Yesterdays
3 Capítulo 3 - It Tastes Good, Don't It?
Notas iniciais
Eu sei que eu demorei um moonte pra postar esse cap, então me desculpem, mas eu tava tipo muito sem tempo e tambem sem criatividade :/
* poisé, sem criatividade já no inicio da fic, essa sou eu HSUAHSUAHS
bom, aproveitem o cap :) e prometo que vou tentar postar logo o proximo
Era como se eu estivesse entrado em transe. Minhas mãos tremiam, assim como o resto do meu corpo, e minha mente não conseguia processar as informações com a rapidez necessária.
Eu simplesmente não conseguia aceitar a notícia que meu padrasto me dera. Não, minha mãe não podia estar morta. Aquilo tudo era somente uma brincadeira idiota para me punir por ter escondido a heroína em casa.
Dave continuava a segurar meus pulsos, com tanta força que eu cheguei a pensar na hipótese de o meu fluxo sanguíneo ter parado. Subitamente, ele me soltou e começou a desferir golpes em eu rosto. Eu estava confusa demais para reagir, então apenas deixei que ele continuasse. Me desliguei completamente da dor, enquanto ele me arrastava escada acima em direção ao seu quarto.
. . . . . .
Acordei no tapete do quarto do meu padrasto, nua e sentindo dores por toda a extensão do meu corpo. Levantei-me com dificuldade, seguindo cambaleante até o banheiro. Quando olhei para o espelho, não consegui reconhecer meu próprio reflexo. A garota que me encarava tinha seus olhos de um azul profundo envoltos por grandes olheiras, hematomas por todo o rosto e alguns resquícios de sangue coagulado.
Tentei me limpar da melhor forma que pude, mas fui vencida pela exaustão, voltando um pouco grogue para o quarto e me deitando na imensa cama de casal. Só então, minha mente conseguiu processar o lugar onde eu estava, e eu pulei da cama, em uma espécie de ataque de pânico. Afinal, eu tinha razão para estar apavorada, depois do que havia acontecido naquele lugar, e depois do que aquele maldito havia feito comigo.
Saí correndo daquele quarto, se é que era possível no meu estado, e entrei no meu quarto, trancando a porta. Só então lembrei de Dave. Ele poderia estar em qualquer canto da casa agora. Decidi então me vestir e saí para verificar.
Procurei-o por toda a casa, cuidando para não fazer barulho, pois tinha medo de que ele me descobrisse à espreita e fizesse mais alguma coisa comigo. Aliás, somente o mero pensamento de que isso pudesse vir a acontecer me dava náuseas.
Por fim, decidi voltar ao meu quarto, já que não havia encontrado meu padrasto em casa. Podia ver pela janela que já começava a escurecer, e eu estava exausta. Sem pensar duas vezes, me joguei na cama e logo caí num sono profundo.
Acordei com o som de passos no vindos do corredor. Levantei de um salto, assustada com a simples idéia de estar na mesma casa do que Dave. Os passos se aproximavam, e eu me fixei no lugar onde estava, tendo o cuidado de fazer o mínimo de barulho possível. Por fim, ouvi que ele passava direto pela porta do meu quarto e seguia para algum outro cômodo. Suspirei aliviada, soltando todo o ar que estava prendendo até o momento.
Me sentei na cama, atônita. Afinal, como eu poderia continuar a viver no mesmo lugar que o homem que havia feito aquilo comigo? Uma voz vinda da minha cabeça, talvez a própria razão, respondeu essa pergunta de maneira óbvia: Eu simplesmente não poderia.
Eu não tinha nenhuma opção a não ser fugir de casa. Afinal, eu não tinha nenhum parente ou alguma coisa do tipo a quem recorrer, e também não poderia contar o que havia acontecido comigo. Se o contasse, meu padrasto seria preso e eu seria enviada para um orfanato. Não que eu tivesse algo contra a idéia de Dave ser preso, mas o segundo fato me assustava. Eu sabia qual era a sensação de estar presa em algum lugar, pelo tempo em que passei na clínica de reabilitação, e simplesmente não suportaria passar por alguma coisa parecida novamente.
