Yabai De!

1 Capítulo 1 - oi?


Notas iniciais
Hello everybody .D (?)
Maria aqui falando. Obrigada por terem clicado nessa história! XD
Essa história surgiu meio que de um desenho aleatório, sabe, daqueles que a gente faz na aula. o_o Sim, eu gamei no loiro kuro-chan. XDD Tem bastante influência de Okinawa, porque ambas escritoras tem meio que uma ligação com essa ilha! 8D
Foi 'treta' arranjar uma história pra isso hein. ò_ó Mas fluiu! Com trabalho em grupo e... um pouco de imaginação e aleatoriedade, somados a uma GRAAANDE dose de 'fangirlzice' yaoi, demos origem a essa história! *-*
Espero que se divirta, porque nos divertimos fazendo essa coisinha XDD
Expressões japonesas e/ou regionais estão marcadas. Confira-as no glossário ao final do capítulo se não souber!
E... pera, esqueci o que eu ia falar. /hm ...... AH EH, Deixe seu comentário! Ele é muito importante para nós! *-* Mesmo que seja uma 'AAAFF, que coisa ruim. D8' nós o apreciaremos, já que isso vai ajudar a gente a melhorar cada vez mais. XD E, sim, ter 'fans' nos incentiva. 8D
Arigatou =*
Maria e Mayuuh, PockolliSis'
Era uma quente tarde de verão, as pessoas caminhavam agitadas, algumas fugindo do sol, e outras aproveitando-o, refrescando-se com sorvete. Aquela velha e conhecida quitanda, logo em frente à praia estava vazia, apenas uma pequena senhora saía dali.

Lá dentro, Kohatsu Natsurou trabalhava, um pouco desanimado:

- Hakisamiyo(1)... um sol tão bonito lá fora e eu...- suspirava ele.

Natsurou se debruçou no balcão e tampou os ouvidos para não escutar os gritos felizes das crianças brincando lá fora

-... Quem vem comprar frutas a essa hora da tarde?!

O calor o irritava, o ventilador soprava um bafo quente ao invés de refrescar. Seu som fazia a cabeça do garoto doer e, em de seus devaneios, ele percebeu uma presença. Levantou a cabeça e viu uma pessoa lá fora observando os abacaxis, e ele foi se aproximar.

Essa pessoa era um homem, aparentemente mais velho, e observava atentamente os frutos. A leve brisa do mar fazia os cabelos castanhos dele balançarem suavemente, e os olhos estavam escondidos por um par de óculos escuros. Aquela silhueta despertou uma certa curiosidade no garoto entediado.

Perto dos abacaxis estavam as uvas, e parecia que elas despertavam o interesse daquele misterioso rapaz. Natsurou o observava atentamente e estirou um pouco a cabeça para ver o que ele estava fazendo. O homem tirou uma das uvas de um dos cachos e colocou-a na boca.

O senso de justiça de Natsurou falou mais alto, e não pensou duas vezes: pegou um ponkan(2) e... HEADSHOT!

- Hey! Qual o seu problema?!

- Qual o SEU problema? Você roubou a uvinha!

- Porra, era uma uvinha!

- Mas não pagou por ela! É errado, vai ter de pagar! — Nervoso, o funcionário da quitanda estendia a mão em direção ao homem.

- ... — O garoto, mais alto, encarava aquele ser todo desesperado, que não podia ver sua expressão, devido às lentes.

- Que foi? Vai ficar aí parado?- Exclamou, com a raiva crescendo mais ainda, sentindo-se intimidado por não reconhecer a expressão do outro.

- É que era só uma... – Respondeu indignado — Aah, tá, eu pago. – desistiu, vendo que aquilo não ia chegar a lugar algum. E nem estava com vontade de ser indiciado por violência contra um menor em plenas férias...

- Acho bom mesmo, hunf! – Natsurou cruzava os braços, com uma pose de “durão”

O mais velho pegou a carteira suspirando:

- Quanto é o cacho?

