You And Me
8 3 meses depois...
Notas iniciais
Bem-vindos novos leitores!
Tenho uma coisa pra conversar com vocês. Fiz os cálculos e vi que apenas 30% dos meus leitores me falam o que acham da fic e se identificam dando as caras por aqui. Poxa gente, custa dar sinal de vida? A ausência de vocês me desanima, sério :/
Enfim, boa leitura e apareçam!
- 3 meses depois... -
Já faz três meses desde o ocorrido no Sing Club e não vejo Natsu desde então. De lá prá cá não aconteceu muita coisa. Finalmente entrei na academia. Passei a maior parte do tempo me dedicando aos meus estudos ou saindo com meus amigos. O período de férias começou e no decorrer dele me aproximei bem mais da Kana e saíamos regularmente, na maioria das vezes para um barzinho que fica perto da UFL, o Puzzle, um dos mais badalados de toda Magnólia.
Não cheguei a ter nada sério com ninguém, ao contrário do meu objetivo quando vim morar aqui, só saí com dois rapazes nesse período, e nenhum deles mexeu comigo como ele fez.
Estava em casa sozinha. Hoje é domingo, o último dia de férias, e Levy saiu com Gajeel. Já eram quatro da tarde quando de repente alguém toca a campainha. Eu não esperava por nenhuma visita, então fiquei desconfiada. Olhei pelo olho mágico e vi um rapaz, aparentemente um entregador, segurando um buquê de flores, que me pareciam ser cravos vermelhos, nas mãos.
Abri a porta, o rapaz me entregou as flores junto com um cartão e foi embora. Fechei a porta e fiquei por um tempo observando aquelas magníficas flores. Quem quer que as tenha mandado tem um ótimo gosto e me conhece muito bem a ponto de não me mandar rosas vermelhas, que todo mundo costuma ganhar. Decido olhar o cartão.
Significam o amor puro e latente. Enfim, sinto sua falta.
Essa simples frase fez meu coração quase pular do peito. Quem poderia ter me mandado aquilo? Ora, quem mais? O Natsu é claro! Corri para a sala, coloquei as flores em um vaso com água e peguei meu celular a fim de ligar para ele. Mas de repente eu parei para pensar. E se não tiver sido ele? Eu ia fazer papel de idiota e isso eu não queria de jeito nenhum. Resolvi não ligar, se foi ele quem me mandou com certeza virá falar comigo.
Já era de manhã e eu teria aula pela manhã e a tarde. Hoje começaria um novo período e eu estava ansiosa, já que nesse eu vou ter disciplinas mais focadas dentro do meu curso. Fiz minha higiene, coloquei um vestidinho preto de alças e uma sapatilha da mesma cor. Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, peguei minha bolsa, chaves, um pacote de biscoito recheado e sai de casa sem cruzar com Levy, que havia dormido na casa de Laki, uma amiga dela da universidade. Ou ela teria dormido na casa do Gajeel? Não, se fosse esse o caso ela me contaria, certo? Afinal não é nenhuma coisa de outro mundo uma namorada dormir na casa de seu namorado. Ainda me lembro de quando Levy me contou que havia começado a namorar e perdido a virgindade no mesmo dia. Passamos um bom tempo dando gritinhos de mulher e pulando. Lógico que depois ela me contou tudo nos mínimos detalhes.
Chegando à universidade já foi possível notar várias caras novas pelo corredor em que ficava meu curso. Muitos calouros usando caderno de dez matérias, o que depois percebemos que é sem necessidade, e perdidos sem saber onde eram suas salas. Coisas bem típicas de pessoas do primeiro período, eu também já fui assim.
Entrei em minha sala e corri para abraçar Juvia e Yuri, que estavam sentados conversando com outras pessoas. Olhei Juvia quase todos os dias, mas Yuri havia viajado então quase não nos vemos. E como ele me fez falta! Tínhamos muito o que conversar, com certeza o chamaria para passar uma tarde comigo em minha casa.
- Nós temos que marcar de fazer alguma coisa. Só nós três! – falei com os olhos brilhando de animação.
- Com certeza. Senti muito a falta de vocês – Yuri fez biquinho enquanto nos abraçava. Em todo período de férias os pais dele o obrigavam a voltar para sua cidade, que ficava a cerca de uns 100 quilômetros de Tóquio, e passar um bom tempo lá. Então ele não passava muito tempo com a gente. – Por que na saída da aula não vamos todos lá pra casa?
Eu e Juvia concordamos. O professor chegou e então nos sentamos em nossas cadeiras para prestar atenção na aula, que era de Teorias da Consciência I. Eu simplesmente me apaixonei pela disciplina, por mim poderia ficar o resto do dia só ouvindo o Professor Williams falar. Foram os quatro horários mais rápidos de toda minha vida acadêmica. Já era hora do almoço e nos dirigimos para o refeitório conversando sobre a aula que acabara de acontecer. Estávamos todos encantados.
Ainda conversávamos quando avistei Lisanna andando em nossa direção. Olhei ao redor tentando achar Natsu, mas não havia nenhum sinal dele. Suspirei aliviada.
