Yoonay

23 Proposées et désirs.


Notas iniciais
mEU DEUS KKKKKKKKKKKKKK! ME DESCULPEM AAAAAAAA, gente eu esqueci de Yoonay, eu simplesmente esqueci de Yoonay e estou me sentindo a pessoa mais relaxada de todo o universo, que vergonha. me desculpem :c mas ok, vamos lá: olá gente! como vocês estão? eu realmente espero que estejam bem e com saudades de Yoonay, porque hoje teremos chuva de capítulo ♥ e vem cá, vocês estão lembrados de que na última atualização eu falei algo sobre ela ser dupla e que logo eu postaria outro capítulo? (que não teve, pois eu esqueci, a+ relaxada kkkk) pois é, hoje nós realmente teremos uma atualização dupla avassaladora e cheia de amor. mas eu não vou me demorar muito por aqui, então: bOA LEITURA AAAAAA! ♥

Segunda-feira, 28 de agosto de 2017.

Conforme Noah se aproximava do prédio da Univers, naquela alva pacata e frienta, ele ia sentindo o nervosismo tornar-se crescente em seu interior, fazendo-o soltar suspiros pesados e apertar, constantemente, o tecido interno do bolso da jaqueta.

Ele subiu com cuidado os degraus frontais que, após a reforma, haviam sido trocados e revestidos por granitina, uma massa misturada à pequenas peças de granito, e então abriu a porta, passou para dentro, e fechou-a logo em seguida.

Era claro que ele logo havia sentido aquele olhar sobre suas costas, portanto, no instante em que se virou, encontrou uma Yuna de feição travessa a encará-lo.

─ Bom dia, bonitão! ─ Yuna logo exclamou, não querendo perder tempo.

─ Bom dia, Yuna. ─ Noah, com um sorriso divertido nos lábios, e negativando com a cabeça, respondeu, apoiando seu antebraço no balcão de vidro.

─ E aí? ─ ela indagou precitada, e gesticulou de um jeito engraçado com as mãos, como se o apressasse para a resposta.

─ E aí o que? Doida.

─ Seung não me falou nada. ─ ela resmungou, tristonha. ─ Ele beija bem?

─ Yuna! ─ Noah exclamou, ajeitando a postura. ─ Nós não nos beijamos!

─ Como assim que vocês não se beijaram? ─ ela indagou, visivelmente indignada. Oras! Como podia terem estados juntos por aqueles minutos e, sequer, terem dado um beijo? ─ Vocês estiveram sozinhos diante daquela perfeição que Seung preparara, e ele provavelmente lhe falou coisas lindas para completar, e vocês não deram nem um beijinho?

Noah, sem perceber, deixou um sorriso acanhado crescer no canto de seus lábios antes de dizer: ─ Não nos beijamos, mas o selinho que ele me deu no canto da boca já foi o suficiente para me deixar fraco.

─ Eu sabia! ─ ela acusou, apontando-lhe o indicador.

─ Mas nós não nos beijamos, sequer demos um selinho direito, está bem? ─ Yuna, em resposta, pôs em seus lábios um bico descontente. ─ Eu acho que antes de qualquer coisa, minha linda, eu e ele precisamos conversar, sabe? Sem dúvidas o que escutei foi esclarecedor, mas eu também preciso dizer, com calma.

─ E aquele não era o lugar certo. ─ Yuna concluiu, totalmente harmônica ao que tangia os pensamentos e anseios de seu amigo. ─ Eu entendo, rapaz, e desejo que vocês tenham essa conversa o mais rápido possível.

Noah acabou sorrindo, se dando conta de que, agora, sem medo, admitia para si mesmo que: ele também queria!

─ Eu vou subindo, até daqui a pouco. ─ diante do anúncio, Yuna assentiu, com um sorriso bonito e bobinho ao canto dos lábios.

Ele subiu sem pressa alguma todos aqueles degraus, e quando parou de frente para a porta, sentiu seu estômago embrulhar num intenso nervosismo, entretanto, quando, de fato, ergueu a mão para abrir a porta, se assustou ao vê-la ser aberta primeiro, revelando aquela figura esbelta do outro lado. Lindo!

