Notas iniciais
Mandem reviews para eu saber se alguém está lendo!

Beatriz POV on

Durante a aula eu comecei a me sentir mal e pedi para ir ao banheiro. Não que eu quisesse perder aula, mas eu acabei ficando tempo demais no banheiro. Quando voltei para sala todos já tinham saído para o intervalo, então eu aproveitei e peguei minha bolsa, iria para casa mais cedo como estava passando mal. Eu estava indo até o refeitório me despedir de Alice, até que eu vejo uma figura conhecida no portão dos fundos da escola.

–O que você está fazendo aqui? -Eu perguntei.

–Eu vim deixar algumas coisas que um amigo pediu. -Louis disse sorrindo.

–Ah, que bom amigo você... -Eu disse sorrindo.

–Pois é... E você está com a sua bolsa, está indo embora?

–Estou sim, eu estou passando mal. Acho que para falar a verdade é mais vontade de não assistir aula. -Acabei confessando.

–Bem, eu já estou indo embora. Aceita uma carona?

Eu ficava repassando na minha mente: "Você não conhece ele, lembre sobre o que a sua mãe disse sobre estranhos, não vá embora sem de despedir de Alice". Antes que eu pudesse recusar a carona, eu já estava em frente ao carro dele.

Louis me deixou em casa e eu não acredito como pude pensar mal dele, ele sem dúvidas era uma das pessoas mais legais que eu já tinha conhecido. Fui caminhando até em casa e a ninguém atendeu a campainha.

–Tem certeza que tem alguém em casa? — Louis perguntou colocando a cabeça para fora do carro.

–Eu achava que tinha... -Eu disse tentando espiar pela janela.

Tentei ligar para os meus pais algumas vezes, mas nenhum deles atendeu. Fiquei me sentindo um pouco culpada por estar prendendo Louis.

–Eu acho melhor você ir para casa, meus pais ainda vão demorar. Mas obrigada pela carona. -Eu disse.

–Eu acho melhor você vir comigo, já que eles vão demorar. -Ele disse sorrindo.

Ah, quem conseguiria resistir a ele? Divertido, gentil, lindo... Quando me dei conta eu já tinha me perdido nos meus pensamentos e estava um silêncio bem constragedor, sem contar o meu sorrisinho de retardada no rosto. Entrei no carro e me dei conta que ele não tinha me falado para onde nós estávamos indo. Ele provavelmente deve ter lido meus pensamentos, porque ele disse:

–Não se preocupe, estamos indo para a minha casa.

–Você mora sozinho?

–Hm, tá interessada, é?! -Ele disse rindo.

–Ha ha, muito engraçado. Eu só queria saber.

–Relaxa, eu não vou te sequestrar ou nada assim.

E do nada o mesmo sorriso de retardada voltou a minha cara. Respira, respira. O que estava acontecendo comigo? Resolvi falar qualquer coisa só para não deixar o silêncio predominar e eu acabar sorrindo daquele jeito de novo.

–Qual era o nome do amigo que você foi ver hoje na escola? Quem sabe eu não o conheça?!

–Ah, ele é novo na escola. Harry Styles... Conhece?

Congelei. Então ele era o amigo lindo que Alice tinha falado. Será que todos os amigos de Harry eram bonitos ou era impressão?! Resolvi falar alguma coisa rápido, eu estava demorando para responder todas as peguntas e ele poderia achar que eu tinha algum tipo de atraso mental.

–Não acredito!

–O que? -Ele perguntou confuso.

–Harry é meu amigo também! Foi para eles que eu fiquei segurando vela ontem. -Eu disse rindo.

–Nossa, que mundo pequeno...

[...]

O apartamento de Louis era pequeno, e extremamente bagunçado.

–Eu vivo aqui com Harry. -Louis disse.

–E só tem uma cama? E ainda de casal? -Eu disse rindo.

–Fazer o que se eu sou irresistível...

–Ainda bem que você sabe. -Eu pensei em voz alta.

Sua retardada ofereçida. Finja que era brincadeira, vai! Faz alguma coisa! Meu cérebro ficava me dando ordens. Dei uma risada e ele riu também. Graças a Deus que ele levou na brincadeira, senão eu já enfiaria minha cabeça em algum buraco para nunca mais tirar.

[...]

Cheguei em casa e minha mãe ficou fazendo mil perguntas sobre o menino que tinha me levado para casa e etc.

–Filha, eu também já namorei cara mais velhos. Você pode me contar.

–Mãe, eu não estou namorando.

–Sabe, se você quiser chamar mais atenção eu posso te emprestar um dos meus sutiãns. Sem onfensas, mas os seus peitos...

Não acredito que eu estava ouvindo aquilo. Respire, respire. Nada aconteceu.

–Eu estou bem mãe. Agora vou fazer dever de casa. -Eu disse quase que correndo para o meu quarto.

Vi as mensagens de Alice e então eu resolvi mandar sinal de vida. Tentei dormir um pouco depois disso, mas eu simplesmente não conseguia apagar as imagens dos sutiãns da minha mãe da minha cabeça.