Yell
9 Capítulo 9
- Ta brincando né mãe?- Disse fazendo cara de horror.
- Não é tão ruim assim Grazy!
- Não é apenas sopa de cebola!!! –Disse simulando um vômito.
- Que foi primuxa do coração da su prima? –Disse Ale abraçando a prima.
- E sai pra lá filha do Ozzy, mulher me dá alergia! – Disse se desvenciliando e caindo na gargalhada.
- Haha muito engraçado. –Disse fazendo bico – Hei o que deu na coisinha cor-de-rosa? Está tendo outro ataque de pelanca?
- Já perguntou qual o cardápio do jantar? – Disse fazendo cara de nojo
- Não por quê? –Disse esfregando as mãos com um sorriso de canto.
- Sopa de cebola! – Ale fez uma careta.
- Eca! Não tinha outra ideia não?
- Hei qual o motivo de todo esse alarde? Ah tinha que ter alguma coisa a ver com Emossexual e a coisinha cor-de-rosa!
- Ah chegou o boto, mas já que esta aqui o que acha de sopa de cebola? – Esperando obter ajuda para boicotar a sopa da prima “querida”.
- Adoro.
- Desisto! Disseram as garotas saindo da cozinha. Enquanto Ananda despejava alho, cebola e mateiga em uma panela. Depois uns mistura de especiarias, manjericão, alho-poró, e vinho branco; sendo engrossado com uma mistura de água e farinha de trigo ascrescida de queijos.
Pequenina me diga o que está errado
Você está acorrentada em sua própria tristeza
Em seus olhos
Não há esperança para amanhã
Como eu odeio te ver dessa forma
Não há como você negar isso
- Graças a Deus tem luz na casa! Exclamou o jovem com cansaço – E olhem tem fumaça saindo da chaminé.
- Papai tenho frio, estou com fome e com sede – Pediu quase aos prantos.
- Eu vou na frente. Talvez eu conheça o proprietário da casa e ele possa nos ajudar. – Disse Felipe amparando a amiga.
Eu posso ver
Que você está, oh, tão triste, tão quieta
Pequinina, me diga a verdade
Eu sou o ombro em que você pode chorar
Seu melhor amigo
Eu sou o único em que você pode confiar
- Você não quer nos convencer que esse cheiro gostoso está vindo da sua sopa né mãe?- Disse desconfiada.
-Eu convencer vocês?- Perguntou arqueando zombeteiramente uma sobrancelha – Se vocês não quiserem comer melhor pra mim eu fico com mais! – Disse com ar malévolo.
- E depois eu é que sou a filha do Ozzy? – Disse Alexia contrariada
- Filha do Ozzy não! – Disse Ananda fazendo cafuné nos cabelos da prima – Filha Emo do Ozzy. – Completou gargalhando.
Você estava sempre tão segura de si mesma
Agora vejo que você perdeu o senso de humor
Eu espero
Que possamos reconstruí-lo juntos
Pequenina, você e eu sabemos
Como as dores do coração vêm e vão
E as cicatrizes elas estão sumindo
- Nanda tirei as torradas temperadas com aquela pasta de mostarda, maionese, alho e orégano do forno. Ah o chá hortelã já esta pronta.
Alguém pode abrir a porta? – Gritou Mary da biblioteca – Eu estou colocando as contas e a correspondência em ordem.
- Ta eu vou- Disse Grazy resignada
- Eu vou com você primuxa- Disse passando a mão pelo ombro da amiga em gesto protetor – Mas eu volto pra gente conversar mais tarde – Disse virando pras trás e fulminado a prima mais velha com o olhar.
Você estará dançando mais uma vez
E a dor terminará
Você não terá tempo para o luto
Pequenina, você e eu choramos
Mas o sol ainda está no céu e brilhando sobre você
Me deixe te ouvir cantar mais uma vez
Como você fez antes
cante uma nova canção, pequenina
Grazy empalideceu ao ver o objeto de seus desejos mais íntimos todo machucado e abraçado com outra garota, bem em frente a sua porta.
- O que foi Grazy? – Perguntou preocupada ao ver a palidez da outra.
- Por favor nos ajudem? Sofremos um acidente e... – Começou a garota sendo cortada pelo amigo.
- Ei você é a garota do shopping... Grazy certo? Será que eu e meus amigos podemos entrar? – Perguntou angustiado.
Tente mais uma vez
Como você fez antes
Cante uma nova canção, pequenina
Então as paredes vieram abaixo
E seu amor é como uma vela apagada
Tudo acaba
E parece ser tão difícil de impedir
Pequenina, me diga a verdade
Não há como você negar isso
Eu vejo que você está, oh, tão triste, tão quieta
- Entrem- disse tímida dando espaço para eles passarem, Enquanto Alexis fechava a porta.
- Quem chegou? – Perguntou Suzannah entrando na sala sorridente, o sorriso morrendo nos lábios ao ver o estado dos visitantes. – Nanda, Mary melhor vocês virem aqui! – Gritou a plenos pulmões. – E quanto a vocês duas tragam toalhas limpas e a maleta de primeiros socorros.
As duas saíram correndo escada acima completamente abaladas com cena vista.
- Melhor irem pra perto da lareira se esquentarem, vou ligar para um medico vir vê-los.
- Estamos sem telefone e sem internet, as estradas também bloqueadas por causa da chuva... – Disse Mary entrando na sala, parando abruptamente ao ver os recém-chegados — ... parece que estamos ilhados.
- Qual o motivo de todo esse escândalo Su?- Ela olhou a cena e estendeu a mão para pegar o kit de primeiros socorros. Grazy você e a Su me ajudam com os ferimentos.
- Eu to com sede, to com fome! – repetiu a menina os olhos vermelhos de chorar. – Ananda sorriu
- Mary você e a Ale tragam sopa, chá e torradas.
Pequenina, você e eu sabemos
Como as dores do coração vêm e vão
E as cicatrizes elas estão sumindo
Você estará dançando mais uma vez
E a dor terminará
Você não terá tempo para o luto
Pequenina, você e eu choramos
Mas o sol ainda está no céu e brilhando sobre você
Me deixe te ouvir cantar mais uma vez
Como você fez antes
cante uma nova canção, pequenina
Tente mais uma vez
Como você fez antes
Cante uma nova canção, pequenina
Tente mais uma vez
Como você fez antes
Cante uma nova canção, pequenina
- Obrigada por tudo que estão fazendo pela gente – Disse emocionado acariciando os cabelos da filha.
Na cozinha...
“ Será que ele esta muito machucado? E quem é aquela fulaninha com ele?” – Disse com lagrimas escorrendo de seus olhos castanhos.
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