Yggdrasil
1 Black Rock Island: encontro
Notas iniciais
Serviram-me muito bem as várias horas que passei assistindo e revendo "animes" como KonoSuba, Overlord, Isekai wa Smartphone, dentre outros que tratam sobre um pós vida num mundo fantasioso. Ainda assim, adianto em dizer que a história é sobre este mundo e apenas isto. Nada de universos paralelos, personagens não relacionados a ele ou algo do tipo.
Espero que eu consiga entretê-los nestes poucos parágrafos iniciais, prometo atualizar com frequência. Bem provável que eu enrole demais, assim como foi nesta "pequena nota".
Dentre os protagonistas desta história, eu tenho certeza de que o mais afundado é Tyago Mizael. Só por ter sido mencionado, já sabemos que ele receberá a marca concedida pela deusa da vida. Ah, isto serve para representar aqueles escolhidos para representar a região em que nasceu. Enfim, a dele vai cobrir o peito esquerdo inteiro, mas antes de chegarmos lá, preciso contar como ele fugiu da prisão mais segura do reino inteiro — que guarda, inclusive, os remanescentes seres mágicos; não disse todos.
Foi um começo de dia bem calmo em Black Rock Island, o que significa relâmpagos, céu fechado e uma chuva terrivelmente forte, assim como uma maré atormentadora chocando contra as rochas que rodeiam a ilha. A rotina do rapaz nunca fora quebrada, assim como para todos os outros prisioneiros. Embora tivesse um estranho ar de liberdade e companheirismo dentro do local que serve de cárcere para homens e seres apavorantes, não era incomum os presos jogarem cartas com os guardas, e até conversar sobre a vida e trocar conselhos. A propósito, é esta a visão que Tyago tem no corredor, ao lado de sua cela, enquanto lava o rosto jogando-lhe água da pia.
—Bom dia, guri. -Tobias, seu amigo de infância, nasceu em Black Rock e cresceu com o jovem, assim como todo outro guarda. -Pensei em pegar algo no refeitório mais cedo que o habitual, vem comigo?
Feliz por ver o amigo, não pôde fazer o contrário se não aceitar. Terminou seu ritual matinal e seguiu até o refeitório, lado a lado do guarda; do seu amigo de infância. Existe um estranho costume no local, nunca mesmo questionado, o qual faz com que os presos sempre andem com as mãos para trás, como se estivessem algemados. No entanto, isto deve-se a uma pressão social, e como ser onisciente que sou, posso afirmar com toda certeza que nenhum guarda jamais pisou na bola deste jeito. São todos muito "amiguinhos" pra isto, embora exista uma relação de respeito. Parece que a ausência do sentimento de ódio no local afeta também aqueles que residem nele, mesmo que não da mesma forma que acontece nos nativos.
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