- Yo Lucy! – falou a albina enquanto sorria pra mim e depois para os meus amigos. – Como vai?
- Lisanna – sorri amigavelmente. – Vou bem, e você?
- Também – sorriu novamente. – Faz tempo que a gente não se esbarrava por aqui não é? Desde que... – ela mesma se interrompeu. Acho que ela iria falar do Natsu, mas acabou se arrependendo no caminho.
- Pois é – tentei mudar de assunto. Não queria falar sobre ele. – Então já vamos indo. A gente se vê por ai – sorri novamente e nos afastamos. Ela sorriu de volta e continuou seu caminho.
- Não sei por que, mas eu não vou muito com a cara dessa gasparzinho – Falou Yuri enquanto colocava a mão no queixo, pensativo.
- Juvia acha que Lisanna-san nem fede e nem cheira. – falou a azulada indiferente em relação à albina.
- Concordo com Juvia. – assenti.
Chegamos ao restaurante. O cardápio de hoje era isca de frango e eu odiava. Resolvi que comeria bem pouco, só o bastante para não morrer de fome. Sentamos-nos e começamos a conversar sobre coisas banais. Quando percebemos já estava quase na hora de nossa aula. Saímos do refeitório e fomos para nossa sala.
Foram dois horários de Psicologia do Desenvolvimento I e mais dois de Neurofisiologia. Os dois primeiros passaram voando, mas os últimos pareceram durar uma eternidade. Finalmente as aulas acabaram e fui com Juvia e Yuri para o estacionamento. Cada um iria com seu carro, mas todos para o mesmo destino, a casa de Yuri, que morava sozinho em um prédio que ficava um pouco distante da UFL. Era um prédio grande com vários apartamentos, playground, área de lazer e tudo o que tinha direito. Em outras palavras, colocava o meu prédio no chinelo.
Ele mora no 4º andar. Subimos pelo elevador (é, esse sortudo tem um elevador que presta) e rapidamente chegamos ao seu apartamento. Era bastante espaçoso. Tinha dois quartos, sendo um suíte, que ele ocupava, e um normal, que ficava vago. Eu e Juvia já havíamos vindo aqui muitas vezes, então nos sentíamos em casa.
Colocamos nossas coisas em cima da mesa e nos jogamos no sofá. Resolvemos pedir uma pizza e assistir um filme, um romance bem água com açúcar, O amor não tira férias. Era nosso filme favorito, amávamos o enredo e sabíamos até algumas falas. Simplesmente perfeito. Sempre ríamos e chorávamos nas mesmas cenas, mas nunca nos cansávamos. O filme acabou e começamos a conversar.
- Eu tenho uma coisa pra falar – fiz uma pausa – Recebi um buquê de cravos vermelhos ontem, mas não sei quem me mandou – falei pensativa.
- Como assim não sabe? Não tinha nenhum cartão? – Yuri estava curioso e indignado ao mesmo tempo.
- Tinha, mas não tinha uma assinatura. – fiz uma carinha triste.
- E o que tinha escrito no cartão Lucy-chan? – perguntou Juvia também curiosa.
Falei o conteúdo do cartão e pensei que Juvia teria um ataque do coração. A azulada estava batendo palminhas de felicidade e seus olhos brilhavam intensamente.
- Que lindo! Juvia também quer receber flores de seu Gray-sama!
- Você nem desconfia de quem possa ter te mandado Lu-chan? – ele sabia que eu desconfiava de alguém, só queria ouvir da minha boca.
- Natsu. Afinal se não tiver sido ele quem mais pode ter sido?
Ficamos debatendo o assunto por um tempo e a opinião de nós três era a mesma. Tinha sido o rosado quem havia me mandado as flores. Só faltava ele vir falar comigo sobre isso.
Já estava tarde e eu e Juvia resolvemos ir para casa, afinal teríamos aula amanhã cedo. Despedimos-nos de nosso amigo e cada uma foi para seu lado. Cheguei em casa e encontrei Levy dormindo no sofá com a TV ligada. Desliguei a televisão, a acordei e ela foi para seu quarto dormir na cama. Pelo visto esse período seria bem puxado para a minha amiga também. Fiz minha higiene, vesti meu pijama e adormeci sonhando com o bendito buquê de cravos vermelhos.
Eram 9 da manhã e eu estava tendo aula de Antropologia quando de repente meu celular vibra e vejo que recebi uma mensagem de um número que não reconheço. Abro a mensagem e fico sem reação.
Sinto mesmo sua falta.
Com certeza era a mesma pessoa que me enviou as flores. Saio da sala decidida a ligar para esse número e saber de quem se tratava. Obviamente se a pessoa me mandou uma mensagem mostrando seu número ou ela queria que eu ligasse ou era burra o bastante para esquecer-se de colocar como número desconhecido. Pego meu celular e ligo para o bendito número. Chama uma, duas, três vezes. Já ia desistir quando de repente uma voz que eu conhecia atende.
- Blonde? – pergunta a voz na outra linha.
