Notas iniciais
E mais um capitulo, agradesso os reviews e pode deixar que da proxima vez eu não reclamo de ter poucos tá? Espero que aproveitem!!

Yin e Yang

Cap.3 – Inocência.

Já era de manhã quando chegou a base do Dr. Eggman. A ouriça ainda estava inconsciente em seus braços e tentava o máximo possível não olhar para ela. Não podia sentir nada disso que havia sentido na noite passada. Ela era apenas um objeto que ele precisava para encontrar sua amiga e não ia se deixar levar por sentimentos tão passageiros.

Quando chegou ao grande portão da entrada da base a primeira coisa que viu foi Rouge que o esperava escorada na parede com os braços cruzados.

- Finalmente você chegou! – exclamou a morceguinha ficando de pé e olhando entediada para o ouriço negro. – Essa é a ouriça que Eggman quer?

Shadow não respondeu, apenas continuou andando. Rouge o seguiu de perto analisando a garota de todas as maneiras, e ficou realmente surpresa. Ela era realmente bonita, mas o que mais a surpreendeu foi o modo com que Shadow a carregava. Ele parecia ter um cuidado imenso com ela, como se não quisesse que ficasse desconfortável ou que se machucasse.

- Ela é muito bonita. – afirmou em voz alta, mas não recebeu nenhum protesto ou reclamação do ouriço negro. – E parece que já te tem na palma da mão.

Agora havia chamado a atenção dele. Ele tinha virado a cabeça com um olhar confuso e exigente por uma explicação.

- Ora, não me venha com esse olhar de duvida. – falou Rouge brincalhona. – Você a carrega com tanto cuidado que parece não querer nem que você mesmo a machuque, e isso é raro em você.

- Não insinue besteiras. – disse ríspido voltando seu olhar para frente. – Só preciso dela para encontrar aqueles arquivos, nada mais.

Rouge rodou os lhos e o seguiu dizendo um leve “sei” carregado de ironia. Estava quase obvio que Shadow sentia algo diferente por aquela ouriça, mas era melhor não continuar a insistir se não quisesse problemas com o mal humorado a sua frente.

A caminhada foi toda em silencio. Shadow usando o máximo do seu alto controle para não olhar para a garota em seus braços e Rouge tendo que segurar os risos ao ver os esforços inúteis do ouriço que sempre dava uma espiadela na garota.

Ao chegar no escritório de Eggman quase que Shadow suspira de alivio. Entraram e encontraram o mesmo olhando para a janela que tinha na parede atrás de sua mesa com um olhar distraído.

- Doutor. – falou Shadow chamando a atenção do mesmo.

Ele se virou e sorriu de orelha a orelha ao ver o que Shadow trazia. Realmente tinha feito o certo ao pedir ajuda a ele.

- A encontraram mais rápido do que eu previa. – falou Eggman sorrindo e se levantando da cadeira em que estava sentado. –Que ótimo! Assim encontraremos mais rápido o laboratório!!

Shadow assentiu e, no mesmo instante, sentiu como algo se movia entre seus braços. Olhou para baixo e viu a ouriça abrindo os olhos lentamente. De novo sentiu aquele calor no peito ao ver os olhos azuis da garota que piscava algumas vezes para se acostumar a luz forte do local.

Maria logo depois de recuperar o foco, a primeira coisa que viu foi aquele ouriço negro. Primeiro ficou confusa, mas logo se lembrou da noite passada e começou a se debater contra ele tentando fugir.

De repente suas mãos começaram a brilhar com aquela luz azul novamente e uma bola de energia da mesma cor saiu dela indo na direção do ouriço que não duvidou em solta-la e se esquivar.

Olhou para suas mãos que perdiam lentamente o brilho azul, com os olhos arregalados. Disso ela não sabia, mas que foi útil no momento foi.

