Yoonay

14 Bonne compagnie.


Notas iniciais
Olá gente! Estão bem? Espero que sim! eu amei, simplesmente amei, escrever esse capítulo, que além de estar carregado de alguns pontos culturais importantíssimos de Melbourne (que eu tô ficando cada vez mais apaixonada), também tá carregado de interações, então respirem fundo e não morram, por favor kkkkkkkkk! e gente, peço-lhes uma coisa: fiquem ligados com a datação dos capítulos, é importante! a estória segue certa cronologia, às vezes vocês podem pensar que tudo está correndo rápido demais, mas já pode ter se passado semanas ou meses, ok? ♥ No mais, boa leitura ♥

Sexta-feira, 09 de junho de 2017.

No dia seguinte, Noah se encontrava encostado à lataria do carro de Seung enquanto o mesmo escolhia algumas guloseimas no interior da padaria de frente.

Um pouco antes, logo quando Noah chegou à galeria, Seung estava preparada para finalmente saírem, e com preparado, digo também animado, pois o moreno já não via a hora de dar início às instigantes pesquisas pelas galerias e salões em aluguel por Melbourne e suas proximidades.

A sensação de poder finalmente entrar com mais afinco nos preparativos de sua exposição era impagável, e como ele ansiava pela construção daquele desejado projeto. E, claro, Seung nunca havia realizado esse feito, Noah tampouco, então como se um complementasse no outro, eles iam se enchendo de expectativas.

─ E aí! Vamos lá? ─ Seung, logo que saiu do estabelecimento, se pronunciou olhando para o loiro que descruzava os braços e o expectava com um biquinho nos lábios.

─ Que demora. ─ ele respondeu, dando a volta no carro e logo abrindo a porta para se sentar no banco confortável. ─ E olha que nem tinha fila.

─ Mas é que eu fico muito em dúvida. ─ Seung rebateu, em sua própria defesa.

O moreno organizou os copos de café nos suportes e depositou as sacolas com suas guloseimas sobre o painel escuro. Por último, vendo o loiro fazer o mesmo, passou o cinto por seu peitoral e travou logo após.

─ Tem muita coisa gostosa lá, você tem que entrar algum dia. ─ ele continuou, igual uma criancinha, e escutou o riso soprado de Noah, que negativou com a cabeça num trejeito totalmente incrédulo.

─ Você tem certeza que tem vinte e seis anos?

─ Claro que sim, por que? ─ Seung perguntou de volta, franzindo o cenho.

Noah, em contrapartida, o observou em silêncio enquanto o mesmo ajeitava os espelhos retrovisores e logo depois já dava partida, saindo calmamente com o carro.

─ Hein? ─ Seung insistiu, não o olhando diretamente.

─ Parece uma criança. ─ Noah resmungou franco, meio desconcertado, e viu Seung arquear as sobrancelhas, moldando uma falsa ofensa em seu semblante.

─ A única criança aqui é você. E me respeita, sou seu chefe. ─ ele rebateu, reprimindo um sorriso brincalhão e olhando de relance para o loiro que soltava uma risada baixinha.

─ Posso ligar o rádio? ─ Noah pediu já remexendo-se no banco para realizar o próprio desejo, mas percebeu, de relance, Seung positivar.

E quando, depois de encontrar uma boa música, ele voltou à sua postura ereta, rapidamente buscou no bolso de sua jaqueta preta o smartphone, logo dizendo: ─ Eu preparei uma lista com várias construções que estão em aluguel ou dispostos para a exposição aqui por perto.

No instante após essas palavras, Seung acabou por arquear as sobrancelhas de modo surpreso, não esperando por isso, e fechou levemente o cenho.

─ Você gastou seu tempo fazendo uma lista? ─ ele indagou totalmente descrente, vendo-o, de relance, positivar. ─ Não precisava, a gente poderia ver na hora.

Noah soltou um riso nasalado enquanto rolava os olhos de modo incrédulo, logo respondendo: ─ Olha Seung, eu acho que você deveria ser só um pouquinho mais organizado, tipo, só um pouquinho mesmo.

─ Nossa! ─ Seung exclamou levantando uma de suas mãos, em um gesto exasperado, ao passo que, em seus lábios, um bico de insatisfação se formava. ─ Mas hoje você tirou o dia para me desafiar mesmo.

─ Às vezes não é desafio, é só uma pressãozinha do bem.

─ E ainda debocha na minha cara. ─ ele finalizou contrariado, erguendo seu copo de café até a boca e tomando um gole curto da bebida quente.