- Sting! – falo assustada. Então foi ele quem me mandou as flores e não o Natsu. Isso me deixou meio triste, confesso.
- Eu preciso muito falar com você. Não aguento mais viver longe de você – ele parecia decidido.
- Sting eu... – sou interrompida.
- Por favor, aceita se encontrar comigo. A gente precisa conversar. – isso estava mesmo acontecendo? A ficha ainda não havia caído.
- Tudo bem. Quando você vem para as bandas de Magnólia? Não sei quando irei para Hargeon.
- Eu já estou em Magnólia. Na verdade me mudei para cá. – como assim? Sting morando em Magnólia? Meu queixo quase caiu e fiquei em silêncio até que ele voltou a falar. – Tá vendo? A gente precisa mesmo conversar. Amanhã às nove horas no Puzzle ta bom pra você?
- Sim – finalmente consegui falar. Era muita novidade pra um único dia. – Até lá então.
- Até – ele respondeu com tanto ânimo que eu fiquei ainda mais confusa e desliguei. Sting me queria me volta. Queria conversar comigo. Sting e não Natsu. Como eu me sentia sobre tudo isso eu realmente não sabia, mas com certeza amanhã à noite teria algumas respostas.
Volto para a minha aula, mas não consigo mais me concentrar. Não queria ficar o dia na universidade. Do jeito que estava não prestaria atenção em nenhuma aula e acabaria sendo repreendida por algum professor. Despeço-me de meus amigos dizendo que não estava me sentindo bem e vou para casa.
Quando chego ao meu apartamento, ainda pela manhã, resolvo que apenas umas boas horas de sono iriam acalmar minha mente. Então me deito e, sem demora, caio no sono.
Acordei, olhei para o relógio e vi que já eram 4 da tarde. Havia dormido demais e estava morrendo de fome, mas com tanta preguiça que não teria coragem de cozinhar. Pego uma lasanha congelada no freezer e coloco no microondas.
Sento-me no sofá e, enquanto como meu almoço (se é que ainda poderia ser considerado almoço), começo a procurar algo que preste na TV. Estava passando um anime e resolvi assisti-lo.
Às 7 da noite Levy chega, morta de cansada, e se senta ao meu lado no sofá. Eu ainda estava meio aluada pensando em Sting quando ela me acorda de meu devaneio.
- Lu-chan! Eu estou falando com você! – a azulada fala enquanto me cutucava.
- Está? Desculpe. O que você disse mesmo? – falo sem graça.
- Hm... O que aconteceu? – essa baixinha realmente me conhecia.
- Sting aconteceu – fitei o chão.
- Como assim? – ela não estava entendendo nada. Mas também pudera, nem eu entendia.
- Bem, sabe aquelas flores que recebi? – ela afirmou com a cabeça – Acho que foi ele quem me mandou.
- E por que você acha isso?
- Porque hoje recebi uma mensagem de alguém dizendo que sentia minha falta, então resolvi ligar para o número e descobri que era ele. E o melhor de tudo você não sabe – fiz uma pausa – Ele está morando aqui em Magnólia!
- Nani? Como? Por que? Desde quando? – a baixinha surtou!
- Não sei responder. Ele me chamou pra ir amanhã à noite ao Puzzle e eu topei.
- O que ele quer afinal? Voltar contigo?
- Foi o que ele disse. – nesse momento o queixo de Levy caiu.
- E você toparia? – perguntou ainda surpresa.
- Não sei. Ia ser um bom jeito de esquecer o Natsu, não acha? – falei tristonha.
- Lu-chan – ela fez uma pausa – Você não pode começar um relacionamento com os motivos errados! Você lembra o por que de vocês terem terminado não lembra? – afirmei com a cabeça – Que foi... -- ela estava querendo que eu completasse a frase.
- Ele queria que rolasse entre a gente, mas eu não me sentia pronta pra isso – falei sem olhar nos olhos da azulada.
- Justamente! E o que te faz pensar que dessa vez vai ser diferente?
- Não sei Levy-chan. Nem estou realmente pensando na possibilidade de dar a ele uma segunda chance. Só vou lá para saber o que ele está fazendo aqui e ouvir o que tem a me dizer. Apenas isso. E se por acaso acontecer alguma coisa entre a gente eu simplesmente vou deixar acontecer naturalmente, sem perspectivas e nem nada do tipo. Não se preocupe. – lhe dei um sorriso amigável.
Passamos mais um tempo conversando sobre o assunto até que me levantei e fui até o meu quarto. Tinha que ler uns textos e fazer uns fichamentos. Terminei de organizar tudo já depois da meia-noite. Tomei um banho, vesti meu pijama, escovei os dentes e cai no sono.
Notas finais
Lisanna é mocinha ou bandida? Eis a questão hahahahaha.
Enfim, me deixem reviews? quero saber a opinião de vocês. Poxa gente, não custa nada né?
Fantasminhas por favor se revelem. É triste escrever e não saber pra quem a gente escreve e nem se as pessoas estão gostando :'(
Beijocas e até o próximo.
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