─ Ah, me desculpa. ─ Seung pediu rapidamente, percebendo que o havia assustado. ─ E bom dia!

─ Tudo bem. E sim, bom dia! ─ Noah sussurrou, engolindo em seco e logo umedecendo os lábios em nervosismo. ─ Está saindo?

─ Sim... sim. Vou comprar o nosso café. ─ o loirinho somente murmurou um ‘ata’, e percebendo que o silêncio iria entrar, Seung logo perguntou: ─ Gostaria de me fazer companhia?

─ Ah, sim! ─ Noah, sem titubear, o respondeu, fazendo-o sorrir.

Noah entrou na sala para somente guardar suas coisas e, então, com sorrisinhos cúmplices, eles desceram, passaram por Yuna, que os admirou junto daquela feição encantada, e depois passaram a caminhar pela calçada.

─ Posso te perguntar uma coisa? ─ Noah indagou.

─ Pode, claro que sim! ─ e Seung logo o respondeu, enterrando as mãos no bolso da calça social.

─ Tem uma cozinha na Univers, por que você não faz seus cafés lá?

─ Ah, é que eu gosto de sair e conversar com novas pessoas. ─ ele soltou, e logo quando percebeu o que tinha dito, reformulou sua frase, de um jeito apressado. ─ Digo, gosto de fazer amizades com pessoas diferentes.

Noah, apresentando um sorrisinho sapeca e mordiscando o lábio inferior, acabou somente negativando com a cabeça, o encarando em seguida.

─ Não vejo problema em conhecer gente nova, ou gostar de sair com outras pessoas, tampouco conversar.

─ Acontece que no segundo sentido das frases, meu interesse não se dá a outras pessoas, ele está centrado somente sobre uma, mais especificamente, sobre um. ─ Seung completou de um jeito simplista, como se dissesse que o céu é azul.

E Noah sentiu-se tão afetado com aquelas densas palavras, que não fez mais que voltar seu rosto para frente, e pressionar o tecido de sua calça, sentindo-se totalmente nervoso depois daquela sonoridade intensa na voz de Seung.

─ Quando nós iremos conversar sobre... nós? ─ Noah indagou, pegando Seung de surpresa, tanto que ele somente abriu e fechou a boca por três vezes.

─ Eu conversei com meus pais, ainda não comentei com a Yuna, mas sábado nós iremos fazer uma confraternização lá em casa. Pode ser?

─ O que? A gente vai conversar no meio de todo mundo? Cadê a privacidade?

─ Não, seu bobo. ─ Seung falou, soltando um risinho divertido diante daquela gostosa inocência. ─ A gente conversa depois que eles forem embora, mas se você quiser outro lugar, pode ser. Sem problemas.

Noah sentiu-se nervoso só com a ideia de estar sozinho com Seung, ainda mais debaixo de seu próprio teto, no entanto, lembrou-se de Noora e Alice.

─ E a bebê?

─ Ela vai pra cama bem cedinho.

─ Noora?

─ Parece uma pedra depois que dorme. ─ Noah riu, e acabou mordiscando o lábio inferior, deixando Seung um tanto quanto desconcertado. ─ Se você quiser...

─ Não, tudo bem. Podemos conversar na sua casa. ─ Seung assentiu, sentindo-se mais confortável com o consenso.

É claro que ele concordaria caso o Noah tivesse escolhido outro lugar, para ele estaria igualmente bem, mas a ideia de conversar em sua própria casa lhe parecia mais agradável, e ele sabia que seria uma conversa séria, então o seu desejo era que estivessem num local tranquilo, sem falatório e pessoa alguma para interromper.

Passado esse momento, Seung instruiu Noah a virar na esquina que dava de frente para uma via movimentada, esta era cercada de calçadas com pontos comerciais.

