Yoonay
12 Projets et inspirations.
Notas iniciais
Quarta-feira, 09 de junho de 2017.
Logo pela manhã os planejamentos se encontravam como turbilhões, e enquanto dialogava com seu chefe, Noah pensava ao seu lado, o melhor a ser feito.
─ Ah, mas depende do tamanho do espaço e o tanto de pessoas que terão. Em primeiro que você está começando a elaborar seu plano de execução dum modo todo errado.
─ Eu sei, eu sei. Só estou de cabeça quente. ─ Seung retorquiu, esfregando os olhos liturgicamente e sentindo a confusão que suas linhas de raciocínio estavam provocando em si. ─ O que você sugere?
─ Por que não faz primeiro a lista com os convidados e depois pensa no espaço, hein? Fica mais fácil e já adianta umas partes do orçamento. ─ primeiramente expos sua opinião, e em seguida o moreno suspirou, assentindo.
─ Você está certo.
Noah parou por um instante, levando a ponta de seu indicador destro ao queixo bem desenhado, e logo em seguida voltou seu olhar ao moreno.
─ E aquele espaço que você disse, hein?
─ Qual? Aquele para as esculturas? ─ o loiro assentiu com veemência. ─ Ah, não sei. Está inacabado e duvido que ficará apresentável a tempo da exposição.
─ Ah, qual é? Deixe de ser pessimista. Nem data marcada o evento ainda tem, ou seja, temos tempo para terminar a reforma e ai sim podemos marcar a data. É só ficarmos de olho nesse arranjo.
─ Eu acho melhor não.
─ Por que não?
─ Porque não, ué. Céus! ─ resmungou, cansado, e pôs-se de pé, apoiando as mãos na cintura e deixando Noah ligeiramente desconcertado diante daquela pose.
─ Isso não é uma boa resposta.
─ Eu sei que não. Mas o espaço lá embaixo é mais pessoal, eu preciso de um novo lugar para as esculturas, e lá é pequeno. O tamanho não é o suficiente para comportar a quantidade estimada de pessoas.
─ Viu? Isso sim é uma resposta. ─ Noah resmoneou, soltando uma lufada pesada. ─ Então qual é o seu plano?
─ Ainda não tenho um. ─ fatigado daquele assunto, Seung finalizou quase que grosseiro, escutando em seguida a porta pivotante ser lentamente aberta.
Virando seu pescoço miseramente, encontrou um Eunji e uma Sunhee ciciosos, fazendo o moreno arquear as sobrancelhas no instante em que levaram seus olhares até a si.
─ Bater na porta é muito bom, sério. Recomendo. ─ seu comentário fizera Sunhee levar a palma de sua destra à boca, soltando um riso contido, e em seguida, enquanto seu marido fechava a porta, caminhou até o filho, para logo envolve-lo num abraço.
─ Por que? Estavam fazendo algo às escondias? ─ ela brincou, fazendo Seung rolar os olhos e soltar-se de seus longos braços, esticando sua mão em seguida e apertando a destra de seu pai, que deixou um breve tapinha em seu ombro direito.
Noah, enquanto observava os três, ficou bobo com toda a harmonia que tinha naquele enlace. Era bonita a relação, tinha tanto carinho e amor, que dava gosto de ver e logo o fazia lembrar-se de seu pai.
E quando os mais velhos viraram-se em sua direção, Noah por puro impulso, curvou-se numa breve reverência, e aquilo tornou-se o suficiente para Sunhee explodir numa gargalhada, fazendo, por consequência, Seung sorrir constrangido e negativar com a cabeça.
─ Não precisa disso meu anjo, eu já te falei. Não estamos na Coréia e também não gosto. ─ Sunhee alegou, o puxando para um abraço terno e afagando sua cabeleira loira. ─ Mas Eunji gosta, então...
Totalmente tímido, sem saber bem como reagir perto daqueles dois, ele somente assentiu com tal sorriso nervoso e, por fim, apertou firmemente a mão de Eunji.
─ Mas então, o que vieram fazer aqui? ─ Seung indagou, direto, cortando descaradamente o momento dos três.
─ Vim buscar o projeto da senhora Suzana. Eu deixei na sua mesa ontem. Cadê? ─ retorquiu, passando lestamente o olhar pela sala.
No entanto sua audição aguçada capitou o momento exato em que Seung, no seu puro nervosismo, sugou o ar de forma meticulosa e ela virou-se desconfiada, vendo-o coçar a nuca de modo desconcertado.
─ O que você fez com o bendito projeto, Seung?
─ Eu não joguei fora, mas também não sei onde foi colocado.