Olhou em volta e se assustou ao ver um lugar que não conhecia com pessoas que não fazia idéia de quem eram e o que queriam. Viu um homem gordo com um bigode estranho com uma jaqueta vermelha e amarela, calças pretas, botas também pretas com detalhes brancos. Uma morcega com um macacão preto com um coração rosa no peito, luvas brancas e botas brancas com um coração rosa na ponta. E o ouriço negro que tinha uma calça preta com detalhes vermelhos, uma jaqueta das mesmas cores que ficava aberta mostrando seu peito, uma bota também preta e vermelha e luvas brancas.

Se levantou quase em um salto, já que quando aquele ouriço a soltou havia caído sentada no chão. Começou a dar passos lentos para trás para tentar se afastar quando sentiu alguma coisa em suas costas. Olhou para trás e viu o ouriço negro com aquela mirada seria que passou calafrios por todo o seu corpo, só não sabia se eram calafrios bons ou ruins.

Andou para frente e se virou, suas mãos estavam apertadas contra o peito e a cabeça virava para todos os lados procurando alguma coisa que a ajudasse a fugir de lá o mais rápido possível.

- Não se preocupe. – disse o homem atrás dela a fazendo girar para encará-lo. – Não iremos te fazer mal, tudo o que queremos é uma pequena informação.

Maria não falou nada. Estava amedrontada e não sabia o que fazer para sair daquela situação. Que informação eles queriam dela? Realmente não a fariam mal? O que aconteceria com ela depois que desse a informação que queriam?

- Qual o seu nome? – perguntou a morcega que se aproximou um pouco dela.

- M-maria. – disse ainda com medo.

Shadow não podia acreditar. Alem de ser parecida com ela, ter o mesmo tom de voz tem também o mesmo nome? Isso só podia ser brincadeira.

- Então Maria. – começou a dizer Eggman com um tom de voz gentil, que sempre usava para persuadir as pessoas que queria. – Meu nome é Dr. Eggman. Essa daqui é a Rouge the Bat. – disse apontando para a morceguinha que sorriu para ela. – E esse que te trouxe aqui é o Shadow the Hedgehog.- apontou para o ouriço negro — Precisamos que nos diga onde fica o laboratório que tinha perto de onde morava.

Agora sim que ficou mais apavorada. Não se lembrava de nada do seu passado, ou seja, não lembrava onde morava. O que eles fariam com ela quando descobrissem que ela não podia ajudá-los? E pensando bem, Cream havia lhe dito que esse tal Eggman não era um cara muito confiável. O que faria agora?

- D-desculpe, mas eu não lembro de nada sobre o meu passado. – confessou temerosa com a reação dos três. – Não me lembro de nada antes dos meus novos amigos me encontrarem.

- Novos amigos? – perguntou Eggman virando-se para Shadow que tinha uma briga intensa consigo mesmo.

- O projeto de clone e seus amiguinhos. – respondeu ao se dar conta da pergunta do Dr.

- Ah!! – exclamou entendido. – Bom... Não tem problema minha querida. Quando você se lembrar estaremos prontos para te ouvir. Enquanto isso você ficara hospedada aqui.

Shadow ficou meio desconsertado com isso, mas sabia que não podia deixá-la ir sem dizer a localização daquele maldito laboratório. Enquanto Rouge ficou um pouco feliz já que poderia desvendar esses sentimentos que Shadow sentia pela garota, e vê-lo sofrer um pouquinho.

- Shadow, Rouge. – falou Eggman chamando a atenção dos dois mencionados. – Por que não levam a nossa “convidada” para seus novos aposentos?

- Claro doutor Eggman. – falaram os dois, um mais animado que o outro.

Os três saíram do escritório deixando Eggman perdido em seus pensamentos. Shadow andava mais na frente para não ver aquela ouriça que o fazia sentir tão diferente enquanto Rouge e Maria andavam lado a lado um pouco atrás.

Maria se sentia desconfortável e apertava cada vez mais as mãos contra o peito, ficando sempre de cabeça baixa. Tudo isso estava indo muito de pressa para ela, não queria se meter em confusão, só queria recuperar sua memória e saber o que era.

