Yandere Love
2 II.
Notas iniciais
Confesso que me senti mal escrevendo isso... Não tenho muito a dizer, só que o que a Cecília pensa pode estar um pouco diferente da realidade, afinal, como todos aqui já devem saber... Ela é a yandere dessa estória!
Enfim... Boa leitura!
PS: Ceci's POV
– Finalmente, você é apenas minha.
Eu disse aquilo com a maior felicidade que eu podia ter. Ela. Só para mim. Júlia é tão somente minha que nem ao meu beijo resistiu. Ela realmente adorou quando eu apertei meus lábios contra os seus com força, forçando minha língua dentro. A felicidade dela era tanta que ela nem conseguiu beijar de volta. Ela era mesmo muito fofa!
Meu amor, minha vida, meu tudo. Depois de longos minutos a beijando, afastei-me para olhar bem em seu rosto. Seu olhar era tudo o que eu queria... Ela realmente nutria um sentimento especial por mim! Seus olhos, alguns poderiam dizer que ela estava com medo, mas isso não é verdade. É amor. Eu sei que é amor. Estávamos destinadas.
Eu fiz bem em matar aquela machona detestável. Ela poluía o ar por onde minha linda passava. Aliás, eu devia ter matado todos os outros que se aproximaram dela, mas só ameaçá-los já tinha funcionado. Bando de fracos. Não merecem respirar o mesmo ar que nós duas. Nós duas... Juntas... Eu finalmente poderia tê-la de verdade depois de tanto tempo! Porque agora, ela me ama. Sim, ela me ama.
A abracei e cheirei seu cabelo. Não pude evitar ficar mais excitada ainda. Ela realmente era tudo para mim... Como eu poderia dividi-la com outra pessoa? Eu já me seguro o bastante para não acabar com os pais delas, mas o resto é totalmente dispensável. Ela era só minha agora. Sentei em seu colo e comecei a chupar seu pescoço. Ela não reagia, claro que não, ela me amava. Ah, essa sensação...! Sua pele era tão macia... Mordi sua orelha e sussurrei:
– Quero me tornar uma só com você.
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O dia em que a conheci. Eu não fazia ideia, mas aquele seria o dia que mudaria minha vida para sempre.
Eu era uma criança diferente das outras de minha escola. Eu estava sempre sozinha, mas por opção. Eu odiava todos ali, todos aqueles vermes que viviam suas vidinhas medíocres fazendo coisas medíocres. Eu simplesmente não entendi porque deveria ser sociável com eles. Eu tinha apenas 6 anos de idade.
Todos tinham medo de mim, afinal, eu os tratava bem mal. Então ela apareceu. Uma garota transferida. Ela não sabia das regras daquela escola. Veio falar comigo. Eu a tratei mal, obviamente, mas ela insistiu. Quanto mais eu queria me livrar dela, mais ela insistia em ser minha amiga. Eu simplesmente não a entendia.
Então, naquele dia, tudo mudou. Em um dia de natal, eu estava completamente só, perdida na cidade. Estava chovendo. Eu nunca senti tanta raiva de todo mundo naquele dia. Então ela me viu e me acolheu. Passei a noite em sua casa. No começo eu recusei, mas acabei aceitando. Eu estava em um estado deplorável, e poderia facilmente pegar uma pneumonia.
Seus pais me alimentaram e ela me ofereceu seu quarto para dormir. Eu não falei uma só palavra com ela. Seus pais pensavam até que eu era muda. Mas eu não era. Não gastaria minha saliva com vermes. Ela me ofereceu sua cama e foi dormir com seus pais. Ainda estava chovendo. Ali, naquela cama estranha, longe de tudo o que eu conhecia... Eu estava pensando em morrer, afinal, ninguém iria se importar comigo mesmo...
Então de repente alguém me abraçou. Um corpo quente me arrancou de meus pensamentos depressivos e me encheu de uma sensação incrível que nunca tinha sentido antes. Era ela. Era Júlia. Ela tinha voltado e me abraçado.
Eu não falei nada. Apenas deixei que ela me abraçasse. Ela não me soltou. Dormiu me abraçando, enquanto eu fiquei o tempo todo acordada. Não conseguiria dormir com aquela sensação tão boa. Quem precisa morrer, quando um anjo como ela existia...? Ela era diferente de todo mundo. Ela insistiu. Ela realmente se importa comigo...
Naquele dia, eu decidi. Ela era minha.
– Abre a boca. Aaaa. – ela me obedeceu e eu enfiei uma colher de arroz em sua boca. – Está gostoso, amor? – Então a beijei, ainda antes de ela ter engolido. – Desculpa, não resisti. Você é mesmo deliciosa...
Passei a mão em sua coxa. Ela estava em minha cama, nua, com as mãos algemadas. Ela mantinha sua cabeça baixa constantemente. Deve ser porque está tão feliz comigo que está envergonhada. Tão fofa!
Peguei em seus seios e os apertei com força. Ela deu um gemido de leve, que eu amei. Tudo nela é lindo... Eu não conseguia mais me segurar, apesar de termos transado várias vezes até uns minutos atrás.
