Yes, I (love you) do
17 He loves...
Notas iniciais
Boa Leitura!
Carlos.
Eu estava nervoso. Encarava o telefone e logo encarava o papel que estava em minha mão. Minhas mãos tremiam — e suavam também, aliás — até demais com o nervosismo.
Eu queria escutar sua voz, aquela voz suave e gentil, saber que estaria sorrindo enquanto escutava minha voz — ou até não -, perguntar se tudo estava bem, que eu estaria ao seu lado.
Óbvio, também não queria incomoda-lá, todos nós andamos muito ocupados ultimamente, e muito aliás. A banda está indo muito bem, está rendendo mais sucesso do que esperávamos. As meninas não sabíamos muito mais novidades suas, andavam no estúdio de gravação, ou estudando, ou escrevendo. Estamos apenas escrevendo agora o nosso futuro em nossas mãos.
Não a vejo faz um bom tempo, depois das entrevistas e photoshoots — que aliás foram ótimos -, não nos falamos muito. E bem, que muita gente queria mais vídeos nossos. Mas eu a queria, a queria só para mim, sua educação, seu cheiro, seus lábios.
Isso soa muito gay, e se os meninos pudessem ler minha mente, estaria sendo zoado nesse momento.
Eu só tenho que tomar uma iniciativa. Eu quero mesmo vê-la, ou mesmo que só seja um simples oi, quero conversar com ela.
Respirei fundo. É a sua chance.
Disquei os números que estavam anotados no papel, e logo ouvia o barulho do telefone.
– GABBE! PARA DE DANÇAR! — ouvi sua voz, meu coração acelerou, minha temperatura agora deve estar com mais de 100 graus. — Ah, desculpe. Quem fala? — perguntou, e ainda estava em silêncio sem voz. — Alô?
– Nathy... — falei baixo.
– Euzinha! Quem fala? — falou delicadamente.
– É-é o Carlos... — gaguejei. Droga.
– Carlos! Não acredito que não reconheci sua voz! — ela riu — E aí? Quanto tempo a gente não se fala!
– Vou bem, e faz um belo tempo mesmo. Como você está? — perguntei.
– Bem, vendo coisas pro futuro, cuidando da minha criança. — engoli a seco o criança.
– Criança? — perguntei, trêmulo.
– É! Aquela garota que é uma criança chamada Gabbe! — riu, e logo me aliviei, ri junto.
– EU OUVI! — ouvi a voz de Gabbe no fundo.
– Então... ahn... — falei, nervoso. Óbvio que estava. Iria encontra-lá, ou não. — você gostaria de sair comigo hoje? — as palavras logo saíram, finalmente. Um breve silêncio veio, e alguns cochichos, que aparentemente era dela e de Gabbe.
– Ahn... — suspirou — claro! A gente se encontra ou vai vir me buscar?
– Eu te busco! — sorri, levemente.
– Que horas? — perguntou.
– Pode ser daqui uma hora? Às 19:00. — perguntei.
– Claro. Então, nos vemos depois, Carlitos! — falou.
– Nos vemos depois, Nathy. — sorri, e logo desliguei.
Ah! Finalmente, iria se encontrar com ela! Me apressei, e fui logo me arrumar.
Hoje é o dia.
[...]
Estava estacionando na frente da casa de Gabbe. E logo a veria. Estava louco.
Saí do veículo, e fui até a porta. Toquei a campainha.
– Carlos! — Gabbe sorriu — Finalmente você tomou iniciativa, né?
– Ah, olá para você também Gabbe! — falei, irônico, e ela riu fraco.
– Quem manda hoje sou eu! — falou — Não abuse da minha amiga! Que ela chegue cedo, e hoje não estou nos melhores dias! Não quer ver eu brava com você, hein?!
– Não quero, Logan disse que já te viu brava uma vez, então, nem quero arriscar. — falei.
– Gabbe, para! — logo ouvi sua doce voz de novo. E ela entrou em meu ponto de vista. Estava linda. Com seu mesmo estilo de roupa, vestido e sapatilha. — Foi mal, Carlos. Minha amiga não está nos melhores dias, e ela tá querendo mandar agora.
– Percebi. — falei, e Gabbe me lançou um olhar ameaçador.
– Vamos logo. — abraçou Gabbe — Juízo, ok? Se comporta.
– Não prometo nada. — disse, e Nathy riu fraco. Ela foi até meu lado.
– Tchau, Gabbe. — disse, e ela sorriu.
Fomos até o carro, e abri a porta para ela, agradeceu, e entrou. Cavalheirismo é tudo em um encontro. Entrei no veículo, e coloquei meu cinto, enquanto Nathalie fazia o mesmo.
– Para onde vamos? — sorriu.
– É uma surpresa. — falei.
– Ah, qual é? Nem uma pista? — falou manhosa.
– Não — ri -, terá que esperar.
– Ok. — falou.
