Notas iniciais
Boa tarde lindas!!!

E boa leitura, não me matem eu amo vocês ok?

Brittany acordou com os chamados baixinhos de Quinn em seu ouvido. Abriu os olhos ainda grogue e notou que sua cabeça continuava deitada no ombro da amiga. O carro estava parado e ela sentia o sono tentar se apossar novamente. Olhou para os lados e somente naquele momento percebeu que ainda estava escuro.

- Nós chegamos B... – Quinn disse fazendo-a voltar sua atenção para os olhos verdes.

- Chegamos onde? – Perguntou lembrando que não sabia onde passaria os dias longe de casa.

- É minha casa... – Rachel respondeu do volante. – Nós estamos em uma pequena cidade perto de NY, eu cresci aqui e meus pais não venderam nossa antiga casa...

A loira apenas assentiu, cansada demais para fazer qualquer outra pergunta, deixaria aquilo para amanhã.

Brittany ajudou as duas amigas a descarregarem o carro e depois subiu para o segundo andar da casa com Sarah adormecida em seu colo e Mel a seguindo. Deitou sua filha na cama de casal e depois de trocar as roupas da pequena, resolveu tomar um banho antes de se deitar.

Normalmente, a água escorrendo a relaxava, mas naquele dia, apenas a fez chorar. Ela estava sozinha, sabia que ninguém escutaria seus soluços, então os deixou sair sem medo. Depois de se acalmar, ela desligou o chuveiro e colocou o pijama.

Assim que saiu do banheiro, abaixou a cabeça ao ver a figura loira da amiga sentada na ponta da cama.

- Eu não quero conversar Quinn...

- Eu sei que não... Vem cá... – A loira mais baixa se ajeitou na grande cama, de modo que Brittany pudesse deitar entre ela e Sarah.

E a loira assim fez. No momento, ela não queria saber se aquilo era muito pegajoso ou não, ela precisava de Quinn. A amiga puxou-a para mais perto de deixou que as lágrimas da mais alta molhassem sua blusa. Quinn sabia que Brittany faria a mesma coisa se a situação fosse contrária.

- Eu... Eu não sei o que aconteceu com a gente Q... Tudo mudou tão rápido... E de uma hora pra outra ela ficou tão diferente...

Quinn apertava a loira mais alta contra seus braços. Ela queria dizer que tudo ia ficar bem, mas como saberia disso? Santana havia mesmo mudado drasticamente e ela não sabia dizer se voltaria a ser como antes.

Os olhos de Brittany começaram a pesar depois de um tempo por causa das lágrimas. A loira estava exausta, tanto física como mentalmente e depois de mais algum tempo soluçando nos braços da melhor amiga, ela adormeceu.

* * *

Santana abriu os olhos de manhã já cansada. Virou para o lado e suspirou ao ver o vazio ao seu lado. A latina agarrou o travesseiro da esposa e o apertou contra si, sentindo o cheiro único que Brittany tinha, tomar conta de seus sentidos.

A única coisa que ela queria era poder ter a loira novamente em casa, poder voltar a ter o casamento perfeito que tinha antes de Puck voltar à sua vida. Santana só queria que sua vida não tivesse esse problema de seu cunhado ser um louco que a queria a qualquer custo.

Sentiu as lágrimas voltarem aos seus olhos sem serem convidadas a fazerem isso. Seu medo não era Puck entrar em sua casa e a sequestrar. O medo era ele encontrar Brittany e Sarah ou de que depois que o rapaz fosse detido, de que a loira não a perdoasse por esconder isso.

Mas era preciso esconder. Brittany teria um ataque se soubesse que o irmão estava à solta novamente e voltara a perseguir Santana.

Foi tirada de seus devaneios quando ouviu barulhos fora do quarto. Não se preocupou, sabia que Jennifer havia dormido na casa. A morena se levantou sem pressa e trocou de roupas lentamente antes de sair do quarto.

- Bom dia Sant... – Jennifer lhe cumprimentou da cozinha.

Santana forçou um sorriso, que saiu mais como uma careta e sussurrou um ‘bom dia’ sem ânimo.

- Eu não to com fome... – Disse quando Jennifer lhe ofereceu uma torrada.

- Você precisa comer. Não vai ser morrendo de fome que você vai conseguir que o Puck vá preso, ou que a Brittany volte. Come Sant... – A mulher disse calma.

Santana suspirou. Sabia o quanto era inútil discutir com a detetive. Ela se sentou ao lado da mulher e comeu sem muita vontade.

Jeniffer passou a manhã toda tentando alegrar a latina de alguma maneira, mas nada surtiu efeito. Santana continuava com os olhos baixos e a expressão arrasada. A detetive queria poder ligar para Brittany e lhe explicar tudo, mas sabia que Santana iria ficar ainda pior se a loira estivesse em perigo.

- Conseguiram localizar o carro da Rachel, e eu já mandei uma viatura pra lá... Sua família está segura. – A loira comentou enquanto assistiam a um filme na televisão.

Pela primeira vez no dia, Santana sorriu e suspirou aliviada.

- Ótimo...

O telefone de Jennifer começou a tocar e a mulher se levantou para atender o aparelho da varando da casa, voltando alguns minutos depois com a expressão fechada.

- O que foi? – Santana perguntou.

- Eu vou ter que viajar... Preciso ajudar em um caso em Nevada... – Falou irritada.

- Então vai... – A latina falou calma.

- Eu não quero te deixar sozinha Sant... O Puck está solto ainda. E se...

- Eu vou ficar bem ok?

Jennifer suspirou. Santana havia se tornado uma grande amiga e ela se preocupava com a latina e como havia estudado o caso de Puck de perto, sabia do que ele era capaz, tinha medo do que ele poderia fazer com Santana se a pegasse sozinha.

Mas ela era detetive. Não podia negar ajudar em um caso.

- Tá bom... Eu vou por que sou obrigada.

Santana abriu um sorriso fraco e assentiu.

Jennifer foi até o banheiro e se arrumou para sair.

- Eu vou mandar alguém pra cá ok? Daqui uma meia hora no máximo eu juro que vai ter alguém aqui pra ficar com você enquanto eu estiver fora... E você vai me ligar todos os dias Santana. – Disse firme, já na porta.

- Tá bom detetive Jereau. – Santana disse rindo um pouco da preocupação exagerada da mulher.

A loira revirou os olhos e abraçou a latina.

- Eu to falando sério Sant...

- Eu sei Jenn... Eu prometo que vou me cuidar...

Jennifer lhe sorriu e logo depois saiu da casa. Santana trancou a porta e jogou-se no sofá. Seria pior agora, sem Jennifer para lhe distrair, ela teria muito tempo para ficar pensando em Brittany e em como tudo havia saído de seu controle.

A campainha tocou, tirando-a de seus devaneios e ela sorriu em como Jennifer era rápida em mandar alguém pra cuidar dela.

Sua surpresa foi grande ao abrir a porta e encontrar o rosto conhecido do lado de fora. Sentiu suas pernas bambearem, mas continuou com a expressão indecifrável.

- Puck... – Disse antes de sentir algo sendo colocado em seu nariz e segundos depois, estava desacordada.

Notas finais
E aí? Não me matem please.....

Comentem que eu posto mais rápido assim.....