─ Como assim, Seung? ─ ela já tinha o timbre de voz levemente alterado, e como naquele coquetel passado, Noah encontrou-se assustado com a peculiaridade.
─ Então. Mês passado eu contratei uma moça para limpar a galeria após o expediente, não são todos os dias, mas...
─ Eu não quero saber, vá direto ao ponto! ─ ela quase esbravejou, mas se controlando, soltou num rosnado, trincando o maxilar e varrendo a sala com os olhos.
─ Eu só não sei onde ela colocou os projetos da senhora, pois eu não estava aqui. ─ sorriu fingido, tentando disfarçar o nervosismo que corria por suas veias.
─ Eu passei três meses na elaboração desse bendito projeto, Seung. Ligue agora para essa mulher e pergunte-a onde fora colocado, tenho pressa. ─ exigiu, levando suas duas mãos até a cintura afilada, tilintando o salto direito ao chão.
Noah, que acabara por ficar curioso em saber do que o projeto se tratava, vendo seu chefe se afastar um pouco, direcionou sua fala a senhora Yoon.
─ Sunhee, não é querendo soar intrometido, mas do que se trata o projeto?
A mais velha lufou o ar e, virando-se para o loiro, respondeu: ─ É o projeto de uma mansão que está para ser construída.
─ Uh, então a senhora é arquiteta?
─ Sim. Uma arquiteta que está prestes a comer o fígado do próprio filho, cru, e com molho branco. ─ Sunhee disse por fim, aumentando o tom de sua voz para soar intimidante e olhando por cima do ombro na direção de Seung.
Mas Noah, não pela primeira vez, somente assentiu e sorriu sentindo cada pequena peça se encaixando do modo mais harmônico possível, sem muito esforço ou dores de cabeça.
Apesar de que pudesse cogitar o acontecimento de algo ruim no futuro, ele estava confiante de uma forma em que nunca estivera na vida.
Depois, Seung ao finalizar a ligação, caminhou até um conjunto de gavetas que ficava na parede ao fundo de sua sala, e puxou a primeira, encontrando e pegando o tubo telescópico grande e preto.
─ Aqui está o seu precioso, dona Sunhee. ─ Seung brincou, entregando-lhe o acessório que fora pego com brusquidão.
O projeto tinha de ser apresentado o quanto antes possível ao chefe de obra, então não querendo tardar o processo, o casal deixou a galeria despedindo-se rapidamente de Seung e Noah, deixando-os só.
─ Chefe, tive outra ideia, talvez essa seja mais fácil de colocar em prática. ─ o loiro logo se pronunciou, ainda de pé.
─ Diga.
─ Sua mãe é arquiteta, né? Eu estive pensando agora a pouco, e o que acha de pedirmos para a própria Sunhee esboçar a arquitetura do espaço, hein? Acho que ela ficaria maravilhada e sem dúvidas você ficaria mais seguro.
Era uma ótima sugestão, e era sua mãe, uma das pessoas que ele mais confiava, de olhos vendados, pés atados e mãos laçadas.
─ Você está inspirado hoje, Noah. ─ Seung soltou, sentando-se em sua cadeira e vendo seu semelhante fazer o mesmo. ─ Eu gosto assim, e a respeito da sua proposta, ela é realmente muito boa, me faz até pensar em como não cogitei isso antes.
─ Talvez um pouquinho mais para frente você pensasse. ─ Noah retorquiu astucioso, soltando um sorriso e tamborilando os dedinhos na vidraçaria da mesa.
─ Como nós não temos muito o que fazer, o que você acha de conhecer o espaço em que ficará as obras? ─ arregalando os olhos, animado, o loiro logo assentiu, vendo seu chefe levantar-se em seguida.
─ É aqui perto? ─ Noah indagou, como uma criança, enquanto o seguia para fora da sala.
─ Sim, é aqui de baixo, na verdade. ─ ambos pararam de frente para o elevador e de relance Noah viu Seung coçar sua cabeleira negra e espessa, num trejeito nervoso, que o loiro não soube definir o porquê.
No entanto, quando ambos entraram no elevador e as portas se fecharam, ele rapidamente entendeu o que estava acontecendo.
Seung fechou seus olhos com força, prendeu a respiração e com toda a sua força, deixando até as veias nas costas de suas mãos saltadas, segurou o corrimão com brusquidão, enquanto escutava atordoado o som do elevador descendo.
─ Ei, calma. ─ Noah pediu, tocando com sua canhota e, sem medo algum, o ombro direito de Seung. ─ Só respira fundo, é aqui embaixo, não vai demorar.
