Yakuza

1 The Dragon of Dojima Family


Notas iniciais
Espero que vocês gostem da história ^^

01/10/1995

17h47min

Era um dia chuvoso, o carro andava lentamente pela rua silenciosa, na madrugada fria, o único que me acompanhava era Shinji, um de meus poucos amigos de infância, que horas antes acabara de me buscar no aeroporto. Tóquio me lembrara um lugar triste e amargo em minha infância, um orfanato rigoroso, sem qualquer demonstração de afeto pelos integrantes de sua parte, ao me buscar no aeroporto, Shinji comunicou-me que o Sr. Oyabun incumbiu-me, de cobrar o pagamento do Presidente das Finanças Hiata, que não o fazia há algum tempo. Ao parar o carro ao lado das Finanças Hiata, Shinji desligou o carro e me seguiu em direção ao edifício. O pequeno elevador no hall de entrada continha uma pequena placa a sua frente dizia “Em Manutenção”, tivemos que pegar a escada e subir até o quinto e último andar, o estreito corredor cinza, tinha a esquerda, três portas, sendo uma delas a do elevador quebrado, à direita apenas duas, todas de portas marrons exceto a porta de prata ao fim do corredor. Segurando o revólver por trás das costas com Shinji fazendo o mesmo checamos sala por sala até chegarmos a porta prateada, visto que a mesma estava trancada Shinji a arrombou, com um tipo de alumínio parecido com algum tipo de grampo de cabelo, assim que abrimos a porta assustado o Governador levantou-se rapidamente e fazendo reverencia como de costume.

— Viemos… Ou melhor, eu vim buscar seu débito Presidente Hiata, e então… Onde está?! —Perguntei de forma impaciente, afinal eu acabara de chegar a Tóquio e nem tivera a oportunidade de descansar de meu voo.

— Por favor, amanhã, hoje eu não tenho! —Disse ele com espanto.

— Vejo que gosta de golfe senhor governador. — Falei pegando um de seus tacos, e o acertando de forma com que caísse no chão.

— Por favor, Anaki, não precisa usar violência. —Lembrou-me Shinji.

— Anaki?! Espera você é Kazuma? Ou melhor, “O Dragão Da Família Dojima”?! Mas isso é apenas um boato ou você realmente tem aquele tipo de força ou poder especial?— Falou apertando um botão vermelho em baixo de sua mesa, sem com que eu pudesse ver.

— Não importa o que dizem, apenas vim pegar o débito.

Minutos de interrogatório depois, um grupo de cinco homens entraram pela porta pedindo com que soltássemos o Sr. Hiata, como nos negamos a entregá-lo, infelizmente tiveram que partir para a violência, só é uma pena que acabaram inconscientes no chão.

— Anaki, encontrei! Estava em baixo do fundo falso do armário, tome. — Falou ao jogar-me a maleta prateada com o dinheiro dentro.

— Bem… Promessa é Promessa. —Expliquei ao Sr. Hiata antes de deixarmos o prédio.

Expliquei a Shinji que ele poderia ir embora e que eu ficaria em um hotel de uma antiga amiga e que estaria bem, o hotel não ficara muito longe, à apenas algumas quadras de distância das Finanças Hiata. No caminho para o hotel, ao entrar em um beco, esbarrei em um homem alto, aparentemente forte e muito, muito aborrecido por eu sujar sua roupa contra a parede. Eu lhe pedi desculpas educadamente, porém o mesmo não quis dar atenção e se pôs a me segurar pelo colarinho de meu terno, novamente pus-me a pedir educadamente com que me soltasse, em vez disso, jogou-me contra a parede, sentia minhas costas arderem e logo após isso pus-me a jogá-lo no chão, imobilizando-o no chão.

— Kazuma Kiryu! O Dragão da Família Dojima. O que te traz a Tóquio novamente? — Diz ele em meu respeito.

— Goro Majima, há quando tempo! Como vai? — Digo surpreso com o homem alto e magro atrás de mim.

— Estou ótimo, só estou cuidando de umas coisas aqui.

— Sempre o mesmo, não? Mal chega a Tóquio e já está envolvido em brigas. Hunf, não importa, vou ensinar a este idiota a não se meter com membros da Yakuza. — E começou a bater o pobre homem com seu guarda-chuva.

