Yoru no Hana

12 Arrogância


Capítulo 12 – Arrogância .

Gary tinha que vencer. Por honra.

Johan o olhava com determinação e com aquele deboche típico dele. Gary revidava o olhar com arrogância e sarcasmo. A batalha iniciou-se e quem deu a primeira ordem de ataque foi Johan.

- Fearow!! Ataque furioso!!

O pokémon ao receber a ordem de seu treinador inclinou o corpo no ar e avançou em direção ao Umbreon de Gary, com intuito de bica-lo. O pokémon intuitivamente desviou do ataque pulando para o lado. O fearow continuou perseguindo Umbreon tentando bica-lo mais o pokémon do pesquisador era muito mais veloz que a ave. Gary sorria, afinal, sabia que estava em vantagem.

- O que houve, Johan? – Provocou. – Parece que meu pequeno Umbreon é mais rápido que essa sua galinha voadora! – Riu. Johan cerrou os dentes, repleto de raiva.

- Fearow, mais rápido!! – O pokémon obedeceu e começou a ficar complicado para o lado de Umbreon que já estava ficando cansado de correr.

- Umbreon, evasiva! – Umbreon obedeceu e pulou para o lado após mais uma tentativa de bicada por parte do pokémon de Johan. – Agilidade e ataque rápido!

Rapidamente o pokémon o fez. Como um raio, correu em círculos confundindo o pobre pássaro que já estava tonto com a rapidez absurda do pequeno umbreon. Gary deu um sorriso sacana quando viu os olhos de seu Umbreon brilharem antes de um magnífico ataque rápido onde o umbreon jogou com toda a força seu corpo contra o do Fearow que voava baixo. O pokémon voador foi arremessado para longe com o impacto e bateu contra uma arvore que havia no local. Caiu no chão sem condição de combates.

Johan se mostrava visivelmente desesperado. “...Como ele derrotou meu Fearow...?”

Gary sorria vitorioso. Foi mais fácil do que ele imaginou.

- Quer desistir, Johan? – Provocou-o mais.

Johan fez Fearow voltar para a pokebola. Tinha uma expressão raivosa e irritada.

- Nem pensar. Foi apenas a primeira batalha. Vamos esquentar um pouco as coisas!! – Ele pegou outra pokebola e atacou-a. – Acabe com ele, Magmar!!

Um pokémon de fogo saiu daquela pokebola. Magmar. O corpo dele queimava por igual como um brilho fluorescente alaranjado. Umbreon recuou um passo. Já estava cansado e sabia que não seria nada saudável querer chegar muito perto daquele pokémon chama. “Droga...!” Pensou Gary. Agora as coisas haviam começado a complicar.

- Umbreon, mantenha-se longe dele!!

- Magmar, cortina de fumaça!!

O pokémon chama inspirou ar e soltou-o pela boca em forma de uma fumaça negra que aos poucos encobriu parte do ambiente impossibilitando a visão de Gary e Umbreon. Gary entrou em pânico temendo por seu pokémon no meio daquela fumaça. Ouviu algo como se fosse uma tosse do pokémon, um gemido esquisito.

- Umbreon!! – Gritou inutilmente.

- Magmar, soco de fogo!!

Foi questão de segundos. Aproveitando a falta de visão de Umbreon, o pokémon chama aproximou-se dele, dentre aquela imensidão enfumaçada, e aplicou um poderoso soco de fogo no pokémon do pesquisador que voou longe para fora do circulo enfumaçado que aos poucos se esvaia. Gary gritou e correu até o pokémon que estava caído no chão. Agachou-se e tocou a barriga do mesmo. Ele tentou erguer-se novamente mais caiu.

- Não.. Pare.. Você já fez o que pode. E foi ótima a batalha.Descanse agora... – Pegou a pokebola do pokémon e fez este retornar para a mesma. Ele pegou outra pokebola. Era o pokémon perfeito para a situação.Levantou-se e a Jogou. – BLASTOISE, VAI!!

Assim que o pokémon saiu da pokebola emitiu um grave som que fez Magmar recuar um pouco. O pokémon sabia muito bem que Pokémons de água não eram nada agradáveis quando se era um pokémon de fogo. Gary sorriu. Havia acabado a hora da brincadeira! O pesquisador nem perdeu tempo com preliminares, Johan bem que tentou fazer um comentário qualquer o caçoando pelo fato de umbreon ter caído, mas Gary fez questão de ignora-lo.

