Xeque Mate
5 Seu Sorriso, meu Fantasma
Notas iniciais

Três meses depois...
A campainha da Mansão Salvatore tocou e a governanta se apressou em atender, ao abrir a porta a mulher ficou branca como uma folha de papel, nem conseguia falar, muito menos se mover.
— Você continua a mesma Mary — Bonnie sorriu — Você poderia, por favor, dizer a minha sogra que estou à espera dela.
Mary se apressou, chegou ofegante até a sala de estar onde estavam Lily e Elena.
— Senhora Salvatore... — tremia como um bambu.
— Diga.
— Parece que viu um fantasma — Elena comentou.
— E eu vi — Mary levou a mão à boca.
— Você bebeu novamente no trabalho? — Lily perguntou irritada.
— Não... Eu realmente vi um fantasma.
— Fantasma de quem? — Elena questionou.
— Bonnie... A esposa do senhor Salvatore.
— Deixe de besteira aquela praga do Egito está morta e enterrada e eu sou a esposa de Damon — Elena se irritou.
— Olá sogrinha — Bonnie apareceu atrás de Mary — E olá Elena — só o olhar de Bonnie poderia fuzila-la.
Elena caiu dura desmaiada e Lily se levantou em um pulo.
— Você parece surpresa em me ver — Bonnie sorriu vitoriosa com a expressão de pânico de Lily — Mary largue essa vagabunda aí — a empregada segurava Elena desmaiada — E ligue para o meu marido para avisa-lo de que a esposa dele voltou das férias forçadas — disse, mas se arrependeu — Melhor, não diga nada ainda, preciso ter uma conversa a sós com essas duas amáveis criaturas.
— Como você....
— Estou viva? Não graças a você Lily — Bonnie colocou a bolsa em cima da mesa de centro e se sentou na poltrona — Me sinto como uma rainha banida que está de volta, meu exilo acabou — arqueou a sobrancelhas — Ligue para Elizabeth e diga para ela dormir na casa de alguma amiguinha, vamos Lily — apressou-a — Não estou pedindo.
— Com que direito você acha que pode chegar aqui e me ordenar algo?
— Só preciso te dizer um nome — pigarreou — Charlie — Lily gelou.
— Como você sabe?
— É uma das vantagens de ter um ex-namorado que é uma espécie de detetive particular — sorriu vitoriosa novamente.
Lily pegou o celular e ligou para a neta.
— Liza não venha para casa essa noite — a menina pareceu retrucar — Isso é uma ordem Elizabeth, depois eu explico, agora apenas me obedeça — desligou.
— Boa garota, você merece um biscoitinho — Bonnie provocou.
Elena se levantou do chão com a mão na cabeça.
— Vejo que acordou — Bonnie estreitou os olhos — Você me parece a mesma Elena, parece uma rosa, mas é uma cobra venenosa — cruzou as pernas — Já você Lily... — fez careta — O tempo foi cruel com você, está com uma cara de maracujá velho — fez bico, Lily torceu o nariz — Estão tão quietinhas — sorriu de lado — Vamos, digam alguma coisa.
— O que você quer aqui? — Elena perguntou entre dentes.
— Quero tudo o que é meu — Bonnie estava com os olhos vidrados nos de Elena — Tudo o que você tentou roubar.
— E como supostamente fará isso? — Lily questionou.
— Nunca duvide de uma mulher traída Lily... Eu tenho muitas jogadas perfeitas para vencer esse jogo.
— Pode nos dar o prazer de nos mostrar algumas — Elena perguntou com um tom superior e irônico.
— Lily já provou do meu veneno há alguns instantes, Charlie é o nome da minha jogada — sorriu ao ver Lily ficar nervosa — Já você Elena, que tal esses dois nomes: Jeremy e Alice.
— Jer? O que tem o meu irmão? — vociferou nervosa — E eu não sei quem é Alice.
— Eu e seu irmão somos bastante íntimos, se é que me entende — mordeu o lábio inferior.
— Sua vadia — Elena gritou na direção da rival.
— Shiu Elena, não esqueça que a vadia aqui é você — Bonnie não demonstrava medo ou nervosismo — E quanto a Alice, bem vamos começar pela noite em que uma bela jovem entregou um bebê para adoção — Elena sentiu os olhos arderem — Mas a questão é, se Alice é também uma herdeira Salvatore, por que você a deu? Poderia ter usado o tal golpe da barriga.
