Yoonay

1 Commencer.


Notas iniciais
OLÁ MEUS MARINHEIROS, PRONTOS PARA DAREM INÍCIO A UMA DAS VIAGENS MAIS EMOCIONANTES E INTENSAS DE SUAS VIDAS? HAHAHAHA! ♥ Cara, eu tô muito, muito animada com essa história, desde o ano passado na verdade, meados de novembro, e agora finalmente, coloquei minha cara a tapa e vim postá-la. E claro, agradeço de coração à pessoa que mais, sem dúvidas, me apoiou nesse caminho: Alice de Oliveira, minha lili. Te amo até o cééééu! E eu de coração espero que curtam e sintam-se a vontade para interagir comigo, de verdade. E sem mais delongas, mas com o coração na mão: Boa leitura! ♥

Segunda-feira, 8 de maio de 2017.

Era quase o raiar do dia quando Sra. Ray entrou no quarto de seu filho mais velho, e diferente de como muitas mães fariam, Lena caminhou até a cama e agachando-se próximo de seu filho, dando uma leve balançada no mesmo, conseguiu acordá-lo sem resmungos ou protestos.

─ Bom dia meu raio de sol! ─ a matriarca sussurrou ao acariciar a bochecha quente e rosada de Noah Ray, que possuía a pele num tom sutil de rosa, por conta da praia do dia anterior.

O jovem de estatura mediana abriu somente um olho para encarar a mãe, e assim que o fez, arqueou uma sobrancelha.

“Tá para nascer alguém mais zen que Lena Ray”, pensou ele antes de sentar-se na cama com um sorriso nos lábios bem desenhados.

─ Bom dia, mãe. Dormiu bem? ─ ele sussurrou enquanto coçava os olhos dum jeitinho fofo e, por fim a encarou, vendo-a sentar-se ao seu lado e acariciar a barriga de grávida, já entrava no seu nono mês.

─ Eu dormi sim, muito bem com o Leon me chutando igual um doidinho aqui dentro. ─ ela sussurrou em meio a uma risada baixa, recebendo um sorriso imaculado do filho, que logo acariciou-lhe a barriga e deu-lhe um beijo na bochecha. ─ Mas então, por que me pediu para te acordar cedo logo hoje? Está chovendo e é segunda-feira.

O loirinho soltou um riso nasalado, e coçou o braço.

─ Ah, é que eu estive pensando desde a semana passada, e quero começar a trabalhar. Sei que a herança que o pai deixara é ótima, mas eu tenho planos e projetos, e, desejo que todos sejam realizados através do meu esforço, entende?

Lena escutou tudo de modo atento e com um sorriso terno. Os olhos já marejados denunciavam que se caso Noah continuasse a falar daquele modo, ela desmanchar-se-ia em lágrimas.

─ Seu pai... ─ ela iniciou e soltou um suspiro longo, mas deu continuidade. ─ Seu pai estaria extremamente orgulhoso das suas palavras Noah, estupidamente orgulhoso do homem que você se tornara.

Durante os oito meses que se passaram após o falecimento do patriarca daquela família, Abraham Ray, Noah encontrara-se demasiadamente desnorteado, perdera não somente um pai, mas sim um melhor amigo e braço direito. No entanto, tudo pareceu se reerguer quando numa noite qualquer da semana anterior, Noah tivera um sonho mais que especial com o falecido, um sonho crucial.

─ Sim, eu tenho a total certeza de que ele ficaria, mãe. Eu tenho certeza! ─ afirmou sem hesitação, enquanto passava os dedos gordinhos pelos cabelos escorridos.

─ E você já sabe o que vai tentar? Empresas? Lojas?

─ Então... eu irei ao local na qual o meu instinto me guiar. Mas tenho alguns locais em mente. ─ Lena sorriu e acariciou as costas de seu filho, antes que o mesmo se levantasse para se vestir.

