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13 13YStage: Texture


Notas iniciais
Pedido de tigore>RyanxLass. Texture significa Textura. Olá, queridos leitores o/! Dando continuação, eu voltei com o pedido da tigore-chan que eu havia pulado, mas garanti que fosse o próximo. Eu ultimamente tenho escrito coisas mais românticas, então talvez pareça que os casais não estão tão... Másculos e tal. Mas acredito que no momento é conveniente porque chegaram uns casais com personagens que eu considero fofos, por exemplo, o Lass mesmo, e o Azin (que para mim é um Tsundere) e o Zero (cahãm... Tah, eu acho que ele pode ser durão sim, mas todo mundo pediu para ele ser o uke, fazer o que). E depois desse cap. terá um casal que é dureza, que é Thanatos e Astaroth. Bem, a verdade é que faz no mínimo uns 2 anos que eu não jogo e falando bem sério, eu não faço nem ideia de como esses 2 podem ser um casal. Eu apostaria em ThanatosxSieghart, acho bem interessante a ideia de DeusxSemideus, mas enfim, não sei nada sobre eles e por isso vou exigir de mim mesma uma breve pesquisa, o que pode atrasar um pouquinho a postagem. Se não tiver nenhuma ideia brilhante, eu pularei e voltarei depois, para não complicar como no ano passado. Isso é tudo minna-san. Boa Leitura!

...

No meio do ano, era comum que a Rainha Enna reunisse todos os grupos do exército e prestasse homenagem aos guerreiros caídos em batalha.

Nessa época era importante que todos estivessem presentes, que todos levassem flores brancas de luto e dedicassem um pequeno tempo de seu dia em silêncio, em sinal de respeito aos mortos.

Um grupo determinado de Magos e Sacerdotes e escolhido a dedo pelo diretor da Academia de Magia Violeta fazia as orações e as bênçãos.

Geralmente nevava muito durante aqueles dias. Parecia que os deuses se compadeciam dos humanos e compartilhavam um pouco de seu sofrimento, deixando o frio cair forte sobre as terras.

Bem, tudo isso havia acontecido há um mês, mas continuava nevando em Vermécia. E na base da Grande Caçada em Serdin...

–Não posso ajudar vocês, insetos. –xingou polidamente o haros, virando de costas para o grupo postado na frente da sala, nada contentes.

O jovem Arcano precisou segurar a líder pelos dois braços antes que houvesse um quebra-pau nada agradável por ali. A aquela mesa de centro era novinha! Ronan não conseguia dormir tranquilo pensando que a qualquer momento alguém seria lançado ali e partiria a pobre ao meio, como a anterior – obra de Azin, obviamente.

–Elesis, tente se acalmar, okay? Não vamos perder a cabeça. –Lire balançou as mãos e tentou conter a fúria da ruiva enquanto esta se debatia para alcançar Lupus, sentado ao sofá como um rei e despreocupado com tudo.

–Ele me chamou de “inseto”! –ela rosnou, empurrando Ronan com o corpo e avançando como um gorila, agarrando a gola engomadinha do caçador do submundo e o encarando olho no olho. Porém, antes que pudesse começar a apresentar seus argumentos em defesa — cahãm, punhos -, o mais velho se teletransportou em um segundo ao lado da janela, encostado ao corpo da única pessoa desinteressada da conversa: seu pequeno meio irmão Lass.

A mão do moreno foi para a cabeça albina, e o menor apenas afastou-a, ignorando-os.

–É apenas uma estação. E não estou vendo esse verme reclamar. –Lupus murmurou, fitando cada membro com desprezo palpável. E continuou. – Vocês podiam deixar de agir como mariquinhas... Depois de me vencerem, acham que eu vou aceitar que fiquem reclamando de um friozinho?

Irritado ao extremo, Azin abriu a porta. O vento congelante entrou, fazendo os gritos femininos ecoarem, metade deles se amontoando para tentar impedir que a montanha de neve entrasse na casa e logo soou um berro vindo das escadas.

–QUE MERDA É ESSA?! POR QUE DE REPENTE ERNAS ESTÁ SEM MAGIA?!

Quem não estava socado na neve foi capaz de se virar com cara feia para a dona da voz, uma irritadíssima Rey, que por motivos não interessantes estava com o pior humor na face de Ernas. A garota, para começar, estava realmente andando. Ela veio batendo o pé e quase rangendo os dentes, totalmente fora de sua pose real.

Ela parou em frente ao grupo. Todos presentes.

–É o que queremos saber, sua ridícula. –Elesis respondeu em toda sua educação espartana. –No mínimo seu problema maior é que você precisa de um andador!

Lupus riu baixinho.

–Acho melhor se acostumar a ficar com os pés no chão, princesa. –Lupus passou por ela, mexendo em seus cachos róseos e passando pelo grupo, até ficar a par com Sieghart, quem estava subitamente quieto naquele dia. –Esse tempo não vai abrir até se passar a última lua. É um acordo que os deuses fizeram para evitar uma guerra inevitável que se aproxima. A falta de magia é justamente para impedir mais violência nessa dimensão.

Silêncio.

Elesis tomou a dianteira, para a única pessoa que realmente tinha contato com os deuses, conscientemente, e em quem podia — supostamente — confiar.

–Sieghart, é verdade? Vamos esperar um mês inteiro, sentados dentro de casa até essa tempestade enorme passar? –ela perguntou pacificamente, de forma analítica, esperando o pior. Os olhos do Imortal não escondiam o que ele tinha ouvido em sussurros durante a noite, confirmando o que Lupus contou.

Ronan baixou o olhar, pensativamente.

–Então não temos escolha. Você já contou isso para a Comandante Lothos, não é Sieghart? –Ronan perguntou, e o assentimento de Sieghart foi suficiente para todos ali ficarem apreensivos e nervosos.

Os mais novos tinham as faces preocupadas e endurecidas. Alguns relembravam momentos ruins e outros estavam corajosamente decididos no que fazer se fosse necessário.

O vice-líder então acalmou a todos, tocando o ombro da ruiva.

–Vamos seguir o conselho do Lupus. Ficar com os pés no chão é importante, e esse é o momento para treinarmos nossas mentes mais do que qualquer coisa. Sem magia, nada acontecerá de ruim por enquanto. Vamos ficar alertas a qualquer chamado, especialmente das áreas próximas. –Ronan passou a mão na cabeça de Holy, quem estava especialmente assustada. –Continuamos a ser guerreiros, pessoal. Vamos nos acalmar.

Depois disso a GC dispersou, em parte. Continuaram na sala os até então calados: Jin, Ryan, Amy, Lass, Arme, Mari, Holy, Lire e Lin.

Os mais velhos se reuniram para uma conversa para definir a estratégia dali em diante e Mari voltou ao laboratório.

–As coisas não estão boas. –Arme comentou baixo à elfa. –Para mim é inútil, sem magia dificilmente vou servir na batalha.

Os olhos da menina baixaram.

Lire suspirou, tentando animar à maga e todos que estivessem pensando do mesmo jeito.

–Acho que essa noite eu não vou conseguir me recompor. –revelou a garota reencarnação de Agnécia. Lin levantou e se despediu dos amigos.

Jin e Ryan, mesmo muito amigos, não começaram a falar sobre o assunto imperativamente, tentando achar uma solução que não serviria, apenas trocavam olhares de mútuo entendimento.

Com um pouco de esforço a lareira continuava crepitando, suficientemente forte para deixar todos ali aconchegados. A elfa percebeu como o ninja estava calado e concentrado na visão pela janela.

–Ei, Lass. –a loura levantou de seu lugar para se aproximar do albino.

Como ela era uma das poucas mulheres do grupo que protegia Lass das maldades dos outros membros masculinos, o garoto tinha certa consideração por ela. Ele tirou os olhos do que parecia ser muito interessante no vidro, e voltou-se para ela.

–O que foi? Você me parece meio quieto demais. –ela comentou baixo, cruzando os braços. Mas ela mesma não tinha uma boa expressão para dizer alguma coisa. E como se Lass tivesse dito isso pelos olhos, Lire ficou em silêncio.

–Eu nunca precisei de magia para alguma coisa. –Lass disse sinceramente, contudo, sentido pelos amigos magos. –Mas sei que o mundo em que vivemos pode ser bastante afetado se isso não passar logo.

Os olhos azuis passaram por cada um. Ele sabia que todos estavam pensando em seus lares também. Xênia que ficava nos céus graças ao poder dos deuses estava caindo agora mesmo, aos poucos, e em um mês não se sabe se ela estaria no mar ou ainda flutuando. Eruel precisava de sua magia para encantar as criaturas e proteger o reino dos invasores e dos inimigos que buscavam seu imenso poder. As florestas sem magia fariam com que as criaturas começassem a ser perseguidas e mortas em pouco tempo.

Embora o frio impedisse movimentos extremos, aquele tempo seria mais de sobrevivência do que de trégua momentânea.

Aos poucos todos foram abandonando o lugar, por mais que quisessem ficar juntos. Estava tarde e se eles não ficassem prontos logo, em breve a comandante faria uma visita e lhes daria um sermão nada agradável.

Até que sobrassem só os dois, Lass não se moveu do lugar.

–Ryan, você está preocupado com os seus companheiros? –Lass apoiava o queixo em sua mão, sem tirar as íris geladas do inverno que batia e escorria em sua janela inseparável.

O jovem druida acariciava o pequeno texugo, também inquieto em seu colo.

–Claro... –Ryan respondeu cabisbaixo, passando os dedos atrás da orelha do mascote. –Se algo acontecer a eles como eu poderia continuar me chamando de Guardião?

