Notas iniciais
Posso ouvir os anjos cantando 'aleluia'? Já tenho capítulo de todas as fics prontas*-*

– EU VOU COM VOCÊ! – Brittany gritou uma vez mais com a mulher à sua frente.

– Brittany, olha o seu estado... Eu preciso me preocupar com a Santana, você vai ser mais um problema desse jeito. Eu juro que assim que ela estiver comigo eu te ligo. – Jennifer disse calma.

A outra loira negou com a cabeça e se sentou no sofá. As duas estavam nessa mesma discussão desde que descobriram a localidade de Santana.

Brittany respirou fundo e nem tentou conter suas lágrimas. Ela colocou o rosto entre as mãos e um soluço escapou de seus lábios. Seus olhos azuis encararam Jennifer.

– Deixa eu ir com você, por favor, eu juro que não vou causar problemas, eu só preciso estar lá, eu preciso ver minha Santana... Por favor JJ. – A loira implorou entre lágrimas.

Estava com uma raiva imensa de Noah, ela sabia que se pudesse mataria o rapaz sem pensar duas vezes. Mas se para ver a esposa, para estar lá quando ela fosse resgatada, ela tivesse que ficar quieta, deixar que apenas os policiais cuidassem dele, ela o faria. Por que Santana era muito mais importante e seu amor por ela era infinitamente maior do que a raiva que sentia do irmão.

Jennifer suspirou e ficou quieta por alguns segundos antes de respirar fundo e assentir. Ela não tinha certeza se a loira iria manter a promessa, mas sabia que discutir com Brittany seria perda de tempo. Tempo esse que ela tinha medo de usar discutindo.

– Tá bem, você vai. Mas por favor, tente se controlar. – Pediu.

Brittany assentiu rapidamente.

– Eu juro que vou.

– Ótimo. – A agente pegou seu celular e discou um número.

Brittany começou a andar de um lado para o outro da sala enquanto Jennifer falava com a pessoa ao telefone.

– Pronto Brittany, você vem comigo pra delegacia, nós vamos nos encontrar com os outros policiais e nos equipar e depois vamos para onde Santana está. – Brittany assentiu. – E ligue para Quinn, seria bom uma médica que consiga te controlar.

A loira mais nova assentiu novamente e ligou para a melhor amiga, lhe pedindo para ir para a delegacia e mandando Rachel ficar com sua filha por mais algum tempo.

A cabeça de Brittany estava a mil. Ela agia apenas por adrenalina, não se importava nem um pouco com o cansaço que estava sentindo, só descansaria quando Santana estivesse segura em seus braços.

***

Noah estava sentado na sala de televisão, assistindo um programa qualquer quando Joe saiu do quarto em que estava um tanto quanto nervoso, fazendo o rapaz tirar a atenção da TV e encarar o outro homem.

– O que foi? – Perguntou.

– Eles sabem onde nós estamos Puck. – Joe falou. Noah se levantou agora nervoso e encarou o mais novo, esperando que ele explicasse. – Eu escutei a última conversa da agente por telefone, ela disse que precisa de reforços pra esse endereço. Eles rastrearam o celular da Santana.

– Merda! – Puck pensou por alguns segundos antes de voltar a falar. – Faça as malas Joe, nós vamos fugir antes que o previsto. – Falou já saindo da sala.

– Mas e ela? – Joe perguntou.

Puck voltou a encarar o homem, seu olhar era completamente frio.

– Nós vamos deixá-la no meio do caminho. Santana não vai com a gente, mas não volta com Brittany.

– Você disse que nós não iríamos matá-la.

– E você quer o que Joe? Eu não vou entregar Santana para minha irmã e voltar para a cadeia, e também não vou ficar com ela pra sempre. Os planos mudaram, ela vai morrer hoje.

