Yo No Sé Si Es Amor
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Tá aí o primeiro capitulo da fic. Espero que gostem.
Não tá MUITO bom, mas da pro gosto.
Beijo, Larissa.
Não sou uma garota festeira. A música ensurdecedora, pessoas dançado, e uma escuridão do inferno com uma iluminação que me deixa tonta — isso não é meu estilo. Minha noite de sábado ideal é em casa, coberta com um cobertor quentinho, assistindo uma das minhas séries favoritas. Meu nome é Lara, e, embora eu pareça uma adolescente normal, que frequenta a faculdade de arquitetura de Buenos Aires e sai com suas amigas, recentemente o normal e eu somos completamente estranhos. Eu não saberia o que é normal nem se tivesse bem na minha frente.
O normal e eu começamos a tomar caminhos oposto a dois anos atrás, quando entrei na faculdade e conheci um dois homens mais repugnante da minha vida. Só em pensar naquele idiota, minha cabeça ferve de raiva e meu estômago — ao mesmo tempo —, se embrulha todinha de medo. Talvez ele seja um dos motivos para que minha vida tenha se tornado um inferno.
Não sou uma garota normal. Sobretudo o que eu não tenho de normal, minha melhor amiga, Violetta, muito menos tem. Violetta e eu temos uma ligação inabalável que nem mesmo uma longa lista de diferenças pode quebrar. Dizem que os opostos se atraem, e nós somos provas da validade dessa afirmação. Violetta é uma garota doce, gentil e bastante bonita. Os meninos fazem filas para sair com ela, apesar de gostar de nenhum dos garotos. Quase sempre, a vontade da Vilu prevalece. E diferente de mim, Vilu adora uma boa festa.
Esta noite o desejo da Vilu por diversão nos levou para uma festa de um colega de faculdade, onde havia uma mansão branca imensa, com música eletrônica extremamente alta, além de vários carros estacionados em frente a mansão. Por dentro parecia uma balada com uma pista de dança entre um palco e uma bar improvisado.
— Isso vai ser divertido — gritou Vilu para mim mais alto que a batida sem sentindo da música. Estávamos no meio da pista de dança, levando empurrões e trombadas de todos os lados. — Vou te mostrar como deve ser uma noite de sábado. Vamos dançar.
Fiz o máximo para parecer empolgada com a festa, mas o cara que estava atrás de mim não parava de pisar no meu pé a cada dois segundos. A garota do meu lado dançava de um jeito que me empurrava, se eu não tivesse cuidado, sabia que seria arremessada para fora da pista.
— Vou pegar um bebida — disse a Vilu. — Minha garganta parece um deserto.
— Não vai fugir.
Já que você deu a ideia, pensei.
— Imagina — neguei com a cabeça. — Estou me divertindo muito. Simplesmente amo dançar. — dancei a dança do robô.
— Dá uma olhadinha naquele cara no bar. Ele não consegue tirar os olhos de você. Parece que vai te engolir.
Segui o olhar dela... e meu coração deu um salto. Não poderia ser ele. Não pode ser ele.
Esfreguei os olhos com força, esperando que aquilo seja somente uma ilusão ou alguém muito, mais muito parecido mesmo com o homem, cujo objetivo de sua vida é infernizar a minha. E para minha surpresa ele não estava mais lá.
— Onde foi parar o gatinho que não parava de olhar para você? Ele estava ali por um momento e depois sumiu como num passe de mágica.
Tentava ao máximo convencer a mim mesma que não era ele e que Violetta e eu estávamos vendo coisas.
— Vou pegar uma bebida e volto logo, tá? — disse observando a cadeira no qual eu vi o misterioso homem.
— Tá bom, Você precisa mesmo de um copo de água parece que viu um fantasma.
Não... eu vi coisa pior, pensei.
Respirei fundo e caminhei em direção ao bar. Olhei em volta e nada. Talvez seja mesmo coisa da minha cabeça.
Virei em direção a pista de dança, bom estava, até um criatura se meter no caminho.
— Lara! Que bom que venho — me abraçou.
— E você é?
— Meu nome é Tomás. Sou amigo da Vilu.
— E...
— Você podia entregar isso para ela? — me entregou um papel.