A pergunta fez Lass olhar para o companheiro. De todos, Ryan era quem tinha a personalidade mais leve e descontraída, além de ser superprotetor, guloso, gentil. Era quem parecia mais abalado. A simples ideia de ter alguém machucado era o bastante para deixá-lo assim, perturbado e desconsolado.

Com isso, Lass pensava, fazia a primeira impressão que se tinha do elfo da floresta mudar completamente e o fazia parecer muito mais. Fazia parecer profundamente bonito e inocente.

–Podemos conversar com a Lothos e convence-la a deixar nós fazermos uma missão especial de evacuação. –Lass disse, batendo no ombro do ruivo com motivação, o que era raríssimo da parte do ninja.

Ryan o olhou com os olhos brilhando, como se contemplasse um deus ou sei lá.

–“Nós”? –Ryan indagou após um instante. Era verdade que em muitos momentos tinha pensado em ir para a Floresta Élfica, mas estava incerto e tinha certeza que ninguém concordaria com a ideia, muito menos em acompanhá-lo. Contudo, Lass estava aí se oferecendo para ajudar. Logo ele.

–Sim, se você não se importar. –Lass comentou, em sua voz usualmente baixa. –Particularmente, eu gosto de viajar com neve.

Ryan ficou sem palavras um instante, segurando a mão do albino e balançando freneticamente, agradecido.

–Obrigado, Lass!!! Você é tão legal! Eu pensava que você só era medroso e antissocial, mas agora eu vejo que você até que tem coração! –Ryan o abraçou em seguida.

Um calo nasceu na testa do albino, que socou o estômago do druida.

–Ouch! E-Era brincadeira, Lass... –lágrimas nos olhos verdes do elfo quase escorriam com a frieza do companheiro.

Lass estalou a língua, irritadamente.

–Dois anos quase e ainda acham que eu sou antissocial, tch! Vá à merda! –Lass começou a subir as escadas em um segundo, quase batendo os pés, mas ele tinha consciência que não era uma garota mimada como Rey para agir desse jeito.

–Espera! –Ryan exclamou ao impedi-lo de ir. Sua mão rodeava o pulso do sério ninja.

Naquele momento, não foi o rosto de Lass em que ele ficou concentrado. Ryan, como elfo, tinha sentidos mais refinados que de algumas criaturas, e ele percebeu algo mais quando tocou a pele do ninja. Ele se deu conta que nunca havia tocado Lass na vida.

Ryan jamais se esquecera de como era o cheiro, a voz, a textura da pele de seus companheiros, ele era um Lobo e um Nephirin afinal. Estava nele, estava em sua natureza reconhecer à distância as muitas caraterísticas que as criaturas apresentavam.

“Mas mesmo que eu saiba como é o cheiro e a voz, eu nunca senti essa textura antes, eu não esqueceria.” Ryan pensava entretido, e seus dedos, imóveis, eram capazes de detectar tudo: ondulação, pressão, batimentos, espessura, temperatura.

Era um pulso curto e macio. Ryan sentia facilidade em quebrá-lo e movê-lo, mas os ossos eram rígidos. A circulação de sangue controlada, mais lenta do que os humanos apresentavam. E o tecido da pele era incrivelmente plano e claro. Ryan não conseguia perceber com facilidade um músculo protuberante e destoado.

–Ryan. –Lass se segurou para não bater no elfo, quem o olhava paralisado.

Foi cerca de três segundos em silêncio e Ryan o soltou, lentamente, receoso em machucá-lo.

Com uma cara de estranhamento, Lass colocou as mãos nos bolsos.

–E isso agora? Por que esse silêncio? –Lass arqueou uma das sobrancelhas brancas, curioso e desconfiado. “E porque ficou mexendo os dedos no meu pulso, seu esquisito retardado?”

–A-AH! –Ryan cruzou as mãos atrás da cabeça, rindo, fingindo não ser nada de mais. –Você não ficou tão chateado com o meu comentário idiota, né? Você vai, não?

–Eu já disse-,

–Ótimo! Não volte atrás na sua palavra, okay? –Ryan interrompeu o ninja e acenou, subindo as escadas numa velocidade impressionante. –Falamos com a Lothos amanhã de manhã, boa noite!

Lass ficou sozinho, olhando o nada e zangado por ter sido deixado e com a frase pela metade.

Ele odiava... Não terminar o que tinha para falar. Mas ele daria um desconto: era o Ryan.

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A resposta de Lothos foi positiva. Mas somente porque a situação era de emergência, então não só eles, como a maioria dos membros se dividiriam e fariam uma ronda por todo o continente, com a ajuda das tropas dos dois reinos trabalhando em conjunto para auxiliar os necessitados e as pessoas nas zonas mais altas onde o frio estava devastador.

A viagem não era tão longa, mas com os obstáculos que se formaram em menos de dois dias era o suficiente para atrasar o percurso em longos dias.

Numa situação normal, eles iriam a pé. A distância dos limites da capital Serdin para a Floresta ao Leste de Vermécia era percorrida em três dias pelos guerreiros treinados. As naves chegavam em uma ou duas horas, e os cavalos em um dia.

Eles tinham arrumado as provisões e Ryan havia passado boa parte de sua noite e dia reunindo energia e orando aos espíritos sem descanso. Quando Lass confirmou que eles estavam liberados para partir, o ruivo ficou novamente empolgado.

O sol tinha aparecido em alguns intervalos durante as oito primeiras horas do dia, mas logicamente a neve não tinha derretido nem um centímetro. Felizmente, a tempestade acalmou-se, permitindo que os dois partissem sem muitos problemas.

A visão estava favorável.

Lass ia com um traje claro, fato que justificava seu costume de camuflagem. Se não fosse pelos óculos de neve e os olhos azuis, Ryan não o veria andando logo atrás de si. As toucas, luvas e botas eram de um tom diferente de branco, como se estivessem desbotados, mas enganavam bem do mesmo jeito, e para completar ele usava uma touca branca que se confundia com o cabelo. A katana ia presa na bainha do lado direito do corpo.

–A tempestade vai ficar mais forte em algumas horas, Ryan. Eu não me importo de seguir, ou você prefere que encontremos algum abrigo quando isso acontecer?

–Hm, acho que tudo bem se formos em frente. Eu não lido muito bem com essas nevascas, mas acho que não faz mal, eu sou bem resistente. –Ryan falou, olhando em volta.

O caminho úmido era um campo de neve, onde uns meses atrás ele via centenas de flores. Infelizmente, era para ser verão, mas o incidente havia ocorrido e tirado a vida das plantas que tinham sobrevivido da primavera passada.

Não era ruim. Havia flores de inverno, com cristais de gelo em suas pétalas balançando fortemente com o vento, e era realmente bonito. Eram realmente plantas lutadoras.

Lass ficara calado, apreciando a visão de branco até onde os olhos não veem. Eles afundavam em um e outro buraco, mas nada demais. Não havia nenhum tipo de criatura motivada para atacar, o que indicava um período de hibernação e, consequentemente, de recuperação.

Ryan se dedicou a falar algumas vezes, mas o assunto nunca permanecia. Os dois não falavam muito um com o outro, nem em missões e nem quando estavam na base, porque Lass era muito quieto e não gostava muito de pessoas juntas, para estar concentrado em si mesmo e com o ambiente ao redor. Ryan, pelo contrário, preferia grupos e sentia que era mais seguro estar assim.

“Se fosse para ele ser algum bicho, com certeza seria um gato.” Ryan pensava, arrastando os pés na neve que cobria até a metade das pernas, limpando o caminho. Lass estava atento a tudo, e desconfiado com tudo, como sempre, e por isso evitava falar. “Gatos são inteligentes e quietos. Eles são esguios e sistemáticos. Sempre sabem o que fazer e só fazem o necessário, sempre andando sozinho pelos cantos e arrepiando os pêlos quando alguém ameaça, depois fogem ou atacam com garras previamente afiadas. Estão sempre preparados e atentos para o perigo.”

–Ryan, estou vendo algumas árvores. –Lass comentou depois de algumas horas, quase em silêncio, se aproximando bastante do ruivo e apontando em uma direção.

Os olhos de Ryan podiam estar enganados, mas as árvores e arbustos meio cobertos pela neve eram típicos da Praia Carry. O formato das folhas dizia isso e elas pareciam estar com muito esforço resistindo ali.

–Venha. –Ryan olhou para Lass e os dois conseguiram se apressar, adentrando entre a folhagem quase completamente congelada.

A neve aumentava até uma altitude de 3 metros quase naquela área. Ryan usou sua Lâmina Dupla, abrindo um buraco fundo no meio e criando uma passagem estreita. Com um gesto para se aproximar os dois viajantes contemplaram uma verdadeira riqueza natural embaixo daquela montanha gelada.

–Veja. –Ryan sorriu; seus olhos alargando por baixo dos óculos pesados.

Lass, depois de assistir atentamente a expressão de Ryan emocionada, viu com clareza que havia um matagal escondido, criaturas enroladas umas às outras, folhagens imensas sobre eles, tocos de árvores e moitas abaixadas e entrelaçadas especialmente para proteção. Não era quente, mas era certamente menos frio do que o lado de fora.

Ryan puxou Lass, para que eles pudessem seguir caminho e deixar em paz as criaturas que mal podiam se mover.

–Isso é um milagre da natureza! –Ryan exclamou encantado por tudo estar parecendo bem até essa parte do caminho.

Lass lhe deu um breve puxão, o mais gentil possível.

–Silêncio. Temos montanhas de neve à nossa volta, e nós não queremos uma avalanche agora. –Lass lhe disse, próximo ao ouvido.

