You And Me
2 Show Me How You Feel
Notas iniciais
alguem ainda lê essa historia?
tem anos que eu não atualizo, mas vou tentar voltar a postar.
enquanto isso.. capitulo novo :)
boa leitura!
Sam POV
Sentada no banco do passageiro ao lado de Freddie, Sam não conseguia parar de pensar no que Carly havia dito. Seria mesmo possível que Freddie ainda gostava dela? Pensou em como Freddie praticamente fugiu quando viu Daniel. Será que ele estava mesmo com ciúmes? Tentou pensar em como Freddie agia com ela, se ele a tratava diferente, se alguma vez ele tinha dado alguma pista sobre os seus sentimentos, mas não conseguiu pensar em nada. Tudo o que ela sabia é que Freddie estava sempre lá. Em momentos bons ou ruins, para rir com ela ou para consolá-la. Ele simplesmente estava ali para ela, sempre. Mas isso não significava que ele ainda gostasse dela. Era apenas por serem amigos, certo? Embora ela não visse Freddie agindo daquele jeito com Carly. Sam era prioridade para ele e ela sabia disso. O que isso significava? Carly estava certa e Freddie ainda gostava dela? E quanto a ela mesma? Será que ela ainda gostava dele? Ela não tinha certeza sobre os próprios sentimentos.
Olhou para Freddie, sentado ao seu lado. Ele estava com o cenho franzido, concentrado no trânsito a sua frente. Ele é tão bonito, Sam pensou, sabendo que aquilo soava estúpido. Ele sempre fora bonito, desde quando era adolescente, mas o tempo só havia feito bem a ele. O ombro dele estava mais largo do que ela se lembrava, os braços maiores e mais fortes. A barba por fazer em seu rosto deixava-o com uma aparência misteriosa. Sam se lembrou da época em que eles namoraram. Havia sido há tanto tempo, mas tinha sido tão bom...
“... Sam? Você está me ouvindo?”
Sam desviou de seus pensamentos ao ouvir Freddie a chamando. Estava tão distraída que nem havia reparado que ele estava chamando seu nome a um tempão.
“Hmm?” Sam resmungou, ainda meio confusa por tudo o que estava pensando.
“Você está me encarando a um tempão. Tá tudo bem?”
Ela olhou para ele. Ele parecia mesmo preocupado com ela.
“Sim, eu só estou... pensando na prova de amanhã.” Sam mentiu.
“Olha, não fica pensando nisso. Você é inteligente e esperta, e eu tenho certeza que você vai se sair bem.” Ele disse e sorriu para ela.
Sam não pôde deixar de sorrir de volta. O jeito como ele havia dito aquilo para ela, como ele acreditava nela, fez com que ela acreditasse em si mesma. Sentiu- se ainda mais confusa. Como ele consegue fazer isso comigo? O que isso significa? Sam nunca se sentiu mais confusa sobre seus sentimentos.
Freddie POV
Freddie estava preocupado com Sam.
Sempre que eles iam embora juntos, ela ia conversando com ele, ou ligava o som e cantava junto. Mas hoje ela estava quieta e distante, perdida em pensamentos.
Freddie estava louco para saber o que se passava na cabeça dela. Será que ela estava pensando no tal Daniel? Ela podia ter ficado interessada nele. Raiva o dominou, só de pensar naquilo. Aquele cara não era a pessoa certa para Sam. Freddie mal o conhecia e não sabia nada sobre ele, mas tinha certeza de que ele não era a pessoa certa para Sam. Simplesmente sabia.
O silêncio dela o estava matando, então ele resolveu perguntar se ela estava bem. Quando ela disse que era por causa da prova, Freddie tentou tranquilizá-la, dizendo para ela que tudo daria certo. Ela apenas sorriu e voltou para os seus pensamentos, ficando distante outra vez. Ele tentou pensar em alguma coisa engraçada para dizer, alguma coisa que pudesse tranquilizá-la, mas nada veio a sua cabeça, então ele ficou calado. Eles permaneceram em silêncio o resto da viagem. Quando chegaram, Freddie estacionou e os dois desceram e pegaram o elevador, o silencio pairando no ar.
Freddie destrancou a porta do apartamento e deixou que Sam entrasse primeiro. Sam passou por ele em disparada, adentrando o apartamento. Num piscar de olhos ela pegou sua mochila e espalhou todo o seu material sobre a mesa, livros e cadernos. Ela rapidamente escolheu um livro, abriu-o e já estava lendo, completamente concentrada. Freddie ficou impressionado com a rapidez com que ela havia feito aquilo. Sabia que qualquer pessoa que tivesse acordado cedo, trabalhado e estudado o dia inteiro teria chegado em casa e ido direto para a cama – mas não Sam. Algumas pessoas poderiam dizer que ela tinha mudado, que a Sam de antigamente nunca se importaria em estudar para um exame, e Freddie não podia discordar, mas ao mesmo tempo, Sam ainda era a mesma para ele. Querendo não atrapalhar, Freddie resolveu ir para o seu quarto. Ele sussurrou um boa noite, achando que ela não ouviria, mas ela respondeu "boa noite Freddie, obrigada pela carona”, e ele foi para o seu quarto.
