Yes, My Lady.
3 Capítulo III - Seu mordomo, um demônio.
Notas iniciais
Então povo, me desculpem mesmo pela demora, como eu sou uma aluna super exemplar, que presto atenção em todas as aulas e nunca desenho durante alguma aula, (captaram a ironia? aheuhauehau') eu tive que estudar que nem uma condenada para as provas bimestrais, já que minhas notas nas provas mensais foram ótimas né... Mas ok. Ah, eu espero que vocês gostem do capitulo, pois tive que reescrever esse capítulo umas três vezes, já que nas primeiras ele tava com muita enrolação e muita informação pra ser processada (sim, deu lag no cérebro até em mim) eu espero que gostem e, comentem!
Terça-feira na mansão Phantomhive. Louise já tivera suas primeiras aulas. Gramática, Geometria, Francês, Esgrima, História... Ela foi conferir os seus horários mais uma vez para ver o próximo e a sua próxima aula seria... Dança.
Dança?! Louise se assustou. Se Sebastian era o seu professor em todas as matérias, ela teria que dançar com ele? Ela realmente não ligava para isso, só estava preocupada; pois não sabia dançar de jeito nenhum. Da última vez que tinha tentado dançar acabou torcendo o tornozelo.
Felizmente, antes da aula de dança havia o horário do almoço. Como ela estava sem fome resolveu comer apenas o Risoto de Alcachofra com um suco de laranja.
...
- Dança? Eu me recuso. – Louise falou cruzando os braços – E você também não colabora, olha o seu tamanho! Você é muito alto, como quer que eu dance com você? – falou olhando para o seu mordomo.
- Não tenho culpa, mas a senhorita tem um baile para ir esse fim de semana, precisava no mínimo saber dançar alguma coisa.
- Ah! – exclamou Louise – Você tem razão... – o mordomo sorriu e entregou-lhe algumas vestes – O quê é isso?
- Suas roupas não estão apropriadas para essa aula... – Louise olhou para o seu vestido e perguntou-se o que tinha de errado com o mesmo, logo olhou para as vestes do mordomo.
- E as suas estão?
- Meu fraque é feito com o melhor tecido, tenho certeza que não influenciará em nada. – Louise bufou e foi até o seu quarto para se trocar. Talvez se ela enrolasse um pouco no andar de cima não teria de ser obrigada a dançar com o seu criado. Ela pensou bem e como não queria pagar nenhum mico no próximo baile, teria que fazer aquele sacrifício.
Ao chegar no seu quarto, abriu e porta e encontrou sua empregada, Mary, mexendo em algumas de suas coisas. Ela bateu a porta e Mary se assustou, virando-se imediatamente para ver quem havia entrado no cômodo. Ao perceber que era Louise quem tinha entrado, logo se desculpou.
- O quê você faz aqui? – Louise perguntou, olhando-a desconfiada.
- E-eu estava... – Mary gaguejou – Arrumando umas coisas aqui que estavam meio desorganizadas.
- Pelo que eu saiba, você é a cozinheira, não tem nenhuma obrigação para fazer em meu quarto.
- Eu sei, me desculpe. – ela fez uma breve referência.
Mary começou a andar em direção a porta, enquanto Louise resolveu examinar o local em que a cozinheira estava mexendo. Perto dali, estava o anel que ganhara de seu mordomo. Louise o pegou e virou de frente para a porta, esperando que Mary estivesse por perto.
- Estava a procura disso? – Louise perguntou em alto e bom som, fazendo Mary voltar para o quarto. A mesma olhou para o acessório na mão de Louise.
- Onde conseguiu isso? – Mary perguntou, arregalando os olhos.
- Isso é importante para você? Te lembra algo? – Louise a testou.
- Quem te deu isso? Ou onde conseguiu isso?
- Chega! – Louise falou alto – Responda as minhas perguntas primeiro! Você não é ninguém para me perguntar sobre os meus pertences! – Mary se encolheu.
- Eu sei. Me desculpe, isso não se repetirá.
- Você só sabe se desculpar... Isso me enoja. Se retire daqui imediatamente!