Noah, que estava realmente inspirado a irritá-lo naquela manhã, tomou o outro copo em mão e o balançou um pouquinho, antes de bebericar o café forte, e assim que sentiu o palato da bebida, ele acabou sorrindo.

Seung havia lembrado de seu gosto por cafés fortes e sem açúcar.

─ As ruas de Melbourne são lindas, não é? ─ Seung se pronunciou após alguns minutos de silêncio, parando na faixa de pedestres e vendo algumas pessoas atravessarem calmamente.

─ Sim, eu também acho. ─ Noah concordou, olhando pela janela. ─ É muito colorida e viva, acho incrível, mas é incomparável aos lanes.

─ Ah... na verdade eu nunca fui em um. ─ Seung confessou, dando partida novamente e recebendo de Noah um olhar assustado. ─ Então não sei...

─ Como assim você nunca esteve em um lane? ─ o moreno somente deu de ombros, o induzindo a interpretar como se fosse algo normal. ─ Uau! Você mora aqui há quanto tempo Seung?

─ Desde quando me casei. ─ escutando aquilo, como num rompante, Noah girou sua cabeça na direção de Seung e o encarou assustado, assim como incrédulo, escutando logo uma risada rouca e quase desanimada escapar por seus lábios finos.

─ Você é casado? ─ Noah indagou desacreditado, deixando um riso soprado se esvair por sua boca. ─ Eu nunca imaginei.

─ Na verdade eu era. ─ Seung confessou com certo pesar. ─ Mas eu vim para Victoria há oito anos.

─ Meu Deus... ─ Noah sussurrou, levando sua destra até a boca e fazendo uma careta quase que despretensiosa. ─ Você se casou com dezoito anos?

─ Pois é, com dezoito anos. ─ com o tom de voz desanimado, Seung o respondeu, fazendo Noah perceber rapidamente que o assunto era incômodo para seu semelhante.

No entanto, Noah realmente ficou assustado com a notícia, e desacreditado, já que nunca em seus dias na Univers, imaginou que Seung já havia se casado.

Porém, não querendo ele que aquele clima pesado e desconfortável se instalasse naquele carro e entre os dois, no mesmo instante o loiro virou-se para Seung, que se encontrava tenso e com o maxilar travado, e o provocou.

─ Mas sinceramente, chefe, nada me assusta mais do que saber que você nunca esteve em um lane.

─ Céus! Por que isso é uma novidade? ─ Seung indagou, sôfrego.

─ Talvez porque todo habitante de Melbourne já esteve em um lane? ─ Noah rebateu, como se fosse óbvio, tomando mais um gole de seu café logo após.

─ Meus pais nunca estiveram.

─ Todo habitante de Melbourne que não tenha parentesco ou proximidade com Yoon Seung! ─ Noah finalizou, arrancando uma risada arrebatada de Seung, que sacudiu a cabeça totalmente incrédulo quanto à capacidade do loiro.

─ Você é insuportável! ─ ele ralhou, parando novamente, dessa vez num sinal vermelho. ─ Mas deixa de conversa e começa a me indicar as ruas que devo entrar.

─ Ok! ─ o loiro abaixou a cabeça e passou a olhar o visor de seu celular. ─ Bom, você já deve ter escutado falar das arcades, certo? ─ Seung positivou, reduzindo a velocidade. ─ A arquitetura de lá é brilhante, eu acho que seria bem legal nós tentarmos em alguma. Tem a Royal Arcade, a Block Arcade e a Cathedral Arcade.

─ Eu acho uma ótima ideia, e elas ficam numa lane, né?

─ Não na verdade, mas ficam próximas! ─ Noah exclamou animado, vendo-o levar o copo de café aos lábios e tomar o último longo gole. ─ Agora, talvez, você conhecerá uma! Tem tudo o que você parece gostar: cafés, doces, pãezinhos.

─ Olha só, ele já sabe até os gostos do chefe. Será que merece um aumento de salário por isso? ─ Seung soltou brincalhão, acabando por não notar a coloração rubra que passou a tomar as bochechas de Noah.

─ Mas então, para chegarmos a Royal nós precisamos pegar a avenida Elizabeth. ─ ainda envergonhado, Noah instruiu, vendo-o assentir.

E dali a alguns minutos, Seung deixou a avenida Flinders e dirigiu por um breve percurso, até que Noah o orientou a estacionar.

Os dois desceram do carro e por um instante, após Seung trava-lo e acionar o alarme, observaram a entrada da construção, por onde entrava e saía uma quantidade generosa de pessoas.