Procurei a Vilu na pista de dança, até meus olhos se direcionaram a porta dos fundos e a uma sombra humana que saia da mansão.
— Tá, tá. Só que eu tô sem tempo agora — enfiei o papel no meu bolso.
Senti um pouco de pena em deixar o Tomás plantado sozinho, mas tirar a dúvida se aquele canalha teria voltado depois de dois anos era muito mais importante. Corri em direção a porta dos fundos empurrado todo mundo, levando até xingamentos de pessoas que mais pareciam está bêbados ou drogados.
Quando finalmente consegui sair daquele sufoco que chamam de festa, senti um calafrio percorrer meu corpo. A neblina assustadora, a lua cheia e o frio do inverno, transformava aquele jardim em um cenário de filme de terror. Dei alguns passos na esperança de encontrar ninguém no jardim. Senti um vulto atrás de mim. Fechei os olhos, respirando fundo e me virei rapidamente e, como eu esperava não encontrei ninguém. Respirei fundo novamente e então disse:
— Quem está aí? — gritei.
Ninguém se pronunciou. Só ouvia o som dos grilos. Senti mais uma vez o vulto atrás de mim. Engoli em seco, nesse momento já estava suando frio.
— Quem está aí? — perguntei novamente.
E de novo não obtive resposta. Minha vontade era de sair correndo dali e, talvez era o que deveria fazer. Peguei meu celular no bolso traseiro da calça e meu fones de ouvidos. Botei a minha música favorita para tocar. "Mirror's" com certeza é a música mais perfeita que alguém poderia criar. A letra, melodia tudo é perfeita nessa música. Caminhei de volta para minha casa muito atenta, mas cantarolado.
— "Mas não é que você é algo para admirar? Porque seu brilho é parecido com um espelho" — cantarolei.
De repente senti uma gota de água cair na tela do meu celular. Olhei para o céu e começou a cair um temporal.
— Era o que faltava. Hoje não é meu dia de sorte — apresei meu passos e coloquei o celular no bolso.
Infelizmente faltava muito para chegar em casa, e até lá vai aparecer que invés de uma festa fui a praia. Para piorar não tinha ninguém na rua e eu estava a ponto de atravessar a rua que não tem sinal de trânsito. Olhei os dois lados da rua, e só vinha um carro bem longe. Em um movimento em falso, eu coloquei meu pé em um buraco pequeno, me fazendo cair bem no meio da estrada molhada. Olhei novamente para o carro que já estava a poucos metros de passar por cima de mim.
Tentei retirar meu pé do buraco mas ele estava preso e doendo muito. Olhei mais uma vez para o carro e já era tarde de mais. Fechei os olhos e esperei o pior. Ouvi uma freada brusca e finalmente tomei coragem e abri os olhos. O carro tinha parado a poucos centímetros do meu rosto. De dentro do carro saiu um garoto alto, forte, com os olhos verdes, lindos. Foi até mim e olhou meu pé.
— Acho que você quebrou o pé — disse e finalmente olhou nos meus olhos.
"Eu estou olhando diretamente para minha outra metade. A maior cena está definida no meu coração. Há um espaço, mas agora você está em casa". Continuava a tocar a música no meu ouvido. Aqueles olhos verdes se encontraram com os meus e eu senti algo diferente dentro de mim. Meu coração acelerou. Nunca senti algo assim antes por alguém.
Ele foi chegando cada vez mais perto. É difícil admitir isso... mas ele fica mais bonito ainda com o cabelo molhado. Ele estava a poucos centímetros do meu rosto. Não sei o que deu em mim, automaticamente minha mão se direcionou ao rosto dele, dando um tapa forte. Ele exclamou de dor e em seguida colocou a mão na parte vermelha.
— Você tá maluca? — disse, massageando a parte vermelha.
— Olha quem fala. Quase me atropelou com esse troço que você chama de carro e tentou me beijar.
— Eu estou tentado te ajudar.
— Depois de quase ter me matado — fiz uma força para tirar meu pé do buraco, sem sucesso.
Ouvi uma risadinha vindo do cara que quase me atropelou. Senti meu sangue ferver de raiva.
— Vai ficar aí parado que nem estátua ou vai me ajudar?