O moreno o encarou e foi tangível seu desespero, esse praticamente emanava de seus poros, assim como das veias saltadas em seus pescoço.
E quando o elevador parou e as portas se abriram, Seung não moveu um músculo, por tamanho nervosismo.
─ Seung, calma! Nós já chegamos. ─ Noah tentou o tranquilizar, vendo-o puxar o ar com força demasiada, começando a ficar vermelho. ─ Céus! Vamos, vamos sair.
Noah o puxou com cuidado pelo antebraço e quando Seung caminhou apressado, quase perdendo o jogo das pernas, encostou-se a uma das grossas pilastras de concreto que sustentava aquele pavimento.
Suas mãos, que tremiam sutilmente, foram repousadas na coxa torneada, e no instante seguinte, ele soltou o ar que nem houvera percebido ter preso, curvando ainda mais seu tronco.
─ Seung? ─ Noah, entrando em seu campo de visão ao agachar-se a sua frente, o chamou cauteloso, repelindo a vontade de tocar-lhe a coxa direita.
O loiro observou seu chefe mais uma vez puxar o ar com força, e indagou a si mesmo se isso acontecia em cem por cento das vezes quando ele tinha de usar o elevador.
─ Eu estou bem. ─ incerto, o moreno respondeu, deixando um sorriso com sua arcada dentária coberta pelos lábios, constelar seu rosto.
─ ‘Tá bem mesmo? Podemos voltar caso queira. Aqui está abafado, e isso pode te deixar pior.
─ Não! Eu estou bem, pode ficar tranquilo. ─ com a voz já mais firme, ele o assegurou, vendo a silhueta colocar-se de pé e repousar seu antebraço direito na lombar.
Ao fim, após alguns minutos, Seung voltou a sua postura retilínea e passou rapidamente por Noah. Ele caminhou até uma parede ao fundo do andar, abriu a portinha da caixa de distribuição e pressionou para cima todos os disjuntores, iluminando perfeitamente todo o andar.
─ Caramba, você deve ter muitas obras para colocar aqui. ─ ansioso e animado, Noah já foi logo falando, dando um vagaroso 360º para observar todo o local. ─ Deve ter o que, uns noventa metros quadrados?
─ Sim, por ai. E quanto a quantidade, são muitas mesmo.
─ E quando você me deixará vê-las? ─ ele perguntou curioso, virando-se com um sorriso animado e dando um pulinho.
─ Se você se comportar, em breve. ─ Noah fez um rápido biquinho e curvou a cabeça, decepcionado. ─ Bobo demais né? ─ comentou para si mesmo, porém Noah escutou, e fechou o cenho em sua direção, cruzando os braços sobre o peitoral. ─ Mas então, vamos subir? Quero ver os trabalhos dos seus amigos.
Noah, ainda emburrado, assentiu brevemente enquanto já caminhava para o elevador, sendo seguido por seu chefe, que respirou bem fundo e apertou o botão para o primeiro andar, vendo a porta se fechar em seguida.
─ Já sabemos que mais um lance de escada tem que ser solicitado, hein? ─ gaiato, Noah tentou descontrair naquele momento tenso e até conseguiu, arrancando de seu chefe uma risadinha.
─ Sim, tem sim. ─ o moreno concordou e quando a porta se abriu, Seung apressou-se em sair daquela caixa metálica, rumando para a sala com Noah em seu encalço.
O loiro pegou de dentro da sua bolsa um pen drive e entregou a seu chefe, que riu ao ver o personagem que enfeitava a capinha do conector.
─ Que foi? O Jake é incrível, ‘tá bem? ─ risonho, Noah já foi logo se defendendo, vendo-o retirar o protetor e conectar o petrecho ao seu notebook.
─ Coloca sua cadeira aqui do lado. ─ Seung solicitou e sem murmúrio algum, Noah acatou a ordem e somente quando ele o fez, o moreno abriu o arquivo do dispositivo removível.
Tinha tanta coisa que ele até se assustou, mas era somente mais uma das divertidas característica do loiro: bagunceiro.
─ Que algazarra, hein? Poderia ter dado uma limpa nesse pen drive antes de me entregar. ─ nada irritado, na verdade só estava o provocando, Seung resmungou e viu Noah o instruir a clicar na pasta em que se encontrava as fotografias.
─ Eu só achei que não fosse ligar. ─ ele resmungou de volta, fazendo uma careta e Seung clicou na primeira foto.
─ Mas eu não ligo, ué. Só estou brincando, garoto. ─ devolveu a careta e em seguida passou a prestar atenção nas fotografias.