- Então... – começou a dizer Rouge chamando a atenção de Maria e do ouriço negro que, obviamente, não demonstrou. – Seu nome é Maria?

Maria apenas assentiu com a cabeça.

- Realmente não se lembra nada de seu passado? – volta a pergunta encarando-a com um pouco de curiosidade.

- Na verdade lembro de algumas coisas, mas não tem muito sentido. – confessou lembrando-se que Cream havia dito que Rouge era a mais confiável dos três.

- E pelo menos sabe por que perdeu a memória? – voltou a falar Rouge tentando puxar o máximo de informação que conseguia, mas não era para Eggman. Por alguma razão sentia uma espécie de instinto maternal com a ouriça e não sabia por que. Queria ajudá-la a recuperar a memória.

- Não. Apenas tenho pressentimentos de que faço parte de alguma coisa que nunca deveria ter acontecido. – falou distraída. – E esse sentimento aumenta a cada instante. Como se algo ruim fosse acontecer por minha causa.

Rouge não falou mais nada. Algo ruim ia acontece? Realmente não queria saber o que era depois de ouvir o tom que Maria havia usado. Um calafrio percorreu seu corpo ao imaginar que algo poderia passar ao mal humorado que tanto apreciava.

Shadow por sua parte, não pode deixar de lembrar o que havia acontecido a anos atrás com sua amiga, só que dessa vez temia perder aquela ouriça loira que caminhava a poucos metros atrás de se. Tinha que desvendar o que era isso que sentia antes que isso lhe causasse algum problema.

Maria já não conseguia tirar aquela sensação da cabeça. Sentia algo poderoso se aproximando cada vez mais de onde estava e, se caso ele a encontrasse, seja o que fosse, sabia que nada de bom poderia acontecer.

Quando chagaram e Shadow abriu a aporta do quarto, Maria viu impressionada a beleza do mesmo. As paredes eram brancas, os moveis delicados, a cama com lençóis azuis claros e brancos, a janela grande com vista para o mar e a floresta e vários livros e bonecos de pelúcia espalhados e bem arrumados pelo quarto.

- Esse é o seu quarto. – falou Shadow dando espaço para que ela passasse e entrasse.

Maria entrou lentamente no quarto, maravilhada com tudo o que tinha ali. Foi ate a janela e a abriu sentindo a brisa fresca com um leve cheiro do mar, chocar contra seu rosto. Podia se sentir nervosa perto dessas pessoas, mas esse quarto a deixava bem mais relaxada.

- É lindo. – sussurrou para se mesma.

Rouge observava com um sorriso a garota, enquanto Shadow ficava maravilhado com a infantilidade da mesma. Parecia uma criança conhecendo algo novo, tão inocente e feliz que o fazia sentir novamente aquele calor no peito, o forçando a dar um pequeno sorriso quase imperceptível.

De repente a porta se fechou fazendo os dois que estavam do lado de fora se assustarem e que Maria se virasse rapidamente para a direção da porta. A mesma correu ate a porta e tentou abri-la, mas a mesma estava trancada.

- Abram essa porta! Deixem-me sair! – gritou esmurrando a porta para tentar abri-la, sem sucesso. – Por favor, me deixem sair! Deixem-me sair!

Rouge e Shadow ouviam Maria suplicar do outro lado da porta. Rouge não pode suportar e foi ate a porta tentar abri-la, mas a mesma nem se movia. Shadow se sentia frustrado e irritado por isso ter acontecido com ela, essas suplicas que ouvia do outro lado quase em um tom de choro o faziam sentir triste.

- Eggman! – gritou Rouge desistindo de tentar abrir a porta. Nesse mesmo instante um monitor apareceu com a imagem de Eggman no mesmo. – Por que a prendeu ai dentro?!

- Não posso deixar que ela fuja. Por isso a prendi ai. – falou Eggman como se fosse nada de mais. – Ela vai ficar ai ate que recupere a memória e possa nos dizer onde fica o laboratório.