— Porque Stefan nunca foi meu plano inicial, eu queria Damon, Stefan era apenas a maneira que usei para me aproximar — contou.
— Então é isso que as une — Bonnie se levantou e caminhou até a estante — As duas deram crianças para adoção as culpando por erros seus — pegou a foto de Elena e Damon e jogou no chão estourando o vidro da moldura — Você não poderia ter criado a pobre criança Lily? Era difícil demais lidar com a traição do seu marido? Mas deixar uma criança desamparada é crueldade demais — continuou destruindo as fotos que tinham Elena — Stefan sabe da existência da filha?! É claro que não e você não quer que ele saiba não é? — virou-se agora para Lily — E você não quer que seus filhos saibam do irmãozinho bastardo, estou certa sogrinha? — abriu o uma garrafa de uísque e colocou em um copo — Estão prontas para jogar?
— Como você sabe de tudo isso? — Elena estava prestes a chorar.
— Tenho um conselho para você Elena, sempre tenha amigos e contatos poderosos — Bonnie tomou o primeiro gole — Vocês estão perdidas... Eu tenho a escola de Elizabeth, tenho o paradeiro de Alice, já mandei que trouxessem o policial Charles para a cidade, uma transferência rápida que devo os créditos á Klaus que me ajudou com isso, o paradeiro de Alice devo ao meu eterno namoradinho Kol, já a escola de Elizabeth, bem, Freya se mostrou interessada em comprar a escola — ambas Elena e Lily estavam assustadas com tamanho desempenho de Bonnie — Ah, eu iria esquecer do clube que Finn comprou — tomou o último gole — E Lily eu posso destruir a sua empresa em um piscar de olhos.
— Posso saber como?
— Se eu pedir para Elijah desistir do contrato, vocês estão ferrados, falidos, com uma mão atrás e a outra na frente.
— Você não destruiria o futuro da sua filha — Elena disse.
— Eu peço o divórcio e me caso com Finn, Elizabeth será herdeira dos Mikaelson, Finn me dará tudo o que eu quiser na palma da minha mão — sorriu — Eu namorei Kol, Finn é um eterno apaixonado, Esther me ama e sempre me quis como nora novamente, Rebekah é uma grande amiga e eu sou madrinha do filho dela, Freya e eu almoçamos juntas quase todos os dias, eu era assistente de Elijah e somos amigos íntimos, e bem, Klaus é namorado da minha melhor amiga, psicóloga e assistente pessoal, que logo conhecerão.
— Você dormiu com todos os irmãos Mikaelson? — Elena fez cara de desaprovação.
— E você dormiu com todos os irmãos Salvatore — Bonnie retrucou.
— Você é vil Bonnie — Lily acusou.
— E você é uma velha maldita — vociferou começando a se alterar — Eu tenho vocês nas minhas mãos, não neguem — Bonnie olhou para Mary que estava escondida atrás da parede — Mary mande que peguem minhas coisas no carro — ordenou.
— Suas coisas? — Elena se levantou em um pulo.
Bonnie subiu as escadas rapidamente e abriu a porta de seu antigo quarto, estava tudo intocável, o que queria dizer que Damon não tivera coragem de colocar Elena em sua cama, ela sorriu e andou até o maior quarto de hospedes e lá estava o quarto do casal, Bonnie entrou e trancou a porta.
— O que você vai fazer aí? — Elena gritou esmurrando a porta.
A bela vingativa mulher tirou do bolso da calça jeans um isqueiro prateado que ganhara de Finn Mikaelson em um de suas tentativas em conquista-la.
— Belas roupas Elena — Bonnie jogou todas as roupas na varanda — Que vestido lindo esse vermelho, é uma cor quente — colocou fogo no vestido e jogou-o pela janela — Fique tranquila querida, sua tia me disse que suas roupas continuam no seu quartinho.
Era uma chuva de vestidos queimados, lingeries, meias calças, tudo o que poderia queimar ela queimou.
