Yoru no Tenshi
8 Capítulo 8 - Voltando à realidade
Notas iniciais
gomenasai
No outro dia, durante a manhã, decidiram, então, sair da taverna. Nadia, com seu habitual visual: cabelos e olhos negros; mas mesmo assim com seu vestido de mesma cor, o qual por poucas vezes abandonou, andava pelas ruas acompanhada de Thiago que ia sorridente como um grande bobo, mas ao ver alguém passar ao seu lado, não resistia às recheadas sacolas de moedas.
Repentinamente, gritos começam, as pessoas correm para suas casas ou outros abrigos. Saqueadores invadiam a cidade, destruíam casas, aproveitavam-se de mulheres, desvirginavam moças inocentes e matavam todos que tentavam se defender.
O casal tentava se esconder: Thiago ia um pouco à frente quando um grupo de saqueadores segurou Nadia. O rapaz ia voltar, mas ela fez sinal para que ele prosseguisse, claro que sem os outros homens perceberem.
- Anjo! Finalmente te achamos! Temos contas a acertar, não? – falava um deles com um sorriso maléfico; este, acompanhado pelos outros, olhava fixamente nos olhos de Nadia.
- Anjo? Do que vocês estão falando? – se fez de desentendida, mas estava realmente assustada, além daqueles homens, dos quais a mesma não se lembrava terem-na como inimiga, sabiam de seu disfarce. Pensava no que havia feito para que todos lhe desvendassem.
Levaram-na para o centro da cidade, onde estava seu comandante. Batiam na menina e gritavam: “Não adianta fingir, sabemos que é você.” E depois batiam ainda mais.
Jogaram a moça contra o chão, esta ficou de joelhos, em frente ao líder dos saqueadores, que, puxando seus cabelos violentamente, fez a menina olhar em seus olhos.
- Olhem quem está aqui, o anjo! – dizia utilizando-se de ironia. Sorria e ao fim da frase cuspira no rosto da moça – O que foi? Está com medo de se transformar? – deu um soco em seu lindo rosto, o qual, com tamanha força que possuía, jogara a garota ao chão.
- É isso que vocês querem? Que eu me transforme? – já irritada, levantando lentamente com uma voz ameaçadora, seus longos cabelos estavam jogados sobre seu rosto, lhe dando um ar mais sombrio – Seus idiotas, não conseguem me derrotar nem estando nesta forma medíocre, vão conseguir transformada? – sorria maléficamente olhando nos olhos dos saqueadores – Mas vou dar o que vocês querem. – falara mais séria.
Fitando os olhos do líder deles, transformara somente seus próprios; agora estavam como de uma águia. Percebendo a mudança em sua fisionomia, que agora estava assustada, dera um sorriso de canto de boca, afastando-se...
Repentinamente, uma gigantesca energia e um vento veloz empurravam os homens que estavam em volta de Nadia. Não mais a viam em sua frente; ela não estava mais alí. Olharam, então, para o alto, de onde podiam sentir aquela enorme energia, e avistaram aquele ser magnífico, de cabelos e asas tão alvas quanto as nuvens. Parecia um verdadeiro anjo; um anjo guerreiro com sua espada na mão.
As únicas coisas que passavam naquele momento na mente daqueles homens era o arrependimento por terem pedido sua transformação.
- Não era isso que vocês queriam? – falando de maneira firme – Então se arrependam! – como que lendo suas mentes, disse.
Não havia como reagirem, os poderes daquele ser eram imensuráveis. Não estava sendo usado nem um terço deste e os homens já estavam fugindo.
A batalha que ela esperava naquele momento nem se principiara, mas ela também não a queria. Deixou-os fugir, nenhum morrera, mas todos deixaram a cidade.
Nadia voltara a sua forma “normal”, mas todos da cidade haviam visto a cena e em vez de agradecê-la, expulsaram-na. O repudio dos moradores era uma coisa normal para ela, mas a entristecia.
Thiago que permanecera escondido a pedido de Nadia, agora estava junto da mesma. Estava admirado com tamanho poder. Havia visto pela primeira vez aquela transformação.
A menina com poderes surpreendentes estava cabisbaixa, sabia que a partir daquele momento sua vida voltaria ao normal, que aqueles últimos dias seriam boas lembranças em tempos de guerra, que aquela paz que adquirira estava por terminar.
Pelo menos teria um companheiro em sua jornada. Este sabia dos riscos e estava pronto para enfrentá-los junto a ela.
A vida voltara ao normal e os caminhos voltaram a serem perigosos; não havia mais disfarce, apenas outra forma. O que irá acontecer agora que voltaram a esta terrível realidade?
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