Xubango - A Origem da Vida
2 Novos Horizontes
Notas iniciais
O pequeno Xubango não conseguia se contentar com sua nova descoberta. Aos poucos, a paz que ele havia alcançado por descobrir que não estava sozinho começou a desaparecer. Agora, apenas saber que existiam outras coisas não era o suficiente, ele queria tocá-las e senti-las.
Novamente, a criatura começou a se debater, tentando, assim, romper alguma parte de suas extremidades.
Conforme forçava sua forma, ele sentia que a resistência diminuía em alguns lugares, da mesma forma que a dor ia diminuindo cada vez mais.
Por muito tempo Xubango lutou contra seus limites, determinado a satisfazer sua curiosidade, até que finalmente uma dor incrível e poderosa o fez percebesse que havia conseguido.
Seus olhos, que agora acostumavam-se com as imagens que podiam captar, moveram-se rapidamente para onde a dor acontecia e, com a mesma sensação que sentira antes, notou que uma coisa comprida e fina, cheia de outras pequenas coisas compridas e finas havia surgido.
Em sua mente, Xubango soube que aquela sensação era alegria. A coisa que saiu de sua forma podia se mexer e outra sensação encheu o pequeno ser.
As estranhas formas que estavam presas pela outra moviam-se livremente conforme ele desejava e, como agora percebia, as sensações ao tocar as outras coisas eram ainda melhores.
Em sua mente ecoava a ideia de que talvez houvesse outra daquelas coisas. Então, novamente, o esforço recomeçou. Xubango se agitava e puxava, até que dor poderosa encheu seu ser outra vez.
Aos poucos, a pequena criatura se sentia cada vez mais completa.
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