O rosto de Ryan esquentou levemente com a respiração quente em sua pele. Um arrepio o fez enrijecer os ombros e ele só não fez algum som alto porque a mão de Lass segurava na junção de seu ombro com seu pescoço, alertando fisicamente que qualquer som que fizesse ele o machucaria bem feio aquela parte.

–Certo... –murmurou, vendo Lass passar em sua frente, com a mão enluvada seguramente na empunhadura de sua lâmina.

–Deixe-me ir à frente. O tempo está começando a fechar.

E estava mesmo. As nuvens que embaçavam infinitamente o céu de branco começavam a se misturar e ficar ameaçadoras.

Lass estava certo que não havia inverno pior do que os que tinham passado. Todos eram solitários, congelavam até a alma e exterminavam todos os pensamentos que poderia ter. Esquecer as coisas por um tempo não era tão ruim e sentir o gelo corroer o corpo de segundo em segundo era um auto-sacrifício para pagar os pecados.

Enquanto andavam por mais de uma hora, Ryan ficava olhando as costas de Lass, mas por momentos, pensava que o perderia na nevasca.

“Esse traje sem noção!” Ryan tentou alcançá-lo, mas a neve tinha começado a cair forte uns minutos atrás, tanto que a pressão do ar ficava pesada o suficiente para impedir movimentos. Suas juntas começavam a ceder também.

–Lass! –tentou chamá-lo.

Lass também passou a perceber que não estava podendo se localizar muito bem quando a nevasca mais forte que havia visto em anos tinha surgido diante de seus olhos.

Desesperado, Ryan chamou de novo e mais alto.

–Lass!

As costas de Lass sumiram de sua visão.

–Porra! Lass!

Ryan andou mais rápido, até quase tropeçar. E ao levantar os olhos, não havia muito mais do que branco e sons de nevasca fortíssimos.

Vendo que não tinha opção, juntou as mãos em frente aos lábios. Não sentia o cheiro, estava gelado demais para afinar sua percepção, e seus olhos não captavam movimento algum.

“Por isso nós dois evitamos ser colocados em missões juntos! Como eu posso saber a localização do meu próprio parceiro quando ele é especializado em desfazer totalmente sua presença?!” Ryan se zangou por alguns minutos, respirando fundo e planejando arcar com as consequências.

Juntou ar e:

–LASS! – gritou, com o rugido de lobo.

O som a seguir causou medo no elfo. Por um segundo ele pensou que fora eco, mas ele mesmo sem ver sentiu o solo se movimentar e vibrar fortemente. Então ele disparou na direção contrária.

Depois de alguns metros e de uma avalanche grandiosa vindo em sua direção, e rezando para encontrar Lass com isso, Ryan bateu fortemente com algo (Lass), que gemeu de dor e rolou com a coisa até ser jogado a metros no ar e cair ao pé da montanha branca, onde a neve se espalhou numa onda violenta.

A cabeça de Ryan rodava e seu rosto estava tão gelado que não conseguia mover sua língua por dentro e nem suas bochechas por fora. Olhou ao lado, onde Lass jogava a neve da cabeça para o lado, olhando-o com uma raiva contida.

–Eu sei o que você disse... Não precisa falar nada! –Ryan disse, sentindo o rosto doer. Mas ao terminar a frase, sentiram o chão abaixo de si tremer.

Lass e Ryan olharam, finalmente percebendo que estavam em cima de algumas coisas volumosas e desproporcionais cobertas de gelo. Ao mínimo movimento, os dois sentiram a superfície ceder, e caíram brutamente, sendo arranhados por coisas duras e pontudas, até se espatifar no chão.

–AW, minhas costas! –Ryan virou-se no chão, sentindo a falta de gelo na área.

Lass não fez um som, mas segurou a dor em sua garganta, olhando para seu braço. A cota havia sido rasgada completamente. O braço esquerdo de Lass na queda havia sido preso em um galho grosso e quebrado na hora, as folhas congeladas tinham lhe cortado várias partes do corpo, até no rosto, e arrancaram a touca fora.

Ao se dar conta, Ryan foi ao socorro do ninja. Na verdade, o elfo também estava bastante machucado, mas era um lutador pesado, tinha resistência e pele reforçada contra males menores como cortes e tal.

–Ei Lass, você está bem? –perguntou, imobilizando o braço machucado e tirando da mochila que carregava uma poção de recuperação. Era simples, mas restaurava o que era necessário ali no momento, então o inchaço e o sangramento diminuíram. Sem olhar muito para o rosto do albino, nervoso por ter sido sua culpa, com habilidade amarrou o braço ao corpo com as ataduras que carregava e finalmente pode olhá-lo propriamente.

O ninja suspirou quando Ryan o olhou com aqueles olhos verdes preocupados. Não era como se ele fosse uma criança, mas ele se sentia assim, sendo olhado por uma mãe protetora e super preocupada.

–Pare de ficar ansioso assim. Eu já tive ferimentos muito piores, Ryan, e você também. Não precisa se desculpar. –Lass empurrou a face do companheiro para longe. Ryan fez um som de profunda dor ao ser esmagado pela mão — pequena e aparentemente indefesa — de Lass.

–Hm, e eu achando que você tinha me perdoado. –choramingou, se levantando e dando uma boa olhada ao redor.

Ali, aparentemente, era a entrada para uma vila próxima, que tinha uma parte conectada à floresta. Ali viviam pessoas que preferiam morar próximas à natureza, mas não eram muitos elfos que faziam parte da civilização.

–Bem, acho que estamos com um pouco de sorte? –Ryan se agachou, ajudando o parceiro a levantar. –Espero que não doa muito.

Ryan puxou um casaco de sua mochila e colocou no albino.

–Você pensou que não aconteceria nada, né? –perguntou enquanto andavam por entre as árvores que se levantavam até as alturas onde suas grossas folhagens entrelaçavam fortemente, protegendo aquele lugar da devastação do gelo. –Me desculpe.

O ninja, com uma face inexpressiva, ou até pode-se interpretar como entediada, pegou sem nenhuma delicadeza a bochecha do druida entre o indicador e polegar e deu um beliscão longo e doloroso.

–I-ITTE! –Ryan lamentava-se com a mão na área ardente. Lass sorriu, tentando ignorar a dor que sentia.

–Eu já disse para não se desculpar. Se você acha que teve mesmo culpa, então vou continuar te batendo, idiota. –Lass virou a face para frente, avistando alguma luz no fim do corredor de árvores.

Ryan riu baixinho, olhando para o rosto de Lass um tempo.

Desde que o conhecia, não se lembrava de ter visto o rosto de Lass mudar muito. Não sabiam sua idade até os dias atuais, mas como isso não importava muito, eles acabavam deixando o fato passar despercebido.

“Com uma face tão jovial assim, ou foi bem conservado por Cazeaje ou simplesmente tem uma vida longa por causa do sangue mestiço.” Ryan concluía enquanto seguia os traços leves do rosto alvo. Era redondo, o nariz um pouco arrebitado e que Ryan chamou de adorável, e os lábios eram pequenos, como os de uma criança. Mas os olhos destoavam do resto. Eram frios, calculistas e apesar de serem infantis e gordos, carregavam um brilho de maturidade visível ao longe.

Era bonito. Era mesmo muito bonito; e delicado. Fora dos padrões normais de beleza. Ele era um rapaz fortíssimo, porém, delgado, sem cor, e mesmo assim, resplandecia nos defeitos e parecia belo até mesmo para outro homem. Ryan pensava assim.

“Realmente inspirador. Parece uma flor de gelo.” Ryan pensou com um sorriso brotando em sua boca.

E levou um tapa na nuca. Lass o fitava seriamente.

–Pare de boiar que nem uma vitória-régia excitada e preste atenção em mim, seu animal. –Lass disse (rosnou). –Chegamos, não está vendo?

Ryan piscou e olhou para a planície que se estendia à frente. Do lado deles, a montanha de gelo fechava qualquer outra passagem possível para aquele local, mas a vila parecia estar lidando bem com a nevasca. O elfo adiantou o passo, segurando um braço do ninja.

–Por que está me segurando? –Lass indagou, fazendo o elfo parar. Ryan o fitou com uma interrogação enfeitando sua face. Lass quase bufou de incredulidade em sua mente. “Lesaaado...”.

–Para você não escorregar e cair! O caminho está coberto de gelo. –apontou o alaranjado para o chão, mostrando a água cristalizada em diversos pontos. –Prefere que eu te carregue?

Lass, ao ouvir a proposta, corou imediatamente. Seu rosto esquentou e ficou todo vermelho, coisa que o fazia se lembrar de diversas ocasiões e que nunca terminavam em amizade, mas em outra coisa.

“Pára, Lass, não é hora para pensar nisso. Não estamos de férias. Estamos em missão.” Mordeu o lábio, fechando os olhos um milésimo de segundo enquanto Ryan ainda o olhava. “Isso... Estamos em um momento difícil que pode acarretar a morte de milhares de criaturas em Ernas e sabe-se lá Armenian onde. Ryan é idiota. Ryan é lesado. Ryan come de boca aberta. Ryan não faz nem ideia de como se faz ‘daquele jeito’. E eu NÃO estou pensando assim dele agora.”

Assim que abriu os olhos, o druida estava sério. Lass arregalou os olhos e se encolheu bem quando a mão pesada de Ryan veio numa velocidade impressionante. Seu coração deu um salto e ele achou que o elfo pretendia bater nele, mas não. Os dedos tocaram sua testa.

–Você está todo vermelho. É febre ou outra coisa? –Ryan perguntou de supetão, tirando a mão e fitando o albino com a face menos envergonhada da história. As íris estavam fixas nas suas, e ele parecia muito saber muito bem do que falava.