─ Hum, como a Noora está? ─ Noah indagou, de repente. De fato havia gostado muito daquela senhora, que, acreditem se quiserem, o havia tratado tão bem quanto Sunhee. O bordão tratado a pão-de-ló nunca fizera tanto sentido!

─ Ela está muito bem! ─ respondeu simplista, o moreno, que logo percebeu o outro positivar, com um sorriso mínimo. ─ Sabia que elas estão encantadas contigo?

─ Elas quem?

─ Noora, Alice e Eunbi? ─ o loirinho na hora sorriu, lembrando-se da fatídica noite da exposição, onde além de ter tido seu coração e mente arrebatados por Seung, também foi circundado pelo grande laço de afeto provindo daquelas três belas pessoas.

─ Ah, elas são sensacionais. ─ ele disse risonho, sentindo a mão de Seung lhe tocar o antebraço para impedir que continuasse andando e entrassem na confeitaria.

Noah era um rapaz extremamente sensível a toques, desde quando criança esse fato era apercebido, depois de crescido, porém, essas coisas tornaram-se mais intensas. Então ali, com Seung o tocando daquele jeito, logo ele sentiu os pelinhos se arrepiarem.

─ Sim, elas são incríveis.

─ E a Eunbi, ela estará na confraternização? ─ indagou de repente, fugindo daquela sensação diferente que se instalou em seu corpo, após Seung quebrar o contato físico que tiveram.

─ Na verdade não. ─ suspirou entristecido. ─ Ela voltará para casa.

─ Uau, ela veio para Austrália somente para estar presente na exposição? ─ Seung assentiu, com um sorriso bobo. ─ Ela é realmente incrível, doida, mas incrível.

Seung não conteve uma risadinha boba, e logo se aproximou do balcão, onde fora recepcionado pela balconista de sempre.

─ Vou me sentar. ─ Noah o avisou, rapidamente, e ele assentiu, somente o observando se afastar.

─ Hum, que rapaz bonito! ─ Julieta, a balconista que já mantinha certa amizade com o moreno, falou. ─ Me lembro dele, é o jovem da exposição, né?

─ Ah, sim... ─ ele concordou, direcionando um olhar cuidadoso na direção do loirinho. Este se encontrava tão centrado em algo no celular, que sequer percebeu.

─ Sim para a afirmação ou para a pergunta? ─ Julieta indagou, soando totalmente provocativa, e aquilo rendeu um riso descontraído do moreno, que somente negativou com a cabeça e logo apoiou as mãos na cintura, daquele jeito encantador.

─ Uh... para os dois, talvez? ─ retorquiu, levantando uma sobrancelha, e fazendo a colega cair num riso retraído, enquanto tomava em mãos um saquinho de papel e o pegador de alimentos.

Depois de fazer o pedido e ver a mais nova se ocupar com a tarefa, Seung virou-se novamente para a direção à qual Noah se encontrava, e acabou se surpreendendo por já ter o olhar do outro sobre si, tanto que acabou sentindo as bochechas esquentarem e, instintivamente, umedeceu o lábio inferior, num tangível nervosismo.

Noah sorriu, e negativou com a cabeça, abaixando-a rapidamente, no mesmo instante em que uma jovem mulher aproximou-se de Seung, e o chamou logo a atenção quando tocou-lhe o braço.

─ Olá! ─ ela o cumprimentou com a voz suave, o fazendo no mesmo instante estreitar os olhos em sua direção. ─ E me desculpa o susto.

─ Ah, sem problemas. ─ o moreno respondeu, cuidadoso, mas logo acrescentou: ─ Sem querer soar grosseiro, mas nós nos conhecemos?

─ Uh, não de fato, eu me chamo Alexis Rosé, muito prazer. ─ ela se apresentou devidamente, estendendo-lhe a mão direita que foi logo apertada com cuidado.

─ Yoon Seung.

─ Sim, eu sei quem você é. ─ Rosé afirmou, o observando se virar, após murmurar brevemente um ‘só um instante’, para pegar os condimentos que Julieta educadamente o anunciara como prontos. ─ Eu estive na sua exposição!

