You
18 Helena.
Notas iniciais
Interrupção da chatona da Fiction:
Música do Capitulo: Helena (My Chemical Romance)
Leiam as notas finais U__U
Boa leitura ;3
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Há muito tempo
Assim como o carro funerário, você morre para entrar novamente
Nós estamos tão longe de você
Partido. Meu coração estava partido. Não por Johnny ter feito mais alguma, não; nós até estamos nos dando bem! Quando digo que meu coração está partido, digo que não sei mais o que pensar, não sei mais o que fazer. Estou perdida.
Minha mãe, minha mamãezinha me deixou. Tudo bem que nosso relacionamento de mãe e filha não tem sido lá dos melhores e que eu tenha ido embora de casa aos 16 anos para morar na casa de Zacky até que meus pais me tornassem emancipada um ano depois, mas... Qual é, é mãe! Posso não ter sido lá uma filha exemplar, mas qual é eu amo a minha mãe! Apesar das frescuras dela comigo e com os meninos, as brigas, tudo... Eu sempre amei e sempre vou amá-la. E de repente saber que ela partiu, me dói tanto.
E agora, aqui estou eu, nos últimos bancos da igreja onde mamãe e papai casaram, com os meninos. Não queria ir lá para frente para não ver meu pai e nem meu irmão mais velho. Ambos iriam dizer o quão inresponsável fui por ter sumido naquela época e apenas aparecido para pedir — na verdade, exigi — que fosse emancipada aos 17 anos. Iriam dizer que não deveria aparecer ali, nem para dar um "Último Adeus" a minha querida mãe. Idiotas e malditos. É minha mãe e mesmo que eu espere que todos se mandem, eu vou, eu irei me despedir da minha mãe, quer queriam ou não!
É a minha mãe, ela quem me pôs no mundo, ela quem me educou — não de um jeito muito bom, mas o fez — , ela quem me amou até certa idade. O mínimo que posso fazer, pelo menos uma vez na vida bancar uma ótima filha que deveria ter sido mas não fui é isso. Comparecendo aqui e me despedindo dela.
Queimando, assim como o fósforo que você risca para incinerar
As vidas de todo mundo que você conhece
E qual é a pior coisa que você leva (pior coisa que você leva)
De cada coração que você parte (coração que você quebra)
E como a lâmina, você mancha (lâmina, você mancha)
Bem, eu estive esperando esta noite
– Ei, tem certeza de que não quer ficar lá na frente? — perguntou Matt — Não vamos nos importar, ficaremos bem aqui nos fundos.
– Não. — respondi — Quero ficar aqui com vocês, não quero ter que ver o idiota do meu pai e nem o maldito do Eric.
– Você quem sabe.
Dei de ombros e continuei acompanhando a tal missa, sei lá que merda era aquela! Nunca fui uma garota religiosa ou perto disso. Não que eu não acredite em Deus, claro que acredito mas, qual é, religião não é, digamos, o meu forte.
Eu observava tudo e todos que haviam a minha frente, haviam muitas pessoas desconhecidas por mim. Talvez, os vizinhos, amigos de lá de Toronto. Vi meus tios e tias, ambos forçando choro que sei que a maioria dos que estão ali nunca foram com a cara da minha mãe.
Lembro de quando tinha uns nove, oito anos de idade, não sei, que minha Tia Oli disse que minha mãe apenas estava com o ótario do meu pai, por interesse. É, minha família já não andava tão unida nessa época.
Vi o panaca do meu irmão mais a frente, Eric. Sempre o, digamos, queridinho do papai e da mamãe, o tal filho exemplo. Papai sempre jogara na minha cara que eu deveria ser como o panaca do Eric, bem sucedido e essas babaquices. Mas, como eu sou, digamos, a Ovelha Negra da família, papai se revoltou quando comecei a andar com os meninos e comecei a chegar bêbada em casa. E tudo isso com uns 15, 16 anos e agora que estou com os meus 22 anos?! Se papai me visse, aposto que não sentiria orgulho de mim e tenho certeza de que iria jogar na minha cara o quão bem sucedido o Panaca-Eric foi na vida. Casado, com uma mulher que provavelmente o trai enquanto ele está no trabalho, pois convenhamos, com um cara todo "certão" daquele como Eric, duvido muito que eles tenham transado na lua de mel e duvido mais ainda que Marissa, esposa dele, tenha sentido prazer em alguma transa, porque né.