Noah inclinou seu tronco um pouco para o lado contrário ao de Seung, e discretamente passou a encará-lo, na intenção inicial de somente decifrar seus pensamentos ao analisar tão seriamente cada foto.
Seung apresentava um semblante sério enquanto mergulhado observava aquelas belíssimas imagens, mas Noah notava vez outra os olhos se arregalar para logo depois dar lugar a um meio sorriso em seus lábios, e o loirinho não negaria, era lindo de se ver, tanto ele quanto suas reações.
Noah, que outrora até preocupado se encontrava, em razão de que para Gabriel e Camila ele simplesmente garantira que eles compareceriam como fotógrafos oficiais ao evento de Seung, agora estava totalmente relaxado.
Havia sido ousado em sua atitude, e ele sabia disso, principalmente por sequer comunicar Seung a respeito, mas o fato era que Noah realmente confiava no trabalho de seus amigos, e ainda mais, confiava que Seung lhes daria uma chance.
E o moreno seguia impenetrável, só que agora totalmente sério. Não se via reação alguma. Uma trincada de mandíbula, um arquear de sobrancelhas, ou um mover de lábios, nada, e Noah, que achava aquilo interessante, também achava quente.
É, o loiro estava achando aquilo quente, o que o levou a quase se jogar na matinha atrás da sala quando deu-se conta de seus pensamentos pelo homem ao lado.
Não, não, não!, foi o que ele pensou, tomando uma coloração rubra em suas bochechas e ponta de nariz ao sentir vergonha de suas perspectivas.
Passado esse momento, Noah só conseguiu olhar para a tela do computador e se concentrar unicamente nessa tarefa, ainda que a personificação da beleza estivesse sentada ao seu lado, com os músculos tensionados e o semblante duramente sexy.
Mas ao passo que Seung terminou de olhar todas as cento e quinze imagens, o máximo que Noah conseguira do notebook dos irmãos, o moreno coçou a nuca e sorriu.
─ Será que a agenda deles está livre para agosto? ─ ele perguntou, sorrindo ainda mais largo enquanto virava seu rosto para o loiro, que tinha as sobrancelhas arqueadas num misto de espanto e felicidade, e gargalhou.
─ Você está falando sério? ─ Noah, totalmente incrédulo, indagou.
─ É claro que sim! O trabalho deles é realmente bom, até melhor do que pensei. E vai por mim, cheguei até procurá-los na internet, mas não encontrei nada.
─ Ah, é que meus amigos começaram com isso há pouco tempo, então estão dando um passo de cada vez, apesar de que já tenha passado da hora deles criarem um site ou páginas em plataformas populares como o instagram. ─ completou, vendo seu chefe positivar com a cabeça. ─ Mas eu fico realmente feliz por você tê-los dado uma chance!
─ Eu quero conhece-los antecipadamente, pode ser? Digo, antes do evento.
─ Ué, o senhor é o chefe. É o senhor quem manda. ─ risonho, Noah finalizou, pondo-se de pé e puxando sua cadeira de rodinha para o seu devido lugar, já que ficar ao lado de Seung era tentadoramente perigoso.
─ Deixe o contato deles comigo, sim? Os ligarei mais tarde.
─ Se preferir, eu posso fazer isso.
─ Seria bom, mas não interprete de modo rude. ─ o loiro somente negativou com a cabeça. ─ É que eu mesmo quero ligar, tudo bem?
─ Que isso, Seung, eu já disse que você é o chefe e eu somente acato suas ordens. ─ risonho, Noah disse novamente, fazendo-o dar um breve sorriso e retirar o pen drive, colocar a capinha e entrega-lo em seguida.
─ Você vem sendo tão engenhoso que o prevejo se tornar um bom chefe, sério. ─ Noah acabou rindo e negativando com a cabeça, achava Seung um doido, com conversas mais loucas ainda.
Chefiar nunca foi um de seus anseios, isso era insanidade. Tinha de ter muito estômago para isso, e convenhamos, o loiro mesmo admitia que não tinha.
─ Dessa água não bebereis. ─ ele brincou, querendo que Seung entendesse os memes brasileiros para que completasse esse com um “ah, mas não diga isso, pois vai que bebereis”, porém, se contentou com a gargalhada marota que reverberou por sua boca vermelha.
─ Extra! ─ Seung, todo fofinho, proferiu a primeira palavra em português que aprendera e aquilo foi o suficiente para deixar Noah todo soft.
E apesar de que o loirinho não expusesse isso da forma correta, bom... ele com certeza sentia o seu coração quentinho acelerar no peito diante daquele belo homem.
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