- Não pode deixá-la presa ai dentro para sempre! – reclamou Rouge.

- Não venha me dizer o que não posso fazer e se ousar tentar tira-la daí terá conseqüências extremas. – avisou para logo depois desaparecer do monitor.

Rouge e Shadow miraram triste a porta para logo depois irem embora sem poder fazer nada.

Maria continuou batendo na porta ate suas mãos sangrarem e começarem a doer, manchando a luva branca. Parou de gritar e caiu de joelhos no chão sentindo a raiva e a frustração dominar seu corpo fazendo com que varias lagrimas saíssem de seus olhos.

Foi burra em cair nessa trapaça tão obvia. Como poderia acreditar que a deixariam livre para andar por ai quando quisesse? Era uma trouxa por confiar tão facilmente nas pessoas, mas era sua natureza não podia evitar.

Escorou suas costas na porta e levou as pernas ate o peito e as abraçou com força, escondendo seu rosto entre os joelhos.

Seus soluços começaram baixos para depois aumentarem. Não queria ficar presa ali, não queria ajudá-los a encontrar aquela porcaria de laboratório, mas agora não tinha mais escolha e estava sozinha para enfrentar tudo isso.

Shadow estava do lado de fora da base olhando as estrelas que brilhavam intensamente no céu azul escuro. Mas sua atenção estava concentrada nos soluços e pequenos gritos abafados que vinha da janela aberta ali perto.

Se sentia culpado por ela estar tão triste, sem falar da vontade que tinha de ir lá consolá-la.Ouvi-la chorar era a mesma cousa que ouvir a Maria chorando e isso o corroia por dentro.

Ele tinha que acabar com isso o mais rápido possível se não ia enlouquecer.

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Todos estavam reunidos na casa de Amy discutindo o que iam fazer para encontrar Maria.

- O que vamos fazer? – perguntou Amy cabisbaixa. – Nem sabemos quem a levou.

- Aposto o que vocês quiserem que foi o Eggman! – falou Knukles que acabara de ser informado de tudo o que estava acontecendo.

Sonic estava escorado na parede com o rosto muito serio para o gosto de seus amigos que ficaram preocupados com tal reação do ouriço.

- O que houve Sonic? – perguntou Tails preocupado.

- Isso não esta me cheirando nada bem. – falou o ouriço azul pensativo. – Por que Eggman ia querer a Maria? Sem falar que ele está muito quieto ultimamente.

- Você tem razão Sonic. – concordou Amy – Isso é bem estranho vindo de Eggman.

Todos na sala ficaram em silencio, cada um pensando em o que Eggman podia querer agora e por que ficou afastado por tanto tempo. Sonic sabia que tinha mais pessoas envolvidas, sabia que algo bem ruim ia acontecer.

Cosmo, que estava sentada no sofá entre Amy e Tails, apertava o arquinho de Maria com força. Sentia-se triste por ela, mas quem mais estava triste era Cream, que parecia ter ficado bem apegada a ouriça loira e agora estava chorando com Espio tentando consolá-la.

- Não me importo quem foi. – falou chamando a atenção de todos. – Só quero trazê-la de volta.

Todos a olharam melancólicos, sabiam o que ela estava sentindo, todos também estavam. Aquela ouriça conseguiu conquistá-los com apenas um dia e sabiam que se não a trouxesse de volta ela estaria em apuros.

- Vamos começar indo ate a base de Eggman. – falou Sonic decidido – Eu, Knukles e Tails, iremos para lá de manhã.

Todos assentiram e saíram da sala. Mas Amy ficou, a mesma estava desconcertada com o fato de Sonic não deixá-la ir com eles para procurar Maria.

Levantou-se as pressas e foi na direção que Sonic havia ido. Não se conformava, não podia acreditar que Sonic tinha chegado a esse ponto de não querê-la e a afastá-la dele. Mas não ia permitir, tinha ficado apegada a Maria também e ia fazer tudo para encontrá-la.

- Sonic! – gritou ao vê-lo caminhar lentamente.