Mas enfim, ele cochichava algo para Papai, provavelmente estava dizendo que me viu aqui e que me viu com os garotos e com Jade, mas uma que tenho certeza que vai ser tachada como mais uma estranha com quem ando. Confirmei o que disse agora, quando Papai olhou para onde estava com os meninos e me lançou aquele olhar de desaprovação, como se era de esperar.
– Acho que o velho nos viu. — sussurrou para mim, Jimmy.
– Que se foda ele, estou aqui pela minha mãe.
– Tudo pela tia Helena. — ele disse.
– Tudo pela Donna Helena.
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Todos nós levantamos, o padre, pastor, sei lá o que o carinha lá na frente era, havia terminado de falar e então dois, homens sairam lá dos primeiros bancos e foram em direção ao caixão onde mamãe estava. Provavelmente iriam levar o caixão dela até o carro funerário e todos partirem até o cemitério.
Eu, Jade e os meninos caminhávamos mais ao fundo, para evitar alguma briga boba entre mim e meu pai e meu irmão panaca. Eu estava tentando ao último não chorar mas parecia que não iria aguentar isso por muito tempo, sei lá. Parece que eu iria desabar a qualquer momento.
– Johnny... — foi o que apenas consegui dizer.
– Fala, minha linda.
– Fica aqui comigo?
Ele não disse mais nada e já se posicionou ao meu lado, entrelaçou seus dedos aos meus e assim ficamos, de mãos dadas e ninguém nos atrapalhou. Nesse momento eu não estava me importando com mais nada, com namoro, minhas dores paralelas, nada. Apenas queria me despedir da minha mãe, nada mais nada menos que isso.
Qual é a pior coisa que eu posso dizer?
As coisas serão melhores se eu ficar?
Flashback
– Mãe, já tenho catorze anos, não precisa mais vir ao meu quarto e me desejar boa noite.
– Sabe Little Bella, um dia não vai me ter mais aqui para lhe desejar boa noite, então deixe de ser turrona e me deixe lhe desejar boa noite. Boa noite de mamãe evita pesadelos.
– Sabe que não acredito nisso, não é?
– Com cinco anos, acreditava.
– Com cinco, tenho...
– Catorze, sei disso. Mas mesmo assim!
Revirei os olhos e deixei que Donna Helena se aproximasse de mim e me desejasse boa noite. Ela se aproximou, me deu um abraço rápido, um beijo na testa e mais um no nariz, o que fez com que eu fizesse careta a fazendo rir e mais um beijo na bochecha, então ela disse:
– Boa noite, Little Bella.
– Boa noite, Donna Helena.
– Mamãe te ama.
– Tá, tá. Também amo você, mamãe.
Fim Flashback
Então me peguei chorando. Chorando pela primeira vez desde que coloquei meus pés nessa igreja, chorei como se estivesse em meu quarto sozinha. Johnny me segurou forte e me abraçou logo em seguida, então os outros apareceram.
– Bella, se quiser paramos por aqui e acompanhamos o resto depois.
– Não precisa, Zee. V-Vamos logo.
– Não — Johnny me parou — , depois vamos. Você não está muito bem psicológicamente, vamos esperar os outros irem embora e ai você vai.
– Johnny...
– Sem mais.
Bufei. Encontramos um banco ali, e me sentei com Johnny ainda estava com seus dedos entrelaçados aos meus. Deitei minha cabeça em seu ombro e ele ficou fazendo cafuné em mim até que eu me acalmasse.