Lass tentou esconder seu embaraço virando o rosto, mas só serviu para o elfo rir de sua reação.

–Não precisa ficar tímido. Vem, nós temos que achar uma pousada. –Ryan disse, ajudando o ninja pelo caminho, segurando-o pela mão.

–Me solta, Ryan! Me solta!

O elfo apenas riu.

XXX13YStageXXX

O lugar escolhido foi a Pousada do Macaco Sorridente¹.

Por que esse nome? Não explicaram nem para Lass e nem para Ryan, mas havia sim um macaco empalhado no balcão, sentado em um poleiro atrás do recepcionista, que de primeira vista parecia um brutalhão, tinha cabelo negro e barba azul, e a cara enrugada junto com o nariz inchado, além da boca enorme, dava a impressão que ele devorava criancinhas. Mas ele era gente boa.

O que importa, sobre o macaco, é que aquela peste estava sorrindo quando morreu e inventaram o nome por causa dele, transformando o lugar numa pousada.

Na verdade isso não importa, mas sim que os nossos heróis pegaram um maldito quarto e depois de alguma conversa e uma bebida quente para melhorar os humores – Ryan com um café e Lass com um sakê – eles subiram para dar um jeito nos ferimentos.

–Está melhor?

Ryan tinha desenfaixado o braço do albino e o mantido assim, sem mover, com os olhos atentos para qualquer besteira que pudesse fazer.

O quarto era bem iluminado. A luz era natural das criaturinhas luminosas presas em recipientes mágicos espalhados pelo local, capturadas especialmente para ocasiões como essa. “É uma vantagem que temos da concorrência por aqui. Muitos viajantes passam por essa vila então o diferencial é importante”, disse Rugray, o provável devorador de criancinhas já mencionado.

–Sim, melhor. Já consigo mover... E não faça essa cara, eu tenho uma recuperação melhor que vocês todos. Só perco para o Sieghart, obviamente. –Lass passou a mão por sua pele, que iniciara a cicatrização em pouco tempo.

Era impressionante. A textura de uma pele normal voltaria como uma feia cicatriz (para os indivíduos que não apreciam uma cicatriz), porém, a de Lass se regenerava em sua forma mais perfeita, como se suas células tivessem renascido e rejuvenescido.

–O que está fazendo, Ryan?! –Lass bateu em sua mão, afastando-o.

Não foi dito antes, mas Lass não apreciava muito o contato direto, especialmente quando tinha alguém com os olhos crescendo e quase babando para tocá-lo. Era perturbador e nojento.

E para quem bem preza a higiene, é contraindicação deixar elfos druidas babões tocarem deliberadamente qualquer área do corpo, especialmente com os olhos grandes e ainda mais em uma área ferida.

–O que você quer? Está com tanta fome assim? Vai pedir alguma coisa para o Rugray-san. –Lass disse revoltado com a falta de noção do alaranjado. Ryan estalou a língua, recuperando-se.

–N-Não é fome. E sim, o Rugray-san iria me preparar algo esplêndido com certeza. Talvez ele servisse um ensopado de cabeças e entranhas ao molho de fluídos cerebrais. Não obrigado. –Ryan riu, suor correndo sua cabeça.

–O que você tá olhando então? Faz um tempo que você tem olhado assim fixamente e desligado (de novo) por uns três segundos. –Lass perguntou, ajeitando-se em cima de uma cadeira que colocou ao lado da janela.

–Hm...

Ryan baixou as orelhas pontudas, sem saber exatamente o que responder. Tímido como era, Lass não encararia bem o que ele tinha a dizer honestamente.

–Desembucha! –os olhos azuis faiscaram.

–Tá! Okay! Eu só achei que foi demais como você regenera e ainda assim consegue manter essa pele de veludo! Parece uma cobra trocando de pele!

Lass, em algum lugar de sua consciência ouviu o som de um vidro espatifando e espalhando-se até cravar em alguma parte de seu cérebro. CÉUS!

–C-Como você é capaz de pensar numa i-i-idiotice dessas!? –Lass agarrou uma de suas shurikens e lançou na testa do elfo, bufando de zanga. –Veludo!... Veludo! Seu palhaço! O que você quer dizer com isso?! É outra forma de chamar alguém de delicado, seu maldito?!

O albino virou-se de costas para o elfo e resolveu ignorá-lo pelo resto da noite. Ele não merecia sua atenção. “Veludo... Vê se pode?”.

Ryan passou a mão na testa, arqueando a sobrancelha para as costas de Lass. No fim ele não reagiu bem como esperava... E vermelho Lass ficava tão... Bonitinho...

–Tsundere! –Ryan bateu o punho fechado em sua mão esquerda com sua descoberta. Ele sorriu ao pensar que tinha desvendado a timidez do ninja. Na verdade ele se fingia de irritado e durão, mas no fundo era gentil e fofo. Sim, sem dúvida! Não tinha outra explicação! –UGH!

O ninja tinha uma aura negra em volta do corpo e segurava a cadeira nas mãos, os olhos brancos, e pronto para exterminar um elfo nonsense que estava REALMENTE o tirando do sério.

–D-Desculpe...? –Ryan suava frio, se encostando a um canto do quarto.

–Negado. –Lass lançou o seu assento e viu a pobre desmontar assim que atingiu a parede enquanto Ryan se abaixava e cobria a cabeça. –Se você mencionar mais alguma coisa a ver comigo você vai ter desejado que eu tivesse acertado a cadeira na sua cabeça.

Ryan assentiu freneticamente, se levantando e pedindo perdão com a cabeça e com as mãos. Depois fez um sinal de fechar o zíper da boca, e piscou o olho, dando-lhe um positivo.

Lass soprou um fio de cabelo e olhou para seu braço, que estava bastante dormente, provavelmente por que seus ossos estavam restaurando.

–Acho que você precisa de um Helgg para se recuperar totalmente. –Ryan se levantou e aproximou-se. Olhou de perto, tocando um osso específico. –Seus tendões por sorte não romperam.

–O que é um Helgg? E você está falando como se não fosse nada. –Lass retrucou. –Já olhou para si mesmo?

O alaranjado arregalou um pouco os olhos, dando-se conta. Ele estivera mais preocupado pelo bem de Lass naquele momento que tinha se esquecido de confirmar como ele mesmo estava depois da queda.

–Bem. –Ryan virou-se, passando a mão no rosto. Não tinha sangue. –Estou inchado ou algo assim? Meu cabelo está bagunçado?

O ninja deu de ombros.

–Está como sempre. Mas sua roupa meio que está com alguns rasgos. –Lass apontou para o ombro do elfo, onde era possível ver a pele vermelha. –Não sei como o dono da pousada não comentou nada.

–Acho que para evitar perder clientes. Agora, eu acho que um banho cai muito bem. –Ryan passou a mão no pescoço, sentindo certo incômodo. –Amanhã acho que podemos ir para a floresta. Daí eu consigo um Helgg para você. É uma erva ancestral que só tem em alguns pontos da mata e pode agilizar a cura de qualquer coisa. Ela é eficiente até com alguns venenos, mas eu nunca usei muitas delas porque são muito raras.

Lass fez que entendeu. E o silêncio entre os dois depois disso foi bem estranho.

As paredes de madeira se tornaram mais interessantes.

–Você não acha que vai precisar de ajuda? –Ryan apontou o braço de Lass.

–O quê? –o albino ergueu uma sobrancelha. Estava em um processo de restauração, se ele simplesmente descansasse estaria resolvido, portanto, não precisava de ajuda.

–No banho. Eu falei do banho... Acho que seria bom tomarmos um banho, mas não sei se você precisa de ajuda. –Ryan continuava apontando, com uma cara apática, como se ele estivesse falando a coisa mais óbvia do mundo.

O ninja abriu a boca, indignado. Ele estava querendo seriamente matar Ryan.

–Não. Eu não vou tomar banho. Eu não preciso. Vou me recuperar se simplesmente descansar umas hora-aa-...

Lass contorceu o rosto, inevitavelmente, como todo mundo quando sente a cosquinha no nariz e sente o espirro vindo.

–... A-ATCHIM!

Ryan alargou um sorriso esperto, sentindo-se privilegiado por ver uma expressão diferente na cara do pequeno garoto de cabelos brancos. Foi super engraçado e depois, quando ele limpou o nariz aliviado dizendo “Aah”, suas bochechas estavam vermelhas, o que foi super fofo.

–Bem, sobre o banho.

–Vai tomar no seu cú. –disse o ninja nasalmente. –Eu vou sozinho, não preciso de ajuda.

Lass começou a se encaminhar para a porta atrás de Ryan, que era obviamente o banheiro, torcendo para não ser aqueles ruinzinhos de hotel barato, todo sujo e nojento.

–Tem certeza? –Ryan tocou se braço por reflexo, parecia que ele não estava bem. A aparência estava ainda mais fraca do que o normal.

Lass apertou os olhos. A fisgada no braço o pegou de jeito.

–Uh! –resmungou, soltando o braço da mão de Ryan no mesmo instante. Sua mão direita tocou o ferimento que cicatrizava rapidamente. Tinha uma coloração arroxeada agora. Os ossos pareciam remoer por baixo da pele e músculos, se restaurando. Doía muito na verdade, porém, ele era forte para não mostrar, exceto se outra pessoa o tocasse como agora.

Ryan pressionou seu lábio. Estava preocupado, querendo ou não.

–Você devia ficar parado. Não fique forçando, Lass.

–Você não manda ou desmanda em mim, Ryan. –Lass se afastou de brusquidão, irritado. –Você foi o único que me segurou agora mesmo.

Ryan engoliu ar, sentindo-se culpado.