O mencionado parou e olhou para trás vendo a dona atual de seus pensamentos correndo ate ele. Ainda não podia acreditar que havia se apaixonado por ela e era exatamente por isso que não queria que ela fosse junto com eles. Sabia que essa missão ia ser perigosa e se algo acontecesse com ela nunca perdoaria a se mesmo por ter deixado.

- O que foi Amy? – perguntou quando a mesma chegou perto dele já sem fôlego.

- P-por q-que não vai me deixar i-ir resgatar a M-maria? – falou tentando recuperar o fôlego.

- Olha Amy eu... – tentou explicar, mas ela o interrompeu.

- Não. Eu não vou ficar aqui enquanto ela pode estar em perigo. – falou irritada – Também gostei dela e quero salva-la tanto quanto qualquer outro.

- Amy olha... – voltou a falar só para ser interrompido por ela de novo.

- Por que faz isso? Por que não quer que eu fique com você? – falou com lagrimas nos olhos. A raiva e a frustração eram tão grandes que não podia suportar mais. – Não entendo. O que mais preciso fazer para você me notar? O que mais preciso...

Sua frase foi interrompida por um beijo de Sonic. O mesmo já não conseguia suportar mais e a única maneira que achou de calá-la foi essa, já Amy estava confusa e atordoada.

Depois que se separam, Amy se afastou um pouco e tocou levemente os lábios. Estava mais que aturdida e confusa.

- P-por que... – a frase morreu na metade, não conseguia pronunciar mais nada.

Sonic estava frustrado, não queria fazer isso tão cedo, mas... Que se dane. Já havia feito e não podia voltar atrás então tinha que dizer tudo.

- É por isso que não quero que você vá com a gente. – falou.

Amy se aproximou dele, que tinha os olhos fechados com força e os punhos tão apertados que pareciam que podia sangrar a qualquer minuto.

- Sonic. – disse com carinho. – O que esta acontecendo? O que houve?

- Amy, eu não quero que você vá porque sei que é perigoso e não quero que você se machuque. – dizia fazendo com que Amy começasse a entender e não podia acreditar no que estava ouvindo. – Se algo acontecesse com você eu... eu...

Não pode mais continuar a falar, a única coisa que conseguia fazer era segurar o ombro dela com força e fechar os olhos com mais força ainda. Respirou fundo algumas vezes tentando arrumar coragem para falar finalmente o que tinha pra dizer.

- Eu te amo Amy e não quero que nada aconteça a você.– falou finalmente.

Amy ficou atordoada e ao mesmo tempo feliz ao ouvir aquelas palavras tão repentinas e vindas de quem mais queria que lhe dissesse.

Levou uma mão ate o rosto de Sonic e o acariciou levemente. Sonic abriu os olhos e a mirou um pouco confuso enquanto Amy lhe sorria docemente.

- Só por isso? – perguntou segurando o rosto de Sonic com as duas mãos.

- Amy eu... – tentou dizer, mas foi interrompido por um beijo da mesma.

Ficou meio surpreso, mas correspondeu ao beijo doce que ela lhe estava dando, entrelaçando seus braços na cintura da mesma que passava os braços em volta de seu pescoço.

Separaram-se por falta de ar. Tanto um como o outro não podia acreditar no que estava acontecendo.

- Ta bom. – falou Amy do nada.

- Ta bom o que? – perguntou Sonic meio confuso.

- Vou ficar aqui. – esclareceu. Sonic sorriu agradecido, mas logo Amy voltou a falar. – Mas com duas condições.

- E quais são?

- Primeira: você vai trazer a Maria sã e salva para cá. – Sonic assentiu. – Segundo: você vai ter que me prometer que vai voltar vivo.

Sonic sorriu e lhe deu mais um beijo, selando o acordo. E, se você passasse nesse momento por lá podia ver um casal se beijando de baixo da luz da lua.

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Os soluços já haviam cessado e o silencio havia tomado contado lugar. Mas, pela primeira vez, não estava muito cômodo com isso. Sentia falta de alguma coisa e as lembranças de Maria não lhe ajudavam muito.