— Mary pegue esses sapatos lá em baixo e os dê as suas vizinhas — Bonnie ordenou e jogou os sapatos pela janela — Seguranças segurem Elena — dois homens altos e fortes a seguraram — Não deixem que ela impeça o show — Bonnie sorriu e voltou para o quarto — Isso está precisando de um fundo musical — Bonnie pegou o celular no bolso e colocou “Worth It” — Agora sim — arrancou os lençóis da cama e os jogou em chamas pela janela — Agora dos perfumes e cremes — jogou-os dentro de uma sacola e abriu a porta — Tome Jenna distribua isso entre os empregados, para os homens também para que eles presenteiem suas esposas e filhas — entregou a sacola a outra criada.
— Você é louca — Lily entrou no quarto destruído.
— Você não viu nada — Bonnie quebrou os porta retratos e queimou as fotos dentro de uma lixeira, pegou um dos batons de Elena e escreveu em letras garrafais no espelho do lavabo VINGANÇA É UM PRATO QUE SE COME FRIO.
— Pare com isso sua louca — Lily ordenou.
— Se gritar comigo de novo eu invado seu quarto e faço pior — Bonnie acendeu o isqueiro perto do rosto de Lily que recuou — Boa garota, agora saía da minha frente — Bonnie saiu desfilando — Só para constar não precisa correr e ligar para Damon e fazer um escândalo, eu filmei tudo para mostrar para ele — sorriu e desceu as escadas.
Elena estava aos prantos, ainda sendo segurada pelos seguranças.
— Eu vou te matar — ameaçou.
— Vocês estão ouvindo isso não estão?! Isso foi uma ameaça de morte, é crime, se eu quiser te processar você vai para a cadeia — quem ameaçou dessa vez foi Bonnie — Larguem essa criatura no meio da rua com a roupa do corpo — mandou — Não, não, esperem — Bonnie caminhou até Elena — Ela não merece a roupa do corpo.
Bonnie rasgou o vestido decotado de Elena até onde abri-lo por inteiro ao meio, tirou os sapatos dos pés da mulher e os deu a Mary, sorriu ainda achando que faltava algo.
Entrou na casa e pegou o celular de Elena e caminhou até a piscina e o jogou lá.
— Agora mergulhe na piscina e pegue — ordenou.
— Ele nem presta mais — Elena respondeu irada.
— Ele é prova d’água — afirmou — Jogue ela lá — revirou os olhos e apontou para a piscina.
Elena foi jogada na piscina e nadou até a escadinha e saiu toda molhada.
— Agora sim está humilhada, mas não é o suficiente ainda — Bonnie respirou fundo — Jogue-a na rua — ordenou e virou as costas.
— Você me paga Bonnie — Elena gritou sendo arrastada pelos seguranças.
— Não Elena, você é quem vai me pagar cada centavo e com juros — fechou a porta.
*
Bonnie se trancou em seu antigo quarto e passou o resto da tarde arrumando suas coisas, seu coração ansiava pelo momento em que reencontraria Damon, como ele reagiria? Será que seria agressivo?
— Senhora Bonnie — Mary chamou na porta — O carro do Senhor Damon já passou pelos portões — avisou.
— Obrigada Mary e pode me chamar só de Bonnie — abriu a porta e saiu.
— A senh... Você — sorriu ao se corrigir — Quer que eu o avise?
— Não, apenas diga para ele ir até a cozinha.
— Sim senhora.
*
Damon entrou com passos vacilantes, sem saber o que lhe esperava, ele acendeu a luz e seus olhos não podiam acreditar no que estava vendo, seu corpo pareceu vacilar, poderia ter caído sob seus joelhos, ele queria chorar e sorrir ao mesmo tempo.
— Bonnie? — tremia sem parar.
— Primeira e única — não pôde se conter e sorriu de canto.
Ela esperou que ele a xingasse, talvez até que a empurrasse, que a culpasse ou que se culpasse por ela estar viva e não morta, esperou que ele dissesse que seria melhor se ela estivesse morta, mas tudo ao contrário, Damon caminhou até ela e enlaçou segurando-a entre seus braços firmes, suas lágrimas escorrendo de seus olhos passando por suas bochechas e pousando nela.
— Pensei que você estivesse morta — abraçou-a ainda mais firme — Eu chorei por você todos esses anos, todos os dias...
— Mas ao invés de guardar minha memória decidiu dormir com a noiva do seu irmão? — afastou-o, embora seu coração pedisse por mais abraços e pelos beijos que ela tanto sentia falta.
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