Noah, que já havia se banhado durante a madrugada, dirigiu-se ao guarda-roupa vazado e pegou de lá uma blusa social preta, vestindo-a em seguida, fazendo o mesmo com o sobretudo de semelhante coloração e a calça jeans também escura.

─ Eu vou dar uma olhada nos seus irmãos, me avise quando estiver pronto, está bem? ─ Lena indagou, recebendo um aceno positivo do filho.

No entanto, antes de retirar-se do quarto, tornou a perguntar: ─ Você já tem tudo certo? Seus documentos estão separados? Currículos em mãos?

─ Sim, dona Lena, está tudo perfeitamente separado sobre a mesa do computador. ─ ela assentiu, escutando-o dizer em seguida: ─ Você acha que pega bem eu usar um coturno? Está muito frio e eu não estou nada a fim de usar sapato social para enfrentar essa chuva.

─ Meu amor, você está um rei com esse traje, sério. Apesar de se parecer com um gangster e eu rejeitar essa ideia totalmente, você está lindo! ─ o jovem agradeceu, após soltar uma risada e, por fim dona Lena retirou-se do quarto.

Algo que Noah não tinha muito feitio era de se vestir duma maneira não costumeira, gostava de peças que o fazia sentir-se confortável, desde criança ele fora assim, e naquele momento não era diferente. Sentia-se bem e à vontade no que vestia.

E antes que pudesse sair de seu quarto, depois de escovar os dentes e lavar o rosto, ele guardou sua carteira no bolso do sobretudo, borrifou sobre si uma colônia suavemente cítrica e colocou em seu pulso o relógio de seu saudoso pai.

Logo quando chegara a sala de estar, seu olhar fora direcionado a Malu, sua irmã do meio, de apenas seis anos, que encontrava-se sentada no sofá com o olhar atento ao televisor.

Fora preciso soltar um pigarro para atrair a atenção da menina, que logo o encarou com um sorriso de janelinha e disse num tom baixo, já que seus outros irmãos dormiam em outro cômodo próximo:

─ Bom dia, irmão. ─ Noah, com um sorriso encantado, aproximou-se da mais nova e sentou-se ao lado dela, deixando um carinho em seus cabelos loiros, tonalidade que puxara da Lena.

─ Bom dia maluzinha. O que faz acordada há essa hora, sendo que foi dormir tarde noite passada, hein?

─ É que hoje eu não tenho aula, e já faz um tempão que não vejo os desenhos que passam agora de manhã na TV e hoje vai passar o meu preferido, Nonô, eu quero assistir. ─ choramingou virando-se para o irmão, que só fez rir nasalado e dar-lhe um leve peteleco na ponta do nariz arrebitado.

─ Está tudo bem, mas lembre-se que isso não pode acontecer com frequência. Seu relógio biológico tem que estar sempre bem regulado, ainda mais por ser uma criança.

─ Relógio o que? ─ ela indagou com aquela carinha de confusão e depois tombou a cabeça pro lado, ajeitando-se no sofá e demonstrando grande curiosadade.

Dando uma risadinha com a atitude fofa da irmã, o mais velho apressou-se em respondê-la, dizendo: ─ Assim que eu voltar pra casa, nós vamos conversar sobre. Pode ser? É legal.

A pequena Malu assentiu totalmente animada, virando-se para o irmão em seguida e logo desligando o televisor. A mocinha estava um pouco agitada naquela manhã.

─ Você vai demorar? Onde é que o bonitinho vai?

─ Eu não sei se demorarei, talvez por conta da chuva eu demore um pouquinho, mas não muito. ─ ela sibilou um “ata”, e apoiou a cabecinha ao encosto do sofá. ─ E o bonitinho aqui está indo à procura de um bom trabalho.

─ Uau, sério? Que legal Nonô, agora você vai ter muito dinheiro para comprar muitas coisas para você, isso não é incrível? E pra mim também. ─ Noah deixou um riso escapar, sabia que a garantia de conseguir um emprego não era cem por cento, mas estava confiante.