–Ok, desculpe. Mas você devia ter avisado. –resmungou ainda, baixando as orelhas.

–Seu idiota, ninguém cura assim tão rápido! Acha que eu sou algum deus?! –Lass balançou o dedo na direção do elfo, que ficou quieto, guardando os argumentos dentro da boca. Pobrezinho, tão sentido que dava dó. Suspirou o ninja.

Ryan não encarou Lass diretamente outra vez, percebendo que quanto mais falava mais patada levava, então o melhor era ficar calado.

O ninja, como boa pessoa, relevou a situação outra vez. O druida o observou coçar a nuca e suspirar mais duas vezes antes de se decidir, olhando-o com piedade.

–Vou te deixar... –ele disse, parando um instante. –Vou te deixar me ajudar.

O sorriso de Ryan se abriu como o sol invadindo o inverno com a primavera. Foi aconchegante e refrescante. O elfo se levantou em um instante, numa recuperação rápida demais, e fez uma comemoração interna e rápida, para ficar na frente de Lass com os punhos fechados e os olhos brilhando, do mesmo modo estranho.

–Q-Quer dizer que eu vou poder ver diretamente a sua recuperação?! Obrigado, Lass!

O ninja agarrou o rosto de Ryan, com um sorriso gélido.

“Então você só está interessado em ver minhas habilidades de cura, não é seu maníaco?!” Os olhos de Lass estavam em branco, irados para matar aquela espécie de metamorfo² se debatendo em seus dedos.

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Constrangedor.

Lass não sabia que a casa de banho seria tão inesperadamente limpa e deslumbrante em comparação com aquele quarto singular. Certo, a cama era bastante espaçosa, o suficiente para chamar de cama de casal, e os lençóis eram branquinhos.

“Tão suspeito! Por que viemos para esse lugar?! Não era para ser uma pousada normal?!”.

Banheira, chuveiro, chuveirinho, banquinhos, box de vidro, tudo branco e perfeitamente limpo. Os detalhes dos suportes de sabonetes e de toalhas eram prateados, a luz vinha também das criaturas e plantas de neon nos cilindros anexados nos cantos do cômodo. O lugar brilhava em azul claro e escuro, mudando de tempos em tempos, um efeito impressionante.

O vapor não era muito, mas impedia a visão total do local.

O ninja estava sentado num dos bancos se ensaboando, depois de um tempo de banheira, e para sua total perturbação, Ryan estava se duchando no chuveiro, que não escondia nada.

“Obrigado vapor.” Lass agradeceu mentalmente, virando-se de costas para o elfo e apontando o jato d’água do chuveirinho para as costas. Estava tão bom ficar ali que ele eventualmente se esqueceu de Ryan.

Seu cabelo tinha recebido o corte usual uns tempos atrás, e quando molhado, os fios grudavam em seu pescoço e sua franja abaixava até cobrir seus olhos completamente. Ele tinha o hábito de empurrar aqueles fios para trás, descobrindo sua testa, que passava bastante tempo protegida por uma bandana de metal, e então ele esfregava o rosto, relaxando. Depois ele lavava o cabelo com shampoo e jogava tudo para baixo, com o queixo para cima, enxaguando até seus olhos arderem. O sabão escorria no ralo e ele passava as mãos nos ombros e braços, esfregando com uma esponja larga e fofa. A sensação era muito boa, e ele refazia o movimento no pescoço, no peito, nas laterais, pernas e pés. Depois ele juntava sabão e lavava sua intimidade, finalizando seu banho normal. Apesar de parecer muita coisa, Lass fazia isso em pouquíssimos minutos, contudo, os aproveitava bem.

Bem, isso era o que ele normalmente fazia. Desta vez, ele estava um pouco enrolado e demorado em passar o sabão com a mão direita e depois enxaguar. Como ele desconfiava, não estava dando muito certo.

–Eu tinha que me intrometer, e no fim é sempre assim. Nunca acaba bem, eu sempre me meto em confusão quando estou tentando ajudar. –Lass sussurrou para si mesmo, lamentando que seu simples banho estivesse sendo a coisa mais difícil do mundo de fazer.

–Yup!

Lass sentiu o chuveirinho ser puxado de sua mão, e sua cabeça inclinou para trás forçosamente. Ele estava prestes a xingar o elfo, que havia puxado a franja de sua testa e segurado para trás e trazendo sua cabeça ao mesmo tempo.

–Olhe para cima se não quer sabão no nariz, Lass.

–Eu não pedi a sua ajuda! UGH!

A água passou por seu rosto enquanto ele segurava a respiração, fazendo uma cara infantil, toda pressionada. Assim que seu cabelo estava todo liso e lavado, ele abriu os olhos, abaixando a cabeça e passando os dedos direitos nos olhos.

–Vamos, uma ajuda não custa nada. –Ryan pegou o sabão e a esponja. –Você não vai ficar todo tímido agora né?

O rosto de Lass esquentou com isso, automaticamente se encolhendo. O elfo riu para si mesmo, nem se importando com o pudor ali.

–Fique paradinho!

Lass fechou os olhos, imaginando o sofrimento que seria alguém tão espontâneo como Ryan lavando outra pessoa. Além disso, lavar outra pessoa soa como se você tivesse, sei lá, uns dois anos de idade! Que ridículo!

–R-Ryan, é só um braço, eu me viro, é sério. –Lass ainda tentou, mas foi interrompido por uma larga e molhada mão em seu ombro.

Ryan empurrou seu cabelo da nuca para cima, com um cuidado inesperado, e começou a ensaboar desde ali, com um toque relaxado.

Lass ficou impressionado em seguida. Ele não poderia falar mesmo se quisesse. Levantar o braço mesmo naquela pouca altura estava sendo uma tortura, já que ele tinha desfiado alguns músculos ainda em recuperação. Os dedos entrando em seus fios estavam sendo gentis de uma forma inexplicável. A esponja passava sem hesitação, numa velocidade agradável e carinhosa.

Parecia a sensação nostálgica de uma mãe fazendo cafuné. Mas Lass não conhecia isso, era sua primeira vez naquele tipo de contato tão maravilhoso.

Cada movimento das mãos de Ryan fazia Lass querer mais um pouco, envolvido por um momento surreal e tão relaxante que causava sono e prazer. Ryan percebeu o silêncio, mas conseguia ouvir a respiração de Lass, mais tranquila, assim como os sons baixinhos que ele deixava escapar quando o toque era muito gostoso.

–Está bom, Lass? –sorriu o elfo, achando graça do ninja. Ele estava parecendo uma daquelas criancinhas que ele ajudava a dar banho em maternidades de povoados élficos.

–Hm...

–Acho que foi um sim. –Ryan riu baixinho, terminando de esfregar os ombros e parte do braço, que tinha uma aparência cem vezes melhor. –Você quer que eu lave tudo mesmo ou você dá conta das pernas também?

Lass o olhou repreensivo.

–Não faça uma pergunta dessa, seu idiota. Já que você se prestou a fazer o trabalho me poupe de ter que alcançar meu pé ok?

–Esse foi um jeito muito ruim de dizer que está até gostando de receber uma lavagem. Você gosta de ser mimado, não é?

O ninja rangeu os dentes audivelmente para que o elfo se tocasse da barbaridade que estava dizendo. Ele tinha se deixado levar pela boa sensação e esqueceu-se dos limites entre corpos que ele deveria ter, e agora o elfo estava sendo um abusado.

–Faça um favor a si mesmo e enfie essa esponja na sua boca, bastardo.

Ryan bufou, puxando um banquinho para si, e passando o braço por debaixo do de Lass, que o levantou no ar, surpreso.

–Ei, o que está fazendo?

–Vou lavar sua perna. Fique parado, por favor.

Lass virou o rosto para frente, colocando as mãos na cadeira entre as pernas. Era sua impressão ou aquilo estava ficando íntimo demais? Por que Ryan tinha que se sentar atrás e tão próximo de si desse jeito?

Quando a água e o sabão tocaram sua coxa esquerda, seus olhos ficaram atentos. Os dedos de Ryan pressionaram e esfregaram, num ritmo bastante tranquilo, sobre a superfície pálida e suave de sua perna, até chegar ao joelho. A outra mão de Ryan apoiava em suas costas, era estranho e arrepiava um pouco.

Lass apertou os olhos quando Ryan trocou a esponja de mão e fez o mesmo na outra coxa, alisando-a de cima a baixo por cima da esponja. A mão esquerda passou por debaixo de seu braço ferido e tocou livremente em sua perna ensaboada, com os dedos firmes, apertando-a de forma que as duas coxas juntassem uma na outra.

–Ryan! –Lass exclamou, apavorado, e constrangido com a forma como o elfo tinha se dado liberdade para “mexê-lo” assim.

–Ah, Lass... É que sua textura realmente-, -o tom de voz de Ryan parecia sonhador, como antes.

–IDIOTA! –Lass lhe deu uma cotovelada, fazendo-o cair para trás, rolando de dor. –Céus, você só pensa no benefício próprio, não é mesmo? De novo com essa de textura e pele... Eu não sou um animal doméstico. Não fique me alisando assim, bastardo! Eu vou achar que você está querendo me violentar!

Os olhos azuis de Lass estavam irritados, mas o vermelho em seu rosto não era só por causa do calor do banheiro, mas por outra coisa também. Ryan o viu de pé, escondendo a virilha com a mão livre e esperando que ele se desculpasse.

–Isso doeu, Lass. O que foi?

–Tch! –Lass estalou a língua, indignado. –Por acaso você acha normal ficar pondo a mão nos outros assim? Eu não sei como a sua raça funciona nessas partes, mas eu prefiro que não me toque sem a minha permissão.

