Yo Te Amo!
1 Capítulo 1
- Te amo, Antonio... — Finalmente sua fala havia saído em coerente, e em bom tom. Apertou as mãos em punhos, sentindo o sangue subir para sua face, e então abriu os olhos antes fechados fortemente.
Encontra sua imagem refletida no espelho, vendo uma expressão bastante constrangida. Não conseguia expressar aquilo nem treinando. Rosnou, irritado. Tentava antes uma pose confiante, um tom de voz mais amável...
Mas, a frente do espanhol, acabava dizendo sempre que o odiava, mesmo que no fundo fosse mentira. E mesmo assim o outro não parecia se abalar, continuando sempre alegre e o mesmo consigo.
Não conseguia ser honesto, não tinha coragem o suficiente. Mentia sempre sobre o que sentia. Sabia o que estava dentro de si, mas somente não era bom em falar coisas sérias.
Atrás daquela expressão irritada, aura que sempre parecia tentar espantar Antonio, escondia-se um lado tímido do italiano.
Mas, queria e precisava revelar seus sentimentos. Antonio já havia dito que o amava, e somente esperava uma resposta, que acabava sendo sempre “ti odio, paella stupido!”.
Quando ele dizia “aquí” ou “vamos”, com aquele sorriso tão convidativo... Acabava ficando embaraçado.
Talvez acabasse dizendo novamente que o odiava, mas havia prometido para si mesmo que amanhã iria dizer.
- Figlio di una... — Encostou a testa no espelho, com o rosto ainda vermelho, pensando em Antonio. Apesar do xingamento, seu coração estava disparado.
E mesmo tendo dormido bastante nervoso, algumas vezes levantando somente para socar o travesseiro e quase acordar seu irmão com seus palavrões, a manhã esperada havia chegado.
Parecia um pouco sonolento, um pouco mais irritado que o normal, mas seus olhos iam sempre para o relógio — ao mesmo tempo querendo que fosse mais rápido, também desejando que ele parasse para poder juntar mais coragem.
Deu a hora do intervalo. Fora um dos primeiros a se retirar da classe.
Andou pelo pátio, com os olhos a procurar pelo espanhol. Encontrou o rapidamente, e ainda mais por estar ao lado do alemão albino que chamava atenção de um jeito ou de outro. Bufou, tentando ignorar a presença de Gilbert.
Seguiu até Antonio, com passos firmes, logo sendo notado.
- Buenos di- — Antes que ele pudesse lhe cumprimentar o interrompeu.
- CHIUDERE! — Com um movimento com a mão, junto da exclamação, o fez se calar. Gilbert também observava, meio intrometido. — ... Antonio, yo te... — Respirou fundo.
Ele somente esperava o que Lovino iria dizer, curioso.
- Yo te... Yo te...!
- Dice, Lovi.
- ... Nada. — Acabou não dizendo, vendo que não iria conseguir. Deu as costas e se afastou.
Antonio acabou deixando o albino sozinho para seguir o italiano. Chamava-o no caminho, mas Lovino parecia ignorá-lo.
Optou por então o segurar pelo pulso e arrastá-lo para algum lugar mais afastado, mesmo com os diversos protestos, palavrões e socos em seu braço.
- O que ia dizer? — Perguntou, sem soltá-lo para que não fugisse.
- Já disse que não era nada. — Manteve um tom baixo, mas tentando afastar a mão de Antonio de si com certa força.
- Diga!
- Não era nada! ME SOLTA, PAELLA STUPIDO! — Não conseguiu se manter calmo por muito tempo.
- Lovino! — Insiste o maior, fazendo-o perder a paciência.
- YO TE AMO, FIGLIO DI UNA CAGNA! — Berrou, movendo o braço de modo brusco pra que fosse solto.
Antonio demorou um pouco para processar a informação, mas em segundos voltou a sorrir. Soltou um suspiro, junto a um breve riso.
- Do que está rindo, b-bastardo?
- Você disse. E em espanhol! — O abraçou, erguendo-o um pouco do chão sem perceber. — Io ti amo troppo. Hmm... É isso, certo?
- ... É. — Desviou o olhar para o chão, depois voltando-se para ele com um olhar mais determinado. Inclinou-se e alcançou os lábios hispânicos com os seus.
Pressionou seus lábios de volta contra os de Lovino, sorrindo durante o beijo. Apertou mais o abraço, alegremente, mas isso acabou fazendo o italiano começar a se debater.
- Não me aperte! E me ponha no chão, idiota! — Reclamou, e do jeito que se debatia acabou fazendo o maior perder o equilíbrio e ambos caíram no chão.
- Lovi, assim vai machucar a gente... Tudo bem? — Mesmo estando um pouco dolorido, não reclamou. Segurou o rosto do menor e o beijou na bochecha.
Fora respondido com um “cale a boca”, seguido de uma tentativa de agressão, mas as bochechas coradas dele o denunciavam constrangido. Riu-se.
Lovino era adorável daquele jeito.
Notas finais
Dice = Diz
Figlio di una cagna = Filho de uma... q
Io ti amo troppo = Eu te amo também
Segundo o Google Tradutor, então não sei se está certo. :x
Bem, minha primeira Spamano, por isso não deve estar boa. -q
Mas se gostaram, deixem reviews~
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