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Freddie estava deitado em sua cama. Havia tomado banho e tentado relaxar, estava se sentindo completamente cansado, mas simplesmente não conseguia dormir. Não conseguia parar de pensar em Sam e em Daniel, e em Sam com Daniel, Sam beijando Daniel, Sam nos braços de Daniel. Pensar naquilo fazia seu sangue ferver, mas as imagens apareciam na sua mente sem que ele conseguisse controlar. “Preciso parar de pensar nisso, ou vou enlouquecer”, pensou. Pegou o seu celular e olhou as horas: duas e meia da manhã. Ele teria que levantar em poucas horas para ir para a faculdade. Ele precisava dormir. Concluindo que a única solução seria tomar um rémedio que o ajudasse a cair no sono, Freddie pegou um comprimido e se levantou para buscar água na cozinha. Assim que saiu do seu quarto, notou que a luz da sala estava acesa. Será que Carly havia chegado? Mas ele não tinha ouvido barulho de porta abrindo. Seria um ladrão? Mas que tipo de ladrão acende a luz? Decidindo que a única forma de descobrir quem era, Freddie seguiu adiante.
Era Sam. Ainda estava sentada na mesa, com a cabeça deitada sobre o braço, com uma caneta ainda na mão, os olhos fechados, dormindo tranquilamente. Ela estava num sono profundo, a expressão em seu rosto era tão serena, como se ela estivesse sonhando. Freddie se aproximou, admirado. Ela parecia ainda mais linda, uma menininha frágil e inocente. Apesar dela estar em um sono tão profundo, Freddie sabia que ela não poderia passar o resto da noite dormindo sentada ali, ou ela iria acordar com dores nas costas. Pensou em acordá-la, mas do jeito que ela era teimosa, provavelmente iria querer voltar a estudar, e Freddie não iria deixar que ela se sacrificasse daquele jeito. Tomando uma decisão, ele se abaixou em direção á ela, passando seus braços ao redor dela com o máximo de cuidado possível e pegando-a em seu colo. Ajeitou o corpo dela no seu, deixando que a cabeça dela repousasse no ombro dele. Andou em direção ao quarto dela o mais devagar que pôde, com medo de que ela acordasse. Mas ela continuou imóvel em seus braços, e ele entrou no quarto dela e a deitou em sua cama. Tirou as botas que ela ainda usava e a cobriu com uma coberta para ela não sentisse frio. Observou a por um tempo, a expressão calma em seu rosto, seu peito subindo e descendo levemente equanto ela respirava. Poderia ficarali o resto da noite, o resto da sua vida, apenas olhando para ela. Queria poder ficar ali e proteger o seu sono, matar qualquer um que ousasse tentar incomodá-la. Mas aquilo era bobeira. Os dois estavam sozinhos em casa, a única pessoa que podia acordá-la era ele mesmo. Resolveu sair do quarto antes que ele a acordasse de alguma forma. Mas antes de sair, Freddie se aproximou de Sam, tirando de leve a franja dela que caía em seus olhos e beijou sua testa levemente. Olhou para ela uma última vez e saiu do quarto, fechando a porta.
Carly POV
A cabeça de Carly girava enquanto ela tentava abrir a porta. Sentia o efeito da vodca passando, a cabeça começando a pesar. Tudo que ela queria era ir para a cama. Quando finalmente conseguiu destrancar a porta, entrou no apartamento. A luz estava a acesa, o que era ruim. Se Sam estivesse acordada ia passar um sermão em cima dela, e era a última coisa que Carly precisava no momento. Viu um vulto saindo do quarto de Sam. Mas não era Sam.
Freddie entrou em seu campo de visão, dando um pulo de susto quando viu Carly ali, parada. O que Freddie estava fazendo no quarto de Sam à uma hora dessas? Há não ser que...
“Não é nada disso que você está pensando!” Freddie disse, com os olhos arregalados, como se tivesse lido seus pensamentos.
“Eu não falei nada.” Carly respondeu.
“Mas não é”, ele continuou, parecendo desesperado. “Sam dormiu na sala e eu apenas levei ela para cama. Para ela poder dormir. Não tem nada demais.”
Se qualquer outro cara tivesse dito aquilo, Carly nunca teria acreditado. Mas aquele era o Freddie, e ele falava da Sam, então, ela sabia que era verdade.
“Tudo bem, Freddie. Eu acredito em você.” Carly disse.
“Ótimo.” Freddie respondeu, parecendo aliviado.
“Mas você sabe...” Carly continuou, só para provocar. “Se qualquer dia vocês dois quiserem fazer alguma coisa, eu não me importo. Apenas me avisem antes e eu deixo a casa livre para vocês dois.”
Freddie ficou vermelho como um pimentão. Carly nunca o tinha visto tão sem graça.
“Eu não sei do que você está falando.” Freddie gaguejou.
“Sei que você gosta dela.” Carly confessou. Estava cansada do joguinho desses dois.
“Eu não... isso não importa.” Freddie respondeu. Ele parecia cansado, e nem se deu ao trabalho de negar.
“Ela gosta de você também, sabia? Talvez nem ela tenha percebido isso ainda, mas sei que ela gosta.” Carly disse.
Freddie parecia ainda mais surpreso do que antes. Ele ficou um tempo em silêncio antes de responder.
“Não sei do que você está falando.” Ele repetiu. “Boa noite, Carly.”
Freddie foi para o seu quarto antes que Carly pudesse dizer qualquer coisa.
Não aguento mais esses dois, ela pensava, enquanto ia para o próprio quarto. Se eles não querem confessar o que sentem, eu vou ter que dar um empurrãozinho.
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