–Você quer mesmo discutir isso nu na minha frente? –Ryan fez uma cara desgostosa. –Não tem nada a ver com o que você tem aí embaixo, mas é que eu simplesmente achei sua estrutura diferente!

O ninja balançou a cabeça, sem entender nada e desacreditado com o que tinha acabado de acontecer. Ele agarrou uma toalha, se envolvendo o melhor que podia, mas infelizmente ele só conseguiu sair do banheiro com ela nas costas.

Ele buscou suas roupas e tentou se vestir da melhor maneira possível, contudo, estava muito úmido ainda. Ao lado de seus pés gotas geladas caíam formando manchinhas no tapete vermelho.

“Não acredito. Só não consigo acreditar!” Lass olhava de segundo em segundo para sua coxa esquerda, no local onde fora agarrado. Armenian! Aqueles cinco dedos tinham pegado ali com vontade, mas sabe?! Ele tinha juntado suas coxas e quase o levantado do banco! Ryan podia não ter visto, mas sua masculinidade tinha pulado e sua bunda ameaçou sair do lugar! O susto foi tanto que ele contraiu tudo, tinha sido tão vergonhoso!

Que puta desgraçado e tarado Ryan era! Fazendo essas coisas pervertidas e falando de textura! Que idiota tinha coragem de dizer que aquilo não era nada?

“Eu sou homem! Não, o problema não é esse, o problema é ele ter feito isso facilmente como se eu fosse uma garotinha!” Lass agarrou os cabelos, brigando consigo e com Ryan mentalmente. Sua raiva estava tão no auge que ele sentia o calor evaporando a água remanescente de seu corpo.

–Ei. Você está pelado ainda...

Lass agarrou o lençol de cima da cama, cobrindo seu corpo.

–De quem você acha que é a culpa, Ryan?

O elfo bagunçou os cabelos ruivo-alaranjados, piscando as íris verde-musgo. Ele não estava sério e nem brincalhão demais, estava tão natural como ele normalmente era na base.

–Então você precisa de ajuda.

–NÃO!

–Você vai pegar um resfriado, Lass.

O ninja quase teve vontade de gritar, se cobrindo de vergonha enquanto Ryan puxava o lençol para longe.

Lass não era essa pessoa. Com os ombros contraídos e as pernas trêmulas por ser visto nu, por outro homem. Ele não tinha isso com os outros, mesmo em banhos públicos, ele era somente reservado. Quando era sobre sexo, ele tinha lá seus pudores, mas de alguma forma, ser visto por Ryan era totalmente diferente. Talvez porque ele tinha essa aura protetora, Lass achava errado se excitar quando ele o tocava.

–Vamos, Lass, pare com isso. –o elfo encurralou Lass e puxou seu braço não ferido, puxando-o para si, mas o ninja tropeçou, quase caindo no chão.

Um braço forte do ruivo de corpo moreno enlaçou na cintura do albino, e o puxou de volta para seus pés. Uma gargalhada deliciosa saiu dos lábios do elfo enquanto ele puxava uma toalha de cima da cama e enrolava na cabeça de Lass, esfregando.

Lass, com o rosto escondido, teve vontade de rir também. Não entendia porque, mas se sentiu atraído por essa diversão sem sentido, pelo modo desajeitado que Ryan agia, na pura bondade.

Ryan passou a mão pela própria franja, vendo seu “trabalho”. O cabelo de Lass agora era um ninho sem noção e ele só teve vontade de rir mais. Os olhos do ninja estavam sérios e sua boca em uma fina linha.

–Você não fez isso com o meu cabelo... Eu não acredito. Eu não vou conseguir pentear, Ryan.

–PFFFF! HAHAHAHAHA!

O ninja resmungou alguma coisa, sentindo as bochechas cada vez mais quentes. Ele não acreditava em nada, nem que ele podia ficar tão desfocado de uma missão e se excitar com uma coisa besta dessas.

Ryan limpou os olhos das lágrimas de riso, pegando a toalha e sentando no colchão.

–Vamos... Vamos nos secar direito, ok? –ele tinha um largo sorriso e estava extremamente bem humorado.

Esse clima se fechou assim que o elfo sentiu o peso em suas pernas e algo rodeando seu pescoço. Um sabor úmido e doce tocou diretamente seus lábios, esquentando-os, e o fazendo relaxar no mesmo instante. Sua mão subiu e tocou uma textura morna, de superfície lisa, macia, que exalava uma temperatura de desejo.

Os olhos verdes entreabertos conseguiram ver os cílios de cor branca, longos, fechados tranquilamente. Seu lábio era esfregado e sugado docemente, com inocência e delicadeza.

As respirações estavam ritmadas, porém, de acordo com que o beijo era retribuído, mais elas se antecipavam, fazendo que sons e murmúrios escapassem enquanto suas bocas abriam e começavam a aprofundar uma na outra.

As mãos de Ryan envolveram uma proporção de carne pelo quadril, tão deliciosas de apalpar que ele até mesmo foi capaz de sentir nas pontas dos dedos os poros quentes e a formação do suor de tesão. Seus lábios trocavam breves chupadas e Ryan teve o atrevimento de lambê-los. Eram pequenos, mas rechonchudos e davam vontade de morder até marcar.

–Hm.

Como se soubesse que não era capaz de resistir a uma tentação dessas, o elfo levantou com cautela o braço ferido do ninja, que parecia cada vez menor quando estava em seu colo, passando o braço esquerdo pela cintura magra e o virando para deitar na cama. Daquela posição Lass não tinha como se machucar.

Lass, que não se sentia muito bem sendo visto de cima, e esse era um costume seu desde tempos, estendeu o braço quebrado para longe, contrariado. Ele estava completamente nu, com os cabelos ridiculamente imbramados e com o corpo marcado com os ferimentos à deriva para qualquer um ver. Sua barriga e peito, sem músculos protuberantes e totalmente brancos mostrando as veias, moviam-se num ritmo acelerado com a excitação que teve durante o beijo. Suas pernas flexionavam-se enquanto Ryan estava com um joelho e os braços em cima da cama, olhando para baixo como se estudando sua estrutura corporal.

Enquanto a mão esquerda do elfo começava a acariciar sua coxa, Lass se deteve um momento para ver bem o prato em que ele estava comendo. Não que ele escolhesse a dedo quem podia dormir consigo, mas que ele tinha lá suas preferências, e também que era sempre interessante observar inteiramente quem estava junto de si.

Ryan, nos últimos dias, tinha desistido de um corte que mostrasse todo o volume absurdo de seu cabelo e adotado um tamanho médio, colocando parte da franja para trás. Alguns fios fugiam do couro cabeludo para cair por suas bochechas e mechas escorregavam para seus ombros. Com isso metade de sua testa estava à mostra sem a bandana. Seu corpo tinha uma coloração amorenada, sua forma era atlética, porém natural, sem faltar nem por. Ele tinha ombros largos e quadris marcados, pernas grossas. O formato de seu rosto era agradável. Seu tórax era cheio e o abdômen trincado. Não era o ser mais galã de Ernas, contudo, por ter dotes élficos, ele era natural por inteiro, o que fazia sua beleza ser única, além de mostrar um charme que fazia qualquer um gostar dele no mesmo instante.

Bem, sem falar que ele vestia uma peça íntima cinza listrada e que marcava o volume perfeitamente. O elástico era preto e forte, como é comum nas boxers, e se mantinha firme abaixo do umbigo. Do meio das pernas as marcas dos ossos laterais da virilha marcavam até quase a cintura.

Lass se encolhia diante a visão. Os olhos verdes, já normalmente muito escuros estavam ainda mais fortes, e percorriam seu corpo sem nenhum consentimento. A ação aconteceu quando o elfo de repente se moveu para cima de si, iniciando um beijo voraz.

–R-Ry-... Hmm...

O rapaz ruivo empurrou o cabelo do ninja para trás, mantendo-os firme, e aos mordiscos fez com que Lass abrisse os lábios. Lambeu seu inferior lentamente, descendo a mão livre para o pescoço enquanto depositava a força nos joelhos dos lados do garoto. Com um aperto leve Lass virou-se para o contato e murmurou durante o beijo, sentindo sua língua invadir-lhe a boca e acariciar dentro, no palato duro³, fazendo cócegas, nos dentes brancos e curtos, e na própria língua quente do menor.

Seus lábios juntavam-se incansavelmente, buscando ar nas pausas entre um segundo e outro. Ryan palpava-lhe o peito, alcançando o mamilo e o apertando entre os dedos, fazendo o albino contorcer-se minimamente, gemendo de forma quase inaudível. Seus dedos roçaram pelas laterais delicadas de Lass e até que chegasse ao quadril, sua boca sugava-lhe os lábios com força, levando-os a uma vermelhidão quase permanente. O druida virou a cabeça do ninja com a mão que ainda tinha o cabelo agarrado, e ao ver sua orelha, corada até a ponta, expôs a língua e a infiltrou na região.

–AHN... –Lass se retorceu com a cabeça, girando o corpo involuntariamente, seus dedos se fechando na pele quente do ombro do elfo, cada vez mais ousado.

O menor deslizou as unhas pelo pescoço de Ryan enquanto este mordiscava sua orelha e apertava suas ancas, sentindo nas pontas os fios alaranjados úmidos o molhando. Os lábios do elfo idiota fechavam-se em sua cartilagem e chupava, e ele não conseguia segurar os sons vergonhosos em sua garganta.

–A-Ahn... Ryan... –sussurrou, sentindo a mão em seu quadril descer e alisar sua coxa com vontade e levantá-la, deslizando os dedos, de uma forma que te faria pensar que ele realmente entendia da coisa, e apalpar seu glúteo.