- 400 ienes – Respondeu o vendedor, com um sorriso.

- Quê?! Não vou gastar 400 ienes por um cacho de uvas! – Tirava os óculos, ainda mais indignado

- São uvas da Itália. Não reclame!

O homem, se contorcendo de raiva, pegou quatro moedinhas de 100 ienes e deu ao garoto, que estava todo orgulhoso de si mesmo:

-... Toma.

- Obrigado, volte sempre!

Sem dizer nada, o mais novo cliente se virou e saiu andando para fora da loja. Natsurou deixou a cabeça pender para o lado, olhando enquanto perdia o homem de vista. Certo, aquilo fora estranho. Um ser que definitivamente não era daquela região aparece aleatoriamente para comer uma uva, sem pagar.

Enquanto estava a pensar, ainda olhando para a porta, foi surpreendido por uma jovem de cabelos roxos, um pouco impaciente:

- Hey, Kohatsu-kun, já fez aquela entrega de maças que pedi?

Parou um instante para raciocinar... Quer dizer, até conseguir juntar as palavras “fazer – entrega — maçã” e relacioná-las à imagem da sua chefe a sua frente demorou um bocado. Entrou em pânico:

- AAAH! ARASHI-BUCHOU(3)! GOMENASAI! EU ESQUECI!

Natsurou fez um escândalo, temendo que sua chefe lhe punisse severamente pelo descuido. A tal chefe segurava uma prancheta branca no braço esquerdo, e abria lentamente um adorável sorriso:

-... Lembre-se que sua alma me pertence, Kohatsu Natsurou. É bom fazer o seu trabalho.

-...A-ah... Sim, senhora. – O jovem tremia ao ouvir aquelas palavras. No momento estava assumindo uma posição de soldado a frente de seu capitão.

- Você tem 30 minutos para entregar as maçãs se não quiser passar o resto de suas férias VARRENDO a frente da loja... e olha que tem MUITA areia... – ela aponta para o chão do lado de fora da loja, que ia direto para a praia. –A gora... VAI, VAI! Vai trabalhar, moleque!

- Aaah, tô indo... – Natsurou saía correndo pegar uma caixa de maçãs no estoque e o papel com o endereço de sempre.

Natsurou colocou a caixa em uma bike que estava estacionada em frente à quitanda, montou nela em seguida e começava a pedalar pelas ruas. Chegou em um morro íngrime, e continuou subindo. Ele se aproximava de uma casa única ali, com uma arquitetura típica, tradicionalmente japonesa.

Pedalava como se sua vida dependesse daquela entrega (e de fato, dependia). Chegou naquela casa, ofegante, quase morrendo.

- N-nunca...mais...- babulciava, apoiando-se num muro.

Enquanto se recuperava, tocou o interfone. Foi atendido por uma voz esganiçada que conhecia bem.

- Quem éééé?- ouvia-se da caixa de som

- Natsurou, Hanashiro-san! Estou com suas maçãs aqui! – Respondeu completamente recuperado. Ciente de que uma câmera o vigiava, ele sorria.

Demorou um tanto para receber uma resposta. Imaginou que o oji-san(4) estivesse raciocinando, ou que estivesse dormindo mesmo.

- Oh, Natsurou-chan! É você! Pode esperar na porta, não posso atendê-lo. — Ouvia a voz do senhor diminuindo, e depois, novamente ao fundo:

- Yuu, vá recebê-lo pelo seu avô, por favor!

O jovem comerciante jamais havia conhecido alguém dali a não ser aquele senhor, então ficou um pouco ansioso. Logo, a porta se abria, e o garoto levantava o olhar devagar, reconhecendo aquela silhueta. Então, ao bater os olhos no rosto da figura, ele o reconheceu:

- Aaah! O ladrão de uvinhas!

O rapaz que saía para atendê-lo se surpreendeu com a reação do entregador, e fazia uma cara de desgosto:

- Quê?! Ladrão de uvinhas?