— Eu deveria deixar você aí para ser atropelada por outro carro. Mas como eu sou uma pessoa muito bondosa vou leva-la ao hospital.
Bondosa? não me faça rir, pensei
Ele levou suas mãos geladas para o meu pé preso. Examinou cuidadosamente e disse:
— Vai doer um pouquinho.
— O que você quer dizer com pouquinho? Como se fosse uma espetada de um alfinete ou um osso sendo quebrado...
Nem tive tempo de completar a frase, quando o idiota retirou rapidamente meu pé do buraco, me fazendo grunhir de dor.
— Eu diria como se fosse um pé torcido sendo retirado de um pequeno buraco. Causado por um menina que não tem inteligência suficiente para ver onde pisa numa tempestade com essa — disse rapidamente.
Se eu não tivesse morrendo de dor daria um bom de um chute na parte sagrada dele.
— Então — coçou a cabeça. — Quer que eu a leve no colo como um bebê ou consegue andar sozinha?
Meu pé ainda doía muito para conseguir andar sozinha.
— O que você acha? — soou mais grosso do que esperava.
Ele colocou o braço atrás da minha costa e o outro debaixo das minhas pernas.
— O que pensa que está fazendo?
Olhou para mim como se fosse óbvio o que estava fazendo.
— Me levanta e eu seguro no seu ombro.
Ergueu a sobrancelha.
— Só faz o que eu mando.
Revirou os olhos. Fez direitinho como eu pedi e me conduziu até o carro. Para um idiota até que tinha um carro bonitinho. Era estranho, nunca vi uma carro de garoto tão organizado com o dele e que cheirava tão bem assim. Estava mais organizado que meu próprio carro.
Acho que notou o meu encantamento pelo carro e disse:
— Está assim por causa do carro ou por causa de mim? — perguntou, sorrindo maliciosamente.
Dei mais uma olhadinha no carro.
— Você é gay? — perguntei.
— Se eu fosse eu me vestiria melhor — deu a partida no carro.
Procurei meu celular no bolso, rezando para que esteja seco e para minha sorte estava. Coloquei de volta meus fones e a música continuou onde parou.
— Eu nunca poderei mudar sem você. Você me reflete, eu adoro isso em você. E, se eu pudesse, eu olharia para nós dois o tempo todo — cantei baixinho.
— Ontem é história. Amanhã é um mistério. E posso te ver olhando para mim. Mantenha seus olhos em mim. Querida, mantenha seus olhos em mim — completou o idiota.
Odeio admitir isso mas ele tem uma voz linda... igual os olhos verdes.
— Você é, você é o amor da minha vida — cantamos juntos.
Olhei os olhos deles pelo retrovisor do carro, pareciam que estavam brilhando. Por mais que eu tentasse não parava de olhar para ele, parecia que eu estava numa espécie de... transe.
— Qual o seu nome, garotinha? — perguntou me fazendo sair do transe.
— Não me chame de garotinha. Vou fazer dezenove domingo que vem.
Deu de ombros.
— Meu nome é Lara.
— Nome bonito para uma pessoa tão ignorante.
— Como você pode ser tão irritante? Preferia ficar na estrada para ser atropelada por um motorista qualquer.
— Já disseram que você fica bonitinha quando fica bravinha? Meu nome é León... León Vargas.
"VARGAS". Eu já ouvira esse sobrenome em algum lugar da faculdade. Tentei refrescar a memória. Ah, claro, a resposta veio com um flash. Esse é o sobrenome do meu professor de urbanização da faculdade. Mas não podia ser... um mané como ele não pode ser filho do meu professor favorito.
Mas por via da dúvida, não custa nada perguntar.
— O idi... León — lembrei rapidamente que ele tinha acabado de falar o nome dele. Não precisa mais chama-lo de idiota... não sem necessidade. — Seu pai por acaso da aula de urbanização na universidade de Buenos Aires ( UBA )?
— Sim. Por quê? Você conhece ele?
— Só pode ser brincadeira — lamentei. — Ele é meu professor de urbanização.
— Espera — pareceu pensativo — Tem outra Lara na sua turma?
— Não que eu saiba.
— Não acredito que você é a famosa Lara — espera famosa?, pensei — Ele te elogia muito vendo seus trabalhos, provas e outras coisas. Disse que você teria um logo futuro pela frente e blá, blá, blá.