─ Aqui é bonito. ─ Seung se pronunciou, passando a seguir Noah para dentro do prédio.

─ Muito! ─ o loiro concordou olhando admirado para a arquitetura clássica.

─ Na verdade aqui funciona como um shopping, né? ─ Seung indagou, vendo-o positivar com a cabeça e respirar bem fundo, soltando um sorriso bobo em seguida. ─ O cheiro daqui é gostoso mesmo.

─ Sim!

─ Quer comer alguma coisa?

─ Não! ─ ele se apressou em responder, saltando pelo chão que era revestido por piso dama, pisando somente nas partes pretas e rindo sempre que se desequilibrava.

Parece uma criança, Seung pensou, nem se dando conta de que sorria igual a um bobo enquanto observava o rapaz se afastar cada vez mais. Porém, Noah parou assim que, sem querer, esbarrou numa criança e a levou ao chão.

Seung viu o momento em que ele se abaixou assustado ao passo que a criança abria a boca num choro escandaloso, e então se apressou até os dois.

─ Calma, calma. ─ pegando-a no colo, Noah sussurrou para a garotinha de pele negra e cabelos crespos, envoltos por uma tiara rosa e cheia de linhas coloridas.

Uma mulher alta se aproximou apressada e, com o semblante preocupado, já foi logo perguntando: ─ O que houve filha?

A menininha, que era passada para o colo de sua mãe enquanto já diminuía o choro, olhou para o rosto de Noah e fechou o cenho no mesmo instante, fazendo o loiro soltar um riso soprado enquanto logo tratava de se explicar.

─ Eu estava entretido enquanto pulava pelo piso e acabei não vendo ela quando cruzou meu caminho. Me desculpa pequena, não fiz por querer. ─ ele disse por último, agora olhando para a garotinha que cerrou os cílios em sua direção, mas logo depois assentiu, vendo sua mãe soltar um sorriso orgulhoso. ─ Me desculpa também, senhora.

─ Ah tudo bem, mas tome mais cuidado da próxima, hein. Nem todos os pais e mães são tranquilas como eu! ─ Noah, levemente envergonhado, assentiu brevemente e acenou com a mão enquanto via as duas se afastar.

Um pouco atrás de si, Seung explodiu numa gargalhada mais contida, e quando Noah se virou, com os olhos espremidos em nervoso, ele viu o moreno curvado enquanto seu corpo produzia alguns espasmos no meio das risadas.

─ Seu idiota! ─ Noah resmungou o dando um empurrão. ─ Ao invés de ajudar fica rindo.

Eu estava entretido enquanto pulava pelo piso e acabei não vendo ela quando cruzou meu caminho. ─ provocativo e tentando reproduzir a voz rouca do loiro, Seung o imitou, vendo-o cerrar os punhos e acertar um leve soco em seu braço, não se aguentando e rindo logo em seguida, também.

─ Eu vou embora e vou te deixar sozinho aqui, seu palhaço. Me respeita! ─ Noah ameaçou, voltando a fechar o semblante e soltando um breve bufo pressuroso.

─ Eu te trouxe! E me respeita você, eu que sou o chefe aqui.

─ Para o que é que existe ônibus, metrôs, taxis? Huh? ─ Noah indagou, o dando as costas enquanto já se afastava.

E Seung simplesmente não conseguia acreditar que o loiro estava falando tão sério, então, com um sorriso ladino, deu uma breve corridinha e quando Noah já saía do prédio, ele o alcançou.

O moreno bagunçou os fios lisos de seu semelhante e depois apoiou a destra em seu ombro, dizendo: ─ Mas me diz ai, o que achou daqui?

Noah virou-se um pouco, para encara-lo melhor, e soltou um suspiro pesado diante daquele cara de pau.

─ Qual é Noah? Eu estava só brincando. Você não ficou realmente irritado, ficou? ─ Seung indagou, quando o viu parar de frente para o carro, pegando logo essa oportunidade para novamente provoca-lo. ─ Mas ué! Não existe ônibus, metrôs e taxis por aí? Huh?

Noah sequer respondeu, somente o direcionou um olhar carregado de desdém e quando já ia saindo de seu lugar, Seung soltou uma última risada, o segurou levemente pelo pulso e suspirou, dizendo: ─ ‘Tá bom, agora eu parei, de verdade!

Noah não o respondeu, mas voltou ao seu lugar e escutou o barulho do carro ser destravado. Ele abriu a porta, sentou-se na poltrona e viu Seung dar a volta, fazendo o mesmo em seguida.

