You And Me
5 Coração idiota!
Notas iniciais
Enfim, CAPÍTULO NARRADO PELO NATSU!
Não gosto muito dessa história de Povs, então esse capítulo é todo narrado pelo meu rosado predileto *-*
Boa leitura ♥
– Coração idiota! -
Eu to me sentindo muito estranho. Nunca senti nada parecido por nenhuma outra garota na vida. Quando estou perto da Lucy só consigo pensar no quanto ela é linda, gostosa, intrigante, inteligente, sexy, engraçada, fofa, única. Isso, única é a palavra que melhor descreve ela. Mas por que eu acho tudo isso? A gente mal se conhece, quer dizer, tem pouco tempo que a gente se conhece. Deve haver algo de errado comigo, não é possível! Tenho que fazer algo a respeito, não sei o que está acontecendo e tenho até um pouco de medo de saber. Eu estou pronto pra me apa... apaix... Olha ai, eu mal consigo falar essa palavra, quanto mais sentir e viver isso. Não, eu tenho que me concentrar em outra coisa. Talvez seja melhor eu me afastar dela um pouco pra entender melhor tudo isso.
Antes de ontem, quando estávamos na cobertura do prédio, eu deixei meus pensamentos saírem através de palavras e acabei confessando que ia até lá para pensar nela. Acabei me expondo de mais, mas pelo visto ela gostou do que ouviu, já que me beijou e acabou dizendo que também pensava em mim. Quando ela me beijou senti como se eu tivesse me teletransportado pra um outro mundo onde só o que importava eram os nossos toques, nossos corpos juntos, nossa respiração ofegante e nossos corações acelerados. Acho que pensar isso me fez acordar de um transe e acabei sugerindo que fôssemos embora, mas não resisti e acabei a beijando novamente no carro e dizendo que a ligaria de novo, afinal era o que eu realmente queria naquele momento e ainda quero, mas não sei direito se eu quero o certo.
Qual é, eu sou Natsu Dragneel, tenho uma lista enorme de garotas com quem já fiquei de todos os modos que você possa imaginar, não vou me entregar assim tão fácil a um sentimento que eu nem entendo direito.
– É isso, vou me colocar de novo no caminho da sanidade – falei para mim mesmo em voz alta enquanto estava deitado em minha cama olhando para o teto. Até que adormeci e acabei sonhando com uma garota com cabelos cor de ouro e com o sorriso mais lindo que já vi em toda minha vida.
Meu despertador tocou às oito horas me acordando de meu sono pesado. Hoje minha aula começa às nove, então levantei e fui fazer minha higiene matinal. Voltei ao meu quarto, vesti uma bermuda preta e uma regata cinza. Fui até a cozinha, comi um cereal, peguei minhas chaves e sai de casa mordiscando uma maçã.
Chegando à minha sala na UFL sentei em minha cadeira de sempre, ao lado de Lisanna, que fazia direito junto comigo, e de Laxus, um fortão loiro que se sentia superior a tudo e a todos, mas era um grande amigo. As aulas foram se arrastando de forma bem tediosa, tentei ao máximo me concentrar em todas elas, mas nem sempre conseguia.
Enfim chegou a hora do almoço. Eu, Lisanna e Laxus nos dirigimos até o R.U e encontramos Gajeel pelo caminho, que seguiu junto conosco.
– E então Nat-kun, como foi ontem o encontro com a Lucy – perguntou Lisanna cheia de curiosidade e esperanças de que o amigo mulherengo aqui finalmente se aquietasse, enquanto entravamos na fila para almoçar.
– Foi bem legal. Acabamos nos encontrando com uns amigos que temos em comum e ficamos todos juntos – falei tentando ser o mais indiferente possível. Pelo olhar que ela me lançou acho que consegui.
– Hum... Que pena que não puderam ficar sozinhos – me lançou um olhar malicioso. Preferi não comentar nada a respeito do final da noite, não queria que Lisanna pensasse o que não devia.
– Pois é – falei ainda indiferente.