Se eu realmente fugisse, não poderia procurar abrigo na casa de meus amigos, já que todos moravam na cidade e a minha localização logo chegaria ao conhecimento de Dave. Também não conhecia ninguém em outras cidades, então, a partir do momento em que saísse de casa, eu teria que encontrar algum modo de viver sozinha e por conta própria, e sem morrer de fome, de preferência.
Por fim, decidi que iria realmente fugir. Puxei uma velha mochila preta de cima do armário, jogando nela roupas, pôsters, algumas dezenas de fitas, revistas e tudo mais que entrava em meu campo de visão. Por fim, percebi que aquilo tudo não iria caber de jeito nenhum naquela mochila pequena, e tive que realizar a difícil tarefa de selecionar o que levaria comigo. Alguns minutos depois, quando finalmente fechei a mochila, ela estava abarrotada de calças jeans, inúmeras camisetas de bandas, alguns tênis all-star e minhas fitas favoritas.
Eu relutava em deixar o restante da minha coleção de fitas para trás, mas se as levasse junto, não sobraria lugar na mochila para eu ter o que vestir. Então, teria que me contentar só com algumas delas.
Dei uma última olhada no meu quarto, antes de ir embora. Fechei a porta com cuidado para não fazer muito barulho e fui me espreitando pelos corredores em direção à cozinha, de onde eu pretendia furtar alguns mantimentos para a viagem. Fui pegando chocolates, refrigerante, biscoitos, e tudo o mais que eu via de comestível. De repente, ouvi o som de passos na escada, e saí correndo, quase entrando em desespero. Eu devia ter adquirido uma síndrome do pânico ou algo assim em relação ao Dave, quando tudo o que eu queria apenas esquecer aquilo que tinha acontecido.
Os passos se aproximavam, e sem pensar duas vezes, eu pulei da janela. A cozinha ficava no térreo, então não tive nenhum problema quanto a isso. Caí de pé na grama do jardim, e saí em disparada pelas ruas do bairro residencial em que morava, completamente sem rumo.
. . . . .
Já anoitecia quando eu cheguei ao ponto de ônibus, depois de ficar rondando pela cidade, tentando decidir para onde iria. Não consegui chegar a nenhuma decisão definitiva, e realmente não sabia para onde ir e o que fazer a partir de agora. Sentei em um banco e fiquei apenas ali, vendo os carros e as pessoas passarem, me desligando momentaneamente de toda a tensão e o estresse que eu sentia. De repente, um barulho ensurdecedor me despertou de meus devaneios. Passava por ali um ônibus caindo aos pedaços e soltando fumaça preta para todos os lados. Ele parou para pegar alguns passageiros, enquanto eu o observava com um pouco de curiosidade. Sei lá, eu estava com a idéia de realizar alguma aventura, já que não tinha mais nada a perder, e entrar em um ônibus velho sem saber qual seria o destino não me pareceu má idéia no momento. Então, sem pensar duas vezes, eu me levantei e entrei nele.
Notas finais
*bom, eu sei que ta meio podrinho, mas eu prometo que vou tentar melhorar pro proximo haha'
* ainda vai ter alguns cap um pouco dramaticos *spoiler* mas logo logo vai ficar mais animadinha :)
* mas eu tambem posso mudar de ideia e trocar, entao não sei HSUAUHS
* aah e o nome do cap: é um rap que eles gravaram, mas nunca foi lançado, e eles tocavam às vezes no meio de rocket queen nos shows. Eu coloquei porque seilá, parece um pouco o que o padrasto da Sophie tava pensando na hora, tipo chupaa vadia - ok, voces entenderam HUSHAUSHAUHS
* bom, continuem lendo haha' e mandem reviews poor favor :)
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