Mary se retirou do cômodo e Louise ficou lá, pensativa. De onde ela acha que tem essa liberdade de me interrogar? Após se trocar, com muita dificuldade de colocar o longo vestido e abotoar os botões do mesmo, percebeu que ele era do mesmo tom de azul do anel que ganhara recentemente; e em um impulso, Louise o colocou em seu polegar esquerdo e desceu até o salão, onde o seu criado estava.
Sebastian consultou seu relógio de bolso e olhou para Louise, com um olhar de “Que demora só para colocar um vestido!”. Ela então caminhou na direção de seu mordomo e o mesmo a observou da cabeça aos pés, até que então deu um sorriso discreto.
- Mesmo com essa idade não sabe abotoar um vestido direito? – perguntou o mordomo, se aproximando. Louise ficou sem entender, até que percebeu que havia trocado o lugar dos dois primeiros botões. O mordomo riu, em seguida desabotoou os dois botões e em menos de um minuto, com seus dedos ágeis, os abotoou do jeito certo – Agora sim. – ele pendeu a cabeça para o lado e sorriu. Louise acabou ficando sem jeito.
De uma maneira inesperada, o maior colocou a mão na cintura da dama, a puxando para mais perto de si. A menor corou, meio desajeitada.
- Podemos começar com uma valsa. – ele falou com a mão direita na cintura de Louise e logo colocando a mão esquerda da dama sobre seus ombros, próxima ao pescoço; a mão direita de Louise agora segurava firmemente a mão esquerda do mordomo. Ela olhou para o lado, mas o mordomo fez um gesto para que a mesma olhasse para ele – Não se preocupe com mais nada, só basta seguir meus passos.
Sebastian começou a conduzir Louise pelo grande salão. Ela apenas o obedecia, tentando acompanhar seus passos. Mesmo pisando no pé do maior algumas vezes eles continuavam a dança. Com a proximidade de seus corpos, Louise percebeu um leve tom de vermelho nos olhos de Sebastian, bem discretos, que só podiam ser descobertos se a pessoa estivesse o encarando há algum tempo.
Os dois deslizavam graciosamente pelo salão, para Louise era como se nada mais importasse, como se ela não dependesse mais de nada, apenas deveria ser guiada pelo mordomo. Ela conseguia sentir a respiração ofegante de seu criado perto de si, enquanto voltavam para o centro do salão. Logo os passos foram ficando mais lentos, anunciando o final da dança. O mais velho beijou a mão direita da dama e então a música acabou.
- Para uma primeira aula de dança, até que a senhorita foi bem. – falou seu mordomo, sorrindo pelo sucesso da aula.
Ao terminar a aula, Louise foi até o seu quarto e pulou na cama, se sentindo libertada de seu criado por um tempo. Ela ficou um bom tempo olhando para o teto, então se lembrou que tinha mais um caso de assassinato para resolver, o que ela realmente queria resolver era aquele código... Talvez a dama conseguisse se concentrar melhor no jardim, pois o dia estava lindo, bem ensolarado e com uma brisa de leve.
Louise estava embaixo das sombras de uma árvore em seu jardim, verificando as fotos do assassinato.
T udooqu evocê viv eéu mam erame ntira.Ta lve zeusa ibade algoe sevo cêfo rinte lige nte,Pha nto mhive,ir ápro cur arnop orão dam ansão.
Ela não conseguia parar de pensar que língua era aquela, que estava sendo usada para escrever o recado ao lado da vítima do assassinato. A dama já tinha resolvido casos piores, mas aquela língua...
A rainha Victória se decepcionaria se ela demorasse para dar a resposta. Olhou mais uma vez para as fotos do envelope e pensou, pensou... Espera! Eu sei fazer isso! Como não pensei nisso antes? É a coisa mais fácil do mundo! Só preciso juntar todas as palavras sem os espaços e depois colocar os espaços nos lugares certos! Louise começou a reescrever o recado em um pedaço de papel que havia trazido consigo.
Tudooquevocêviveéumameramentira.Talvezeusaibadealgoesevocêforinteligente,Phantomhive,iráprocurarnoporãodamansão.
Louise se assustou, mais uma vez ao decifrar o código.
Tudo o que você vive é uma mera mentira. Talvez eu saiba de algo e se você for inteligente, Phantomhive, irá procurar no porão da mansão.