Até mais e boa noite
Até mais sem boa noite
Agora, a poucos minutos eu comecei a sentir falta de minha mãe. Quem diria que a Ovelha Negra da família Bain estaria chorando agora pela perda da mãe? Sempre achei que quando minha mãe morresse, eu não choraria. E, tudo bem, pode parecer insensível da minha parte mas nunca me importei com essas coisas. Porque eu achava que isso demoraria a acontecer comigo, passou até pela minha cabeça que eu morreria antes de minha mãe para que não sofresse quando ela morresse. E bem, aconteceu justo o que eu não queria.
É, talvez Donna Helena me faça falta mesmo. Apenas ela para libertar o meu lado de filhinha da mamãe. Lembro da primeira vez que cheguei bêbada em casa e ela não me apoiou como das últimas vezes.
Flashback
– Onde pensa que vai, Isabella?! — disse o otário do meu pai.
– P-Para o m-meu quarto, o-otário! — disse, tentando subir as escadas até que ele me puxou e por uma não vou ao chão. — T-Tá maluco?!
– Não vai dormir aqui, nesse estado.
– Q-Qual é, n-não manda em p-porra nenhuma aqui, Thomas!
– Mando, mando sim e não quero uma alcóolatra na minha casa, o que os vizinhos irão pensar de nós?!
Ri alto.
– E-Então é isso? O idiot-idiota Thomas está m-mais preo-preocupado com a rep-reputação dos Bain?! V-Vou rir dis-disto para não c-chorar! B-Bom saber q-que não se im-importa comigo, papai!
– Deveria ser como Eric, vê se ele...
– Ain, que chato isso! É s-sempre a mesma merda! Eric, Eric, Eric! E-Ei Thomas, nasci menina se não s-se lembra! T-Tenho uma v-vagina aqui e não u-um, como é, ah é Eric é como os japoneses, ele n-não tem um pinto por-porque é deste tam-tamanho! — fiz um gesto pequeno e cai no riso logo em seguida e em troca disso, recebi um tapa em cheio no rosto de Thomas
– Ei!- Thomas, chega! — minha mãe apareceu em cena.
– Ah m-mãe! — fui me aproximar dela mas ela se afastou. — O-O que foi?
– Olhe só para você, Isabella! — seu tom não era nada doce e receptivo como fora antes, era frio e sem um pingo de expressão. — Andou bebendo mais uma vez... Deveria se envergonhar disso!
– Qu-Qual é, Helena! S-Sem lição de m-moral, falow? F-Falow. Vou para o m-meu quarto.
– Não vai, não!
– Thomas, n-não te mete! — gritei.
– Não grite! — minha mãe se intrometeu — Anda Isabella, desça! Não dorme nessa casa, hoje.
Olhei para ela, indignada com o que havia ouvido.
– Não posso dormir n-na minha pr-própria c-casa? É, isso?
– Desça logo, não dorme aqui hoje!
Desci, parei em frente a ela e disse:
– Se for assim, não durmo aqui nem amanhã e nem nunca mais, falow?!
Não disse mais nada a eles e segui para a casa de Zacky, chorando no meio do caminho.
Fim Flashback
– Vou sentir falta dela! — choraminguei.
– Ei, chora, chora que vai te fazer bem, pequena. — disse Jimmy se sentando a minha direita e colocando o braço em volta de meu ombro.
Veio um tempo
Quando todas as estrelas caírem
Te fizerem chorar novamente
Nós somos os muito feridos que você vendeu
E qual é a pior coisa que você leva (coisa que você leva)
De cada coração que você parte (coração que você parte)
E como a lâmina, você mancha (lâmina, você mancha)
Bem, eu estive esperando esta noite.
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Uma boa parte das pessoas que acompanharam o caixão da minha mãe até o cemitério, haviam ido embora. Restara apenas meu pai e meu irmão panaca, parados onde havia acabado de ser enterrado o corpo de minha mãe. Quando eles se afastaram de lá, eles se aproximaram de mim. De começo, Jimmy e Johnny iam se afastar, mas não permiti que eles me largassem lá com aqueles otários.
– Eu já estava indo embora, não vai ter que se preocupar...
