Yoru No Hikari
2 Doce
Notas iniciais
♥ Este capítulo foi escrito pelo Hiten-kun (Ou "Yoru-kun", como gosto de chamá-lo). Há uma imagem dele aqui: http://yorunohikari.com/img/Yoru-ava-650.png
♥ Gostaria de alertar que neste capítulo não possui Lolicon, mas há um cunho um pouco promíscuo em relação a menores de idade envolvendo bebidas alcóolicas
♥ Há uma nova personagem neste capítulo, Asahi, a irmã de Hiten. Não tenho um desenho artefinalizado dela, mas posso descrevê-la como pequena, cabelos castanhos, curtos, cacheados e macios e rosto como o de uma boneca.
Yoru no Hikari † Munashii Inochi ~ 空しい 命 †
Doce
Neste dia, okaa-san dirigia-se a uma habitual visita à clínica médica. E havia me incumbido da interessante tarefa de conduzir Asa-nee aos seus grilhões cotidianos para torná-la uma pessoa medíocre, liberta de pensamentos próprios e integrante da sociedade da qual fazem parte aqueles que a cercam. Eu devia guiá-la à sua escola primária...
Porém... este não era meu desejo. Minha, levemente, deturpada mente não me permitira desperdiçar tal oportunidade. E minha preciosa onee-chan aceitou de bom grado provar um novo sabor de sorvete com seu generoso irmão.
Enquanto ela degustava sua, aparentemente, não-apetitosa esfera cremosa de sorvete de catchup que derretia seu vermelho-sangue mesclando-se com a calda de chocolate, fiquei a entreter-me com um copo de Whiskey.
Não me é habitual a ingestão de álcool, mas, excepcionalmente hoje, resolvi abrir uma exceção em prol de uma inocente travessura.
- "Nee-san, você não quer uma calda disto aqui?"
- "Eeeh? Só se o nii-chan colocar pra mim!" — Seu cálido sorriso abria-me ternamente as portas de seu coração... para que eu pudesse, gradativamente, devorá-lo....
Parecia-me que ela não foi a única a ganhar um novo doce. Provar a mente infantil e delicada de minha pequenina e dócil irmã coberta pela pecaminosidade e promiscuidade do álcool contido naquela garrafa seria uma travessura muito mais saborosa que qualquer sorvete que eu pudesse tomar. A sensação ao despejar sobre seu sorvete quantia suficiente para embriagar um adulto daquele líquido caótico tornava ainda mais excitante a imagem do inflamável cheiro de álcool fundindo-se à nobre cor do chocolate e o macabro perfeito do vermelho-catchup daquele creme gelado.
Segui, então, com os olhos, o fragmento retirado, desajeitadamente, com o pequeno talher plástico em direção à frágil cavidade oral daquele afável ser. Seus lábios macios e rosados cerraram-se deixando escorrer uma miscelânea de chocolate e etanol enquanto sua meiga face aquecia-se a ponto de enrubescer-se tal qual o gélido carmesim que saboreava...
Estilhaçando, abruptamente, meu momentâneo transe afrodisíaco, notei um singular vulto pousado ao lado de meu objeto de prazer, com sua coxa esquerda à mostra ornada por uma rubra bota de couro entrelaçada por cadarços cor de sangue, despreocupadamente, mas ainda assim, provocantemente, soltos e sujos.
Consentindo a meu olhar um passeio por entre estas estonteantes curvas, permiti-me perceber fios enredados em uma meia-arrastão vermelha que seguia certamente cessando qualquer circulação sanguínea que pudesse existir até dois dedos abaixo do seu shorts, de mesma cor desabotoado, que, devido às perversas leis físicas, não podia ser menor. Estava completamente ornado com crucifixos de todas as formas e tamanhos e, cada um deles expunha uma marca correspondente de queimor sobre a pele pálida de seu teor.
Galgando minha prazerosa viagem em direção à orgíaca face de meu anfitrião, deparei-me com sua fabulosa cintura sutilmente coberta por um manto rubro translúcido que oscilava suavemente ao vento enquanto descobria eventualmente seu umbigo; e com suas mãos, recobertas por luvas ¾ vermelhas , que desvelava seus alvos e longos dedos permitindo-lhes prostrar-se sobre os f rágeis ombros de minha pequena irmã. Sua cabeça inclinava-se levemente à esquerda permitindo que blocos de mechas douradas bailassem no palco de seu exuberante rosto que sorria da forma mais travessa, num contraste fatalmente tentador com seu corpo sedutor. "Ei, nee-chan, você me deixaria provar?" sussurrava no ouvido de minha pequena boneca com uma mescla entre beleza e mortalidade como uma promiscuidade entre Afrodite e Hades muito mais fatídica que o doce cremoso segurado por ela.
A pequena garota, também, agora, desprovida da capacidade de fala à frente de tal provocante beleza, virou-se e apenas esticou a sobremesa a uma altura ponderada entre seu conforto e da musa posta à sua frente e observou enquanto aqueles quatro pares de músculos intrínsecos vermelhos e fatalmente impuros que habitavam sua cavidade bucal trocavam com o creme deliciosas secreções.
Enquanto seu véu de fios dourados escorria por seu ombro esquerdo formando o fundo perfeito para o espetáculo, minha mente deleitava-se com seus devaneios e suposições do inelutável e adocicado prazer de ser acariciado por este feixe de músculos desnudos proeminentes de tão fascinante boca. Nunca quisera algo na vida mais que sequestrar cruelmente o sorriso arteiro que me era exibido enquanto ele me dominava completamente com uma tão singela demonstração de sensualidade e depravação.
O deus rubro levantou-se então e permitiu-se sorrir calidamente à pequena dama sussurrando luxuriosamente um "Arigatou, fair lady" enquanto, provocantemente, simulava ignorar minha ínfima presença e enegrecia aquele aposento privando-lhe de sua presença... o que só me incitava mais e mais ao delírio.
Permanecemos um tempo sem ser capazes de trocar palavras, emudecidos por nossas lembranças e fantasias enquanto terminávamos o sorvete, e mesmo a grande expectativa sobre os devaneios da mente infantil e delicada do meu pequeno brinquedo enquanto alcoolizado pareciam não ter o mesmo valor.
Àquela tarde, regressamos à casa e banhamo-nos. Minha memória não desfruta de saúde plena, mas devido ao meu momentâneo estado mental, tenho certeza que ela não foi tocada apesar de sua embriaguez certa; pois, eu já não gozava mais de fôlego após aquela inebriante visão.
Então, quando mamãe retornou à nossa casa, dormíamos tranquilamente como dois bons irmãos na cálida e gentil cama de Asa-nee.
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