─ Sério? ─ ele franziu o cenho, mas logo ergueu as sobrancelhas em surpresa. ─ Não a vi por lá, ou vi e não estou lembrando?

─ Não, não. ─ ela riu diante da expressão quase que assustada. ─ Não chegamos a nos falar, eu estive por poucos minutos.

─ Ah, sério? É uma pena.

─ Não, não. Bom, não tanta. ─ ela sorriu, enquanto se encaminhava, ao lado dele, para o caixa. ─ Mas senhor Yoon, daqui a pouco eu precisarei encontrar algumas pessoas, então preciso ser rápida aqui. ─ Seung somente assentiu, franzindo o cenho novamente, agora em confusão. ─ Bom, eu sou da França, e minha família é uma verdadeira amante das artes em geral. Meu pai, senhor Franco Rosé, é um pintor.

─ O Franco? ─ Seung a interrompeu, sem querer, mas não conteve a surpresa.

─ Sim, o conhece?

─ Com certeza. O Senhor Pilsen já me falou dele por muitas vezes, inclusive já pude prestigiar algumas réplicas de suas telas. Simplesmente incríveis!

─ Ah, papai é realmente bom no que faz. ─ Seung sussurrou um ‘sem dúvidas’, gesticulando para que ela continuasse. ─ Ao fim do mês de outubro, meu pai irá realizar uma exposição conjunta, e o propósito da minha visita à Austrália é exatamente por isso. Vim aqui com a finalidade de conhecer alguns artistas, e... os seus meios de trabalho, suas características e afins. O pouco do que vi na Cathedral, me fora o suficiente para procurá-lo a fim de lhe fazer essa proposta. E não! ─ ela riu ─ Não ache que eu estava te perseguindo ou coisa parecida, na verdade te encontrei aqui por acaso.

─ Ah não, eu não estava achando isso. ─ ele riu desconcertado, abrindo a carteira para pagar, assim que sua vez no caixa chegou.

─ Mas então senhor Yoon, o que acha?

─ Bom, eu não estava esperando por isso, mas sem dúvidas é uma proposta irrecusável. ─ ele sorriu. ─ Tem algo para que possa anotar o contato da galeria?

Ela positivou com um sorrisão animado crescendo em seus lábios, enquanto na bolsa de marca famosa, ela pegava o iPhone. ─ Pode falar.

Seung passou-lhe o telefone da galeria, e após isso, ela também pagou por sua pequena compra. Ambos se despediram com um simples aperto de mão, para logo depois cada um se encaminhar para seu lado.

─ E aí. ─ Noah disse, já se colocando de pé assim que o viu se aproximar.

─ Vamos? ─ Seung gostava de tocá-lo, então, sem perceber, fez-lhe um carinho no queixo gordinho para logo então tê-lo caminhando ao seu lado.

Eles deixaram a confeitaria, Noah ainda sentindo as bochechas quentes, e Seung sorrindo por tê-lo daquele jeito ao seu lado. Eram tão fofos!

─ Quem era aquela moça bonita? ─ Noah indagou, despretensioso.

─ Ah sim, sobre ela, já iria comentar com você. ─ o loiro o encarou, demonstrando que já prestava atenção. ─ Pois então, ela é Alexis Rosé, filha de Franco Rosé, um pintor famoso por boa parte do continente europeu, e que está conquistando seu lugar nas regiões internacionais também.

─ Uhum...

─ Alexis esteve na exposição de sexta. ─ Noah franziu o cenho, mas logo ergueu as sobrancelhas. Bem que havia sentido que a reconhecia de algum lugar. ─ E ela veio aqui na função de conhecer pintores, coisa e tal.

─ E?

─ E eu fui convidado para participar duma exposição conjunta. ─ Noah não se segurou e arregalou os olhos, abrindo um sorrisão, que para o Seung, era impagável.

─ Você tá falando sério?

─ Seríssimo!