O primeiro ataque que Gary ordenou ao seu pokémon foi uma poderosa Hidrobomba, onde o Blastoise apontou seus canhões e atirou seguidas vezes na direção do pokémon de fogo. Johan ordenou que Magmar desviasse porém o pokémon era lento o que parecia ser marca registrada de Johan. Uma. Duas. Três. Na quarta foi certeira. Magmar foi atingido brutalmente por aquela bomba de água do majestoso Blastoise de Gary. Levantou-se após muitos gritos de ordem de Johan. Gary aproveitou que o pokémon estava mais lerdo que o normal e guiou com ordens para que o pokémon molusco se aproximasse do de chamas. Foi uma seqüência de golpes impiedosos. Golpe de cabeça, mordida, chicote de calda e para terminar um grandioso jato de água diretamente no rosto do pobre pokémon chamas.

- Fora de combate!! – Sorriu Gary.

Melissa assistia aquela luta com ema dor no coração. Temia que algo de ruim acontecesse á Johan. Volta e meia ela pedia para que parassem com aquilo mais era inútil Gary nem mesmo dava atenção às suplicas dela. O ultimo pokémon de Johan, Gary resolveu amenizar a situação do namorado de sua amada. Chamou Blastoise novamente para a pokebola.

- Vamos. É a ultima batalha. Uma pokémon para cada um. O que acha?

Johan não queria aceitar. Sentia-se menosprezado, mas era a única forma que sair vitorioso daquela batalha.

- Está certo!

A batalha se iniciou. Johan apresentou um Sandslash para a batalha. Gary olhou para o lado em direção ao casal de pokémons que observavam a batalha de longe. Seus olhos se encontraram com os de seu amado arcanine. Ele sorriu e fez um movimento com a cabeça. O pokémon se levantou correndo e veio em direção a Gary como um raio, parando em posição ofensiva na frente do mesmo. A batalha se iniciara. Sandslash contra Arcanine.

O pokémon rato de Terra pulou e mergulhou no solo perfurando-o. Arcanine estava meio perdido naquele momento. Onde aquele maldito pokémon havia se metido. Espero pacientemente como ordenara Gary. Apenas aguçou os ouvidos para qualquer som estranho. Deu certo. Ouviu a escavação subterrânea vindo em sua direção. O barulho aumentava cada vez mais. O pokémon pareceu sorrir e pulou bem no momento que o pokémon Terra veio à tona. Seguindo puras ordens de seu treinador o pokémon legendário de fogo lançou um poderoso ataque de brasa contra o de Johan e em seguida em meio as chamas um poderosa investida que fez com que o de terra voasse longa.

Foi o tempo dele se recuperar daquele ataque e o pokémon parecido com um porco espinho já estava de volta a luta. Um ataque de areia, corte e uma investida seguidos fizeram com que Arcanine fosse empurrado para trás e precisasse de uns segundos para se recompor. Mais sobre as ordens de Gary perfeitamente sincronizada com o pokémon o de fogo, voltaram a atacar com uma rápida agilidade e uma explosão de fogo assombrosa. O pokémon de terra caiu sem condições de luta. Gary sorriu. Vitória!

- Vitória!! – Pronunciou tais palavras com tanto gosto e determinação que sentiu até como se houvesse vencido a liga pokémon que tanto desejava há anos atrás.

- Droga!! – Johan xingou chamando o pokémon novamente para a pokebola.

Gary acariciou o pokémon de fogo e fez uma leve brincadeira com o mesmo, derrubando-o no chão. Arcanine devolveu a caricia com uma lambida na bochecha do dono antes de se levantar e voltar para perto de Ninetales. Quando Gary voltou a observar a volta viu Melissa agachada com Johan, que segurava o próprio peito como se sentisse dores fortes. Ele arqueou a sobrancelha. Era uma cena patética!

- Você está bem...? O que está sentindo..?

- Agh.. É uma dor no peito...!

- Se acalme. Por favor.. Vai ficar tudo bem! Você precisa de um médico!

- Não! Eu estou bem..! Não se preocupe Melissa! Já, já isso passa!

- Mas Johan...!

- Já está passando.. Calma..! – Ele forçou um sorriso.

Ela abraçou-o com ternura. Gary virou a cara.

Aquela noite, Gary passou completamente sozinho, do lado de fora da casa observando o luar. Melissa estava na cozinha e Johan já havia ido para casa á horas atrás. Desde a batalha pokémon a morena não havia sequer olhado na cara dele e ele sabia, que ela tinha motivos para tal coisa. Por mais duro que fosse admitir aquilo, ele havia extrapolado. Agiu com arrogância e infantilidade bem na frente da única pessoa que ele desejava manter uma boa impressão. Havia a decepcionado. Havia decepcionado a si mesmo.

Abaixou a cabeça em meio aquela solidão que o rodeava sem limites. Como se redimir? Ele achava que isso não era possível. Brincou com uma vida humana. Brincou com os sentimentos dela. Não se importou com o que ela pesava. Agiu por impulso. Foi um idiota. E o que mais lhe doía não era saber que ela ficou irritada, era saber que ela havia ficado triste com aquilo. Como ele sabia disso? Ela chorava sozinha na cozinha.