─ Sim maluzinha, isso é incrível! ─ confirmou ao afagar a cabeleira cacheada de sua irmã, levantando-se do sofá em seguida.

O relógio em seu pulso marcava 06h30, e apesar de que o local da entrevista e onde entregaria os seus currículos não fossem tão longe, o transito daquela manhã provavelmente estaria congestionado, principalmente por conta da chuva que caía.

Em passos silenciosos, Noah caminhou até o quarto dos gêmeos, Nico e Maya, onde sua mãe encontrava-se sentada à poltrona macia com o garotinho de três anos em seu colo.

Ela cantarolava canções de ninar para o pequeno que desde a semana passada vinha tendo uma recaída em sua saúde.

─ Estou indo. A chuva lá fora pode atrapalhar o meu trajeto, então vou partir um pouco mais cedo. ─ ele sussurrou ao aproximar-se da mãe e depositar em suas madeixas um beijo carinhoso, assim como fizera com o irmão mais novo e em Maya, que dormia encolhidinha com sua pelúcia de Dumbo Octopus.

─ Vai dar tudo certo, se é o que você quer. ─ Lena sorriu-lhe e vendo-o dar um aceno de despedida, mandou-lhe um beijinho no ar, enquanto sorria orgulhosa.

Noah beijou a testa de Malu, que desejou-lhe boa sorte e, após pegar o necessário e colocar um chapéu preto, ele finalmente deixou a casa sob o guarda-chuva preto.

Seguiu o caminho até a primeira loja, na qual comerciava jogos e deixou seu currículo, por mais que a moça insistisse em dizer que não estavam contratando. Em seguida andou mais alguns minutos até uma cafeteria não tão longe e deixou seu currículo lá também, com uma palavra esperançosa da gerente, dizendo que o chefe estava precisando de mais ajudantes e provavelmente o contataria ao fim do dia.

Chegando perto das nove horas, após passar em vários outros comércios e quase esgotar o seu estoque de currículos, Noah parou de frente para o seu último destino: uma galeria de arte, numa ruazinha não muito movimentada.

O prédio de três andares possuía um letreiro sofisticado e em sua forma simplista, chamativo.

A vidraçaria da porta era espelhada, de modo que quem estava ao lado de fora não conseguia ver o interior, diferente de quem estava dentro, que tinha a liberdade de observar toda a movimentação da avenida.

A porta estava destrancada naquela manhã, e logo quando Noah entrara na galeria, fora acolhido pelo ambiente confortável e quentinho, que o envolvera e o fizera sentir-se em casa.

Tudo naquele local era aprazível demais aos olhos do loiro.

As paredes de carpete vermelho eram preenchidas por várias obras de artes, na qual Noah jamais houvera visto. Pinturas exóticas e marcantes, algumas com um ar assustador até, mas com aquele Q de beleza que o deixou impressionado.

Oh! ─ a exclamação feminina fizera Noah saltar de susto e virar-se rapidamente na direção da voz, encontrando uma mulher alta e de pele negra radiante, parecia uma princesa a seu ver. ─ Me desculpe não estar aqui antes para recebê-lo, essa chuva ai fora nos fizera crer que não viria ninguém, então aproveitei para preparar um cafezinho. ─ ela disse entre um sorriso, caminhando até o balcão e depositando sobre o mesmo a sua xícara de café com creme de chocolate 70%.

─ É, essa chuva realmente pegara a todos de surpresa, acho que ninguém realmente imaginava. ─ referindo-se ao clima ensolarado do dia anterior, ele disse enquanto alisava a pasta de couro em suas mãos. Estava um tanto quanto nervoso. ─ Aliás, me chamo Noah.

─ Muito prazer, pode me chamar de Yuna. Sou a recepcionista desse mundão aqui! ─ ela exclamou animada, pegando o guarda-chuva de suas mãos e o colocando num vaso grande de aço.