Dentes agarraram sua pele abaixo da orelha, no pescoço, e com um sopro quente Lass fechou suas coxas na cintura do maior, gemendo e apertando suas pálpebras em aprovação. Ryan não economizava em seu esforço para excitá-lo completamente, rodeando e apertando cada dedo em sua bunda, redonda e macia. Ele mesmo nunca havia percebido como ele tinha um volume bom ali e o elfo parecia explorar isso, alisando e apalpando, como o verdadeiro pervertido. Seu pênis, escondido entre os dois, endurecido, por pouco não se encostava ao corpo do elfo, que ainda estava concentrado em agradar seu pescoço claro com saliva, beijos e mordiscadas, como se ele fosse um doce.

–Lass.

O albino se contorceu à pronúncia do nome sussurrado. Seus dedos agarraram o cabelo do ruivo e o fez voltar até seu rosto, trocando um beijo cheio de volúpia e iniciativa, enquanto enganchava as pernas, da melhor maneira que podia, para trazer o corpo moreno e o fazer sentir seu corpo vibrando em luxúria.

Ryan inclinou a cabeça para trás, apertando os olhos de forma desconfortável ao sentir o membro claro, na cabeça rosado, duro roçando no seu próprio, estimulando-o de uma forma que ele nunca tinha sido capaz de imaginar. Com um corpo sexy daqueles, Ryan não fazia ideia de como Lass não tinha rodado em todas as camas da base. Um corpo tão pervertido e excitante, essa combinação perfeita que fazia até outro homem ficar em constante perturbação.

As mãos do elfo sustentaram os tornozelos delicados e lentamente o corpo de Ryan desceu entre elas, se afastando da metade de cima de Lass. Ao que descia, o albino ficava mais tenso, em espera, e antecipando o que aconteceria, seu prazer pela espera ficava mais forte e seu pré-gozo molhava a glande de seu pênis, apenas um pouquinho, deixando Ryan com a segurança para seguir em frente.

–Ryan, rápido... –murmurou o albino, virando a cabeça, sua mão intacta em sua própria coxa. Ele tinha deixado as frescuras e preferências todas para trás, ansiando pelo momento que seu pênis estivesse engolido por lábios molhados e quentes. Como não desejar isso? A respiração de Ryan em seu membro estava o fazendo enlouquecer.

Sem delongas, afastando as coxas do rapaz de pele pálida, Ryan fez questão de não tocá-lo com as mãos, e estendendo a língua, acariciou a cabecinha com a ponta, sentindo o melado do líquido branco grudar nela.

–Ahn, não... –Lass fechou os olhos instantaneamente, sem conseguir suportar a vontade de gozar que sentia. –Ahnn, Ryan...

O elfo juntou os lábios, estalando-os naquela pequena área avermelhada, suas pupilas capturando o momento em que o pênis não tão protuberante endureceu-se até a ponta. Tinha um sabor delicado, tinha cheiro de sabonete. Sua boca fechou-se em volta, e Lass gemeu alto, agarrando seu cabelo, buscando um suporte. A expressão do ninja tornou-se sofrida, e Ryan entendeu que ele tinha entrado no clima do puro sexo.

–Você quer eu te coloque inteiro na boca... Ou será que quer que eu te deixe todo molhado? –perguntou em um murmúrio, lambendo o pênis do albino em um movimento.

Lass juntou suas sobrancelhas brancas na testa, gemendo em um choque elétrico, e mostrando impaciência. No entanto, sua face estava tão vermelha o quanto podia naquele momento. Não era sem motivo com uma pessoa falando na frente de seu pênis e perguntando essas coisas com uma expressão tão provocante.

–Ah, Ryan, não... Eu quero- Ahnn!

O elfo grudou sua boca na glande avermelhada e começou a chupá-la vagarosamente. O ninja contorceu as pernas e os braços, afundando os dedos na pele, esquecendo-se de qualquer dor em seu braço esquerdo. Ryan o soltou momentaneamente, deixando a parte intensamente rosada escapar entre seus lábios, molhado, com sua saliva escorrendo por toda sua extensão.

–Hm. Você é bem pervertido, Lass, mais do que eu esperava. –Ryan voltou a tocar o membro, mas dessa vez tomando a glande e afundando-o para dentro de sua boca. Era uma extensão quente, uma porção rígida, mas macia e dona de um fluído de teor adocicado.

–AHN NÃO!!!

O corpo de Lass subiu imediatamente, seu abdômen contraindo, e depois de um segundo caiu de volta no colchão, suas juntas dos joelhos sendo mantidas no alto pelas mãos fortes do ruivo, que iniciava um movimento viciante, salivando e passando a língua no pênis inteiro em sua boca. Com um som de sorver, Ryan o sugou fortemente.

–RYAN- AHH!

Lágrimas se formaram nos cantos dos olhos azuis. Seu peito se movia descontrolado enquanto todos seus cantos se contraíam e seu pênis era pressionado pelas paredes das bochechas daquele elfo inacreditável. Suas pernas caíram automaticamente ao serem soltas, e Ryan levantou a cabeça, limpando a boca de seu gozo excessivo.

–Ah... –ofegou o ninja, sentindo Ryan beijar sua coxa interna e se levantar até estar de quatro sobre si.

Ryan empurrou os próprios cabelos para trás, tendo visão completa de como Lass era após um orgasmo. Seu sorriso de canto o fez corar novamente.

Diferente do que pensava no início, Ryan sabia bem o que fazer nessas horas. Ele não era ingênuo nessa parte como ele e todo o resto do mundo imaginava. No começo Lass havia pensando que, ao beijá-lo, ele ficaria perdido e tentaria dar uma desculpa... Vai entender. Mas o que veio teve uma porção de inesperado do mesmo tamanho da porção de tesão que veio depois. Após um resultado como esse, aproveitar e provar o que restava poderia ser até mais impressionante.

Ryan tirou sua peça íntima, jogando-a para fora da cama enquanto colocava Lass para cima, onde eles pudessem aproveitar todos os segundos pagos naquele quarto.

O ninja não manteve seu olhar muito tempo. O seu novo parceiro tinha uma ereção louvável entre as pernas, no limite de seu próprio corpo e do tamanho da sua porta de trás.

–Que foi? –Ryan perguntou com um sarcasmo incomum, engatinhando para cima do garoto de cabelo branco alisando as pernas desde os joelhos até apalpar o peito do menor, fazendo-o grudar na cama, tendo choques de satisfação. Ryan sussurrou em seu ouvido. –Você acha que não cabe?

Lass mordeu o lábio inferior, segurando seu gemido enquanto o ruivo esfregava quase agressivamente seu membro diretamente ao seu, fazendo-o levantar outra vez. Seus dedos beliscando o mamilo esquerdo.

–Lass...

–Huhh...

Ryan colocou ambos os membros, de tamanhos e aparências completamente distintas, juntos e sustentou-os para cima, masturbando-os. Lass retorceu-se, apertando o braço forte do druida.

–Hein, você quer eu coloque sem te preparar? –perguntou, forçando as mãos no trabalho prazeroso que era bater para os dois ao mesmo tempo. Lass rangeu os dentes, forçando seus olhos úmidos a fitarem-no um instante.

–Q-Quer parar com essa conversa suja... Ryan? Haa... –Lass indagou, num esforço que não resultou em nada. Ryan voltou a beijá-lo, segurando seu rosto, apreciando seus lábios o quanto podia, e parou com a masturbação, sentindo que estava em seu máximo.

Lass entreabriu os olhos, assistindo Ryan enrolar o cabelo mediano para trás e ficar um pouco mais sério. Seu rosto e corpo estavam tão quentes que ele mal se importava com o jeito que iria ser feito, mas ele não deixou de se sentir apreciado quando Ryan sorriu levemente e abaixou a mão para fora da cama, puxando sua calça e tirando um tubo de seu bolso.

–Não acredito que você anda com isso... –Lass comentou em tom baixo, rindo consigo mesmo, de sua própria inocência.

–Eu me prezo como a maioria do nosso grupo, mesmo numa situação como a que estamos agora, Lass. –ele respondeu no mesmo tom, meio rouco, abrindo o lubrificante e virando uma quantidade diretamente na virilha do albino.

–Ai, caralho! –Lass reclamou, olhando vermelho para o elfo, que ignorou seu mau-humor. –Tá gelado, Ryan, não joga em cima assim.

Ryan esfregou a mão no pênis do ninja, que se calou. O líquido, por algum motivo, foi espalhado por todo o membro e pelos testículos de Lass, que nesse momento não teve como não gemer agudo, e dali os dedos do druida alcançaram a entrada, esfregando e fazendo o lubrificante melar.

–R-Ryan.

O ruivo infiltrou o dedo indicador e central num instante, abrindo o ânus do albino de um jeito tão desconfortável como excitante. O choque fez Lass engolir um gemido sôfrego e a dor não ser mais do que um bruto susto. Ryan já mostrava as feições suando, movia os dedos lentamente e terminava com o lubrificante despejando diretamente na entrada que eles expunham.

–Ahnn, isso... Isso dói um pouco, Ryan... –Lass franzia a testa, sentindo que cada gemido era um pedaço do incômodo e ardência. Imaginá-lo dentro de si era pior, mas ele, como bem sabia, depois de acostumado começava a gostar daquilo até demais.

Ryan o beijou outra vez, movendo os dígitos depressa, masturbando-o outra vez. Lass esticou-se todo para si, afastando as coxas e gemendo para o ar. Sentindo as paredes contraindo-se, Ryan não resistiu a um sorriso realizado, enfiando os dedos até onde podia, buscando o ponto de prazer do ninja, o que não foi muito difícil.

