X e Ainden

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Eu provavelmente vou demorar para escrever e postar os capítulos, ao menos no início, então sinto muito :')

Eu estou quase que postando isso por causa de um impulso aleatório kk, me perdoe.

De qualquer forma, espero que gostem e aproveitem a leitura

Tentarei melhorar a cada capítulo.

No relógio mostrava ser 11 horas da noite quando X terminava de calçar seu par de botas, pegava seu guarda-chuva e chapéu antes de sair.

Pouco tempo antes, haviam ligado falando que sua nova superior a chamava para receber um novo trabalho.

Agora, ela já se dirigia para fora do apartamento, parando de andar quando ouviu o segurança perguntar:

— Aonde vai a essa hora, senhorita?

— Tenho alguns assuntos pessoais para resolver. — tentou soar gentil

— Nada que a senhorita possa esperar até amanhã? — perguntou o urso pardo.

— Não, infelizmente. — sorriu antes de se virar.

— Se cuide, há muitos perigos na rua a essas horas.

— Eu sei me virar. — voltou a se apressar — Boa noite, Clarence.

— Até mais, Srta. Laurel.

Samantha Laurel, a simples leoa que trabalha em casa com sabe-se lá o quê. Essa era sua identidade ali.

Caminhando por cerca de 20 minutos, ela chegou a uma rua quieta e parou por um instante, olhando para trás antes de prosseguir.

Ali havia um prédio abandonado, com as paredes manchadas, janelas quebradas e outras tampadas por tábuas de madeira escura.

Entrou no beco escuro ao lado deste prédio, e parou em frente a uma porta de metal, dando leves batidas nela.

— Pois não? — uma janelinha se abriu, revelando o olho do segurança do outro lado da porta.

— Fui chamada para me apresentar a Bella.

Após dizer isso, sussurrou uma senha e esperou a porta ser aberta.

— Boa noite, senhorita X. — o tigre caolho, em um uniforme azul, lhe deu passagem.

Entrou deixando seu guarda-chuva próximo a porta, se dirigiu ao elevador e subiu até o penúltimo andar, indo para uma sala de espera, sem prestar atenção a quem estivesse lá. Uma coruja branca, atrás de um balcão, ao vê-la, avisa que ela já pode entrar.

Entrando na próxima sala, sua visão se incomoda com a claridade do lugar. Bella permaneceu sentada, atrás de sua mesa de carvalho escuro, esperando que X se aproximasse para cumprimentá-la.

— Agente X. — ela expressou um calmo sorriso — É uma honra conhecê-la.

— Boa noite, Srta. Bella, eu que agradeço por finalmente vê-la. — soltou sua frase planejada.

Bella fez um gesto para que ela se sentasse antes de prosseguir:

— Agente, acredito que já esteja ciente de nossa situação atual, correto? — X assentiu enquanto se reencostava na cadeira — Falta-nos agentes experientes para casos que temos que enfrentar. — ela abriu uma gaveta e começou a procurar por algo — Por isso, indo direto ao ponto, quero que você se encarregue deste caso.

Ela entregou um envelope para X, que logo se pôs de pé e guardou-o dentro do sobretudo.

— Claro, sei que a informação neste envelope parece pouca, e realmente é, aquele incêndio nos levou grande parte do trabalho. — suspirou, enquanto passava a pata pelo rosto- Mas, creio que você consegue ver como as peças se encaixam.

— Farei meu melhor.

— Claro! Ouvi muitas coisas sobre você, e diversos elogios de sua antiga chefe. Não, não. Não tenha pressa, ainda preciso falar uma última coisa com você.

Apertou uma tecla de seu telefone e pediu que deixassem alguém entrar. As orelhas de X se voltaram para trás com o som da porta se abrindo e passos apressados vindo até a mesa da raposa, parando bem ao seu lado.

— Agente X, este é Ainden, participou de poucas missões e ainda lhe falta experiência para finalizar seu último treinamento.

X quis interrompe-la ali mas deixou ela prosseguir com a explicação. Também olhou rápido para quem estava ao seu lado agora; nunca o havia visto antes.

Ainden era um guepardo, um pouco mais baixo que ela, de olhos azuis, terno preto e gravata vermelha. Parecia nervoso e não tinha coragem de encara-la.

— O agente ainda precisa aprender algumas coisas, e assim que ouvi falar tão bem de você soube que não haveria outro melhor senão vo-...

— Não.

— Não?

— Não serei babá desse... Digo, olhe, ele vai me atrasar! O melhor é que você o deixe como responsabilidade de out-

— Se o que eu ouvi for verdade — ergueu um pouco a voz — então eu tenho a certeza de que tudo correrá bem. Não vá me dizer que apenas por ter que dividir o trabalho você não irá conseguir cumprir seu dever?