Joe suspirou. Não queria ser cúmplice de um assassinato. Havia pesquisado o nome de Santana. A latina era uma pessoa maravilhosa, como conviver com a culpa de matar alguém? Ele saiu da sala já com uma decisão tomada, arrumaria suas malas correndo e enquanto Puck fazia sabe-se lá o que, ele fugiria. Se Noah queria matar alguém, que matasse, mas ele não participaria.

Puck entrou no quarto onde Santana ficava quase arrombando a porta. Seu sorriso doentio não podia ser contido quando via o estado em que a mulher na cama estava. A morena mal se aguentava em pé.

– Cansei de você. – Ele disse da porta.

Santana levantou os olhos devagar. Qualquer um de seus movimentos exigia muito esforço.

– Vai me deixar voltar? – Perguntou.

O homem não pode conter uma gargalhada.

– Acha mesmo que eu vou te deixar voltar pra minha irmã? Não, não Santana. Eu vou me livrar de você. Mas pode deixar, eu vou garantir que achem seu corpo para Brittany.

– Puck... Por favor. Eu não quero morrer. – Ela falava tudo pausadamente. O ato de falar lhe causava dores, puxar o ar para que as palavras saíssem era difícil. E as lágrimas não ajudavam em nada.

– Eu não perguntei se você quer ou não... Você vai morrer e ponto.

– Eu tenho uma filha de quatro anos Noah, por favor. Você pode fugir, eu juro que vou pedir pra deixarem você em paz, só, por favor, não me mate. – A morena implorava.

– Você sabe Santana, isso não é mais só uma questão de querer fugir ou não. É uma questão de orgulho. Se eu não posse te ter, Brittany também não vai ter. – Disse rapidamente e logo depois saiu do quarto. Batendo a porta atrás de si e deixando Santana completamente destruída.

As malas foram arrumadas rapidamente, mas não a tempo. Depois de já ter descoberto que Joe havia sumido antes e de ter colocado as malas no carro, Puck voltou e pegou Santana nos braços, a latina não tinha força alguma para andar em suas próprias pernas.

Só que o rapaz não contava que quando chegasse na porta da casa, milhares de carros policiais estivesse em torno do local. Ele rapidamente sacou a arma que estava em sua calça e apontou para a cabeça de Santana.

– Eu vou mata-la agora se vocês não me deixarem ir! – Gritou.

Santana sentia as lágrimas correrem por sua face e essas somente aumentaram ao ver o rosto tão conhecido da esposa no meio de todos os policiais.

Brittany não sabia definir o que sentia naquele momento. Era um misto de raiva por Puck, e um desespero enorme ao ver a esposa fraca e naquela situação. Saber que estava a menos de dez metros dela e não poder abraçá-la, protegê-la, fazia a loira se sentir completamente inútil.

As lágrimas que caiam por seu rosto também não poderiam ser definidas como lágrimas de raiva ou desespero. Ela sentia os dois. Sentia que poderia desabar a qualquer momento, mas também sabia que se Puck soltasse aquela arma, ela era capaz de matá-lo com a mesma.

Jennifer tentar conversar com o rapaz, mas ele não cedia e estava ficando nervoso. Aquilo não era parte do plano.

– Puck, eu não to bem... – A latina avisou tentando manter seus olhos abertos. Seu corpo pesava, ela estava tão cansada, tão fraca.

– Não minta Santana, eu não vou te deixar ir, não adianta... E sua morte vai ser muito pior se você tentar algo.

– É sério Noah... Eu não to bem. – Disse.

Brittany encarava a morena ao longe, podia vê-la perdendo o resto de suas forças nos braços daquele homem nojento. Suas lágrimas começaram a aumentar de quantidade, Santana não podia desistir naquele momento.

E como se o universo conspirasse contra ela, três tiros foram ouvidos.

Três tiros antes de ela ver o corpo da esposa ser jogado contra o cimento.

Santana estava estirada no chão.

Desacordada.

Notas finais
E ai? Não me matem.....