–Ahh! –Lass gemeu histérico ao ser tocado lá, suas sensações de orgasmo subindo e descendo junto com seu sangue fervente. –Ryann, haa! C-Coloca...

Ryan deixou o pênis do ninja para pegar o seu e posicionar, sentindo a umidade facilitar sua passagem em um breve deslize. A resistência, que era tão inútil como a de um hímen nessa hora, fez o membro latejante do maior entrar numa diferença de segundos. Ryan empurrou, se ajustando ao corpo do menor, que abria as pernas como se estivesse tendo um filho.

–Lass, você está me apertando. –Ryan puxou seu membro um pouco para fora e reiniciou a entrada.

–AA-Ahh, céus! Ah, Ryan... Coloca logo...! –Lass movia o quadril em sua direção, parecendo sentir seu pênis inteiro. –Rápido, por favor!

E o elfo obedeceu, metendo de vez quando estava pela metade. Lass suava, grudando no lençol.

Os dois pararam uns instantes. Ryan sentia a pulsação dentro de Lass, seus sentidos dez vezes mais aguçados.

–Hm... –Lass pressionava os lábios, suas pernas tremendo.

Ryan se perguntou se o ninja realmente já tinha feito sexo antes, com aquela reação tão virgem e a expressão de prazer que não cessava. Lentamente foi se deitando sobre o rapaz albino e fisgou seus lábios, movendo um pouco seu quadril, sentindo-o quente e apertadinho. Seus dedos capturaram os que estavam jogados no colchão, entrelaçando-os.

Lass se rendeu ao beijo satisfeito e quase exausto.

–Mm... –seus lábios mudaram de posição. O cabelo de Ryan roçava em seu rosto, fazendo cócegas.

Assim que pararam o beijo, Ryan ficou fitando os olhos azuis gélidos do albino, que vermelho nos ombros, no rosto e orelhas, sentia-se inteiro dominado. A mão de Lass passou em sua clavícula até o pescoço distraidamente, agradando o companheiro.

–Está doendo? –perguntou o jovem elfo, abraçando a coxa esquerda do ninja e beijando seu ombro. Lass apertou um olho, gostando do toque, que se repetiu várias vezes até virar um chupão.

–N-Não... –respondeu durante o ato, contraindo sua intimidade e fazendo Ryan parar.

Os dois rapazes se entrelaçaram e se mexeram até acharem uma posição confortável em que o druida conseguisse aproveitar. Não demorou para que eles se beijassem e estivessem movendo os quadris em provocações ao mesmo tempo, criando o clima e esperando o tempo certo para fazer.

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–Ahn, Ryan... –Lass gemeu ao sentir seu interior ficar macio com uma investida leve. Sentia o corpo mole, gritando para ser acertado com força bem ali, onde a glande do outro tocava. –Vai... Mete agora, com força.

Ryan puxou sua perna e apertou seus dedos, investindo sem conseguir esperar mais nenhum minuto.

–AH!

O calor subiu-lhe a face e o membro, ativando seus nervos e hormônios. Ryan investiu outra vez, seu corpo deslizando com o lubrificante e ardendo no orifício apertado dentro de Lass, seu membro crescendo e pedindo por mais das investidas fortes e satisfatórias.

–AH! É... Isso! AHNN!

Lass fechava os olhos de acordo com que os espasmos o atingiam. Cada estocada o fazia se mover na cama, que já não resistia no atrito do chão e fazia barulho. O corpo albino se arrastava na cama enquanto as pernas delineadas levantavam-se pelos ombros de Ryan, que as segurava sem dificuldade, concentrado em não simplesmente gozar.

Os gemidos do ninja o traíam. Era uma voz suave e contida, que quando ficava alta e tremia com gemidos agudos fazia que ele quisesse vir logo e sujá-lo todo com seu gozo. Aquele canal, Ryan pensava sem parar, era virgem. Tinha que ser virgem, apertado, quente e tão sensível assim. Ele o engolia, não aguentava chegar até a base, mas quando ele estocava forte, quando Lass gemia para ele fazer isso, Ryan pensava que alguma parte do garoto albino rasgaria. Quando seu membro afundava até o máximo, ele era capaz de sentir uma resistência ao fundo, um mal estar cobria seu corpo, e ele não parava de suar, mas sem conseguir parar, obcecado para chegar lá de novo e tirar outro grito sexy de Lass.

Por sua vez, o ninja podia sentir todo seu corpo queimar. As mãos de Ryan em suas pernas o molhavam, seu abdômen estava banhado em suor, seu cabelo grudava. A conexão do seu interior com o membro do druida estava sendo mais forte do que ele esperava, e ele não conseguia prever a dor que isso causaria mais tarde, porém, o prazer incalculável de ter um pênis tão grosso chegar até aquele ponto, deixando-o à beira de desmaiar, estava tornando aquele momento na transa mais excitante de sua vida inteira. A expressão de Ryan, com os olhos quase fechados, a respiração totalmente desalinhada, seus músculos contraindo quando ele fazia essa força bruta para meter forte, eram outro fator que o deixava mole, cada vez mais entregue.

–Ahh... Ryan... –os olhos azuis lacrimejavam. –Vou gozar... Ahh...

Ryan deitou seu corpo para frente, investindo no ritmo que ele achava melhor. Lass abraçou seu pescoço com o braço livre, gemendo diretamente em seu ouvido enquanto fazia força para ficar próximo ao elfo, tentando evitar seu clímax. Ele até achou fofa a cara de Lass tentando impedir um orgasmo forte como esse, mas ele preferia ver sua expressão de prazer.

–Pode... Pode deixar vir... –murmurou, ainda em movimento constante, entrando e saindo do meio dos glúteos macios. Sua testa estava tão molhada que ele tinha que jogar a cabeça de lado para tirar o cabelo da frente. –Lass... Eu acho... H-haa...

–Uwah~... Hmm, isso... Mais, mais forte! Ah, Ryan!

–Ahn, Lass!

Os dedos do ninja se apertaram enquanto seus lábios abriam. Ryan o abraçou fortemente, não medindo suas forças enquanto investia algumas vezes o mais rápido que podia, sentindo todas aquelas sensações e emoções transbordarem.

Seu último beijo foi daqueles que se veem as estrelas. Os dois ficaram imóveis, sentindo o orgasmo tirar todas as forças que tinham, trazendo uma exaustão saudosa.

Ryan, com a visão um pouco embaçada, largou as pernas brancas, que caíram paralisadas dos lados, e ele mesmo se deixou deslizar para cima do rapaz albino e rolar para seu lado, puxando seu membro amolecido e coberto do próprio gozo de dentro do menor.

Lass gemeu quando sentiu o preenchimento diminuir e sair de seu orifício com um som de “plop”. O orgasmo de Ryan escorreu entre suas pernas, ainda quente e com cheiro perceptível.

Tudo o que se ouviu durante um ou dois minutos foi a respiração e os corpos descansando. Lass tinha o braço de Ryan passando por sua cintura, mas não era estranho como ele pensava que seria. O elfo estava completamente quieto ao lado, como se tivesse lutado por semanas, e era extremamente satisfatório vê-lo nessa posição.

Os dois se encararam um curto espaço de tempo, ainda com um tanto de vergonha e safadeza no olhar.

–De todas as perguntas que eu poderia fazer, a que eu mais quero perguntar agora é: como viemos parar num quarto para casal...?

Ryan virou-se para o teto, puxando um lençol jogado no chão para cima de seu corpo e dividindo com o albino. Obviamente eles não se moveriam dali por um pequeno espaço de tempo, até o ninja dizer que estava perfeitamente bem.

–Eu não tinha especificado para o Rugray-san... Acho que ele pensou que eu ia devorar uma criancinha.

O rosto de Lass ficou vermelho e deu para ver seus fios eriçando ainda mais daquele ninho de pássaro que estava agora. Ele socou as costelas do elfo, fazendo-o rolar.

–Mas que idiota você é! Não me diga que você ainda está pensando nessas coisas de textura, seu idiota! Ainda mais me associar com “criancinha”! –Lass lhe deu uma cotovelada. –Você tá me zoando, maldito?!

–C-Calma, Lass, é sério... É só um detalhe, eu tenho certas habilidades que me fazem perceber esse tipo de coisa-,

–Não quero saber!!! Só sei que você armou para mim, não tem outra explicação!!! –Lass exclamava, profundamente irritado, não aguentando mais ficar vermelho num mesmo dia.

O elfo balançou as mãos em desculpa, rindo levemente com a irritação tsundere do ninja. Não havia muito que fazer além de esperar que ele curasse, pois seu humor parecia ser sempre o mesmo, até numa situação como essa.

–Quando chegarmos na base eu vou te estraçalhar! –Lass ameaçava, tentando alcançar o ruivo, que se afastava a cada ameaça.

–Mas você até que gostou.

–Seu maldito! Eu vim aqui por que você estava preocupado com os amigos da floresta!!!

–Eu vim para ajudá-los, mas sei que eles são tão resistentes quanto eu, Lass... Não seja tão ingênuo.

–Quem é ingênuo?! Seu bastardo, mais uma palavra e eu vou te matar!

FIM

Notas finais
Acho que podia ter ficado melhor, mas eu senti que não deveria alterar minna-san. Me desculpem a demora novamente, mas espero seus comentários mesmo assim. Aviso: Eu não me importo se continuarem os pedidos, mas não posso garantir que vão ser escritos tão rápido. (especialmente agora... Porque meu computador morreu. De novo, por que ele era bem antigo e a placa de video não aguentou. Sorry). Um abraço a todos e até o próximo (*que já está sendo escrito ;D). Jaa ne!