Se levantou para ir embora, mas ao se virar viu uma sombra sentada na beirada do teto do outro lado de onde estava.

Se aproximou lentamente da pequena sombra, tentando fazer o menor ruído possível para não chamar a atenção da mesma que parecia bem distraída olhando para a floresta.

Quando conseguiu ver quem era se surpreendeu de tal maneira que teve que afastar alguns passos.

- Como conseguiu sair? – perguntou para a sombra que se surpreendeu e deu um pequeno salto.

Maria, que estava distraída vendo a maravilhosa paisagem que tinha a sua frente se virou ao mesmo instante para ver o dono da voz que a havia surpreendido.

- Ah! Shadow. – falou ao vê-lo parado a poucos metros de se. Voltou a olhar a paisagem a sua frente e respondeu a pergunta feita. – Não sei. Uma hora estava trancada naquele quarto e depois estava aqui.

Shadow não disse nada, apenas se aproximou ate ficar do lado dela. Olhou para a floresta a sua frente que estava banhada na escuridão sendo iluminada apenas pela lua e pelo brilho das estrelas. Mas o que mais chamava sua atenção era a garota a seu lado que parecia reluzir com o brilho da lua.

- É lindo, não é? – perguntou Maria de repente fazendo com que Shadow saísse de seus pensamentos.

- O que? – perguntou com seu tom serio e frio, escondendo a raiva que sentia por não poder se conter.

- A paisagem. É linda. – falou em um tom sonhador. – Pra falar a verdade, penso ate que nunca vi esse tipo de coisa. É como se tivesse vivido em outro lugar que não tivesse nada disso.

Shadow ficou impressionado com o que a garota havia dito. Era outra característica idêntica a de Maria. Gostava das paisagens da Terra igual a ela.

Olhou para ela de cima a baixo ate parar em suas mãos. Parecia que suas luvas estavam sujas e esfarrapadas. Se aproximou mais um pouco dela e pegou uma de suas mãos.

Maria ficou um pouco nervosa, mas não fez nada para impedir. Por alguma razão não se importava que ele a tocasse, na verdade ate gostava.

- Se machucou. – disse sem demonstrar muita importância.

- Não é nada. – falou puxando a mão de volta ao sentir o rosto arder. – Foi por ter socado muito a porta.

- Vem. – falou simplesmente o ouriço negro começando a andar na direção de uma pequena porta que tinha no teto.

Maria ficou um pouco confusa, mas o seguiu sem falar nada. Ele começou a levá-la pelos corredores daquele imenso lugar cujo era mantida prisioneira. Não sabia para onde ele a estava levando, mas por alguma razão sentia que podia confiar nele.

Chegaram a uma habitação branca com algumas camas brancas com lençóis também brancos. Supôs que era a enfermaria pela decoração tétrica e monótona.

- Por que me trouxe aqui? – perguntou mirando em volta.

- Sente-se em uma cama. – falou simplesmente sem responder a pergunta sumindo da vista de Maria.

Maria suspirou e sentou em uma das camas esperando que o ouriço negro regressasse. Balançava as pernas para frente e para trás tentando se distrair enquanto esperava.

De repente o ouriço apareceu na sua frente com uma caixa de primeiro socorros na mão.

- Me dê suas mãos. – falou em um tom autoritário.

Maria não disse nada e ergueu as mãos. Shadow tirou suas luvas e começou a colocar os curativos. Maria apenas observava como ele colocava com agilidade e cuidado as faixas em sua mão.

- Por que é tão serio? – perguntou do nada o encarando com intensidade.

- Como?

- Por que é tão serio e frio? Por acaso perdeu alguém importante? – voltou a perguntar Maria esclarecendo tudo.

- Não é da sua conta. – falou ríspido. Não queria ser rude com ela, mas nesse assunto não podia evitar. Era uma coisa na qual preferia nem tocar.