─ ‘Tá com raiva? ─ Seung indagou, virando o rosto para ele logo após fechar a porta. ─ Eu só vou sair com o carro quando você me responder.

─ Nossa Seung! Eu não estou com raiva. ─ respondeu alterado, escutando-o soltar uma risada em seguida e o dar um leve beliscão na costela. ─ A-Ai!

E em meio a risadas, após isso, Seung deu partida com o carro e se dirigiu para a Block Arcade, onde também se encantou pela arquitetura que não era tão diferente quanto a anterior. Lá eles lancharam, conversaram sobre assuntos que tangiam somente a exposição e logo voltaram para o carro.

─ Agora para irmos à Cathedral, precisamos pegar direto pela avenida Collins, depois a direita na Russel e Flinders novamente. Você sabe onde são essas ruas, certo?

─ Sim. ─ Seung finalizou, seguindo pela Collins e depois dali, em menos que cinco minutos, eles estacionaram em frente a Cathedral Arcade.

O movimento não era tão grande como na anterior, mas a entrada já havia feito o coração e mente de Seung.

─ Vai ser aqui! ─ precipitado, o moreno se pronunciou, travando seu carro.

Noah o olhou com as sobrancelhas arqueadas, em surpresa, e nada disse, o puxando pelo pulso para que atravessassem a avenida. Eles passaram pela parte gramada que cercava a construção e subiram os degraus da entrada, sorrindo simultaneamente ao encontrarem o local quase vazio.

─ Céus, que coisa linda. ─ Noah sussurrou, passando pelo arco quadrilátero .

A arquitetura de estilo vitoriana era extremamente magnífica e agradável em sua simplicidade, assim como o jogo de cores, leves e quase neutras, se não fosse pelos tons de azuis revestindo uma ou outra vidraçaria.

As lojas, em compensação, eram bem poucas, semelhantes à brechós. E havia somente um pequeno café, fofo e bem confortável, fazendo com que a pequena arcade se apresentasse com cheirinho de pãezinhos e aquela cafeína agradável.

─ Combina bastante com a minha ideia de exposição. ─ Seung se pronunciou, olhando para o teto que formava um meio círculo, deixando a apresentação arquitetônica ainda mais diferente.

─ Ela deve ser linda então. ─ Noah retorquiu, vendo de relance uma curvinha se formar ao canto dos lábios de Seung, denunciando um sorriso mal contido.

O moreno simplesmente amava receber elogios por parte Noah, e isso, os elogios, eram as causas de seus constantes sorrisos, dentro e fora da galeria, perto ou longe do loiro.

─ Bom, eu dei uma pesquisada e aqui no horário da noite não vem muitas pessoas, pois a parte de comércio mesmo funciona pela manhã.

─ Então? ─ Seung o instigou a continuar, passando a encara-lo quando virou totalmente o corpo em sua direção.

─ Eu pensei aqui e... nós podemos conversar com o dono ou dona desse café.

─ E pedir para que na parte da noite ele trabalhe, enquanto a exposição estiver rolando. ─ Seung completou a fala do loiro, vendo-o erguer a destra para um high five divertido. ─ Estou animado!

─ Eu também! ─ ambos se encararam, com aqueles sorrisos largos e imaculados e, não pela primeira vez, Noah admirou os olhinhos de Seung, que sempre formavam uma linha não tão fina quando o mesmo sorria.

‘É lindo!’, ele pensou.

─ Mas então, já que conseguimos o lugar, agora precisamos pedir o alvará ao prefeito, por se tratar de um lugar público. Eu posso fazer isso, tudo bem? ─ Noah somente assentiu, e depois de darem mais um olhada pelo espaço, eles se retiraram, caminhando para o carro. ─ Obrigado por ser tão esforçado Noah, de verdade. ─ Seung disse enquanto dava partida. ─ Fiquei com muito medo de que ao dispensar Suze e te contratar, eu estivesse me enrolando, mas vê-lo tão aplicado e disposto me deixa muito, mas muito feliz mesmo!

Noah, escutando aquelas palavras, sentiu o coração acelerar na mesma medida em que suas bochechas e pontinha do nariz ficavam vermelhos.

─ Ah... ─ ele resmungou tombando a cabeça para o lado e para disfarçar o nervosismo, passou o cinto por seu peitoral, levando tempo demasiado nessa ação. ─ Mas eu realmente estou aqui para te ajudar, chefe, não importa o que aconteça.

─ Viu! Eu gosto disso, de escutá-lo falar, porque nossa!, você me passa uma segurança excepcional. E não é como se você estivesse dizendo isso só para me impressionar! ─ ele disse, estourado numa genuína e bonita euforia.

