Yin & Yang
19 Cap 19: Faltar aula
Notas iniciais
Dia seguinte, dia mais um dia de aula.
Quando eu cheguei na sala, o sinal ainda não tinha tocado. E como a Merli e a Gumi ainda não chegaram, resolvi ir no meu "grupo secreto".
– Oi, gente!- disse.
Olhei para os lados e vi que faltava alguém.
– Onde está a Pocema?- perguntei.
Vi que o garoto com heterocromia estava de cabeça baixa, ele se sente culpado. Mas eu disse para o Len que eu guardaria segredo. Ah, o garoto com heterocromia é o Piko, ok?
– Ela disse pra eu avisar vocês que ela não vem.- disse a Miku.
– Que chato.- disse- Vou ao banheiro então.
Fui ao banheiro o mais rápido possível antes que o sinal toque!
Quando eu saí, ouvi uns murmuros.
– Quem está murmurando assim?
Segui o som, até que vejo a Gumi no banco e a Merli do lado.
– Merli, me sinto meio mal por causa de ontem.
– Por quê?
– Devo ter ficado com um pouco de inveja da tapa-olho. Sei lá, ela é tão quietinha e tem tantos...
– Lie! Vai se arrepender? Cadê aquela Gumi grossa que não se arrepende?- disse Merli com um sorriso meigo.
– Tem razão! Por que eu teria inveja de uma garoto franzina?- e ela deu uma gargalhada.
É melhor eu voltar pra minha sala!
POV LEN
A aula foi passando. Era aula de geografia, que eu adoro! Eu olhava para o lado e via a Rin concentrada na aula. Ela estava tão fofa escrevendo que me deixou com as bochechas coradas.
Pera... bochechas coradas? Não, não!
Olhei para o outro lado e vi o Piko meio distraído.
Decidi sacudí-lo.
– Piko?
– Ahn, ahn?- ele saiu do transe- Que-que que foi?
– Gomen por assustá-lo, é que estava tão distraído.
– Ah...- ele abaixou o olhar- É a Pocema...
Vi que a sensei Ann tinha olhado pra gente e resolvi sussurrar.
– Vai ficar tudo bem, brother!- decidi ser maneiro- Vai passar! Ahn...– decidi improvisar- É que nem paixonite pelos professores!
– Arigato...
E o recreio chegou e a Rin-chan não pôde vir por causa daquelas duas.
POV RIN
Fiquei com minhas amigas no recreio e depois as aulas foram seguindo normalmente.
Ninguém quer saber isso, né? Que tal seguirmos adiante?
[...]
De noite, eu e Luka estávamos estudando na minha casa.
– Odeio dever de casa!
– Rin, você odeia estudar em geral.
– Odeio, mas sei que é importante! Se fosse mais fácil eu acharia legal!
– Como assim?! Isso é fácil demais!
– Luka, as vezes eu tenho inveja de você na parte dos estudos.
– Arigato!- disse ela jogando seu cabelos.
– Exibida!
– Fofa!
AAAAHHH MEU PONTO FRACO!!!
– Não sou!
– É sim!
– Tarde, vai embora!-disse brincando.
– Eu vou mesmo, Rin. Amanhã a gente se fala.
– Até!
[...]
Estranho é que eu acordei e nem estava tão cansada assim.
– Cadê aquela preguiça de levantar?
Então eu olhei pro relógio.
– QUE ISSO?! TO ATRASADA!
Me troquei, fiz tudo o que tinha que fazer na privada e fui tomar café.
– Mãe, por que não me acordou?
– Achava que já acordava sozinha.
– Mãe, nunca duvide do meu sono!
E meu pai ria que se acabava.
– Você também podia me chamar, né, pai?- disse comendo que nem um monstro!
– Xiii agora vai pra mim?- disse ele rindo.
– Ok, acabei!- disse limpando minha boca na toalha da mesa mesmo- Sayo mãe, pai!
Saí correndo. A vista estava em traços rápidos. Me senti na velosidade da luz.
– Se eu não consegui chegar até o segundo tempo, não entro mais!
Uma hora, eu tive que parar! Meu rosto estava pingando. Me apoiei na parede e desci meu corpo pra pegar um pouco de ar.
– Ai, ai...- respirava fundo.
– Aqui, pegue meu lanço.
Peguei o lenço das mãos da pessoa e sequei meu rosto todo!
– Arigato!
– De nada, Rin!
– Ahn?!
Quando me levantei, era a Pocema! Ela estava com seu tapa-olho de sempre e um vestidinho branco e sapatos da mesma cor.
– Pocema?!
Ela sorria gentilmente.
– Olá, tudo bem?
E puchei a braço dela.
– Você sumiu ontem! Hoje você vai pra escola!
– Não, não quero ir!
E então eu parei na frente dela.
– Vai deixar a Gumi te chatear?
– Não é que...
– Então vamos!
– Não, não! Por que você não falta que nem eu?
– Ahn? por quê?
– Só hoje. Por favor!
Bufei.
– Está bem...
– Ótimo!- ela começou a me puxar- Vai ser divertido!
E começamos a correr. Foi divertido. HEHE FALTEI AULA!!!
