Yell

2 Capítulo 2


Notas iniciais

cap. novo personagens novos!!!

São Paulo, 12 de março de 2010.

- Uffa! – Disse Grazielle soltando um suspiro, logo apos enxaguando as mãos e as balançando no ar e já ia tirar o avental quando sua mãe entrou na cozinha. Olhando para a louça que acabou de ser lavada sua mãe olhou para ela irritada.

- Não me diz que você chama isso de louça lavada? Olha só esse prato como esta engraxado?- Disse apontando para um minúsculo resquício de gordura existente em lateral do prato. – Vai lavar de novo! Quantas vezes tenho que dizer que o preguiçoso trabalha dobrado?- Grazi respirou fundo e apertou os olhos tentando se controlar o que para variar não conseguiu.

- Eu não sou preguiçosa! Eu sempre limpo tudo e você sempre fica colocando defeito em tudo. Não ta bom então faz você! – Disse aos berros, tirando o avental e o jogando na cadeira.

- Eu me mato de trabalha para dar tudo do bom e o melhor pra você e é assim que você me agradece? Tudo o que faz ainda faz mal feito.

- Você nunca esta satisfeita com nada!

- Pode baixando a bola Grazielle! Por que quem manda em você SOU EU, enquanto você viver sob o meu teto e for sustentada pelo meu dinheiro quem manda em você sou eu! – Os olhos castanhos faiscando de raiva.

- Não seja por isso eu arrumo minhas coisas e vou embora!

- E vai embora pra onde? Viver do que? É menor de idade e não tem como se sustentar! – Grazi abriu a boca mas voltou a fechar, afinal o que ia dizer?

- Agora lava essa louça direito ou quando eu voltar vai se arrepender! – Disse se retirando com um copo de suco na mão.

- Ai que ódio! – Disse batendo com o punho fechado na pia, lavou novamente a louça e foi pro quarto onde fechou a porta com um estrondo, se jogou na cama pois não estava com humor para absolutamente nada, alias estava de péssimo humor.

Depois de algum tempo acaba cochilando e acorda com uma batida na porta a acordou, ainda sonolenta ouviu uma nova batida.

- Entra! – Disse com voz cansada. Ela olhou para a figura alta, careca e barriguda do avô materno que acabara de entrar.

- Grazi chegou isso pra você!- Disse estendendo um grande envelope branco com lacre de cera timbrado, Zecão olhava a neta sem esconder a curiosidade nos olhos castanhos.

Ela olhou para o avó e novamente para o timbre no envelope branco.

- Algum problema? – Perguntou preocupado.

- É o resultado, aqui esta o meu futuro. Aqui diz se eu fui aceita ou não em uma das melhores escolas do mundo, to com medo de ter sido rejeitada! – O avô a olhou de modo compreensivo

- Ei não fica assim, abri logo! Se não tiver sido aprovada não será o fim do mundo, você é jovem e pode fazer muita coisa. – Disse de modo encorajador – Não tem nada a perder mas pode ter muito a ganhar, se tiver sido aceita vai ir pra uma escola nova mas se não tiver continua na escola atual com os seus amigos.

- Tudo bem! – Temerosa abriu o lacre, respirando fundo puxou o documento dentro do mesmo e o leu com mãos tremulas.

Cara senhorita Grazielle de Bortolli Morita, temos a honra de lhe informar através deste documento que foi aceita no Instituto Educacional William Shakespeare.

Pedimos que se for do seu interesse ser mais um dos nossos estudantes que efetue sua matricula o quanto antes e que esteja presente para o início das aulas no próximo dia 22 as 6horas e 45 minutos.

Anexo a este documento estamos enviando alguns documentos dos quais talvez possa precisar.

Seja bem-vinda a William Shakespeare!

Atenciosamente Florence Febermann Maiorca de Aragón.

Diretora do Instituto William Shakespeare

Grazielle olhou novamente para o papel em suas mãos sem acreditar, estava atônita! Deixando –se cair novamente sentada na cama ela encarou o rosto ansioso do avô.

- E então? – Engolindo um bolo que parecia se formar na sua garganta, ela sorriu e finalmente respondeu.

- Eu passei, fui aceita! – Disse com os olhos brilhando, logo após se jogando nos braços do avô. – Eu vou estudar em uma das melhores escolas do mundo, é sonho de todo mundo e eu consegui, depois que me formar tenho certeza que vou poder ser o que eu quiser.

Sorrindo Zecão afagou o cabelo da neta. — Eu sabia que iria conseguir!

Horas mais tarde Grazi estava na sala discutindo o assunto com os pais na sala, o grande problema era como eles iriam poder fazer para que ela pudesse aproveitar essa oportunidade única.

- Não tem como Grazi, sabe que e eu e seu pai temos nossa vida aqui, é daqui que tiramos nosso sustento! Não temos parentes no Sul e não podemos nos mudar para lá, Grazielle você é menor de idade e não conhecemos ninguém de confiança que possa se responsabilizar por você. Como é que podemos mandar uma menina de 16 anos, para um outro estado?- Disse exasperada.

- Mas e se eu conhecer alguém nesse estado? Se eu conseguir um lugar de confiança pra morar? Tipo uma republica ou algo do tipo?- Perguntou esperançosa.

- Se conseguir o lugar e alguém responsável pra se responsabilizar por você na nossa ausência. – Disse sério

- Obrigada pai! –Disse saindo correndo para o quarto.

- Ai pensa Grazielle, pensa quem você conhece que seja do sul? –Disse batendo a palma da mão na testa. –Claro a internet, talvez umas das meninas esteja online quem sabe uma é de lá.

- A Nanda ta onn!

Msn onn

Grazi: oi manheeeeeeeeeee

Ananda: oi filha!

Grazi: onde voce mora mesmo?

Ananda: Rio grande do Sul

Grazi: Perto de Adar?

Ananda: sim Porto Alegre é do lado, mas estou de mudança pra Adar. Vou me mudar essa semana, por quê?

Grazi: *_* fui aceita na William Shakespeare! Mas se não conseguir um lugar pra morar e alguém maior de idade pra morar comigo vou perder a vaga…

Ananda: se não arranjar um tutor vai perder a oportunidade!

Grazi: é, conhece alguma pensão sei lá…

Ananda: Não… bua, mas talvez

Grazi: talvez?

Ananda: bom eu estou de mudança, essa semana me mudo mesmo, então se quiser… posso ser sua tutora, mas vou logo avisando que sou linha dura… posso te dar o número do meu telefone, eu e seus pais podemos conversar… e trocarmos referencias afinal nenhum pai ou mãe entregaria os filhos nas mãos de qualquer um e a reciproca é verdadeira.

Notas finais

E ai mereço reviews?

Kisses, Ja ne!

Nanda