Yns 2 (pt. 1) - Everything Youre Not
14 Capítulo 14 - Caroline e Carolina
- Por favor, não conte para ninguém. – pediu Nessie, sentada no chão de sua sala, com a tv ligada. Do seu lado, há uma cartolina amarela com um mapa desenhado em lápis, Nathália está sentada na outra ponta da cartolina, olhando para Nessie. Nessie está com uma jaqueta preta com capuz. Está com olheiras – por passar a noite acordada -. Vestindo calça jeans, e um all star branco.
- Tudo bem, se eu contar, meu segredo também será revelado. – disse Nathália, dando os últimos retoques no mapa. Vestindo jeans, all stars preto e jaqueta amarela, o cabelo liso solto, com sua franja caindo no olho. Com pulseiras coloridas, provavelmente escondendo algo. – Você tem sorte de ser a melhor amiga dela.
- Eu não sou, ela me odeia. – disse Nessie, triste.
- Se ela te falou o que ela sente, acredite, você é a melhor amiga dela.
Nessie olhou para o chão, tentando não chorar.
- Ah, venha cá. Se você pensar assim, sendo pessimista, nunca vai conseguir mesmo ser melhor amiga dela. – Nathália abraçou Nessie, e logo a soltou.
- Quanto ela é importante para você, Nath? – perguntou Nessie.
- Ela era a pessoa que eu mais queria ser melhor amiga, e eu consegui. Ela é super importante para mim. E para você, Nessie?
- É a minha vida. – disse Nessie, devagar.
- Pena que ela nunca vai saber.
Nessie concordou.
- Onde a Sarah se meteu? Que demora para achar um novo lápis! – exclamou Nathália, impaciente.
- Você vai usar isso? – perguntou Nathália, apontando para o apontador azul que está perto do pé de Nessie.
- Vou, por que? – perguntou Nessie, tirando a lâmina do apontador.
- Por que está tirando a lâmina? – perguntou Nathália.
- Para colocar em outro, um de metal que tenho. – explicou Nessie. – E porque você quer esse apontador?
- Você não deve seguir o meu exemplo. – disse Nessie.
- Pois é.
- Sabe, estou tendo alguns problemas com ela. – disse Nathália.
- Sarah? – perguntou Nessie.
- Não, não, a sua diva.
- Eu fiz uma música para ela... Quer ver? – Nessie entregou uma folha de papel dobrada ao meio para Nathália. Nathália abriu o papel.
“E é doentio que todas essas batalhas
São o que me mantém satisfeita
Porque tudo o que eu quero é tudo que você não é
Então vá em frente e bata a porta
Porque você não pode me impedir
Você me viu lá, mas nunca percebeu
Que eu poderia dar tudo pra ser
Uma parte disso, uma parte de você
E agora é tarde de mais então você vê
Você poderia ter ajudado se você quisesse”
- Gostei. Define tudo. Qualquer coisa que acontecer entre você e ela, me ligue, grite meu nome no meio da noite, onde estiver, em qualquer horário. Eu posso te ajudar. – disse Nathália. Nessie agradeceu. Sarah apareceu no começo da escada, descendo rapidamente com o cabelo caindo em seu rosto, pisando forte na madeira com seu all star colorido. Está vestindo jeans e uma jaqueta vermelha.
- Até que enfim! Que demora, Sarah!
- Desculpe, me perdi dentro daquele corredor. – justificou Sarah. Nathália suspirou e se levantou.
- Vou preparar alguns lanches, logo volto. – disse Nathália, caminhando até a cozinha.
Nessie e Sarah assentiram.
- Você realmente conhece a prisão? – perguntou Nessie.
- Não, a chefe que me mandou a base desse mapa.
- Ainda não sei quem é Isabel, como vai salvar a Rafaela de lá, mas... Vamos fazer logo esse mapa. – disse Nessie, escrevendo mais algumas coisas na cartolina.
- Logo a Jubs chega, e vamos fazer algumas coisas enquanto esperamos a Isabel concluir seu plano.
- É estranho ser só nós 4. – disse Sarah, terminando de desenhar a parte da entrada.
- Ao menos ela terminaria esse mapa em 5 minutos, já a gente demora 3 horas. – disse Nessie, desenhando devagar por estar cansada.
- Onde está sua mãe, Nessie? – perguntou Sarah.
- No mercado, e logo depois ela vai pegar as gêmeas na adoção.
- Por que sua mãe quis adotar gêmeas? –
- Ela se sente sozinha às vezes, ela ADORA bebês. – Nessie ouviu a campainha tocar. – Espero que não seja aquelas gêmeas que a chefe falou, se não...
- Eu atendo! – gritou Nessie, se levantando – e quase caindo em cima da cartolina -, correndo até a porta da frente. Nessie abriu a porta e teve uma surpresa, Rose está segurando duas gêmeas bebês. Pele branca, olhos puxados e pretos, cabelos curto.
- Mas o que... Mãe?! Quem são essas? – exclamou Nessie, surpresa.
- As gêmeas Caroline e Carolina. – disse Rose. – Uma mulher me apresentou elas, e eu adorei, então eu aceitei.
- Mas eu te disse para não adotar elas !– gritou Nessie.
- Nessie! Quem vai adotar sou eu, então eu que decido! – Rose gritou de volta.
- Eu sei, mas você tem uma razão para não trazer elas para casa.
- Vamos, me deixe entrar. – disse Rose, fazendo Nessie ir para o lado, revirando os olhos por ser ignorada por sua mãe.
- Olá, Sarah. – disse alegremente Rose, ao avistar Sarah.
- Olá, Sra. Rose!
- Lindas, não? – Rose apontou para as gêmeas.
Sarah deu um meio sorriso e concordou.
- Nessie, que tal você cantar para elas, na hora de dormir? – sugeriu Rose.
- O QUÊ? – gritou Nessie, indignada, seguindo sua mãe.
- Isso mesmo que você ouviu.
- Vamos terminar isso, Nessie. – Sarah se levantou e puxou Nessie pelo braço, ao ver sua raiva.
Se sentaram no chão novamente.
- Isso provavelmente não vai dar certo. – disse Nessie, batendo o lápis no chão, inquieta.
- Eu sei.
- Que tal falarmos com a chefe? – sugeriu Sarah.
- Talvez depois... Vamos terminar isso daqui logo.
...
- Estou com calor, esquentou de repente... – comentou Nessie, tirando a jaqueta, e a jogando perto da escada, Sarah e Nathália fizeram o mesmo. Nessie ligou o ventilador de teto. Estão no meio da sala ainda, com Sarah terminando o mapa. Nathália se levantou.
- Vou ligar para a chefe, já venho. – disse, indo para a cozinha com seu celular.
- Tudo bem.
Nessie não sabia o erro que cometeu ao ligar o ventilador. Ouviu um riso de bebê, um 2 vultos passarem pela parede branca, estava feito o desastre. O ventilador começou a girar cada vez mais, assustando Nessie. Sarah estava concentrada no mapa, por isso não percebeu. Seu cabelo começou a voar, o ventilador se desprendeu do teto, e começou a voar em cima da cabeça de Nessie. Nessie gritou e tirou o mapa de perto, e puxou Sarah para longe. Sarah gritou ao perceber o ventilador, e foi andando para trás, mas o ventilador continuou avançando. Até ir totalmente para frente, cortando um pouco o rosto de Sarah antes de ela se jogar no chão, o ventilador caiu em cima da parede, em direção a sua cabeça. Esse seria o primeiro dos muitos acontecimentos que poderiam ser evitados, um jeito de as novas “visitantes” marcarem presença nessa casa.
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