Noah acabou sorrindo, virando sutilmente sua cabeça para a janela e se esforçando em não encarar aquele rosto bonito, enquanto pensava ‘por que ele faz assim?’.

─ Que horas são? ─ Seung indagou, e com rapidez Noah puxou o celular de seu bolso, logo olhando o visor.

─ Onze, por que?

─ Ah sim. Você trouxe todas as suas coisas contigo, para aqui? ─ o loiro, meio confuso e desconfiado, assentiu. ─ Ótimo!

─ Por que?

─ Nada ué! ─ o moreno respondeu, sorrindo ardiloso ao passo que parava num sinal vermelho.

─ Doido! ─ Seung acabou rindo, virando sua cabeça para o loiro.

─ Eu as vezes me pego pensando em como atingimos esse nível de intimidade, sabe? Não é como se fossemos chefe e funcionário, sei lá, já passamos desse nível em um curto espaço de tempo e estamos agora como amigos, isso é sensacional cara!

─ Sim! ─ Noah o respondeu, igualmente animado, vendo-o avançar com o carro novamente. ─ Eu nunca imaginei que poderia chegar nesse nível com uma pessoa tão profissional, e viver isso é realmente instigante!

Dali em diante eles seguiram conversando de modo vivaz, e vez ou outra explodiam em gargalhadas quando o outro falava alguma besteira ou falavam juntos, o que realmente aconteceu muitas vezes.

Conversaram sobre diversos assuntos, todos eles muito aleatórios. Iniciaram falando sobre a galeria, passaram por comidas favoritas e terminaram em animais, e Noah quase chorou de rir, e de ternura, quando Seung confessou que o sonho de criança dele era ter uma mini-vaca, literalmente dentro de casa.

─ Eu não acredito nisso! ─ Noah disse exasperado, abanando seu rosto com as mãos enquanto respirava fundo, voltando a gargalhar como um chapado.

─ Acredite! Minha mãe havia me levado numa fazendinha e nossa!, eu fiquei doido quando vi aquela vaquinha tão pequena. Acho que eu passei uma semana sem falar coma minha mãe, só adulando o meu pai. ─ Noah riu de novo, acabando por balançar a cabeça negativamente, incrédulo.

─ Então quer dizer que você é extra desde criança? ─ o loiro o provocou, prestando atenção enquanto o moreno virava numa rua que conhecia muito bem.

Noah de repente fechou o semblante e como num rompante, virou-se para Seung, espremendo os cílios em sua direção e reparando que o moreno possuía um sorriso ladino.

─ Céus, eu vou te matar! ─ Noah exclamou. ─ Não era necessário.

─ Eu que quis! ─ Seung rebateu, estacionando o carro à frente do gramado na casa de Noah. ─ E de nada, seu mal-agradecido.

─ Obrigado! ─ o loiro resmungou, soltando um bufo e rolando os olhos enquanto destravava o cinto e permitindo um sorrisinho nascer aos cantos dos lábios.

Seung acabou rindo daquela breve pirraça, e logo depois o viu abrir a porta, saindo do carro e a fechando.

─ Sua irmãzinha melhorou? ─ Seung perguntou antes de vê-lo partir, e Noah assentiu, lembrando-se de que mais cedo havia comentado algo do tipo com ele.

─ Então, até segunda, seu sem-graça. ─ Noah resmungou, e deu as costas, escutando um ‘até, seu birrento!’.

Seung observou, não pela primeira vez, o corpo atrativo de seu semelhante e desviou, por razão desconhecida, o olhar, sentindo as bochechas queimar e o coração acelerar.

E com um sorriso largo nos lábios, Noah adentrou em sua casa, chamando a atenção de dona Lena com aquele diversão misturada à felicidade estampada em sua face.

E Seung, assim como Noah, sorrindo largo e incontido, deu partida no carro, sentindo seu coração bem quentinho, e talvez, mas só talvez, como nunca antes sentira.

Notas finais
aaaaaaa eU AMO UMA INTERAÇÃO, e a partir de agora os capítulos serão nesse pique, claro que dando uma segurada, pois quero explorar com mais cuidado e carinho o relacionamento dos dois, mas é isso aí, fiquem forte que vem mais tiro pela frente lkkkkkkkkk. e se quiserem ter noção de como são todas as arcades que citei (sim, elas são reais e lindas), podem pesquisar no insta, ou pinterest, que vocês encontrarão todas elas. eu, particularmente, fiquei encantada kkkkkkkk. até logo gente, abraços! ♥