– O que você tem Natsu? – perguntou Gajeel assim que Lisanna se afastou para falar com umas amigas.
– Nada – tentei parecer o mais normal possível, mas Gajeel me lançou um olhar irritado e eu resolvi contar – Bem, é que eu não to afim de me prender a ninguém agora e acho que se eu ficar perto da Lucy é o que vai acabar acontecendo, e como eu me conheço sei que vou estragar tudo e vai ser pior para nós dois.
– E quando é que você já quis se prender a alguém? – Laxus perguntou enquanto ria. Aquilo era verdade, eu nunca quis me prender a ninguém, nunca mesmo. Não estava disposto a abrir mão do meu atual estilo de vida, não ainda pelo menos. Fiquei o resto do tempo em que estávamos na fila calado, pensativo. Começamos a almoçar, Lisanna se juntou a nós e ficamos no refeitório conversando. Pelo que eu percebi Gajeel estava bem interessado na melhor amiga de Lucy, Levy, e ao contrário de mim, não tinha medo de se comprometer e estava louco para que os dois oficializassem algo, só estava esperando a hora certa. “Quero que ela seja oficialmente minha”, foram as palavras dele, que disse que não ia suportar ver a sua baixinha (como ele a chamava) nas mãos de um outro qualquer. Era estranho ver ele desse jeito, normalmente ele era bem mais calado e não demonstrava muito seus sentimentos. Pelo menos alguém estava amadurecendo. Do nada uma coisa veio a minha mente. Lucy andando de mãos dadas e beijando outro cara. Aquilo me fez ficar com uma agonia estranha no peito, não sabia direito o que era.
Quando olhei para o relógio vi que estava quase na hora da minha aula. Eu, Lisanna e Laxus nos despedimos de Gajeel e fomos para o nosso prédio, que não era muito longe dali.
Depois de quatro horários com o mesmo professor finalmente minhas aulas de hoje acabaram e eu já poderia ir para casa. Não falava com Lucy desde sexta, acho que ela deve estar estranhando essa minha ausência, mas já me decidi, amanhã irei falar com ela. Vou explicar que não quero nada sério agora e coisas do tipo, espero que ela compreenda e não fique magoada comigo. Entrei em meu carro e fui pra casa com a cabeça estourando.
Sentei no sofá da sala e resolvi procurar algo que prestasse na TV. Mas por que cargas d’água só estava passando filmes de romance água com açúcar? Tem alguém lá em cima querendo brincar com a minha cara, é a única explicação. Eu já não disse que não quero esse tipo de coisa pra a minha vida? Não vou dizer pra sempre, mas por enquanto não estou com nenhum pingo de vontade de me prender a uma só pessoa. Não mesmo. Ou estou? Bem, se fosse a Lucy eu... Agora é oficial, eu pirei! Por que com ela eu não consigo ser como sou com todas as outras? Porque ela não é como todas as outras. A sim, subconsciente, muito obrigado por me lembrar desse detalhe, valeu mesmo. E ela realmente não é. Nunca conheci ninguém como ela. Só de pensar nela meu coração começa a bater como um louco, como se quisesse sair do meu peito. MAS QUE MERDA! Coração idiota! Para de aprontar comigo e só bombeia meu sangue, essa sim é a tua função.
Resolvo dormir para tentar acalmar minha mente, mas meu subconsciente não queria me dar uma folga. Acabei sonhando com ela. No sonho estávamos deitados um ao lado do outro na grama de um lugar que parecia ser um parque e ríamos a todo instante, até que em um momento eu me levanto e a deixo deitada sozinha sem olhar pra trás. Lucy fica com uma cara triste enquanto me vê ir embora e sua imagem começa a ficar cada vez mais distante até que some por completo e eu me vejo em um local completamente sem vida e escuro. Nunca havia me sentido tão sozinho. Acordo ofegante.
– Tenho que me distrair – falo em voz alta para mim mesmo.