Depois de correr tanto, nos sentamos num banco de praça.
– Pocema.
– Hai?
– Gostei do seu vestido!
– Arigato!- o estômago dela ronga- Estou com fome...
– Ok, vamos comer algo!
Sei que acabei de tomar café, mas comer mais um pouquinho não faz mal, né? He he!
– Não trouxe dinheiro.
– Eu tenho!- fiquei procurando nos meus bolsos- Deixa pra lá, não tenho...
– Isso não é legal, mas vamos ter que roubar...
– Quê?!
– É. Que nem aqueles meninos na Inglaterra no século 19, 20...
– Pocema, eu não sabia que você era assim!
– N-Não me leve a mal, Rin!- ela cora- Uma vez, meu pai disse que sou tímida e que enho medo de fazer algumas coisas, sempre seguindo as regras e tal. Aí depois ele disse que de vez em quando, é bom fugir das regras, pra depois, contar para os meus futuros filhos.
Ela riu meio sem jeito.
– Seu pai tem razão! Eu nunca faltei aula, pelo que me lembro. Eu só tenho que agradecer o seu pai!
– Ela ria.
– Ele agradece!
Nós rimos.
Nós andamos um pouco e paramos em frente de um restaurante, onde também tinham cadeiras do lado de fora.
– Estou um pouco nervosa, Pocema.
– Eu também, mas vai valer a pena quando eu contar para os meu futuros filhos!
Nós rimos, de novo.
Tinha um homem levando sua comida. E nós começamos a correr, até que algo, nos fizeram parar na frente dele.
O nervosismo não fez a gente continuar.
– Olá, meninas!- disse o senhor.
– O-O-Olá...- nós duas.
– Vocês estão pálidas! Comem um pouco! Ai, ai, devem estar perdidas!
– Não estam...- tapei a boca dela na hora.
– Sim, estamos!
– Podem pegar esses sanduíches que ia levar pra viagem.
– Arigato, senhor!- Pocema.
– Arigato!- eu.
– Não há de quê! Se cuidem!
– Tchau!- nós duas.
Andamos, até encontrar uma fonte pra gente se sentar.
– Como ta seu sanduíche?- perguntei.
– Boa e a sua?
– Também.
E continuamos a comer....em silêncio.
Numa hora, bem rápida, eu lembrei do Piko.
– Pocema.
– Hai?
– Sei que você entrou já faz umas semanas, mas se interessou em alguém?
– Não e você?
AI AI AI AI COMO ELA CONSEGUE VIRAR O JOGO?!
– E-E-E-E-E-E-EU?! N-N-N-NÃO!
– Mas você está gaguejando. Tudo bem se não quiser falar sobre isso.
Suspirei bem fundo.
– Arigato...
– Você é fofinha, Rin!
AAAAHHHHHHHH VOCÊ TAMBÉM?!
– Não sou fofa!- corei intensamente.
– Gomen. Eu sou chamada assim o tempo todo, eu até gosto. Não sabia que era uma ofensa pra você.
– Não é. É que, sei lá, eu fico com vergonha quando dizem isso.
– Eu também, mas é tão bom!
– Somos duas fofas!
– Quando eu era pequena, meus pais me chamavam de Doll!
– Meus pais de princesa!
Rimos.
– Rin, eu percebi que quando você fica com vergonha, você sacode as mãos pra todo o lado.
– Eh? É mesmo?
– Hai! No meus caso, eu bato, de leve, nas minhas bochechas. Dá uma sensação de alívio no nervosismo.
– Sábado eu o resto, vamos fazer uma trilha, quer ir?
– Claro! Não sabia que gostava de trilha.
– Não gosto. Os garotos me obrigaram a ir.
Ela deva tapinhas nas minhas costas.
– Boa sorte!
E começamos a rir mais do que nunca!
[...]
No dia seguinte, minha mãe me acordou.
– Ohayo, Rin.
– OhayÔoooo!- disse bocejando.
Me troquei bla bla bla e fui pra escola com a Luka.
– Por que faltou ontem?
– Estava doente... doente pra contar pros meus filhos.
Luka ficou com cara de "WAT".
– Rin-chan, nunca entenderá essa guria.
– Ahhh deixa de ser chata!
Rimos e fomos pra escola.
– Estamos chegando, vou frente Rin!
– Sayo!
***
Cheguei, com tempo de sobra, e sentei com as meninas.
– Parece feliz, Rin.- Merli.
– Claro, faltei aula!
– Então a Rin faltou aula?- Gumi.
– Eu estava doente. Também não estava com vontade de ir a aula de educação física mesmo!
– Ok. Já volto, vou ao banheiro.
Quando a Gumi estava indo abrir a porta, outra pessoa a abre. Do lado de fora.
– Gumi?- Pocema tinha arregalado seus (ou melhor, seu olho) por uns instantes.
– Pocema?
– Ohayo, Gumi-chan!- ela pegou a mão da esverdeada e a comprimentou.
– Você é doida ou o quê?- Gumi ia levantar sua outra mão pra puxar o cabelo dela.
Mas ela pega sua mão e fica comprimentando com as duas.
– Bom dia, Gumi-chan!
– Bom dia...?
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