— Não, senhora. — engoliu a raiva.

— Pois bem, podem se retirar e os dois comecem o quanto antes a estudar isso juntos. — ela uniu as mãos e entrelaçou os dedos — Vão, saiam e uma boa noite a vocês.

X se virou e saiu andando a passos pesados, não podia se recusar a obedecer uma ordem vinda de uma superior mas também não podia evitar de ficar irritada com aquilo. Sua antiga chefe entendia, essa já começava a tratando assim.

Iria terminar o quanto antes o que precisava, não ficaria se preocupando em mostrar tudo ou explicar as coisas para o novato, ele que aprendesse o resto depois com outros.

— Ei, segura o elevador por favor! — o jovem chita barrou a porta e entrou — Ufa, cheguei.

Ela continuou quieta, enquanto o guepardo tentava tomar coragem para começar pelo menos uma pequena conversa.

— Uhm, bem, você já ouviu mas vou me apresentar mesmo assim. — sorrio de maneira sem graça — Me chamo Ainden. É, com "n" mesmo e esse som diferente, mas não me incomoda não, é até legal mas o problema é quando acabam escrevendo erra-...

Logo que a porta abriu ela saiu e foi em direção a saída, pegando seu guarda-chuva e o abrindo logo que notou o leve chuvisco que tinha se iniciado.

— Opa, boa noite. — Ele saiu logo atrás, apenas cruzando os braços e seguindo debaixo da chuva mesmo.

Ela finalmente voltou a prestar atenção ao seu redor quando ouviu passos ecoando atrás dela. "Mas que droga que ele tá me seguindo?! Desgruda desgraça!"

— Legal estarmos seguindo o mesmo caminho. — ele comentou quando já estavam distantes daquele velho prédio e seu beco escuro. — Quer dizer, é algo normal eu sei, mas engraçado que estejamos seguindo ele hoje e... Ah, esquece...

— . . . Seu nome é qual? — fez uma nova tentativa.

— X.

— Não, tipo, é um apelido né? Tipo você pode me chamar apenas de A sabe, mas seu nome é...?

— X.

— Está bem então... — suspirou e apressou mais o passo, pois a chuva já engrossava.

Ela parou e se virou para ele. Ainden seguiu andando mais um pouco antes de olhar de volta, confuso.

— Entra logo debaixo da droga do guarda-chuva, vai.

— Ah! — correu e abrigou ao lado dela, tentando manter uma distância para não a incomodar — Obrigado, senhorita.

— Por nada.

Já estava a poucos minutos de casa, e tudo que queria era dormir um pouco agora.

— Ainda vai ter que correr bastante quando nos separarmos.

— Eu lido bem com isso, afinal, já é conhecido o mérito que nós, guepardos, temos não?

— Que seja. — trocou a mão que segurava o guarda-chuva e atravessou uma rua — Me despeço aqui, e você segue seu caminho.

— Oh, já?

Ele olhou para uma outra rua, vendo se havia algo nele que o abrigasse da chuva ocasionalmente.

— Então tá, eu vou por ali. — Tirou uma chave do bolso e jogou para cima — Foi bom te conhecer, espero muito que possamos fazer isso juntos.

— Boa noite. — se limitou a isso e virou-se, caminhando até a portaria.

Não olhou para trás, só ouviu os passos apressados ressoando atrás de si. Entrou, subiu de elevador e destrancou sua porta;

em casa, enfim.

Arrancou o sobretudo, conferiu se as janelas estavam trancadas e as cortinas fechadas, então guardou o envelope no fundo falso da gaveta de seu móvel.

Pendurou seu chapéu e tirou as botas, estava bem confortável agora, mal terminou de trancar as portas, apagou as luzes e foi dormir, aproveitando a melodia que a chuva criava.

Dormiu pouco, acordou no meio da noite de sobressalto, não sabia o porquê mas era bom conferir tudo de novo, desde as portas até às janelas.

Quando puxou uma cortina um pouco para o lado, viu lá em baixo, na rua, uma silhueta familiar, encolhida encostada na frente de uma loja, com cobertura para que a chuva não atingisse-o diretamente. "O tonto não disse que iria para casa?! O que ele está fazendo sentado lá embaixo?".

Faltava ser um daqueles idólatras bizarros que seguem o alvo de sua devoção, mas ela nunca o havia visto antes disso. Independente de qualquer coisa, apenas puxou a cortina novamente e se deitou, deixando para conferir isso no dia seguinte.

Notas finais
Olha, ainda não estou totalmente satisfeita com minha escrita, então espero fazer melhor na próxima.

Até mais, obrigada por ter lido
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.