─ Meu Deus! ─ Noah exclamou de volta, e se segurou para não envolvê-lo num abraço apertado bem ali mesmo, de frente para a galeria. ─ Você sabe que isso é incrível, né? Porque assim, não faz nem uma semana que a exposição ocorreu, e você já está sendo chamado para outras exposições.

─ Sim, sim! ─ ele sorria enquanto subiam os degraus frontais. Pareciam duas criancinhas que comemoravam pelo ganho de um presente novo que tanto haviam almejado. ─ Estou tão feliz!

Noah mordiscou o lábio inferior, e sorriu, entrando no prédio em seguida, com Seung logo atrás, naquela proximidade tentadora.

─ Eita, que felicidade mais gostosa é essa? ─ Yuna indagou, deixando sua caneca cheinha sobre o tampo de vidro temperado.

E céus! Yuna simplesmente não conseguia negar o quão feliz se sentia ao ver os dois tão, mas tão afetuosos e calorosos como estavam. E ela admitia que, meses antes, quando Noah se encontrava estranho, distante e seco com Seung, aquela falta de contato estava até mesmo machucando-a. Não era como se fosse ela naquela condição, era óbvio, no entanto, por sentir demais, era insuportável observar tudo aquilo.

─ Conta para ela, Yoon! ─ o loirinho falou agitado, e Seung não tardou em lançá-lo um meio olhar.

Chamá-lo pelo sobrenome? Aquela era nova, mas admitia: seu sobrenome nunca havia soado tão atrativo quanto vindo daqueles lábios, daquela voz.

─ Uma proposta de exposição.

─ Já?! ─ ela soltou, sua voz soando um tom mais alto que o normal.

─ Doideira, né? ─ Noah perguntou, olhando para o mais alto ao seu lado.

Desde aquela sexta na Cathedral, durante a exposição, Noah havia notado que, de fato, Seung era bem mais alto que ele. Tê-lo tão próximo o fizera aperceber essa característica, e sim, ele sabia que era o outro o mais alto, no entanto, perto do jeito que estavam, era perceptível que a diferença deveria ser no mínimo, uns dez centímetros.

─ Isso é sensacional! Seus pais já sabem?

─ Não. ─ ele riu, olhando brevemente para Noah, que o encarava com os lábios entreabertos, sem piscar. ─ Lindo.

─ Ahn? ─ Noah fechou a boca rapidamente, ajeitando a postura. ─ É verdade Yuna, sensacional né?

─ Nossa! Me senti um candelabro agora. ─ Yuna resmungou, mas não aguentou e fez uma barulho esquisito, sorrindo com os olhinhos quase se fechando. ─ Céus, querem me matar? Tão fofos...

─ E não, meus pais ainda não sabem. ─ Seung desconversou, olhando para a negra. ─ Foi literalmente agora. Estávamos na doceria, a Alexis se aproximou, me comunicou tudo direitinho e foi embora.

─ Quem é Alexis? ─ ela indagou, fazendo uma careta.

─ Uma longa história. ─ Noah brincou, e começou a se afastar na direção da escada. ─ Tô brincando, linda. Alexis é a filha do cara que quer a parceria com Seung.

Yuna somente murmurou um ‘ata’, e puxou sua canequinha de volta para si, enquanto os dois subiam, lado a lado, a escada.

─ Eu amo esse seu jeitão todo descolado. ─ Seung soltou, despretensioso.

─ Como assim?

─ Seu estilo é muito confortável, e isso contagia as pessoas. ─ ele abriu a porta, e logo entraram, sentando-se em suas respectivas cadeiras. ─ Suas roupas sempre despojadas, seus cabelinhos grandes, mas sempre bem cuidados, é uma graça. E claro, o seu linguajar bem diferenciado.

─ Sério? ─ Noah arregalou os olhos, mas logo se encolheu, meio constrangido.

─ Sério.

─ Às vezes eu falo umas coisas muito nada a ver.

─ Como assim? Tudo o que escuto de você são palavras extremamente edificantes, sabia disso? ─ Noah o encarou, com um sorrisinho espremido nos lábios. ─ Tá, às vezes são apenas coisas engraçadas e bobas, mas você é super divertido. ─ Noah acabou rindo, dando um leve tapa com o dorso de sua mão no peitoral de Seung.