Ela logo socou o papel no colarinho do vestido após sentir uma presença familiar a alguns centímetros dali. Talvez aquela fosse a hora certa. Mais alguém a estava ameaçando e talvez, essa pessoa estivesse relacionada ao seu passado. Para Louise cumprir sua vingança ela precisaria de mais ajuda que imaginava...
- Quanto quer? – Louise perguntou, se levantando e ficando de frente para Sebastian, que se fez de desentendido – Ah, por favor! Você sabe do quê eu estou falando! Diga logo quanto quer. Ouro, joias... Posso te dar qualquer coisa.
- Sua alma. – respondeu o mordomo, sem demonstrar nenhuma emoção.
- Mi-minha alma? – Louise riu secamente para tentar esconder o nervosismo – É uma coisa que você não pode ter! Como um humano iria conseguir a alma de alguém?!
- Não me compare a essas criaturas hipócritas a quem chamamos de humanos, caso você não percebeu, eu não sou um. – Louise não tinha entendido, mas logo uma coisa veio em sua mente.
- Um demônio? – ela acabou falando em voz alta e um sorriso sarcástico brotou nos lábios do demônio Michaelis ao perceber que ela já tinha sacado tudo.
Um demônio... Um demônio... Meu mordomo... Sebastian Michaelis é um demônio...!
As seguintes palavras rodopiaram, como em um lindo show de balé, na cabeça de Louise, enquanto a mesma estava sendo sugada a uma infinita escuridão. Depois de tanto ficar no meio do nada, Louise finalmente sentiu uma sensação diferente. Um ambiente todo escuro, sem inicio nem fim, a escuridão pairava por todos os lados, junto com o cheiro insuportável de enxofre. Tateando um pouco o nada, a dama sentiu, como se fossem penas e, ao olhar mais perto, penas negras como a noite. Seu olhar ainda não tinha se acostumado com o escuro do ambiente e, a mesma não tinha se acostumado muito menos com o cheiro.
- Sebastian! – gritou Louise olhando desesperadamente para os lados, ela não conseguia enxergar nada e sua claustrofobia estava atacando – Onde eu estou?!
- É melhor você parar de tentar enxergar alguma coisa, não estou na minha forma humana e, não sei muito bem se essa forma vai estar ao seu agrado. – uma voz soou do além, uma vez sedutora e reconhecível... Sebastian.
- O quê quer comigo? – Louise perguntou, mas a curiosidade brotava dentro de si: Como seria a forma demoníaca de Sebastian? Em consequência, Louise começou a olhar para os lados, até que os pelos de seus braços se arrepiaram quando seus olhos encontraram grandes círculos rosados. Aquelas coisas não eram olhos de humanos, nunca seriam. A pupila estava achatada, como a de um felino e havia um brilho imenso em seu olhar...
- Na verdade madame, é o que a senhorita quer comigo. – ele a corrigiu.
- Como assim? – ela continuava o encarando – Não me lembro de tê-lo convocado.
- O seu ódio... Me chamou atenção. Sua alma deixou de ser pura há muito tempo. Mesmo sem perceber, você me convocou. E eu sei bem o que você quer. – algumas palavras vieram na cabeça de Louise, que ficou alguns segundos em silêncio pensando.
- Um contrato. – finalmente falou. Com um demônio. – Você será meu fiel servo, até minha vingança estar completa, — ela começou a gostar da ideia – irei humilhá-los, igualzinho aqueles vermes fizeram comigo! E em troca de tudo isso, lhe darei minha alma. – o mordomo agora ria friamente, seu olhar demonstrava egoísmo.
Ah, pobre Louise, não sabe o quão complicada essa vingança será... Mas o quê importa? Sua alma será minha de qualquer jeito, não importa o que eu tiver que fazer para consegui-la só para mim!
- Vejo que gostou da ideia, mas a senhorita tem certeza disso?
- Se eu tenho certeza? É claro que eu tenho! Aqueles vermes merecem! Mas, – Sebastian ficou tenso depois desse “mas”, não queria ter que cometer nenhuma loucura tão cedo, mas se fosse necessário... – tem uma condição. Você terá que me obedecer, cumprir exatamente tudo que eu mandar, não importa o quê seja.