Ainda do jeito que estava, pego a chave do meu carro e sigo em direção ao estacionamento do prédio. Eu não tinha um destino certo, na verdade até que tinha, queria ir para um lugar bem longe dos meus pensamentos. Então resolvo ir para a casa do Gajeel, ele já tinha me dito que passaria o dia todo em casa. No caminho ligo para avisar que estava indo para lá. Chegando em sua casa aperto a campainha e sem demora ele aparece na porta.
– Entra ai. – ele me fita por uns instantes e finalmente pergunta – Que cara é essa?
– Acho que é a única que eu tenho – digo normalmente entrando e me sentando no sofá.
– Ta bom Natsu, eu te conheço não é de hoje. Fala ai o que aconteceu. É por causa da loirinha não é? – será que eu sou tão óbvio assim?
– Eu não sei direito o que ta acontecendo comigo. Vim pra cá pra fugir desses pensamentos, mas já vi que não vou conseguir não é? – olhei pra ele ironicamente.
– O que você fez com o Natsu que eu conheço? Ele não foge dos problemas, os enfrenta. E eu te garanto que aquela loirinha não é nenhum problema – ele sorri perversamente. Se eu não soubesse que ele está de quatro pela Levy com certeza partiria pra cima dele com mais de mil, mas resolvi me controlar. Fiquei fitando o chão sem saber o que dizer.
– Tudo bem cara. Você não quer compromisso. Só tem que ir lá e dizer isso pra ela. Não vai querer ficar iludindo a garota, vai? – me fitou seriamente.
– Não, lógico que não. – eu nunca faria nada que prejudicasse a Lucy, ou faria? melhor dizendo, eu estava fazendo?
– Sabe Natsu, eu ainda acho que você vai voltar atrás e ver a burrada que está fazendo. Qual o problema em se apaixonar? Qual o problema em se comprometer com alguém? Quando esse alguém vale a pena é a coisa lógica a ser feita. – ele deu uma pausa. – Quando eu estou perto da minha baixinha só consigo pensar em como eu fui sortudo por estar na hora certa e no lugar certo naquele dia na boate e por tê-la conhecido. Eu estava na mesa com você e com o Laxus, mas por algum motivo tive vontade de ir para a pista de dança, e vê que eu nem sei dançar direito! Mas era como se eu tivesse que estar ali e hoje eu sei o porquê. Ela estava radiante, ria como uma criança e por um impulso resolvi ir até ela e puxar conversa, e a partir do momento em que ela me deu atenção eu não consegui mais parar de sorrir. – ele ficou olhando para o nada com um sorriso no rosto, como se lembrasse de algo. – E eu vi o jeito como você olhou pra a Lucy naquele dia em que encontramos ela e uns amigos no corredor, é o mesmo olhar que eu faço quando vejo a Levy.
Ver Gajeel daquele jeito me fez ficar mais confuso ainda. Eu não sei bem o que eu quero da minha vida, não sei se é correto eu pensar em assumir alguma coisa com a Lucy se, em um certo dia, eu posso simplesmente me cansar e jogar tudo para o alto. Acho que não é legal começar algo já pondo um prazo de validade.
– Eu nunca tive um relacionamento sério antes, nem sei como me portar – falei desanimado.
– Isso é o de menos Natsu, mas já percebi que você quer apenas uma desculpa para não enfrentar seus verdadeiros sentimentos. Tudo bem, você não está pronto para amadurecer, mas a loirinha é muito bonita, não acho que ela vá ficar esperando você acordar pelo resto da vida. – congelei. Imaginar Lucy com outro mexia comigo de um jeito que eu não sei explicar.
Resolvo pedir para Gajeel mudar de assunto. Ele finalmente cede. Então pega os controles de seu videogame e começamos a jogar um jogo violento e cheio de sangue. Não quero nada que lembre amor passando pela minha mente.
Notas finais
Momento Gajeel falando da Levy foi fofo não foi? *-*
Ah gente, só pra avisar que o hentai já está escrito e não vou demorar para postá-lo (;
Até o próximo, beijocas ♥
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