– Ora, ora... Me quer tanto assim, amor? – deitei ela na cama, ficando por cima. Sorri para ela, olhando-a com uma cara de amor e desejo. Seus olhos expressavam tão intenso sentimento que alguns podiam dizer que era medo.. Tolos. Aquilo era amor puro por mim. Ela me ama. – Vamos para o segundo tempo, certo?
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Desde aquele dia, nos tornamos amigas. Eu nunca fui tão feliz em toda minha vida. O resto dos humanos não importava; apenas ela, ela e eu, apenas nós duas...
Ficamos apenas seis meses juntas. O destino quis me separar dela. Meus pais morreram em um acidente e eu tive que morar com meu tio na Europa. Ah, esses velhos idiotas...! Por que foram morrer justo agora?! Eu estava tão feliz!
Eu gritei, berrei, fiz o que pude, mas eu tive que ir. Tive que abandoná-la. Passei a viagem toda chorando. Mas prometi a mim mesma que voltaria. Voltaria para ela. E poderíamos ficar juntas para sempre.
Passaram-se 10 anos e eu finalmente voltei. Cecília Gomes finalmente voltou para Júlia Marques! Naquele momento eu não poderia estar mais feliz, ficaria junto da única pessoa que amo e sempre vou amar...!
Porém, nem tudo sai como a gente quer.
Ela não se lembrou de mim. Disseram que ela tinha sofrido um acidente e que sofria de amnesia. Ela não se lembrava de mim. Com tanta coisa para ela esquecer, ela se esqueceu logo de mim...?!
Nunca fiquei tão furiosa. Ainda mais por saber que ela tinha muitos amigos. Fiz questão de tirá-los um por um de perto dela. Mesmo não se lembrando mais de mim, ela não poderia conviver com mais ninguém. Ela era só minha. Apenas minha.
Arquitetei meu plano de deixá-la sem amigos. Eu não iria me aproximar dela até a hora certa. E quando a hora certa chegasse, nós ficaríamos juntas para sempre.
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Ela estava desaparecida. Júlia Marques. Estavam noticiando no telejornal o tempo todo, mas eles nunca iriam nos achar. Estávamos no nosso ninho de amor. Há uma semana, tudo o que nós fazíamos era transar. Eu estava no céu...!
Júlia passava o dia todo deitada. No começo, ela tentava se libertar das correntes, possivelmente para me divertir. Só que ela não tem como escapar de mim, nem de brincadeira. Coloquei uma corrente também em seu pescoço, e em seus pés. Se ela precisasse fazer alguma necessidade, eu iria com ela. Não tínhamos mais vergonha de nós duas, afinal, éramos uma só!
Mas agora ela já não fazia mais nada. Não se movia, nem queria comer. Já estava ficando preocupada. Estaria ela doente? Doente de felicidade, isso é possível. Então, eu tinha que curá-la. Se eu der a ela mais felicidade, ela vai ficar boa, não? Não?
Eu já nem sei mais o que eu estou fazendo. Não consigo mais raciocinar como antes. Ela era tudo o que eu pensava. Ficar com ela, transar com ela, sentir seu cheiro... Eu já não me importo mais com nada.
Então, aos poucos, eu fui percebendo o que eu tinha feito.
Ela está fraca. Está realmente doente. Eu começo a acordar. Ela não está feliz. Ela não é mais a mesma. Aquela garota alegre, gentil, a única que se importava comigo... Ela não existe mais. Por fora ela ainda é a mesma, mas por dentro... Ela nunca mais será a Júlia.
Ela nunca mais será a minha Júlia. Por minha culpa.
Nesse dia, eu chorei. Ela ficou me olhando, sem dizer nada. Eu balbuciava umas desculpas, mas parecia não alcançá-la. Tive vontade de me matar. Matar eu e ela, assim, não sofreríamos mais.
E era justamente o que eu iria fazer. Até tinha preparado tudo. Cianeto. Rápido e letal. Sim. Finalmente iríamos ficar juntas para sempre.
Ela nem resistiu quando eu a forcei a engolir o veneno. Pelo contrário. Nunca a vi tão feliz. E vendo-a feliz assim, também fiquei.
Quando ela caiu já sem vida em meus braços, por um minuto eu achei que tinha ido longe demais. Mas logo tirei esse pensamento besta. Engoli o cianeto.
Agora sim estaremos juntas para sempre, com um elo que ninguém nunca irá quebrar.
A morte.
Notas finais
Fique um pouco depressiva escrevendo isso, mas acho que faz parte, porque é bom mostrar que todo amor doentio e obsessivo não é bom. É péssimo.
Então, meus lindos leitores, isso é o que é ser uma yandere. Não é legal querer ser uma, vai por mim! Por mais fascinante que possa ser... O final pode às vezes acabar assim.
Mas chega desse papo depressivo! Se vocês gostaram, comentem! Se não, comentem mesmo assim! Adoro críticas construtivas, mesmo que seja um "vou te matar" porque depois dessa eu mereço! kkkk
Até a próxima fanfic!
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