Yaoi no exercíto
1 Capítulo 1 - No meio da noite!
Notas iniciais
O coração do ruivo batia na mesma velocidade que o ponteiro do relógio. Ele pensava: " Ótimo! Estou no exército! Puro tédio!"
Por um momento parou de pensar e observou o luar. Deitado em sua cama gélida, com lençóis na mesma temperatura. O vento soprava para dentro do quarto.
O ruivo sentou na cama com um pouco de frio e lembrou do sargento loiro que gritara com ele naquela manhã:
" — NÃO ESTÃO AQUI PARA BRINCAR! ENTENDERAM? — perguntou o loiro irritado.
- Sim, senhor! — disse todos menos o ruivo.
- Não, senhor... — sussurrou o loiro. Depois abaixou a cabeça e deu uma risadinha baixa. Quando levantou a cabeça o sargento encarava-o bravamente. De repente desviou o olhar para o menino ao seu lado:
- Você Gusteau! Paga 200 flexões! — disse apontando para um moreno.
- É feio apontar! — brincou novamente o ruivo.
- Já chega! — disse o loiro.
Ele pegou o ruivo pelo braço e foi até a porta e se virou:
- Continuem a treinar! — e entrou com o loiro aos gemidos. E ele estava apertando o braço forte demais.
Chegaram numa sala pequena e sem nada, sem móveis sem nada. O loiro jogou o sardento na parede e aproximou — se, encurralando assim o ruivo na parede.
O loiro se aproximou até encostar a parte de cima de seus lábios carnudos na parte de cima do outro e falou daquele jeito um tanto sexy:
- Não volte a fazer isso! — disse o loiro jogando-o no chão. E saiu da sala."
Desde daquele incidente o ruivo não tira o sargento da cabeça. Estaria apaixonado?
Levantou-se e foi até o jardim observar a lua que à de estar cheia. Sua cabeça doía, não sabia o que fazer.
Chegando no jardim, que aliás era enorme, ouviu uma música que deixara com um certo frio na barriga. Mas aonde estava? Não o via. Andou mais e a música ficou mais alta assim como seu frio na barriga. Mas agora conseguia ouvir que palavras cantara:
- Você é assim um sonho pra mim... — cantava uma voz um tanto conhecida para o ruivo. Mas ainda não o via.
- Velha Infância... — sussurrou o ruivo.
Andou mais e agora o via. O loiro que virara branco com a luz do luar, cantara à companhia de um violão. Suas roupas de camuflagem estavam pendurados na beira de uma fonte. O loiro estava com uma camiseta laranja e um casaco de lã italiana verde com uma calça azul escura e estava enrolado em um cobertor que parecia quente, era o sargento:
- Sargento Gunter? — perguntou o ruivo.
- Eu gosto de você... — cantava até ser interrompido. — O que faz aqui?
Pensou muito antes de dizer, pois não estava afim de fazer flexões:
- Nail? — perguntou Gusteau.
- O mesmo que você... — disse Nail. — Observar o luar senhor...
Falava trêmulo por dois motivos, estava diante do sargento e estava com frio:
- Ora, Nail! Esta trêmulo de frio. Venha cá! — disse Gusteau. Ele abriu um dos braços.
- Não obrigado! Eu vou voltar! — disse nervoso.
- Como quiser! — disse Gunter que voltou a tocar.
Nail foi até a porta, mas estava trancada. Fez uma cara de " não quero voltar lá!" e voltou.
Chegando lá encontrou Gunter, que ainda tocava:
- Está trancada! — e abriu novamente o braço e parou de tocar.
Nail sentou-se em seu lado e Gunter abraçou com seus músculos aconchegantes. Nail soltou um sorriso suave. Ficaram os dois ali:
- Sabe hoje é uma data muito importante para mim! — disse Gunter.
- Feliz Aniversário... — disse Nail tirando um dente de leão para Gunter.
- Como sabia?
- Porque eu te amo!
- Eu também...
Se olharam e coraram se aproximaram e se beijaram.
O vento soprou novamente, fazendo os dois ficarem mais juntos e colados.
E novamente soprou. Fazendo o dente de leão soltar suas pétalas brancas e voar pelo céu...
Notas finais
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