- Viu. É isso mesmo que estou falando. – voltou a dizer Maria ainda com um tom carinhoso apesar do tom que Shadow havia usado. – Se continuar assim vai ficar sozinho.

- E se eu gostar de ficar sozinho? – havia acabado de colocar o curativo nela e estava prestes a ir embora.

- Ninguém gosta de ficar sozinho. – rebateu Maria – Por mais que essa pessoa seja.

Shadow não disse nada, nem se móvel. Maria colocou suas luvas de volta e foi ate ele.

- Por que não me conta? – sugeriu colocando uma mão em seu ombro. – Posso te ajudar.

Shadow pensou um pouco, mas logo suspirou decidido.

- Perdi uma amiga a muito tempo. Ela foi baleada por tentar me ajudar. – serrou os punhos com força, era difícil contar essa historia novamente. Era como se todas as emoções daquele dia voltassem. – Ela não tinha que morrer. Eles a mataram por nada. Tão inocente e bondosa... Não merecia aquele destino.

Shadow fechou os olhos com força tentando evitar que as lembranças daquele dia terrível voltassem a tona. Podia sentir seu corpo ficar tenso pela dor que sentia por lembrar de sua amiga, mas quando pensou que não suportaria sentiu como era envolvido em um terno abraço que aliviou toda a sua tensão.

Abriu os olhos e a primeira coisa que viu foi aqueles belos cabelos loiros da ouriça que o abraçava com carinho. Por um instante pensou em corresponder, mas se conteve.

- Você não precisa ser assim. – falou com a voz carregada de ternura. – Sua amiga não iria querer que você ficasse sozinho por causa dela.

Não pode negar. Ela tinha razão e sabia disso, só aquelas ultimas palavras que Maria havia dito antes de ser lançado a Terra mostravam isso. Tinha que ser amigo dos humanos, isso foi o que ela pediu, mas estava sozinho sem amigos.

Maria se separou dele lentamente e o mirou com um sorriso extenso. Shadow sentiu novamente aquele calorzinho no peito, só que dessa vez mais intenso.

- Não precisa mais ficar sozinho. – falou segurando sua mão com delicadeza. – Não vou deixar.

Quando terminou de dizer um sonoro bocejo escapou de sua boca, mostrando o quão cansada estava. Seus olhos começaram a pesar, fazendo com que ficasse com um rostinho tão terno que fez Shadow dar um pequeno sorriso.

- Cansada? – perguntou, mesmo já sabendo que estava.

- Só um pouco, não se preo... cupe. – disse em um tom sonolento para logo depois cambalear e ameaçar cair.

Mas antes que isso pudesse acontecer Shadow a segurou. Maria se contorceu um pouco para tentar escapar dos braços do ouriço, mas acabou cedendo ao calor que o mesmo emanava.

Shadow viu como seus olhos fechavam-se lentamente e podia sentir seu corpo relaxar contra o seu, ate se aconchegar no mesmo. Mesmo depois que ela havia dormido continuou ali por mais alguns minutos observando o rosto dormido dela.

Logo depois a carregou e foi para o telhado, onde podia entrar com ela pela janela do quarto. Não poderia entrar pela porta, já que a mesma estava trancada, sem falar que não queria arrumar encrenca com Eggman.

A deixou na cama com cuidado para logo depois voltar para a janela, mas não saiu antes de dar uma ultima olhada na ouriça. Do telhado, pode ver o sol começar a nascer no horizonte.

Tinha que admitir, agora não estava sozinho, e não iria deixar que ela morresse igual aconteceu com Maria. Iria pretejá-la a todo custo. Não deixaria aquela inocência que a garota tinha desaparecesse.

Notas finais
Esse ficou um pouco mais grandinho, ms acho que ficou bom. Coloquei um pouco de SonicxAmy, mas o principal mesmo é ShadowxMaria tá? Não sei se sou boa em misterio, porque era pra ser isso com relação a maria, mas mesmo que não esteja bom espero que vocês estejam gostando.

Bjsss e ate a proxima