Após o susto, Natsurou fez uma leve reverência com a cabeça:

- Nossa... eu nunca imaginaria que você fosse parente do Hanashiro-san... Que coisa... Estranha. Não dá nem pra pensar que um deliquente é neto de um oji-san tão simpático como ele... – Divagou Natsurou, olhando para Yuu.

- ...

Sem responder nada, apenas fechou a porta na cara do loiro.

Depois de um tempo, ouviu o interfone denovo. Teve que se conter para não deixar a veia da sua testa se dilatar. Quer dizer, não tinha que ficar aturando adolescentinhos pentelhos.

Por seu avô, abriu a porta novamente.

- O que você quer? – perguntou, com uma cara tediosa de poucos amigos.

- Entregar as maçãs. Por isso que eu vim – respondeu Natsurou, todo inocente, nem se importando com a patada que acabara de receber. Estendia a caixa com os pseudofrutos.

- ... Ah é...? – intrigado com a passividade do garoto, ele pegou a caixa das mãos dele. – Te... devo alguma coisa?

- Não não, Hanashiro-san paga sempre no fim do mês, não se preocupe. – o Kohatsu abriu um sorriso. Estava sendo mais simpático, pois viu que ele não fizera por mal, pegar aquela uvinha. Era o neto do Hanashiro-san, afinal. Deveria ser uma boa pessoa! – e... desculpe por ter feito aquilo com você na loja. Poderia ter simplesmente falado que era neto do Hanashiro-san que eu perdoava!

- ... Como eu ia saber que meu avô tinha uma conta naquela quitanda...? – perguntou, entre os dentes.

- Hm. – Natsurou o encarou. – Huh, sei lá. Talvez você pudesse saber. Seu avô sempre pede pra trazermos várias frutas aqui pra cima, todo dia. Especialmente maçãs...

- Hn...

Yuu virou a cabeça para olhar para trás, e olhou alguma coisa imaginária, já que não havia nada lá para olhar. O loiro imaginou que ele estivesse pensando em algo.

- Mas ele nem gosta de maçãs... – o de cabelos morenos pensou um pouco alto.

- Isso não faz sentido. D8

- Não mesmo...

Os dois ficaram em silencio, enquanto o mais velho virava a cabeça de volta para olhar o nativo.

Natsurou reparou que os olhos dele eram esverdeados. Eram bonitos... incomuns. Estava meio que se perdendo dentro deles, daqueles olhos divagantes, e... verdes. Despertou antes que ficasse preso neles:

- Então, eu já estou indo. Só tenho mais 5 minutos pra voltar lá pra baixo! Até mais, Yuu-san!

Nem esperando uma resposta, pulou na bike e saiu em disparada ladeira abaixo.

Tudo o que o indivíduo que ficou na porta, segurando uma caixa de maçãs, conseguiu pensar (pois ainda não tinha saído do seu estado de divagação) foi quem é que dera permissão pra aquele menino loiro de pele escura saltitante lhe chamar de YUU.

Permaneceu olhando ele descendo o morro até a praia. Não dava a mínima para qualquer garoto que aparecia a sua frente, mas aquele em particular o interessou. Não que ele fosse exatamente interessante, mas não sabia que ele apenas o irritava ou... deixa pra lá. Quando desapareceu de vista, deu os ombros, fechou a porta e voltou para dentro.

Notas finais
Glossário:
1. Hakisamiyo – Expressão equivalente a “Que saco” ou “Que droga”, em Utinaguchi(Dialeto de Okinawa).
2. Ponkan – um tipo de tangerina.
3. Buchou – Chefe, gerente.
4. Oji-san – Avô, velho.

Sobre o nome dos personagens: Maria costuma pesquisar sobre nomes, principalmente os japoneses, porque seu significado depende muito do Kanji. Kohatsu e Hanashiro são sobrenomes típicos de Okinawa. Natsurou é escrito com os kanjis 夏(Natsu, "Verão") e 朗 (-rō, "claro, brilhante"). Já Yuu é escrito com o kanji de "Gentil".