X-MEN Origens: Vampira
3 Manifestação
Fiquei abismada com o que ele gritou de lá de baixo, ele nunca tinha falado comigo antes, e me lembro muito bem de quando estávamos na sexta série e ele me chamou de "ESQUISITA". Como eu sou ótima em esconder meus sentimentos, fiquei indiferente, sentei em minha cama enquanto ele subia até o meu quarto pelo lado de fora da casa.
Quando chegou ao topo, sentou na janela, e sorrindo disse:
-Ei Anna, eu estava pensando.. Você ficou sabendo sobre o baile da escola, certo?
-O que você quer aqui afinal?- Respondi em um tom seco.
Ele hesitou, mas mesmo assim lançou a frase que me deixou convicta do que eu estava imaginando minha mente (que era muito fértil por sinal).
–Você quer ir ao baile comigo? — disse ele envergonhado.
Comprimi meus olhos e então respondi com clareza e ironicamente:
–Por que isso? Você NUNCA deu a mínima para mim, eu nunca fiz diferença nesse seu mundinho onde só existem pessoas como você. Pessoas que se acham melhores que todo mundo, pessoas que usam e abusam para conseguirem o que querem...
Ele estremeceu e então deu de ombros.
–Tudo bem então, se você não quer do jeito fácil... Vou te convencer do modo difícil!
Aquele idiota fez a pior coisa que ele poderia ter feito em toda sua vida. Ele veio pra cima de mim. Pegou em meus braços, me jogou na cama e disse:
- Ah Anna, como você é perfeita. Simplesmente a garota que sempre desejei ter.
-- NÃO ME TOQUE! — surtei.
Então ele me beija lentamente... um beijo tão bom e estranho que senti um calafrio...
Tudo começa a girar dentro da minha cabeça, as coisas não faziam sentido. Começo a ver coisas como se fossem "lembranças" e memórias... Mas não eram minhas.
De quem poderia ser afina? Eu tinha sugado as lembranças dele? Só com aquele beijo?
Os atributos dele então se manifestaram em mim alguns segundos após aquele flashback invertido, dei um pulo da minha cama. Eu me sentia mais forte, menos inteligente... Com certeza eu tinha sugado a vitalidade dele. Mas como?
Olhei ao redor e ele estava caído no chão, inconsciente e babando quase um rio. Fiquei apavorada e não sabia o que fazer, afinal eu estava desesperada! Decidi que a melhor coisa a se fazer era fugir de casa...
Se eu fosse uma aberração, não poderia conviver com outras pessoas.
Eu seria um monstro e sinal de perigo para todos que me rodeavam.
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