— Goro, já chega! Ele já aprendeu a lição, veja você está quase o matando, não vai querer seu nome envolvido nisso certo? Sem contar que tem gente passando na rua e estamos no beco, se alguém nos ver será um problema. — Expliquei tentando acalmá-lo.

— Está certo, está certo. Bem então, se você não se importa eu tenho os meus assuntos para resolver, assim como você deve ter os seus. — E se despediu sem mais delongas.

No final do beco estreito havia uma escada que levava a estrada dos fundos do hotel de Heina, entrei e sentei-me na bancada ao lado de um homem encapuzado, pedi a Heina um saque de frutas vermelhas, comentei o quão quieto parecia desde a última vez em que eu estivera lá. Ela me explicara que desde a minha entrada para a Família Dojima a maioria das clientes haviam ido embora já que eu não estivera mais por lá, ela sempre dizia que eu fazia sucesso entre as mulheres, apesar de eu não concordar inteiramente com isso. O homem com capuz anunciara meu nome sarcasticamente nos aconselhando que não precisássemos cochichar por causa de sua presença. Perguntei qual era o nome do algoz e em resposta ele me dissera, que mesmo após tantos anos de convivência, eu continuara não conhecendo a voz de meu próprio amigo – ou melhor, quase um irmão. Não tinha mais dúvidas, de fato seria Nishiki. Ele se aproximara de meu pescoço e quase que em um sopro, sussurrou em meu ouvido quando eu pretendia procurá-lo, colocando sua mão direita em minha coxa esquerda. Expliquei novamente que eu não o via daquele jeito, talvez ele diria algo se não tivesse visto Heina voltar de um dos quartos e anunciar-me que o meu já estava pronto. Não muito tempo depois Yumi chegara e um semblante se estampara em um sorriso sobre minha face. Se estava descontente Nishiki não demonstrara, depois da chegada de Yumi passamos o resto da noite bebendo e ouvindo Enka.

Acordei em meu quarto, de alguma forma estava apenas com meus trajes íntimos, vesti-me e fui ao hall onde normalmente Heina ficava conversando com os seus hóspedes. Perguntei onde Nishiki e Yumi estavam, pensei em perguntar o que acontecera comigo em meu quarto mas preferi deixar em silêncio. Ela me disse que Yumi tinha saído com seu noivo e Nishiki sairá sem dizer aonde tinha ido e que parecia incomodado. Peguei a maleta em meu quarto e fui até sede da Família Fuma, quando o guarda particular do Sr. Oyabun me aborda e me explica que o mesmo está a minha espera. Nem precisei abrir a porta, pois um homem acabara de sair de lá com um ar de tristeza em seu rosto.

— É muito bom revê-lo Kazuma, imagino que você está com o que eu te pedi?

— Está aqui seu pagamento Sr. Oyabun.

— Kazuma já pedi para que não me chame de senhor, pra você é apenas Oyabun e obrigado por trazer meu pagamento, aquele imprestável que você viu saindo daqui está a mais de três semanas para me trazer, mas você e Shinji em um único dia me trazem, eu teria pedido para Shinji, mas você sabe que ele nunca faz nada sem sua aprovação, seu celular está tocando, pode atendê-lo.

— Moshi, Moshi?

— Kazuma é o Shinji, Yumi e Nishiki estão com problemas, você precisa ir atrás deles, eles estão no território do Dojima. — Ele ia dizer alguma coisa, mas a ligação caiu.

— Kazuma você não pode ir, se você ir lá eu não poderei te proteger.

— Oyabun… Yumi e Nishiki são a única família que eu tenho, eu realmente preciso ir.

— Kazuma!

O carro de Shinji ficava atrás da sede da Família Fuma, por sorte eu tinha uma cópia da chave de Shinji. Já próximo ao outro lado da cidade encontro a sede da Família Dojima, infelizmente já era tarde, Nishiki tinha assassinado o Chefe da Família Dojima. Ele me dissera que o mesmo os havia traído, Yumi estava no chão desacordada. Sabia que se eu os ajudasse a fugir, a polícia iria atrás da gente, então tive que ficar para que pudessem escapar. Não muito tempo depois a polícia chegou e tive de ser levado.

Notas finais
E então, o que acharam? Me digam nos comentários para eu saber! Ainda dizendo que sugestões, críticas, elogios são bem vindos.
Até o próximo!