Fomos a caminho, apenas deixando o rádio tocar. Nathalie cantava baixo quase todas as músicas.
– Voz bonita — disse.
– Isso é mentira — falou — e aliás, nos vídeos não sou eu que faço os covers que postamos, é a banda e a Stephannie.
– Por que não acredita?
– Porque eu sei disso.
– Confia em mim? — perguntei, ainda prestando atenção no volante.
– Claro que confio, se não confiasse não estaria saindo com você sei lá para onde, que você está guardando dinheiro. — riu.
– Verdade — a acompanhei.
– E então... como vai a banda? — perguntou.
– Vai bem, estamos gravando várias músicas com a Maddy, e tudo vai bem, mas não sabíamos quase nada de vocês, porque Gabbe não aparecia mais por lá. — falei — E como vão vocês?
– Eu estou tentando achar alguma faculdade, e há algumas bem interessantes, tentei ir no caso de medicina também, e pensando que possa ver alguma em Los Angeles — sorriu -, já Gabbe, ela anda estudando, muito, ela não me diz o por quê, mas acho que é para alguma prova bem importante, ou alguma coisa sobre faculdade.
– Você não sabe nada sobre Marie ou Stephannie? — perguntei.
– Não, elas andam mesmo sumidas. Marie, provavelmente, anda escrevendo, e Phannie fazendo música, não tenho certeza. James e Kendall devem saber sobre elas — comentou.
– E olha, que não, eles não sabem. — suspirei.
– Poderíamos nos encontrar, todos, algum dia, mas todos estão seguindo suas carreiras... — suspirou.
– Andávamos mais unidos... mas, agora que tem a tour, cds, faculdades, estamos nos separando. — falei. — Queria saber sobre tudo, queria entender o pensamento de cada um. Claro, da banda, que eu já sei tudo, mas de vocês.
– Eu acho melhor não saber muito sobre a vida de cada. — comentou — Você sabe que meninas gostam de comentar sobre isso, mas com a gente tá meio diferente.
– Por que diz isso? — parei o carro, com o farol vermelho, e a encarei.
– Ah, sei lá — riu nervosa -, Gabbe já não é muito de comentar sobre isso, Stephannie não gosta disso, além do mais da mídia querer saber tudo, e Marie não comenta nada. É complicado.
– E você? — perguntei.
– Eu? — perguntou, tímida — Não sei. Quer que eu comente um pouco para você? — assenti com a cabeça, continuando a dirigir — Nasci na Inglaterra, e estudo moda desde pequena, sempre tive uma grande paixão por tudo, eu sempre fui muito curiosa, e gostava de saber um pouco sobre a vida das pessoas. Ahn, aos meus 10 anos entrei na escola de moda, sei, entrei muito nova como Gabbe, e eu aprendi até hoje sobre isso. Já sobre a família, eu cresci com meus pais, uma família feliz, até que um simples dia minha mãe ficou grávida, e... — suspirou, parecia nada confortável — ela perdeu o bebê. Perdeu minha irmã, e isso foi uma decepção, minha mãe ficou depressiva, e meu pai não podia ficar o tempo todo com ela, minha mãe ficou doente, meu pai se perdeu na vida... eu ainda os amo mesmo assim, e minha mãe está no hospital... e isso foi a gota d' água, meu pai está pagando, mas não consegue tudo, e estou aqui, porque ele pediu para seguir meu caminho e não se preocupar, e é impossível não me preocupar, eu quero ter um bom futuro, e conseguir dinheiro, logo que ajudar minha mãe, não sei... tudo tão rápido... — respirou forte, queria chorar.
– Nathalie... sinto muito — falei baixo -, não sabia que você sofria assim, sempre está sorrindo.
– Eu sei disfarçar... a Gabbe sabe disso, por isso que não gosta muito de me irritar, e faz de tudo para me divertir, às vezes sou eu que faço isso, bem, isso não vem ao caso.
Um longo silêncio dominou no resto do caminho. Me sentia desconfortável com isso.
– Chegamos — falei, estacionei o carro, saí e abri a porta para ela. Agradeceu.
– Estamos em uma praia. — riu, encarando a praia que estava a nossa frente.
– É, mas... — falei pegando uma cesta de piquenique no porta-malas. Nathalie sorriu.
Caminhamos até a praia, e nos sentamos. Comemos normalmente, conversando como bons amigos. Mas não é apenas como amigos que você quer, Carlos..., pensei.
– Bem, sobre o que você comentou no carro... sinto muito por ter tocado no assunto. — disse.
– Nada. — falou.
– Deve ser por isso que você trata Gabbe como sua irmã mais nova. — disse, e logo ela me encarou.
– Eu nunca havia pensado nisso. — falou — Bem, que, eu a trato mesmo como uma irmã...
– É. — falei. — Ahn, Nathy, e o que você me diz pelo amor... você não me disse sobre isso — queria tocar no assunto, onde tudo começaria.