─ Você tem que parar com essas manias de ficar me elogiando. ─ ele resmungou, observando o mais velho desensacar todas as guloseimas. ─ Tá me deixando muito mal-acostumado, é sério.

─ Ah, me desculpe por isso então, coisa linda! ─ Noah suspirou, inflando as bochechas num trejeito extremamente fofo. ─ É ruim que eu paro de te elogiar!

─ E se eu fizer uma coisa muito má? ─ Seung arregalou os olhos.

─ Tipo o que?

─ Deixar a Univers é um grande exemplo.

─ O que? ─ se possível, ele arregalou ainda mais os orbes puxadinhos. ─ Você teria coragem de fazer isso, Ray?

Noah acabou sorrindo, arteiro, e sem um pingo de dúvida, disse: ─ No início poderia ser que sim, mas agora... de fato, você me fisgou!

E Seung suspirou, deixando a cabeça cair para trás e logo passando a encarar o teto branco.

─ Se você não quer ser beijado, não fale desse jeito. ─ ele murmurou, passando suavemente a mão grande em seu rosto, num trejeito quase cansado.

─ Eu quero, eu quero muito, mas não agora. ─ Noah afirmou, e até balançou a cabeça, dando três piscadinhas que caso Seung tivesse visto, certamente desmaiaria de amor. Ele com certeza queria muito! ─ Você me entende, certo?

─ É claro que sim, meu bem. ─ Noah tombou a cabecinha para o lado e sorriu...

Ninguém, além de seus familiares, o chamava de bem. E era muito bom que a pessoa diferente a chamá-lo com esse carinhoso apelido, fosse Seung!

Ele realmente gostava daquilo.

Bem como, os dois tomaram seus cafés com calma, e não trocaram palavra alguma além de seus contatos visuais tão intensos quanto qualquer outra palavra. E depois do café, Noah caminhou lento até estar de frente para o janelão, onde se podia apreciar o sereno cair vagaroso, condensando toda a vidraça.

Seung, com o semblante sereno, o observou descaradamente. Imaginava como uma pessoa podia ser tão extraordinária como o Noah era, e acabou sorrindo ao pensar que uma vez havia desacreditado no amor, chegando a dizer que nunca mais se apaixonaria e sequer viveria para novamente expor esse sentimento para outra pessoa.

Pensou tanto, que nem percebeu quando seu corpo pôs-se de pé e seguiu caminho até estar ao lado do Noah, que o observava de esguelha.

Então eles se encararam, piscando seus olhos lentamente enquanto Noah se aproximou um pouquinho mais, Seung não disse nada, não era preciso, na verdade, e assim, somente o envolveu pela cintura com seus braços quentes e cobertor pelo casaco de tecido grosso, como fora naquela noite de sexta, e com muito carinho, não negou um largo sorriso ao sentir sua cintura ser, também, circundada pelos braços do loiro.

Aquela mesma sensação gostosa os consumira. Céus! Como era extremamente gratificante estar tão pertinho, colados um ao outro; como era boa a sensação do coração acelerado e o aperto cuidadoso na cintura. Era simplesmente fantástico!

O aroma agradável das madeixas de Noah era algo como menta, meio refrescante, e já embriagado pelo bálsamo, Seung deixou um carinho com seu queixo nas mechas loiras, retribuindo a carícia, Noah colocou-se na ponta dos pés e se inclinou para que, com a ponta do nariz, deixasse uma carícia no pescoço branquinho com pintinhas escuras. Era tão artístico e cheiroso, assim como também, macio e quentinho.

E, despretensiosamente, Noah deixou um beijinho naquela região, arrancando de Seung o mais belo e casto sorriso, ao passo que o apertava naquele enlaço.

Ambos estavam destinados a serem insaciáveis, cada vez mais desejosos, no sentido mais afetuosamente puro da palavra, um pelo outro.