Yoru no Tenshi

3 Capítulo 3- Amizade


Notas iniciais
+ um capítulo, espero q gostem

Reviews?

No outro dia pela manha...

- Ei! Acorde. – Diz Nadia para Thiago este ainda dormindo, Nadia estava de joelhos, apoiada em seus braços e com o rosto acima do rosto de Thiago.

- huumm, acordar... – sonolento, assim que abriu os olhos viu a sua frente aquele lindo rosto, aqueles olhos verdes cintilantes, aqueles cabelos prateados caídos de lado e por acidente encostando em seu peito, virando um pouco os olhos pode ver os seios de Nadia tampados pelo vestido, estes que por sinal eram bem volumosos. Deu eu leve sorriso – Estou no céu? – ainda sonolento

- Não, não está. – rindo da reação do garoto, mas não falava friamente.

- Então me deixe ficar neste paraíso mais um pouco. – olhando com aqueles olhos azuis como o mar fixamente nos olhos de Nadia.

- Aqui não é o paraíso e nem está perto de ser. – levantando-se – Mas levante logo, por favor. – agora mudara um pouco o tom de voz, soando mais como uma ordem do que como uma pedido, olhava para Thiago com um ar de desaprovação.

- Tudo bem senhorita. – levantando-se e fazendo uma reverência à moça, sorrindo, com um ar um tanto que irônico. – Bom dia.

- Bom dia. – agora um pouco invocada pelo ato anterior, mas não muito por saber que se tratava de uma brincadeira. – Agora poderia se retirar do quarto? – sorrindo também ironicamente.

- Se eu sair do quarto me pegam, provavelmente ainda estão me caçando. – agora não estava rindo.

- Mas eu preciso tomar meu banho, e com você aqui não tem como.

- Ahh, por isso? Pensei que estava me mandando embora de vez. Mas não vejo o problema de você tomar banho comigo dentro do quarto. – parecia que estava sério.

- Não vê problema? Claro pra você não há problema algum, vai se aproveitar né. – bem estressada

- Aaaa, então é isso. Você acha que eu vou espiar você enquanto tiver tomando banho. – pensativo – Pode deixar, não vou olhar, não quero morrer. – Nadia estava com uma cara desconfiada – Se confiou em um ladrão deixando-o dormir em seu quarto não vai confiar por isso? Peço-lhe só mais um tempo, agora eles me pegariam.

Nadia mesmo desconfiada permite que o rapaz permaneça no quarto, claro que ameaçou matá-lo, ele somente concordou e permaneceu lá, virado de costas para a tina onde Nadia iria tomar banho.

Thiago era um ladrão, tinha suas artimanhas, e claro que não deixaria de espiá-la. Utilizando um espelho pode ver o corpo dela quando ela levantou-se para se secar, em seus pensamentos não veio nenhum maldoso, com isso o próprio se assustou depois, veio apenas esse pensamento: “Como é linda... realmente é um anjo, um anjo bem poderoso, mas um anjo.” Pensava sorrindo, mas logo parou para que ela não percebesse.

Ela então veio em direção a ele, enrolada em uma toalha, ele olhara pra ela e ficara deslumbrado cada vez mais com sua beleza.

- Se quiser pode ir tomar banho só não olhe pra cá enquanto me troco.

- Ah, ta. – saindo de uma espécie de transe.

Ele então foi tomar banho e ela estava se trocando, tudo normal, parecia que isso era uma coisa super rotineira. Após o banho sentaram-se para comer alguma coisa e puseram-se a conversar. Thiago pediu para que Nadia contasse sua história, ela o fez de maneira bem rápida, mas que parecia ser bem emocionante, apesar de triste.

- Agora é sua vez, quero saber como é a história de um ladrão. – sorrindo

- Minha história? Comparada a sua é um lixo.

- Então não compare. Me conta por favor. – continuava sorrindo, nem parecia ser aquela menina da noite anterior.

- Tudo bem. – sorrindo, assustado e ao mesmo tempo encantado por vê-la assim, nunca imaginada em ver o anjo em sua frente, ainda mais dessa maneira, sorridente, ansiosa por escutar sua história. – Bom, fui abandonado nas ruas quando nasci, não faço a mínima idéia de quem são meus pais, alguns ladrões me acolheram e treinaram , pra ser ladrão precisa de treino, muito treino, demorei um certo tempo pra aprender todas as artimanhas, pegar o jeito da coisa mesmo, eles me treinavam bem, mas carinho? Amor? Isso foram coisas que nunca tive. Faz alguns anos que saí da cidade onde cresci, nem lembro o nome dela e nem faço questão de lembrar. – dizia indiferente — Não posso dizer que vida de ladrão é chata, pelo contrário é emocionante e divertida – rindo – mas perigosa. – mais sério, depois falando normalmente — Já fiz vários pequenos furtos, mas o último não foi muito bem sucedido, me viram. – rindo – Mas foi bom, te conheci. – abriu um lindo sorriso e olhou para Nadia, seus olhos azuis brilhavam.

Neste momento Nadia ficou um pouco vermelha e tentava desviar o olhar. Mas este momento foi interrompido por barulhos de cavalos, parecia que uma tropa estava chegando, gritaria nas ruas...

- Ahh, que saco. – se levanta com raiva – não posso ficar tranqüila nem por 2 dias?

- O que houve?

- Ta escutando? Estão me procurando. – pegando as roupas e lançando o feitiço para ficar normal.

Com esse feitiço a cor de seus cabelos de prateado ficara preto, seus olhos de águia viraram olhos castanhos normais e suas asas sumiram. Era a primeira vez que Thiago a via nesta forma, embora muito diferente continuava linda como antes.

- E agora o que vais fazer? – perguntou Thiago

- Sair da cidade.

- Posso ir com você?

- Ir comigo? Por que?

- Cansei dessa cidade.

- Você sabe que pode morrer, não espere que eu fique te protegendo.

- Pode deixar, não espero sua proteção, – pegando suas coisas – além do mais, gosto de aventuras. – parou em frente ela, já preparado para a viagem, e abriu um belo sorriso.

Saíram então.

Thiago estava pensando na cena de Nadia rindo ansiosa pela história, parecia uma criança, e percebeu, então, que na verdade ela era, ou melhor aquela era sua criança que foi reprimida pela vida e pelos outros, o ódio e o medo dos outros quanto a ela afetaram-na, mesmo que não aparentemente, Ele embora não tenha recebido amor quando criança, riu, brincou, se divertiu ao contrário dela. E ela, pela primeira vez em muito tempo, pensando no mesmo assunto, lembrou de como era bom sorrir, e não sabia como, nem o por que de aquele rapaz ter conseguido lhe oferecer este momento.

Ambos olhavam-se com carinho. Ali nasceria uma bela amizade, cheia de aventuras e coisas inesperadas, agora eram companheiros de viagem. O futuro era incerto, mas eles estavam dispostos a enfrentar.

Notas finais
tá aí, capítulo tranquilo só pra início de história