Corei na hora.
— Ele falou mesmo isso? — já estava parecendo um tomate.
Assentiu.
— Eu na minha opinião não acho aquele rabiscos uma coisa bonita — fechei a cara — Mas como minha opinião não conta.
Ficamos em silêncio por dez minutos. Não vou mentir, o clima estava muito tenso. A chuva só aumentava.
— Não vai dar para ir ao hospital. A tempestade tá muito forte — disse, quebrando o clima tenso. — Teremos que ficar na minha casa.
— Você nem me conhece — olhei surpresa para ele. — E quer me levar para dentro de sua casa?
— Eu não te conhece, mas meu pai gosta muito de você. Aposto que gostaria que eu hospedasse a melhor aluna dele.
— Seu pai está em casa? — negou com a cabeça. — Sua mãe? — negou mais um vez. — Um empregado?
— Estão de folga.
Pensei um pouco. Qual é pior? Ficar na chuva com pé torcido ou aguentar o Vargas? Com certeza aguentar o Vargas, brinquei.
— Então...?
— Eu aceito — relutei um pouco antes de dizer isso. — Mas tem um problema: E meu pé?
León estacionou o carro em frente a uma casa de dois andares ( provavelmente a casa dele ). Olhou para o teto do carro pensativo, e disse:
— Meu pai tem algumas coisa para tratar seu pé. Eu posso fazer esses troços de médicos.
Ai meu Deus! O que eu fiz para merecer isso?, pensei
Saiu do carro e esfregou as mãos por causa do frio lá fora. Abriu a porta e me pegou no colo. Comecei a me debater no colo dele.
— Qual é o seu problema? — perguntou.
Me debati em vão.
— Eu ainda tenho o outro pé.
— E como a mocinha pretende subir as escadas?
Joguei a cabeça para trás, observando a chuva caindo no meu rosto. Me levou até o quarto dele, que por acaso é lindo. Sentei na sua cama.
— Fica aí enquanto vou buscar algumas coisas para o seu pé — disse e depois se retirou.
Observei mais uma vez o quarto. O quarto era incrível, tinha pôster de banda de rock e disco na parede, além de vários instrumentos. Levantei com dificuldade até a porta do quarto, olhando os dois lados e, para minha felicidade nenhum sinal do Vargas. Manquei até a última porta do corredor, abrindo-a. Era incrível, parecia uma mini biblioteca dentro de casa, tinha livros de tudo desde filosofia á ficção científica. Peguei o primeiro livro que vi e comecei a folheá-lo.
— Vejo que temos um fã de livros — disse uma voz familiar atrás de mim.
Com o susto acabei derrubando o livro no chão. Com muita dificuldade abaixei para pega-lo.
— Deixa que eu pego — ajoelhou também. Botou a sua mão em cima da minha, me fazendo tomar um choque elétrico. Parecia que a cada toque dele meu coração acelerava e eu suava cada vez mais frio. Não sei o que isso significa... mas não gosto disso.
— Desculpa — olhei no olhos deles. — Não deveria ter vindo até aqui sem sua permissão — me ajudou a levantar.
— Não deveria mesmo.
— É que seu pai sempre dizia que tinha um biblioteca dentro de casa e que tinha livros de assuntos diversos eu não podia...
— Perder a oportunidade de xeretar as coisas do seu professor — completou.
— Ver a coleção de livros — corrigi.
Sentei numa cadeira, exausta. Meu pé estava doendo muito.
— Está doendo muito? — ajoelhou na frente da cadeira.
— Um pouco.
— Deixa eu ver.
Ele pegou um saco de gelo e colocou no meu pé.
— Fica com isso durante vinte minutos e procure um ortopedista, você pode até não ter quebrado, mas pode ter fissurado ou lesionado algum ligamento ou a articulação.
— Você faz faculdade de medicina? — perguntei olhando meu pé.
— Não — riu — Digo isso por experiência própria.
Ele olhou para mim e então sorriu. Foi a primeira vez que ele sorriu sem malicia ou sarcasmo e pela primeira eu nunca gostei tanto de ver um sorriso no rosto de uma pessoa.
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