- Yes, my Lady. – a voz rouca ecoou pela escuridão.
...
Louise ainda estava tentando processar todas aquelas informações. Primeiro, o código usado no assassinato. Aquilo seria mesmo para ela? Ou seria para outra pessoa? Mas... Aquilo poderia ser muito bem para ela, já que a mesma sempre resolvia os casos da rainha Victória e todos sabiam disso. Arg! Não entendo porque ela insiste em pensar que eu sou um detetive!
Agora ela estava na biblioteca da mansão Phantomhive, iria procurar algo no porão só à noite, assim não teria perigo de seus criados a encontrarem procurando algo. Procurando alguns livros para poder passar o tempo, encontrou um livro bem antigo, a história contida no livro a interessou de imediato. Falava sobre a verdade sobre os caídos, os anjos que foram expulsos do céu por terem cometido algum tipo de pecado. Se ela tivesse começado a ler esse livro antes de conhecer o Sebastian, não teria acreditado naquela história toda.
Minha alma agora não me pertence mais... Minha alma agora pertence a um demônio.
Alguém bateu na porta.
- Pode entrar. – falou Louise, guardando o livro.
- Madame, seu jantar já está pronto. – anunciou Mary, Louise achou um pouco estranho o fato de Mary ter anunciado o jantar. As duas caminharam até a sala de jantar e Louise se sentou em uma cadeira enquanto Mary chegava com uma bandeja.
- Onde o Sebastian está? – perguntou Louise quando Mary a serviu.
- Ele está lá no jardim, arrumando um problema que Robert começou. Mas, pode ficar tranquila, o problema já está quase resolvido, enquanto ele não se resolve totalmente, por que a senhoria não saboreia a deliciosa sopa que eu fiz? É uma receita de família. – Louise já tinha percebido uma certa rivalidade entre Robert e Sebastian, já que antes Robert era o único homem da casa, desde a chegada do mordomo ele começou a fazer coisas que passavam de seus limites, coisas que ele não conseguiria fazer nem se quisesse. Isso só divertia Louise.
A dama pegou uma pequena quantidade de sopa na colher e levou-a até a boca. Ela estava estranhando um pouco o comportamento de sua cozinheira. A sopa estava morna, logo a menor comeu mais um pouco; mas após a quarta colher, Louise sentiu um gosto bem amargo em sua boca e sua garganta começou a coçar.
- Mary... – Louise falou com dificuldade, colocando a mão no pescoço – O que tem nessa sopa?
- É uma sopa de alho poro e cogumelos em conserva, por quê? Não está ao seu agrado?
- Cogumelos? – Louise tentou gritar, mas não conseguia, ela finalmente percebeu que estava tendo uma reação alérgica, então ela apenas murmurou – Eu sou alérgica! – a mesma acabou caindo da cadeira e com as duas mãos no pescoço, tossindo desesperadamente.
- Ah, que pena. – falou Mary a observando de cima – Isso quer dizer que você não ficará para a sobremesa? – a cozinheira deu uma risada maligna, olhando a pequena Phantomhive se debatendo no chão. Desgraçada! Pensou Louise. Você vai mesmo me matar com uma sopa de cogumelos? Eu não posso morrer agora, não posso! A dama estava sentindo uma sensação horrível, ela estava ficando quase sem forças, tudo isso por causa de uma alergia idiota!
- Se-Sebast... – ela sussurrou para si mesma, na expectativa de que ele a escutasse. Então ela parou de tentar se debater e tirou as mãos de seu pescoço, desistindo de fazer qualquer coisa. Suas forças tinham acabado; seus olhos foram se fechando lentamente.
Notas finais
Eu tive um mini ataque cardíaco agr, quanto eu fui copiar o capitulo do Word e ai eu apaguei tudo... Nossa, quase que eu morri! aheuaheuaheuahuea' Pra piorar meu dia, eu comi metade uma goiaba e quando fui comer a outra metade eu vi que tinha um bichinho! ECAA, que nojo. E se na outra metade (a que eu comi) tbm tivesse? Nossa... (Tá, mas o que isso tem a ver?)
Bom, então é isso, espero que gostem do capitulo (;
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