– Só assim para sabermos de você, não é Isabella?! — disse Eric com seu jeito "nada" irritante e ignorante.
– Vai te foder, Eric! Será que nem aqui eu posso ter um pouco de paz?! Que porra, apenas quero me despedir da minha mãe, não pode mais?!
Eles não disseram mais nada. Ótimo, porque não estou com cabeça para isso.
– Vem Bella, vamos logo até lá. — Jimmy foi me levando até onde estava minha mãe — Com licença, Eric.
– Ela ainda anda com eles... Te disse pai, te disse que essa vadiazinha da Isabella não iria mudar nun... — antes mesmo de Eric terminar a frase, Johnny lhe meteu um soco no rosto e logo em seguida, levou umas surras de Zacky, Brian, Matt e um chute no estômago de Jimmy.
– Nunca mais chame a Nossa Bella de vadia, seu viadinho de bosta. — disse Johnny.
Meu pai, que se diz amar tanto Eric não mexeu um dedo se quer. Apenas ficou olhando assustado para os meninos, enquanto Jade tentava seguirar o riso e Jimmy me levar até onde estávamos indo.
– E, ah... — Matt se aproximou de meu pai — passar bem, Sr. Bain.
Sorriu e então nós nos afastamos deles. Ainda pude ouvir o panaca do Eric me xingar e os meninos também mas nem liguei, afinal não é de hoje que o idiota é um bunda mole que apenas sabe falar pelas costas!
Quando chegamos até o túmulo da minha mãe, sorri ao ver que estava apenas o nome dela, sem que estivesse o nome do panaca do Thomas. Nunca o considerei meu pai, ele nunca me dera afeto de pai. Para ele era apenas "Eric, Eric, Eric" as vezes eu achava que meu pai era um obcecado por Eric e seu futuro;
– Estamos ali no canto, pequena. — disse Jimmy me deixando sozinha.
Você pode me ouvir?
Você está perto de mim?
– Porque você, mãe? Porque não o idiota do Thomas? — reclamei em meio a um choro. — Eu amo tanto você. Mesmo que não tenha demonstrado isso, eu amo tanto você, Donna Helena! Você vai ficar perto de mim? Vai me dar boa noite todas as noites dai onde você está? — choro — Vai me fazer tanta falta, porra.
Nós podemos fingir que partimos e então
Nós nos encontraremos de novo, quando nossos carros colidirem
– Guarde um lugar perto de você ai pra mim.
Não disse mais nada e apenas fiquei olhando para o seu nome escrito: Helena Lillian Bain. E bem em baixo, escrito um trecho da música do Green Day. Sorri ao ver que era "Time of Your Life", era uma das poucas bandas que conseguira fazer minha mãe ouvir.
– I hope you had the time of your life. Bem, tua cara Donna Helena.
Qual é a pior coisa que eu posso dizer?
As coisas serão melhores se eu ficar?
Até mais e boa noiteAté mais e boa noite
Bem, se você continuar nesse caminho
Tudo fica melhor se eu ficar
Até mais e boa noite
Até mais sem boa noite
– Tem certeza que tá melhor, Bella?!
– Tenho sim, Jade! — ri — Para de me perguntar isso toda hora!
– Apenas quero saber se minha melhor amiga não vai cair no choro mais um vez!
– Espere, eu ouvi direito? — disse Zacky — Bella, sua melhor amiga?! Haha, muito engraçado Jade.
– Te fode, Zacky! Bella é minha melhor amiga sim! — mostrou-lhe a língua.
– Ui, toma gordo! — zombou Brian.
Ri.
– São uns idiotas.
– Idiotas que te fazem rir! — disse Jimmy com um pacote de batatas fritas e no mesmo instante que o vi, cai na risada. — Ih lá, que louca! Alguém pode me dizer porquê essa coisa tá rindo? Vocês sabem né, meus servinhos deliciosos?
Então Brian lhe jogou uma almofada na cara e invés de ter acertado seu rosto, foi no pacote que Rev segurava e por pouco as batatas não caem tudo no chão.