Após receber um breve aperto de mão do jovem, ela tornou a dizer: ─ Você deve ter vindo para a entrevista, né? O chefe estava tão triste por achar que com essa chuva ninguém realmente apareceria.

─ Sim, eu vim para a entrevista. ─ ele confirmou com um sorriso ansioso, e a moça a sua frente assentiu enérgica.

─ Está bem. O escritório do Sr. Yoon, seu provável futuro chefe, fica no segundo piso. Assim que chegar, Suze estará à sua espera. ─ Yuna o instruía enquanto caminhavam por um curto corredor, que ia se transformando ao longo de cada pintura pela qual passavam.

─ Isso tudo aqui é do seu chefe? ─ indagou abismado, parando de frente para o elevador, onde ao lado podia se ver alguns lances de escada.

─ Na verdade você ainda não viu nada, mas sim, isso tudo aqui é do chefe. ─ Yuna confirmou orgulhosa e encarou a Noah, tomando liberdade para retirar em seguida o chapéu preto de sua cabeça. ─ Yoon odeia chapéus, é melhor somente levá-lo em sua mão. ─ ela o advertiu e entregou-lhe o adereço de volta, o mesmo logo agradeceu, entrando no elevador em seguida.

─ Alguma dica? ─ perguntou afoito, após apertar o botão e a escutou dizer quando levantou o polegar de sua mão direita, como sinal de que tudo daria certo:

─ Só seja sincero e verdadeiro. Sr. Yoon não gosta de pessoas falsas. ─ e assim a porta fechou.

Yuna avisou a Suze que o jovem estava a caminho, e assim que Noah chegou ao andar desejado, tratou logo de sair do elevador, mas antes que pudesse dar um passo a mais, Suze calmamente pôs-se a sua frente e o cumprimentou realmente animada, dando-lhe um susto.

─ Noah! Então é você quem ficará em meu lugar? ─ a loira indagou num notável entusiasmo, passando a caminhar em direção a sala de seu chefe com o garoto ao seu lado.

Ela já sabia que ele seria contratado. Seu chefe precisava urgentemente de alguém ao lado, e sem contar com o fato de que ele fora o único corajoso a enfrentar aquele dia de chuva para comparecer a entrevista.

─ Por que em seu lugar?

─ Ah, sim! ─ ela soltou animada, alisando a barriguinha de grávida que tanto amava. ─ Daqui uns instantes, ou dias, o chefe lhe explicará passo a passo, motivos e tudo mais, mas já lhe adianto hein, vou deixar um bom legado por aqui, espero que cuide e dê continuidade a ele com muita maestria.

Ela afirmou convicta e sorriu, dando-lhe um afago de leve no ombro quando pararam de frente para uma porta pivotante espelhada e larga, como a da entrada.

─ Bom, somente seja você mesmo com o Sr. Yoon. Pode ser que no início ele soe com uma pessoa bronca e rude, mas no futuro você verá que ele não é tudo isso. ─ ela confessou por fim, com um sorriso brincalhão, antes de dar dois toques na porta para e empurra-la.

Ao que a porta se abriu totalmente, Noah pôde ver, parado de frente para uma grande e impetuosa janela de vidro, a figura imponente que era a de seu futuro chefe.

Notas finais
Opa! Então, caso você esteja lendo isso aqui, provavelmente acabara de dar uma chance a história e espera que daqui pra frente eu não lhe decepcione, correto? hahaha ♥ pois bem, eu também espero não lhe decepcionar, amém! Eu não sou e, nem estou perto de ser uma das melhores escritoras do mundo, mas eu me doarei de corpo e alma a vocês. Peço-lhes que deem uma chance a história e que tenhamos uma aliança forte, seu lindos! ♥ Agora eu lhes deixo um abraço com cheirinho de baunilha e muitos beijinhos. Até logo! ♥