– Ah — riu — tive uns relacionamentos meio desastrosos, não foram muitos, notei que não eram os caras certos, me iludi demais, foi horrível. Ninguém me fez bem.
– E se tivesse alguém que te fizesse bem? Que cuidasse de você?
– Isso eu não acredito muito, Carlos... pode ser possível, até... — disse, e suspirei.
Era a hora.
– Vamos supor, que... tivesse uma pessoa que pudesse fazer de tudo, só para receber seu amor, só para te fazer bem, ver o seu sorriso, porque é a coisa que ele mais ama, além de tudo em você. Ele ama seu cheiro, sempre é doce, como você é frágil e amorosa. Ele ama ter que tocar seus cabelos — toquei os cabelos dela -, pois são macios, e ainda tem seu cheiro. Ele ama seus olhos — encarei profundamente em seus olhos -, ele se perde facilmente neles, e poderia ficar horas olhando. E seus lábios, sempre teve a necessidade de toca-los com os dele, querer sentir um milhão de fogos de artifícios dentro dele. Ele ama sua personalidade, ama seu jeito doce, como você protege as pessoas. Ele simplesmente te ama, e nenhuma coisa muda desde então... não sabia identificar seus sentimentos, mas finalmente descobriu que seguir seu coração o ajudará, e se receber um não dela, não será o fim do mundo, ele não vai desistir dela tão fácil. Porque quando você ama uma pessoa, esquece da vida real, o impossível se torna possível, você passa do limite do céu, tudo que era morto nele se tornou vivo, a escuridão clareou com seu coração. Não importa, ele não ia te deixar, porque ele te ama. — disse, e já podia notar que Nathy estava emocionada, e logo sorriu.
– Então por que, esse cara não toma uma iniciativa? — perguntou.
– Porque, ele pode te amar, mas tem medo, medo de fazer errado, ou até te perder, porém ele é louco. — falei.
– E eu sou louca por você. — sorriu, e logo sorri abertamente. A abraçando como ninguém, e íamos nos separando, ao encontro de seus olhos com os meus... e... os seus lábios com os meus. O beijo era calmo, nada apressado, só queria vivenciar aquele momento, porque logo acabaria. Eu estava ótimo. Até que paramos o beijo, e sorrimos, fazendo Nathalie voltar a me abraçar.
Marie.
– DROGA! VAI PRO INFERNO, HENRIE! — gritei, na verdade, berrei literalmente.
– VOCÊ VAI ME RESPEITAR! — ele pegou meu pulso com força. — SUA MÃE NÃO TÁ ME PAGANDO PARA ESSA EDUCAÇÃO.
– VAI SE FUDER!
– Educação mandou lembranças... — falou.
– E EU MANDEI VOCÊ IR SE FUDER! — gritei, me soltei rapidamente de seus braços, peguei minha bolsa e saí apressadamente — Até nunca mais! — falei, e corri até a porta. Saí o mais rápido possível.
Droga, ele vai me pegar, me matar?! Não tenho medo. Estava andando nas ruas vazias de Los Angeles, com várias más influências, fui até um orelhão, e disquei o primeiro número que me veio a cabeça.
– Alô? — estava sonolento, claro, é de madrugada.
– Kendall? — perguntei.
– Marie?! O que está fazendo ligando essa hora? — perguntou.
– Isso não importa agora, mas, Kendall, estou precisando de ajuda. Não tenho mais casa! Poderia me buscar, e levar a um hotel? — falei.
– Claro! E hotel?! Não, Marie, você vai vir para cá!
– Não precisa...
– Precisa sim! Vai até a loja de cds do Jack, e te buscarei lá. — me interrompeu.
– Ok... — disse — te espero. — desliguei.
Suspirei, e logo sorri. Sabendo que estava livre.
Notas finais
Então, as novidades, eu fiz as provas, e estão saindo os resultados e tal, e até que estou indo bem!
Outra eu virei CimFam! Quem não sabe é fã da Cimorelli xD SÃO MUITO TALENTOSAS! Pesquisem sobre elas e não irão se arrepender. Eu estou viciada em Fifth Harmony ♥ será outro amor? Não sei.
O PAI DO CARLOS TÁ ME SEGUINDO NO TWITTER ♥ YAYY DQHQDWBQWBEHHWQ E QUEM TÁ VENDO RBD NO SBT? WOO HOO! Silvio Santos vá pro céu :)
Sobre próximas Fanfics >>>> "Best Summer Ever" -> spoiler no meu perfil e lá vocês podem ver outra fic que será "Back to Wonderland", logo capa e spoilers revelados :)
É isso! Então, vamos parabenizar que o Niall do 1D está fazendo niver hoje, e AMANHÃ! ANIVERSÁRIO DO NOSSO GORDO ♥ MEU DEUS, EU TÔ MORRENDO HQWDHWBHQWE
Love always ♥
P.S.: 14 COMENTS PARA 100! *-* Agradecendo as novas leitoras! BEM VINDAS ♥
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