– É um vesgo mesmo!
– São umas crianças, vocês! — disse Johnny.
– Cala a boca, Johnny! Porque não está assistindo, o desenho da tua família?
– Que família, Rev?!
– Branca de Neve e os Sete Anões! — Rev riu e depois ficou sério — Foi muito ruim essa, pera fui ali me matar.
Rimos.
– Idiota!
– Deixem o Pequeno Johnny, gente! — disse.
– É, ouviram a Bella, sou o pequeno dela! — deitou sua cabeça em minhas pernas — Faz carinho, Bella?
Olhei para ele, então Zacky disse:
– Putz, tenho que ir sabe?! Esqueci que tinha que ir na Gena, bom tchau pra vocês e Bella, qualquer coisa me liga.
– Ae, me espera porpeta! Vou contigo! — disse Matt, seguido por Rev.
– Bem, Jade quer ir dar uma... ahn, volta comigo?
– Ahn, eu?
– Não tem nenhuma mina linda aqui...
– Ei!
– Calada Bella!
Ri.
– Ér, quer ir?
– Ahn, quero sim. Bella não demoro.
– Ah, vai sair com Brian Haner minha querida é logico que vai demorar! — zombei e Johnny riu.
– Idiota, eu trago ela aqui em casa, ok?! Enfim, vem linda. — pegou na mão de Jade e a arrastou para fora do meu quarto.
E assim, sobrando apenas eu e Johnny.
– Bem, pelo visto vou ficar aqui contigo hoje.
– É...
– Tá tudo bem pra ti?
– Claro, estava precisando de compania.
Da sua compania, como por exemplo.
– Podemos ver uns filmes, jogar video game, porque — sorriu — sei que você gosta.
– Awn, ele me conhece! — sorri.
– Conheço bem a minha Bella.
Olhei pra ele e não disse nada. "Minha Bella"? Quer dizer que eu sou a Bella apenas do Johnny?!
– Ér, tenho que ligar pro Joe.
– Ah, o viadinho... — fechou a cara.
– Não fale assim do Joe! Ele é um bom cara.
– Não gosto dele.
– Não sei porquê!
– Ele tem algo que eu não tenho...
Entendi bem o que Johnny quis dizer, mas fiquei na minha. Então me levantei e fui ligar para Joe.
Chamou uma, duas e nada dele atender essa porra de celular! Então resolvi deixar uma mensagem de voz, quem sabe ele não me retorne mais tarde.
– Ei Joe, é a Bella... ou melhor a Isa, bem apenas liguei para saber como você estava e ... ahn, tô com saudades. Bem, vou desligar. Beijos, te cuida, meu lindo.
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Eu e Johnny estávamos jogando Silent Hill, no maior silêncio, tudo escuro em casa apenas com a luz da TV iluminando a sala. Eu e Johnny não falamos nada um com o outro desde que colocamos o jogo. Até que... eu e Johnny estamos nos dando bem esses dias, quer dizer desde que cheguei aqui e desde que nos resolvemos lá em LA. De qualquer forma, não é bem do jeito que eu queria que fosse mas pelo menos estamos no mesmo lugar e não brigamos, eu não sai chorando nem nada. Estávamos bem, chegava até a parecer como antes.
– Cansei de jogar.
– Ah, mas porquê?!
– Tá chato.
– Você que é um chato, Jojo!
Ele riu.
– Ei Bella, posso te fazer uma pergunta?
– Deve. — sorri — Diga.
– Ér, você... gosta desse Joe?
Olhei para ele, Johnny olhava para o nada.
– Ahn, porque a pergunta?
– Quero ter certeza disso antes de fazer uma coisa.
– E que coisa... seria essa?
Ele olhou para mim, largou o controle do video game no chão e se aproximou de mim.
– Johnny...
– Sh...
Não disse mais nada, então ele foi se aproximando mais e mais de mim e quando nós íamos nos beijar...
– Chegamos, Bella!
Oh, droga.
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